BandFM 99.3
No Result
View All Result
19 de outubro de 2026
  • MATO GROSSO
  • GERAL
  • POLICIA
  • DESTAQUES
  • TECNOLOGIA
  • MATO GROSSO
  • GERAL
  • POLICIA
  • DESTAQUES
  • TECNOLOGIA
No Result
View All Result
Morning News
No Result
View All Result

Anvisa aprova Mounjaro para tratamento de obesidade: veja como funciona 

9 de junho, 2025

READ ALSO

Construção da maior ponte de Mato Grosso chega a 77% de execução

Municípios têm até 31 de outubro para executar recursos do programa Escola em Tempo Integral

O medicamento tirzepatida, cujo nome comercial é Mounjaro, foi aprovado nesta segunda-feira, dia 9, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser usado no tratamento da obesidade e sobrepeso (na presença de pelo menos uma comorbidade como hipertensão, colesterol alto, apneia obstrutiva do sono ou doença cardiovascular).

O produto já havia sido aprovado pela agência para combate à diabetes 2 – embora também não oficialmente estivesse sendo comprado para obesidade e como uma das “canetas emagrecedoras” de cunho estético, que se popularizaram recentemente.

O Mounjaro é vendido no formato de caneta autoinjetora de dose única, em embalagens contendo quatro canetas, equivalente a um mês de tratamento. As doses disponíveis atualmente são de 2,5 miligramas (mg) e 5 mg.

Os preços variam de cerca de R$ 1,4 mil a R$ 1,9 mil para doses de 2,5 mg; e entre R$ 1,8 mil e R$ 2,3 mil para 5 mg, considerando a alíquota de 18% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Na lista de “canetas emagrecedoras”, estão outros medicamentos Saxenda e Wegovy, sendo o mais conhecido o Ozempic. Tanto ele quanto o Mounjaro foram criados para o tratamento de diabetes e, devido ao efeito adicional de emagrecimento, posteriormente passaram a ser indicados para o tratamento da obesidade.

Como funciona

O cardiologista Gustavo Lenci Marques explica que ambos regulam a velocidade do intestino. A digestão fica lenta e, com isso, é produzida uma sensação de saciedade, regulando o apetite, diminuindo a ingestão calórica e permitindo a redução de peso.

“Os dois atuam no cérebro e no intestino, mas o Ozempic atua com um hormônio apenas nestes locais e o Mounjaro atua com dois hormônios, o que torna o seu efeito maior”, diz o médico, também professor de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Segundo a fabricante do Mounjaro, Lilly, os efeitos eventos adversos mais comumente relatados foram relacionados ao trato gastrointestinal. De acordo com a bula do remédio, é muito comum – em mais de 10% dos pacientes – ocorrer náuseas e diarreias. Já entre 1% e 10%, dor abdominal, vômito, indigestão, prisão de ventre, distensão abdominal, flatulência estão entre os efeitos colaterais mais comuns.

Caneta autoinjetora Mounjaro foi autorizada pela Anvisa para ser vendida para tratamento de obesidade (Foto: Divulgação/Eli Lilly do Brasil)

Tratamento precisa de exercícios e dieta

A classe médica, no entanto, (inclusive o laboratório Lilly) reforça que o Mounjaro é um medicamento que faz parte de um tratamento amplo, o qual deve ser realizado em conjunto com atividades físicas e dietas de baixa calorias. Sem isso, os resultados são menores e o peso pode voltar quando o remédio for suspenso.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) consideram a aprovação da Mounjaro para obesidade um avanço relevante no enfrentamento da doença por ser mais uma opção para médicos e paciente, e porque a regulamentação ajuda a reduzir o comércio paralelo.

Hoje, cerca de 30% da população brasileira é obesa. Se considerar também o sobrepeso, o total corresponde a dois terços dos habitantes.

Além disso, os resultados do Mounjaro têm se mostrados eficientes, segundo a presidente eleita da SBEM, Karen de Marca. A medicação mostrou, diz ela, benefícios adicionais no sistema cardiovascular, renal e hepático.

“Já tínhamos conhecimento dos dados e do uso da tirzepatida para obesidade em outros países, com resultados muito satisfatórios. Em estudos, cerca de 50% dos pacientes perdem mais de 20% do peso corporal, e aproximadamente 35% atingem perdas superiores a 25% — números que se aproximam dos resultados obtidos com cirurgia bariátrica”, diz ela.

Marques lembra que estes resultados de perda entre 20% a 25% de peso se referem à dosagem de 15 miligramas, ainda não comercializada no Brasil e reforça para quem deseja usar o produto apenas para emagrecer: “Quando não há mudança de vida, o peso volta”.

“À moda Ozempic”

O resultado emagrecedor que estas canetas causam chamou a atenção de quem busca perder peso com rapidez e sem esforço. Apesar do valor, as “canetas emagrecedoras” podiam ser compradas sem fiscalização nas farmácias até o mês passado.

A partir de junho, a Anvisa botou um freio na “moda Ozempic”. Passou a obrigar receita médica de duas vias para compra nas farmácias, sendo uma retida.

A grande procura causou inclusive falta de alguns produtos no mercado, prejudicando pacientes diabéticos e obesos que realmente precisavam destes remédios.

O próprio Mounjaro teve uma demanda “sem precedentes” desde o mês passado. “Apesar de termos fornecido um volume consideravelmente maior do que a demanda esperada, essa superou qualquer expectativa, e atualmente estamos enfrentando disponibilidade intermitente das dosagens de 2,5 mg e 5 mg de Mounjaro no Brasil”, disse a empresa à Gazeta do Povo.

A farmacêutica Lilly enfatizou que a disponibilidade intermitente não está relacionada a problemas de qualidade. Disse que a situação pode persistir nas próximas semana e que aumentou os pedidos de importação do produto para o Brasil.

“Nos últimos anos, vimos crescer uma febre em torno do emagrecimento rápido. Influenciadores exibem seus resultados com Ozempic como se fosse um suplemento fitness, clínicas oferecem ‘protocolos de verão’ como se fossem cosméticos, e pacientes compram remédios de uso controlado como quem escolhe um shake detox na prateleira. Tudo isso embalado em promessas de autoestima, aceitação e corpos ‘prontos para o verão’”, critica Marques.

Ele enfatiza que esses medicamentos “não são remédios para emagrecer”, mas para tratar doenças crônicas.

“Diabetes e obesidade são condições com impactos metabólicos, cardiovasculares e ortopédicos bem documentados. Estamos falando de intervenções que reduzem o risco de morte, melhoram a apneia do sono, aliviam dores articulares e transformam a qualidade de vida”, diz o médico, também especialista da plataforma de Carreira Médica PUCPR.

Na sua avaliação, a banalização do uso destes medicamentos é preocupante porque o uso indiscriminado, sem acompanhamento médico adequado, pode causar efeitos adversos sérios, com resultados duvidosos e riscos reais.

“Estamos diante de um paradoxo. Finalmente, a medicina dispõe de ferramentas eficazes para tratar a obesidade com embasamento científico — e justamente agora, essas ferramentas são reduzidas a modismos”, diz ele.

VEJA TAMBÉM:

  • O intestino fala, a mente escuta: os segredos do “segundo cérebro”
  • Remédio invisível: como a respiração pode mudar sua saúde

noticia por : Gazeta do Povo

Related Posts

Construção da maior ponte de Mato Grosso chega a 77% de execução
MATO GROSSO

Construção da maior ponte de Mato Grosso chega a 77% de execução

18 de outubro, 2026
Municípios têm até 31 de outubro para executar recursos do programa Escola em Tempo Integral
MATO GROSSO

Municípios têm até 31 de outubro para executar recursos do programa Escola em Tempo Integral

18 de outubro, 2026
A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país

A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país

18 de outubro, 2026
'Óculos pervertidos': versão sem câmera poderá salvar o produto da Meta?
TECNOLOGIA

'Óculos pervertidos': versão sem câmera poderá salvar o produto da Meta?

18 de outubro, 2026
Elon Musk pode desligar a internet de uma guerra? Entenda o poder da Starlink
TECNOLOGIA

Elon Musk pode desligar a internet de uma guerra? Entenda o poder da Starlink

18 de outubro, 2026
Abstenção de eleitores com mais de 70 anos cai 10 pontos percentuais

Abstenção de eleitores com mais de 70 anos cai 10 pontos percentuais

17 de outubro, 2026

Stay Connected test

  • 24k Followers
  • 99 Subscribers
  • Trending
  • Comments
  • Latest

Fiel influente no círculo de oração tira a própria vida no templo da Assembleia de Deus

31 de dezembro, 2024

Modelo foi expulsa de mercado por roupas ‘curtas demais’

27 de abril, 2023

Oitava Presbiteriana de BH organiza bloco de carnaval e sofre críticas

26 de fevereiro, 2025

Conselho Político da COMADEMAT realiza evento de confraternização em Nova Mutum

8 de julho, 2023

Em iniciativa da primeira-dama de MT, Governo e Cuiabá Esporte Clube abrem espaço para autistas assistirem jogos na Arena Pantanal

Sine-MT disponibiliza mais de 2,4 mil vagas de emprego nesta semana

Municípios de MT já podem imunizar pessoas maiores de 18 anos com vacina da bivalente

Adolescente é detido e três pessoas são presas com 130 pinos de cocaína

Construção da maior ponte de Mato Grosso chega a 77% de execução

Construção da maior ponte de Mato Grosso chega a 77% de execução

18 de outubro, 2026
Municípios têm até 31 de outubro para executar recursos do programa Escola em Tempo Integral

Municípios têm até 31 de outubro para executar recursos do programa Escola em Tempo Integral

18 de outubro, 2026
A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país

A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país

18 de outubro, 2026
'Óculos pervertidos': versão sem câmera poderá salvar o produto da Meta?

'Óculos pervertidos': versão sem câmera poderá salvar o produto da Meta?

18 de outubro, 2026

Recent News

Construção da maior ponte de Mato Grosso chega a 77% de execução

Construção da maior ponte de Mato Grosso chega a 77% de execução

18 de outubro, 2026
Municípios têm até 31 de outubro para executar recursos do programa Escola em Tempo Integral

Municípios têm até 31 de outubro para executar recursos do programa Escola em Tempo Integral

18 de outubro, 2026
A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país

A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no país

18 de outubro, 2026
'Óculos pervertidos': versão sem câmera poderá salvar o produto da Meta?

'Óculos pervertidos': versão sem câmera poderá salvar o produto da Meta?

18 de outubro, 2026
BandFM 99.3

© 2026 BandNewsMT

  • BRASIL
  • COTIDIANO
  • Home 1
  • Live Radio
  • MULHER
  • MUNDO
  • POLICIA
  • POLITICA
  • RONDONÓPOLIS
  • Sample Page
  • SAUDE
  • TECNOLOGIA
  • VARIEDADES

No Result
View All Result

© 2026 BandNewsMT

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In