As mulheres nos Estados Unidos continuam mais propensas a se identificar com uma religião e a praticar a fé do que os homens, conforme dados da Pesquisa do Panorama Religioso 2023-2024 do Pew Research Center, divulgada nesta quarta-feira, 16 de julho de 2025. Os dados, obviamente, servem como comparativo para outros países.
Essa diferença de gênero na religiosidade, observada historicamente nos EUA e em diversos países, persistiu na última pesquisa. Segundo os resultados, 66% das mulheres adultas se identificam como cristãs, contra 59% dos homens.
Homens são ligeiramente mais propensos a se identificar com religiões não cristãs (8% vs. 6% das mulheres), mas, no geral, as mulheres mantêm maior adesão religiosa.
Práticas religiosas também divergem:
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Oração diária: 50% das mulheres relataram orar pelo menos uma vez ao dia, comparado a 37% dos homens.
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Bem-estar espiritual: 45% das mulheres disseram sentir uma sensação de paz ou bem-estar espiritual pelo menos uma vez por semana, contra 35% dos homens. Além disso, 29% dos homens afirmaram raramente ou nunca sentir esse bem-estar, percentual que cai para 20% entre as mulheres.
Inversão na Geração Z:
O estudo identificou, porém, uma tendência contrária entre adultos jovens da Geração Z (nascidos a partir de 1997). Neste grupo, os homens estão se mostrando mais propensos à prática religiosa do que as mulheres. Eles frequentam cultos com maior regularidade e são mais inclinados a se identificarem como religiosos.
A pesquisa aponta que mais homens cristãos da Geração Z estão permanecendo fiéis às suas igrejas, enquanto mais mulheres jovens estão abandonando a prática religiosa formal. Essa inversão é observada especificamente entre os que se identificam como cristãos.
Religiosidade
A pesquisa também analisou padrões entre diferentes orientações sexuais:
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Identidade Cristã: Enquanto 66% dos heterossexuais se identificam como cristãos, o percentual cai para 34% entre gays e lésbicas e para 27% entre bissexuais.
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Autoidentificação como “Religioso”: 60% dos heterossexuais se consideram religiosos, contra 33% dos gays e lésbicas.
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Autoidentificação como “Espiritual”: Quando questionados sobre espiritualidade, a diferença diminui. Cerca de 68% dos gays e lésbicas se consideram “muito” ou “um pouco” espirituais, ficando a alguns pontos percentuais dos heterossexuais (71%).
O estudo também verificou que, em pesquisas anteriores, mulheres lésbicas e bissexuais tendiam a ser ligeiramente mais religiosas do que homens gays e bissexuais.
Limitações e explicações:
A pesquisa não coletou dados específicos sobre identidade de gênero não binária ou transgênero neste módulo. Quanto às razões para a diferença geral entre homens e mulheres, o Pew não oferece explicações conclusivas, mas cita teorias sociológicas em discussão.
Alguns especialistas sugerem influência biológica (como níveis de testosterona), enquanto outros apontam para fatores sociais e de socialização de gênero.
Apesar do declínio geral na identificação religiosa entre os americanos e da nova tendência observada na Geração Z, a maior religiosidade feminina em relação à masculina permanece como uma constante estatística na população adulta geral dos Estados Unidos, sustentada por dados de identidade, prática e experiência espiritual.
FONTE : Gospel Mais



