Em abril do ano passado, o Ministério da Saúde publicou um texto dizendo se tratar de desinformação. Após chamar o “turbocâncer” de “teoria enganosa”, o órgão negou a relação entre imunizantes e câncer. “É importante esclarecer que não há qualquer evidência que sugira que a imunização possa causar câncer, levar à recorrência da doença ou, ainda, acelerar a progressão”, disse o ministério.
O mesmo dizem João Viola e Carlos Gil Ferreira, diretor médico da Oncoclínicas&Co, grupo dedicado ao tratamento do câncer na América Latina, e presidente do Instituto Oncoclínicas. “Não há nenhum registro médico ou estudo científico publicado que comprove aumentos significativos inesperados de câncer em adolescentes após a aplicação da vacina contra a covid-19”, afirmou Ferreira ao Comprova.
“Os estudos e a vigilância pós-vacinação realizados pelas principais autoridades de saúde, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), indicam que as vacinas são seguras e eficazes”, disse Viola.
Como ele explica, “o câncer é uma doença complexa e multifatorial, e suas causas são variadas, envolvendo fatores genéticos, ambientais e biológicos”, sem ligação com imunizantes.
Em dezembro do ano passado, em um comunicado dizendo que a “desinformação pode matar”, o Ministério da Saúde voltou ao tema. “Nenhum imunizante aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ofertado à população contém substâncias tóxicas que causam câncer, eles não provocam mutações em células e não geram tumores cancerígenos”, afirmou o órgão.
Segundo a OMS, “autoridades regulatórias monitoram continuamente o uso das vacinas”, “reações graves (a elas) são extremamente raras” e, a partir de dados, conclui-se que elas “permanecem seguras em todo o mundo”.
noticia por : UOL



