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O anúncio de Donald Trump sobre o DEI deve ser comemorado

Redação by Redação
22 de janeiro, 2025
in Sem categoria
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Nesta terça-feira (21), o presidente Trump assinou uma ordem executiva abolindo a burocracia de “diversidade, equidade e inclusão” no governo federal.

A medida marca uma guinada impressionante em comparação com quatro anos atrás, quando o Black Lives Matter, a teoria crítica da raça e o DEI (programas de Diversidade, Equidade e Inclusão) pareciam imparáveis. Após a morte de George Floyd, ativistas raciais de esquerda fizeram uma blitz pelas instituições americanas, reescrevendo currículos escolares, alterando políticas governamentais e estabelecendo escritórios de DEI em universidades importantes, distritos escolares de grandes cidades e empresas da Fortune 100. O governo Biden imediatamente seguiu o exemplo, exigindo uma “agenda de equidade de todo o governo” que consolidou o DEI no governo federal.

Agora não. O presidente Trump rescindiu a ordem executiva de Biden e instruiu seu gabinete a “encerrar, na extensão máxima permitida por lei, todos os escritórios e cargos de DEI, DEIA (Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade) e ‘justiça ambiental’” e “todos os ‘planos de ação de equidade’, ações, iniciativas ou programas de ‘equidade’”. Em outras palavras, o presidente Trump assinou a sentença de morte para DEI dentro do governo federal.

Como chegamos aqui? Por meio da construção paciente de um movimento e da vitória no debate público. No início de 2023, trabalhei com o governador da Flórida, Ron DeSantis, para lançar a campanha “Encerre o DEI”. Começamos encerrando a burocracia DEI no New College of Florida, uma pequena universidade pública em Sarasota, onde atuo como administrador. A reação da esquerda racialista foi intensa. Manifestantes invadiram o campus e a mídia de esquerda publicou centenas de artigos condenando a medida. Mas nos mantivemos firmes e defendemos que as instituições públicas deveriam julgar os indivíduos com base em suas realizações, e não em sua ancestralidade.

O argumento começou a ganhar força. Os dados da pesquisa indicaram que os americanos apoiavam uma “sociedade sem distinição de cor” em vez de uma “sociedade com consciência racial” por grandes margens. Até o New York Times, um dos maiores impulsionadores do racialismo de esquerda, começou a publicar artigos que criticavam DEI. Ao mesmo tempo, o movimento Black Lives Matter foi enredado em escândalos e as principais vozes intelectuais do DEI, como Ibram X. Kendi e Robin DiAngelo, enfrentaram escrutínio público duradouro e pareceram desaparecer dos holofotes.

Nós seguimos em frente. O governador DeSantis liderou o caminho, assinando uma legislação abolindo a burocracia do DEI em todas as universidades públicas da Flórida. Uma dúzia de outros estados republicanos vieram sem seguida, restringindo programas de DEI e proibindo a discriminação no estilo DEI em suas instituições públicas. O processo se tornou um ciclo virtuoso: cada estado que aprovava um projeto de lei anti-DEI reduzia o risco do próximo estado fazer o mesmo. A campanha mudou do reino do debate para o reino da política.

A vitória de Trump sobre Kamala Harris em 5 de novembro selou o destino do DEI. As empresas americanas, incluindo companhias como Walmart e Meta, interpretaram o evento como um incentivo à mudança, encerrando voluntariamente seus programas de DEI antes que Trump assumisse o cargo. Mark Zuckerberg deixou isso explícito, argumentando que o país havia atingido um “ponto de inflexão cultural”, o que o convenceu a interromper os programas DEI. E Zuckerberg, junto com vários outros titãs da tecnologia, estavam em lugares de destaque na posse da segunda-feira.

De certa forma, a ordem executiva de Trump ontem foi precificada — as pessoas sabiam que ela viria. Ainda assim, é uma conquista coroada para aqueles que construíram esta campanha do zero. Haverá muitas lutas pela frente — a burocracia tentará se esquivar da ordem, e mais precisa ser feito na reforma dos direitos civis em geral — mas, por enquanto, devemos comemorar. As forças do racismo de esquerda estão na defensiva, e as forças da igualdade sem distinção de cor estão em movimento.

Nada disso era inevitável — e nada vai ser inevitável no futuro, também. Foi preciso coragem, trabalho duro e mais do que um pouco de sorte. Mas este é, sem dúvida, um momento para se sentir otimista. As instituições americanas não foram longe demais para serem corrigidas, como muitos temiam. O povo americano foi sábio o suficiente para perceber que seu país poderia não ter sobrevivido a mais quatro ou oito anos de governo de DEI. A população se pronunciou em 5 de novembro, e agora o presidente Trump está agindo de acordo.

Christopher F. Rufo é pesquisador sênior do Manhattan Institute, editor colaborador do City Journal e autor de America’s Cultural Revolution (A Revolução Cultural Americana).

noticia por : Gazeta do Povo

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