BandFM 99.3
No Result
View All Result
19 de outubro de 2026
  • MATO GROSSO
  • GERAL
  • POLICIA
  • DESTAQUES
  • TECNOLOGIA
  • MATO GROSSO
  • GERAL
  • POLICIA
  • DESTAQUES
  • TECNOLOGIA
No Result
View All Result
Morning News
No Result
View All Result

Revolta da Geração Z deveria ser contra o clientelismo, não contra o capitalismo

5 de junho, 2025

READ ALSO

TSE pede explicações à Meta sobre distribuição de conteúdo eleitoral

Anvisa proíbe lotes de medicamento para tratar câncer

Nos campi universitários, nos feeds do TikTok e nas conversas cotidianas, uma narrativa familiar está ganhando força: o capitalismo estaria condenado.

O aumento dos aluguéis e a estagnação dos salários alimentam, entre alguns jovens, a ideia de que o livre mercado fracassou com uma geração inteira. Segundo uma pesquisa de 2024 do Instituto de Assuntos Econômicos (Institute of Economic Affairs, think tank britânico), mais de 60% dos jovens do Reino Unido hoje veem o socialismo de forma positiva. Nos Estados Unidos, a tendência é semelhante: a Geração Z, formada por jovens nascidos entre meados dos anos 1990 e o início dos anos 2010, mostra-se cada vez mais cética em relação às promessas do capitalismo.

Mas grande parte desse idealismo está enraizada na distância: muitos dos jovens que romantizam o socialismo nunca vivenciaram a disfunção econômica ou a repressão política que esse sistema frequentemente traz. Para aqueles que experimentaram a escassez soviética, o colapso da Venezuela ou a vigilância da antiga Alemanha Oriental, a palavra “socialismo” não sugere justiça ou oportunidade — mas sim medo, fracasso e controle. Há uma razão para tantos terem fugido desses sistemas em direção a países mais livres. O que soa utópico na teoria, muitas vezes se torna distópico na prática.

Culpar o capitalismo, contudo, não acerta o alvo. O verdadeiro culpado é o clientelismo: a aliança profana entre o grande governo e as grandes empresas, que distorce os mercados, bloqueia a concorrência e recompensa conexões políticas em detrimento da inovação genuína.

O mito do capitalismo falido

O capitalismo, em sua essência, baseia-se na troca voluntária. Ele recompensa as empresas que atendem às necessidades e aos desejos das pessoas, com os consumidores decidindo o que funciona ou não. A concorrência impulsiona melhorias, inovação e preços mais baixos. Ninguém é forçado a comprar ou vender: reina a liberdade de escolha.

O clientelismo é algo completamente diferente. Nesse sistema, empresas prosperam não ao atender seus clientes, mas ao fazer lobby junto a políticos. Os lucros advêm de subsídios, resgates financeiros e regulamentações desenhadas para esmagar a concorrência.

A crise financeira de 2008, frequentemente citada como prova das falhas do capitalismo, na verdade demonstrou o que ocorre quando os mercados são manipulados. Bancos imprudentes, em vez de falirem como mereciam, foram socorridos com dinheiro público. Pessoas comuns perderam empregos e casas, enquanto aqueles com conexões políticas sobreviveram e prosperaram.

Isso não era livre iniciativa — era clientelismo.

A pandemia de COVID-19 deixou uma herança sombria. Pequenas empresas foram forçadas a fechar as portas por imposições governamentais. Enquanto isso, gigantes corporativos como a Amazon, capazes de operar sob restrições mais flexíveis ou migrar para o ambiente online, alcançaram lucros recordes. Políticas elaboradas em nome da saúde pública muitas vezes favoreceram os maiores players, deixando a população devastada.

Negociações de ambos os lados do Atlântico

O clientelismo não se limita a um país ou a um partido político. Nos Estados Unidos e na Europa, os sintomas são os mesmos.

Nos EUA, no Canadá e no Reino Unido, o sonho da casa própria está cada vez mais distante para os jovens. O preço exorbitante dos imóveis é frequentemente atribuído à “falha de mercado”, mas a verdadeira causa reside nas múltiplas barreiras impostas pelos governos: leis de zoneamento restritivas, exigências de licenciamento onerosas e atrasos burocráticos intermináveis. Grandes incorporadoras, capazes de navegar ou influenciar esse sistema, sobrevivem. Todos os demais ficam de fora.

Na Europa, o padrão se repete. As leis trabalhistas francesas, desenhadas para proteger os trabalhadores, acabam sufocando as oportunidades. Contratar torna-se arriscado e caro, especialmente para os jovens. Grandes corporações, com recursos para arcar com os custos de conformidade, consolidam seu domínio, enquanto pequenas empresas e startups sequer conseguem decolar.

Há também um mito persistente: o de que grandes empresas temem a intervenção governamental. Na realidade, as maiores corporações frequentemente a acolhem, justamente porque isso as mantém no topo. Gigantes da tecnologia como Facebook (agora Meta) e Google (subsidiária da Alphabet) fazem lobby por mais regulamentação, sabendo que regras complexas estrangularão concorrentes menores, que não podem custear equipes dedicadas ao cumprimento dessas normas. Subsídios à energia verde, por exemplo, destinados a combater as mudanças climáticas, frequentemente acabam despejando bilhões de dólares em empresas bem relacionadas, enquanto excluem inovadores emergentes.

O clientelismo não recompensa as melhores ideias — recompensa os melhores lobistas.

Por que a frustração da Geração Z é justificada

A Geração Z valoriza justiça, criatividade e liberdade — exatamente os princípios que o clientelismo mina. Quando a influência política importa mais do que o mérito e o sucesso depende do favoritismo do governo, em vez da satisfação do consumidor, as oportunidades diminuem e a inovação desacelera.

Mas esses jovens se equivocam ao pensar que o “socialismo” seria uma opção melhor, especialmente considerando o clientelismo desenfreado que existiu em todos os Estados socialistas.

A tentação de buscar a salvação por meio do poder governamental não é nova. A União Soviética começou com uma promessa de igualdade e terminou em opressão e escassez — exceto para as elites partidárias. A Venezuela prometeu o “socialismo do século XXI” e resultou em fome, colapso econômico e repressão política.

Enquanto isso, países que abraçaram a liberdade de mercado — ainda que de forma imperfeita — criaram uma prosperidade incomparável. Mercados tiraram bilhões de pessoas da pobreza e impulsionaram inovações que remodelaram o mundo moderno.

Os mercados não são perfeitos. Mas mantêm aberta a possibilidade de sucesso para qualquer pessoa, e não apenas para aqueles que nasceram privilegiados ou conectados ao poder.

Mire sua indignação no alvo certo

A frustração da Geração Z é real e merece uma válvula de escape. Mas a resposta não está em destruir o capitalismo; está em combater o clientelismo. Um futuro mais livre e justo depende da separação entre empresas e poder político — não de uma união mais estreita entre eles.

Isso significa acabar com o assistencialismo corporativo, simplificar as regras do jogo e garantir que seja a competição, e não as conexões políticas, que determine quem vence.

A luta por justiça vale a pena ser travada — mas deve ser orientada na direção certa. Se nos revoltarmos contra o clientelismo, e não contra o capitalismo, poderemos construir um futuro em que a inovação prospere, as oportunidades sejam reais e cada membro da Geração Z tenha uma chance genuína de ascender.

Lika Kobeshavidze é uma escritora política georgiana, jornalista analítica e bolsista da Young Voices Europe, especializada em política da União Europeia e segurança regional na Europa. Atualmente reside em Lund, na Suécia.

©2025 FEE – Foundation for Economic Education. Publicado com permissão. Original em inglês: Falling for Socialism

noticia por : Gazeta do Povo

Related Posts

STF confirma regras para responsabilizar big techs por conteúdo ilegal

TSE pede explicações à Meta sobre distribuição de conteúdo eleitoral

19 de outubro, 2026
Anvisa proíbe lotes de medicamento para tratar câncer
GERAL

Anvisa proíbe lotes de medicamento para tratar câncer

19 de outubro, 2026
Suspeito de ser operador financeiro de facção é preso no Suriname
GERAL

Operação da PF investiga suposta coação eleitoral no Espírito Santo

19 de outubro, 2026
Ferramenta da Meta deixa de reconhecer imagens de IA após recortes, diz agência
TECNOLOGIA

ANPD cobra Meta sobre suspensão de contas e remoção de posts

19 de outubro, 2026
Pantanal Free Shop é inaugurada em Cáceres
MATO GROSSO

Pantanal Free Shop é inaugurada em Cáceres

19 de outubro, 2026
Eleições: Lula e Flávio participam de debate na TV Band

Eleições: Lula e Flávio participam de debate na TV Band

19 de outubro, 2026

Stay Connected test

  • 24k Followers
  • 99 Subscribers
  • Trending
  • Comments
  • Latest

Fiel influente no círculo de oração tira a própria vida no templo da Assembleia de Deus

31 de dezembro, 2024

Modelo foi expulsa de mercado por roupas ‘curtas demais’

27 de abril, 2023

Oitava Presbiteriana de BH organiza bloco de carnaval e sofre críticas

26 de fevereiro, 2025

Conselho Político da COMADEMAT realiza evento de confraternização em Nova Mutum

8 de julho, 2023

Em iniciativa da primeira-dama de MT, Governo e Cuiabá Esporte Clube abrem espaço para autistas assistirem jogos na Arena Pantanal

Sine-MT disponibiliza mais de 2,4 mil vagas de emprego nesta semana

Municípios de MT já podem imunizar pessoas maiores de 18 anos com vacina da bivalente

Adolescente é detido e três pessoas são presas com 130 pinos de cocaína

STF confirma regras para responsabilizar big techs por conteúdo ilegal

TSE pede explicações à Meta sobre distribuição de conteúdo eleitoral

19 de outubro, 2026
Anvisa proíbe lotes de medicamento para tratar câncer

Anvisa proíbe lotes de medicamento para tratar câncer

19 de outubro, 2026
Suspeito de ser operador financeiro de facção é preso no Suriname

Operação da PF investiga suposta coação eleitoral no Espírito Santo

19 de outubro, 2026
Ferramenta da Meta deixa de reconhecer imagens de IA após recortes, diz agência

ANPD cobra Meta sobre suspensão de contas e remoção de posts

19 de outubro, 2026

Recent News

STF confirma regras para responsabilizar big techs por conteúdo ilegal

TSE pede explicações à Meta sobre distribuição de conteúdo eleitoral

19 de outubro, 2026
Anvisa proíbe lotes de medicamento para tratar câncer

Anvisa proíbe lotes de medicamento para tratar câncer

19 de outubro, 2026
Suspeito de ser operador financeiro de facção é preso no Suriname

Operação da PF investiga suposta coação eleitoral no Espírito Santo

19 de outubro, 2026
Ferramenta da Meta deixa de reconhecer imagens de IA após recortes, diz agência

ANPD cobra Meta sobre suspensão de contas e remoção de posts

19 de outubro, 2026
BandFM 99.3

© 2026 BandNewsMT

  • BRASIL
  • COTIDIANO
  • Home 1
  • Live Radio
  • MULHER
  • MUNDO
  • POLICIA
  • POLITICA
  • RONDONÓPOLIS
  • Sample Page
  • SAUDE
  • TECNOLOGIA
  • VARIEDADES

No Result
View All Result

© 2026 BandNewsMT

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In