Khon Khan nasceu em família budista de baixa renda no Camboja, décimo entre onze irmãos. A crise financeira da família aprofundou-se quando o negócio de seu pai faliu, obrigando-o a abandonar os estudos aos 12 anos.
A situação deteriorou-se após o suicídio de sua mãe, vítima de depressão severa em 2008. Em entrevista à CBN News, Khan declarou: “Após a morte dela, perdi toda esperança. Meu pai se casou novamente e minha vida piorou progressivamente”.
Busca por sobrevivência
Para escapar da fome, Khan refugiou-se em um templo budista aos 14 anos, onde recebia alimentação em troca de serviços aos monges. Após três anos, deixou o local devido a relatos de maus-tratos:
“Eles insultavam as crianças constantemente. Naquele momento, decidi não seguir o budismo”. Sem perspectivas, ingressou em uma gangue em Phnom Penh em 2013, admitindo: “Tornei-me um gângster e buscava conflitos”.
Em 2015, porém, à beira do suicídio, Khan relatou uma experiência decisiva: “Uma voz me disse: ‘Se quer esperança, aprenda inglês. Seu país precisa de tradutores’”.
Um colega indicou aulas gratuitas ministradas por missionários filipinos do Centro Asiático de Missões (ACM) em uma igreja cristã. Durante o curso de cinco meses, participou de cultos e, conforme exigência do programa, evangelizou. “Compreendi que Jesus era o Salvador e me comprometi a servi-Lo”, afirmou.
Atuação atual
Após abandonar a vida criminosa, Khan tornou-se pastor em Kampong Thom. Sua organização já estabeleceu 200 igrejas nas 24 províncias cambojanas e capacita líderes religiosos. Como Subsecretário de Culto e Religião do Camboja (cargo assumido em 2022), atua na proteção legal de minorias cristãs, especialmente em áreas rurais onde ocorrem perseguições.
Projetos sociais
Inspirado por suas experiências de fome na infância, Khan coordena distribuição de alimentos para crianças em 25 aldeias aos domingos. Sobre seu legado, declarou: “Sem o ACM, estaria morto ou preso. Deus me resgatou das trevas para abençoar meu país”.
Dados do Departamento de Estado dos EUA (2024) indicam que 1,6% dos 17 milhões de cambojanos professam o cristianismo, frequentemente enfrentando hostilidade em comunidades rurais. O trabalho do agora ex-budista Khan ocorre neste cenário, combinando assistência prática e expansão religiosa.
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FONTE : Gospel Mais



