O salário mínimo na Indonésia está entre 2 e 4 milhões de rúpias por mês (R$ 600 a R$ 1.200), segundo o Trading Economics. Agam receberá, de uma só vez, o equivalente a mais de 20 anos de renda de um trabalhador comum do país, explicou Davi Ramos, educador financeiro e sócio-fundador da assessoria de investimento Vante Invest.
Por isso, Agam tem agora uma ”chance de mudar de vida” no país. Com esse valor, ele conseguiria adquirir um imóvel médio fora das grandes capitais, de preço entre 300 e 500 milhões de rúpias, conforme preços do portal imobiliário indonésio Rumah123. Além disso, poderia abrir um pequeno negócio local, como um serviço de guia turístico, e comprar um carro ou uma moto.
A quantia é suficiente para pagar despesas básicas por vários anos. Fernando Chertman, professor de Macroeconomia da Faculdade Belavista, avalia que o dinheiro, se for guardado e usado apenas para gastos essenciais, poderá sustentá-lo por cinco a 10 anos — dependendo do estilo de vida.
O valor, no entanto, não garante aposentadoria. ”Para Agam, esse dinheiro é sim uma grande ajuda e pode representar uma mudança importante, como sair de dívidas, melhorar a casa, investir na educação ou abrir um negócio. Mas não é uma quantia que garante independência financeira pelo resto da vida. Se bem usado, pode abrir portas para uma vida mais estável e com mais oportunidades”, entende o professor.
Inicialmente, Agam resistiu a aceitar a ajuda financeira e pediu apenas orações. O montanhista afirmou que aquilo era ”a vida dele e que vivia fazendo isso”.
Ainda não se sabe quais são os planos dele, mas o voluntário chegou a dizer que iria dividir o dinheiro com os outros seis socorristas que participaram do resgate. Além disso, Agam afirmou que plantaria árvores para ajudar no oxigênio da Indonésia, devido ao calor excessivo no país.
noticia por : UOL



