A decisão foi tomada durante reunião realizada nesta manhã na casa de Heringer, com a presença de Lupi. Segundo o deputado, a reunião foi “dura”, vez que o problema de relacionamento com o governo “já vem de muito tempo”. O líder sustentou que a crise envolvendo o INSS foi mais um episódio na escalada, o “pingo de água” que faltava para o copo transbordar.
Segundo Mário Heringer, o partido não está “indo para a oposição, se juntar contra o governo”, até por “não ter afinidade” com a mesma. “Vamos fazer o que nos tivermos vontade em benefício do País e dos Estados”, afirmou, frisando que a decisão não se trata de “retaliação, nem antagonismo”.
“Não entramos em caminho de vingança. Nossa posição é de independência”, frisou.
Heringer indicou que a decisão deve implicar em uma conduta “diferente” da bancada durante a votação de temas caros ao governo. “Em casos de divergência, é mais fácil dizer que a bancada está liberada para votar como quiser. Se votasse igual (ao período antes do desembarque), trocaria seis por meia dúzia”, ponderou.
Ainda de acordo com o líder, o governo Lula não estava oferecendo a “reciprocidade e o respeito” que o PDT “julga merecer”.
De outro lado, o deputado não descartou um retorno do PDT para a base aliada, mas frisou que a bancada “não está trocando benesses para voltar à base”.
noticia por : UOL









