O Teatro de Contêiner Mungunzá foi indicado nesta sexta (11) à 36ª edição do Prêmio Shell na categoria energia que vem da gente, que reconhece iniciativas com impacto social positivo. Ameaçado de despejo pela Prefeitura de São Paulo, o espaço cultural foi escolhido pelo trabalho que realiza com a população vulnerável do entorno de sua sede —ele está situado em um terreno municipal na rua dos Gusmões, ao lado de onde era o fluxo da cracolândia, na Luz.
Desde maio, quando a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) enviou uma notificação extrajudicial dando um prazo para o grupo teatral desocupar a área, o meio artístico tem se manifestado contra a decisão.
A Prefeitura afirma que precisa do terreno para construir um “hub de moradia social” e diz também que já ofereceu um outro espaço na região central com quase o dobro do tamanho do Teatro de Contêiner para que a companhia possa seguir o seu trabalho. Afirma ainda que segue aberta ao diálogo com o grupo.
Fernanda Montenegro, Emicida e outros artistas já se manifestaram contra a desocupação do local.
Em sua indicação, o Prêmio Shell destaca também o projeto “Tem Sentimento”, realizado no Teatro de Contêiner, e que oferece oficinas e atividades para a geração de renda de mulheres cis e trans.
Na seleção do júri de São Paulo, também foi indicado na mesma categoria a Cia Teatro Documentário, “por duas décadas de trabalho pela valorização e revitalização de espaços na região da Bela Vista, com o envolvimento de moradores, como no espetáculo de rua ‘Cavalo Bravo Não se Amansa’.”
com DIEGO ALEJANDRO, KARINA MATIAS e VICTÓRIA CÓCOLO
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noticia por : UOL



