Na terça (2), Trump anunciou um “tarifaço” global sobre impostos cobrados das importações, com outros produtos brasileiros sendo taxados em ao menos 10%. A data foi nomeada pelo republicano como o “dia de libertação”. O governo Lula (PT) reagiu dizendo que irá tomar todas as medidas possíveis para proteger as empresas nacionais.
O republicano informou a sua nova política comercial, adotando a regra da reciprocidade entre os países. Para isso, portanto, adotará critérios de como os produtos americanos são taxados no exterior. A meta é a de começar a corrigir o déficit de US$ 1,2 trilhão que o país soma com o resto do mundo.
Hoje, a China anunciou que imporá tarifas adicionais de 34% sobre importações dos EUA em retaliação às tarifas do mesmo valor reveladas por Trump. A partir do dia 10 de abril, serão 34% para produtos que se somam às taxas existentes.
Agora, o mundo em si está indo para um caminho em que o multilateralismo está sofrendo uma erosão muito acelerada. Eu estou representando o Brasil num órgão multilateral, ou seja, onde as várias nações se encontram para discutir temas monetários e financeiros.
E, num cenário como este, o FMI fica fragilizado, porque o multilateralismo está sofrendo essa erosão. E o que é o multilateralismo? É exatamente você criar um sistema baseado em regras, em que todo mundo respeita as mesmas regras, como não praticar o dumping, não poder desvalorizar sua moeda de maneira competitiva e criar sistemas paralelos… São regras que a gente viveu nos últimos 40 anos.
Quem criou essas regras foram os Estados Unidos, falaram: ‘a gente perdeu esse jogo, está na hora de mudar as regras para podermos ganhar’. E eles estão impondo isso. Então, a duração desse processo vai depender do outro polo. André Roncaglia, representante do Brasil no FMI
noticia por : UOL



