A Faria Lima é o principal símbolo do mercado financeiro do Brasil. “Ocupamos o saguão do edifício de R$ 1,5 bilhão, o mais caro do Brasil na Faria Lima, exigindo justiça tributária, inclusão dos milionários no Imposto de Renda e do povo no orçamento”, afirmou a Frente Povo Sem Medo nas redes sociais. Cartazes dos manifestantes mostravam frases como “o povo não vai pagar a conta” e “acabou a mamata”.
Embate
A invasão de ontem ocorre em meio ao acirramento da tensão entre o Palácio do Planalto e o Congresso envolvendo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Nesta semana, a Advocacia-Geral da União (AGU) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão do Legislativo que derrubou o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que aumenta o imposto.
Nesta quarta, 2, em Salvador (BA), Lula exibiu um cartaz que pedia a “taxação dos super ricos”. Como mostrou o Estadão, o governo vai dobrar a aposta e fazer uma nova disputa política com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antecipando o tom da campanha eleitoral de 2026. Depois de ressuscitar o “nós contra eles”, a ideia é jogar a opinião pública contra as pessoas das classes mais altas. Na narrativa elaborada pelo Planalto e pelo PT, essa classe social representa apenas 1% e conspira contra os demais 99% que querem “justiça tributária”.
Lula será o “motor” do discurso de que, para manter as contas públicas equilibradas, o governo vai taxar “quem sempre pagou pouco ou quase nada”. Todos os ministros foram orientados a bater na mesma tecla, sem se importar com o impacto do enfrentamento com o Congresso.
Nessa ofensiva, o PT criou a campanha “Taxação BBB: Bilionários, Bancos e Bets” – o mote apareceu na manifestação de ontem.
noticia por : UOL



