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A mesma IA pode ter te avaliado mal e rejeitado seu currículo em várias empresas, diz pesquisa

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Por que ninguém responde seu currículo?
Você envia currículo atrás de currículo. A resposta quase nunca chega. Quando chega, é automática, padronizada e fria: “não seguimos com sua candidatura”. A sensação é de que centenas de empresas tenham chegado, ao mesmo tempo, à mesma conclusão sobre você.
Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Stanford sugere uma explicação técnica para essa experiência, cada vez mais comum e já apontada pelo g1 em abril. Talvez você não esteja sendo rejeitado por várias empresas diferentes, mas, na prática, pelo mesmo sistema repetidas vezes.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
A pesquisa, intitulada “Algorithmic Monocultures in Hiring”, é a mais abrangente já realizada sobre recrutamento mediado por inteligência artificial. Os pesquisadores analisaram uma base inédita de dados reais, com mais de 3,4 milhões de candidatos e cerca de 4 milhões de candidaturas avaliadas em 156 empresas de 11 setores da economia.
O volume de dados já chama atenção, mas há um detalhe ainda mais relevante: todas essas candidaturas foram avaliadas por algoritmos desenvolvidos por um mesmo fornecedor de tecnologia.
Isso permitiu observar um fenômeno que costuma passar despercebido por candidatos, empresas e até pesquisadores do mercado de trabalho. Quando muitas organizações utilizam sistemas semelhantes para selecionar profissionais, as decisões deixam de ser totalmente independentes.
🔎 Os autores chamam esse fenômeno de “monocultura algorítmica”. O conceito foi emprestado da agricultura, em que grandes áreas são ocupadas por uma única espécie de cultivo. Embora esse modelo possa trazer ganhos de eficiência, também cria vulnerabilidades, já que qualquer problema tende a se espalhar rapidamente.
Um estudo de Stanford sugere que candidatos podem estar sendo rejeitados repetidamente pela mesma lógica algorítmica, mesmo ao se inscreverem em empresas diferentes.
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Empresas diferentes decidem de forma parecida
No mercado de recrutamento e seleção, o que está sendo padronizado não é a produção, mas os critérios usados para decidir quem avança ou não em um processo seletivo.
Durante décadas, as decisões de contratação ficaram nas mãos de recrutadores, gestores e equipes com visões próprias. Mesmo diante de currículos semelhantes, era comum que chegassem a conclusões diferentes.
Com a expansão dos sistemas automatizados, parte dessa diversidade tende a desaparecer. Empresas diferentes podem acabar utilizando modelos que analisam candidatos de forma muito parecida, reproduzindo os mesmos padrões em larga escala.
Na prática, quem procura emprego pode se deparar com várias portas de entrada aparentemente independentes, mas abertas ou fechadas pela mesma lógica.
🔎 Essa possibilidade levou os pesquisadores a investigar um fenômeno chamado “rejeição sistêmica”. O termo descreve situações em que um candidato se inscreve em várias vagas e é rejeitado em todas elas. Esse tipo de experiência sempre existiu, mas o que chamou a atenção dos pesquisadores foi a frequência com que isso ocorre quando os processos seletivos são influenciados pelos mesmos sistemas.
Os dados mostram que cerca de 10% dos candidatos que se inscrevem em quatro vagas são rejeitados em todas elas. O padrão se mantém mesmo quando o número de candidaturas aumenta. Entre os candidatos que se inscrevem em 10 vagas, aproximadamente 4% acumulam 10 rejeições consecutivas.
À primeira vista, os percentuais podem parecer modestos. Do ponto de vista estatístico, porém, eles revelam um padrão importante: as rejeições se acumulam com uma frequência maior do que a esperada em decisões independentes.
Para verificar se esse comportamento poderia ser explicado apenas pelo acaso, os pesquisadores compararam os resultados com uma linha de base teórica e com evidências de estudos anteriores sobre processos de recrutamento sem centralização algorítmica.
A conclusão foi clara: as rejeições sucessivas não são apenas fruto do azar ou da coincidência. Elas refletem uma lógica de avaliação que se repete entre diferentes empresas.
Essa dinâmica ajuda a explicar outra característica cada vez mais comum nos processos seletivos. Na maioria dos casos, os algoritmos não tomam a decisão final de contratação. Eles atuam antes, como um filtro inicial que define quais candidatos avançam e quais são eliminados.
Assim, muitos profissionais podem ser eliminados antes mesmo de um recrutador analisar seus currículos. Do ponto de vista do candidato, a experiência é silenciosa: não há entrevista, contato com a empresa nem, muitas vezes, uma explicação para a rejeição.
Parte da frustração de quem busca emprego pode estar ligada justamente a essa etapa oculta do processo. O currículo é enviado, mas não chega a disputar a vaga de fato.
A chamada “monocultura algorítmica” faz com que diferentes empregadores avaliem profissionais com critérios semelhantes, reduzindo a diversidade de decisões.
Pexels
Perfis semelhantes tendem a receber respostas semelhantes
Os pesquisadores encontraram evidências de que candidatos com características semelhantes tendem a receber avaliações parecidas, mesmo quando se candidatam a empresas diferentes.
🔎 Quando um sistema considera um perfil pouco adequado, há uma chance significativa de que outros sistemas semelhantes cheguem à mesma conclusão. E vice-versa.
O ponto central é que os modelos de IA compartilham critérios semelhantes de classificação. Com isso, uma avaliação inicial, que pode ser limitada ou imperfeita, ganha peso ao ser reproduzida em diferentes processos seletivos.
Diante desse cenário, os pesquisadores testaram uma questão prática: enviar mais candidaturas ainda aumenta as chances de conseguir uma vaga?
A resposta é sim. Mas esse ganho tende a ser menor quando as decisões se repetem.
Nas simulações, um candidato precisaria se inscrever em cerca de 10 vagas para ter uma alta probabilidade de receber ao menos uma recomendação positiva em um cenário de decisões independentes.
Quando os processos são influenciados por sistemas centralizados, esse número sobe para cerca de 25 candidaturas para atingir uma probabilidade de 99,9%.
A concentração do mercado amplia os efeitos
Os resultados do estudo não dizem respeito apenas aos algoritmos. Eles também levantam questionamentos sobre a estrutura do mercado de tecnologia aplicada ao recrutamento.
Hoje, muitas empresas utilizam soluções desenvolvidas por um número relativamente pequeno de fornecedores. Alguns atendem organizações de diferentes setores e operam em grande escala.
Essa concentração amplia os efeitos da monocultura algorítmica.
Quando um único sistema influencia decisões em dezenas ou centenas de empresas, eventuais falhas deixam de ser casos isolados. O mesmo vale para limitações ou vieses incorporados aos modelos.
Por isso, os pesquisadores defendem que a concentração tecnológica merece atenção não apenas do ponto de vista concorrencial, mas também pelos impactos sobre as oportunidades profissionais.
Apesar da crescente influência da inteligência artificial nos processos seletivos, o setor ainda opera com pouca transparência, segundo os pesquisadores.
Os próprios autores destacam que estudos independentes em larga escala são raros. A principal razão é que as plataformas raramente disponibilizam seus dados para análises externas.
Isso cria obstáculos tanto para a fiscalização quanto para o avanço do conhecimento. Sem acesso às informações, torna-se mais difícil identificar falhas, medir vieses e entender como esses sistemas afetam diferentes grupos.
O desafio é especialmente relevante porque essas decisões têm impacto direto sobre o acesso ao emprego, à renda e às oportunidades de carreira.

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Flávio Bolsonaro recebe oração de líderes cristãos em vídeo

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Em um movimento estratégico para reconquistar o apoio da comunidade evangélica, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo onde recebe oração de líderes cristãos. A ação ocorre em um contexto de intensificação das campanhas para as eleições presidenciais de 2026.

Contexto da campanha presidencial

As eleições presidenciais de 2026 estão se aproximando e, com elas, os candidatos estão intensificando suas estratégias para angariar apoio de diferentes segmentos da população. A comunidade evangélica, que desempenha um papel significativo no cenário político brasileiro, tem sido um foco especial para Flávio Bolsonaro, que busca recuperar a confiança dos eleitores cristãos.

O que aconteceu

No vídeo compartilhado, Flávio aparece cercado por líderes cristãos, que oram por sua campanha e por sua vida. Essa demonstração de apoio espiritual é uma tentativa clara de reforçar seus laços com a fé cristã e com a comunidade evangélica, que tem se mostrado influente nas decisões eleitorais.

Flávio enfatizou a importância da oração em sua vida e em sua trajetória política, ressaltando que a fé é um pilar fundamental para enfrentar os desafios que surgem na política. A ação foi bem recebida por alguns segmentos da comunidade, que veem a oração como um ato de compromisso e humildade.

Reações da comunidade evangélica

A repercussão do vídeo foi imediata. Muitos líderes evangélicos expressaram apoio à iniciativa, destacando a importância de ter representantes que valorizem a fé e a espiritualidade em suas vidas e decisões. No entanto, também houve críticas de alguns setores que questionam a sinceridade das intenções de Flávio, considerando que a aproximação com a fé pode ser vista como uma estratégia eleitoral.

“A oração é um ato poderoso e deve ser parte da vida de todo cristão, especialmente de quem está em posições de liderança. Agradeço a todos que têm orado por mim e pela minha família”, afirmou Flávio no vídeo.

— Flávio Bolsonaro

O que esperar para o futuro

À medida que a campanha avança, é provável que Flávio continue a buscar o apoio da comunidade evangélica, utilizando eventos religiosos e encontros com líderes cristãos como parte de sua estratégia. A interação com a fé e a espiritualidade pode ser um diferencial importante em sua candidatura, especialmente em um país onde a religião desempenha um papel crucial na vida de muitos cidadãos.

Além disso, a resposta da comunidade evangélica será fundamental para determinar o sucesso de suas iniciativas. A capacidade de Flávio de se conectar genuinamente com os valores e preocupações dos cristãos pode ser um fator decisivo nas urnas.

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Etanol na gasolina deve subir para 32%; veja quais carros podem sofrer

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E as consequências para o bolso podem ser pesadas. Segundo Vinicius Giungi, proprietário de Benimports e especializado na importação de componentes para carros, as peças mais procuradas normalmente são velas, bicos injetores, bombas de combustível de baixa e alta pressão, sensores do sistema de alimentação, corpo de borboleta, mangueiras e componentes de vedação.

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'Necromancia digital': como a IA está recriando pessoas mortas e dividindo opiniões

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Morre o ator britânico e neozelandês Sam Neill, aos 78 anos
A morte de Sam Neill, nesta segunda-feira (13), voltou a inundar a internet com imagens e vídeos criados por inteligência artificial para retratar o ator após a morte.
Conhecido por interpretar o paleontólogo Alan Grant na franquia “Jurassic Park”, o ator foi “recriado” como um fantasma entre dinossauros ou chegando aos portões do parque em meio às nuvens.
Imagem de IA cria o ator Sam Neill ao “chegar no céu” com o portão do Jurassic Park
Reprodução/ X
O mesmo aconteceu em maio, após a morte do fisiculturista Gabriel Ganley, aos 22 anos. Entre os vídeos criados por IA, um mostra sua “chegada ao céu” em uma “academia nas nuvens”.
As “homenagens” reacenderam o debate sobre a manipulação da imagem de pessoas mortas e os limites do uso da IA. O fenômeno tem um nome: “necromancia digital”.
IA cria academia no céu em homenagem da morte de Gabriel Ganley
Reprodução/ Internet
🔎 A “necromancia” é popularmente conhecida como a prática de se comunicar com os mortos ou invocar seus espíritos. A versão digital descreve o ato de manipular vozes, imagens e traços de personalidade de pessoas falecidas para gerar conteúdos produzidos com IA.
A tendência é cercada de controvérsias, pois o conteúdo feito por IA pode transformar o luto em um produto e criar “fantoches digitais” de pessoas que não podem mais se defender.
É o que explica Elaine Kasket, professora de psicologia da Universidade de Bath, no Reino Unido, e autora do livro “All the Ghosts in the Machine: The Digital Afterlife of Your Personal Data” (“Todos os fantasmas na máquina: a vida após a morte digital dos seus dados pessoais”, em tradução livre).
Não é de hoje
A grande novidade é que a criação dos avatares deixou de depender de pessoas com conhecimento técnico avançado. Hoje em dia, a criação dos chamados “grief bots”, ou “robôs de luto”, tornou-se mais comum com a popularização das ferramentas de IA.
Plataformas como ChatGPT e Claude, por exemplo, podem ser usadas para transformar os “restos digitais” — mensagens, áudios e vídeos de uma pessoa falecida — em avatares.
Esse uso indiscriminado de ferramentas para “reviver” personalidades também pode distorcer a memória dessas pessoas. Essa é a reclamação de Flávia Christina, filha de Pelé. Recentemente, ela criticou vídeos desse tipo e afirmou ficar desconfortável com imagens do pai: “não são atitudes normais dele”.
O assunto talvez chamasse menos atenção quando era usado com mais parcimônia ou quando não havia alternativa. Em Hollywood, dublês e computação gráfica foram usados para concluir as cenas do ator Paul Walker em Velozes e Furiosos 7, lançado em 2015.
No ano seguinte, a franquia Star Wars também recriou digitalmente o ator Peter Cushing em Rogue One: Uma História Star Wars.
Maria Rita e Elis Regina cantam “Como Nossos Pais” em publicidade
Divulgação/Volkswagen
No Brasil, o caso de maior repercussão ocorreu em 2023, quando a Volkswagen usou IA para criar um dueto entre a cantora Elis Regina, morta há 44 anos, e sua filha, Maria Rita. A montadora utilizou tecnologia de deepfake para recriar Elis na campanha.
Na internet, as reações se dividiram, e órgãos reguladores passaram a analisar o caso.
O Conar chegou a abrir uma investigação para apurar se a campanha violava o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. Além disso, um projeto do senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL) propunha estabelecer diretrizes para o uso de imagens e áudios de pessoas falecidas por meio de IA. Ambos acabaram arquivados.
Segundo Kasket, a regulamentação não avança com rapidez suficiente para reduzir os riscos do uso inadequado da IA após a morte, e figuras influentes podem se tornar alvo de interesses políticos ou comerciais.
“Qualquer pessoa pode usar restos digitais para manipular os mortos como fantoches”, afirma a professora.
Ela observa ainda que alguns governos são fortemente influenciados por empresas de tecnologia, o que pode ainda comprometer a proteção da privacidade dos cidadãos.
Como solução, a especialista defende a criação de um modelo de direitos da personalidade que se estenda além da morte física e limite legalmente o uso de restos digitais para replicação ou personificação.
Pessoalmente, Kasket já tomou precauções: “Coloquei uma cláusula de ‘não me transforme em bot’ no meu testamento, embora isso ainda não seja legalmente aplicável no Reino Unido”.
Mercado do luto
Além da vulnerabilidade de quem morreu, especialistas também apontam a exploração dos familiares. No setor conhecido como “grief tech”, ou “tecnologia do luto”, empresas passaram a criar versões virtuais de pessoas falecidas para que amigos e parentes possam interagir com esses clones digitais.
Essa prática também ganhou espaço entre pessoas comuns com a popularização dos “grief bots”, ou “robôs do luto”. Como qualquer pessoa pode criar clones digitais, também pode oferecer esse tipo de serviço a famílias enlutadas.
Foi nesse contexto que surgiram casos polêmicos. No ano passado, o jornalista Jim Acosta, ex-âncora da CNN nos Estados Unidos, entrevistou um avatar criado por inteligência artificial de Joaquin Oliver, jovem de 17 anos morto no massacre em uma escola de Parkland, na Flórida, em 2018.
“A família de Jennifer Ann Crecente pouco pôde fazer quando alguém utilizou o Character.AI para representar a jovem assassinada. Chegou-se a comentar que um autor que cria um personagem fictício tem mais controle sobre a forma como outras pessoas representam esse personagem do que os familiares de uma pessoa falecida têm sobre a imagem de seu ente querido”, disse Elaine Kasket.
A professora ressalta que o luto é uma experiência individual. Por isso, é impossível prever o efeito que uma inovação tecnológica terá sobre quem enfrenta uma perda. “O que uma pessoa experimenta como algo bem-vindo ou útil pode ser inútil ou até traumático para outra”, afirma.
A maior preocupação, segundo a especialista, é a tentativa da indústria de tecnologia de tratar o luto como um “problema” que precisa ser resolvido. Para ela, o luto não é uma patologia, mas uma parte fundamental da experiência humana.
“A ideia de ‘resolver’ experiências humanas como o luto mostra a extensão em que ele está sendo plataformizado”, explica, acrescentando que usar robôs para isso pode ser prejudicial ao processo natural de perda.

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Irã rejeita controle dos EUA sobre o Estreito de Ormuz

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O Irã manifestou forte oposição à recente interferência dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. O governo iraniano ameaçou retaliar militarmente após declarações de Donald Trump sobre a hidrovia.

Contexto da tensão no Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Mar da Arábia, sendo responsável por aproximadamente 20% do petróleo mundial. A importância dessa região não se limita apenas ao comércio de petróleo, mas também envolve questões geopolíticas que afetam diretamente a segurança e a estabilidade de países vizinhos e do mundo todo.

A presença militar dos Estados Unidos na região tem sido um ponto de discórdia, especialmente entre o Irã e seus aliados. Desde a retirada dos EUA do acordo nuclear com o Irã, as relações entre os dois países se deterioraram, resultando em um aumento das tensões e em uma série de confrontos.

O que aconteceu

Recentemente, declarações de Donald Trump sobre o controle dos EUA no Estreito de Ormuz provocaram uma resposta imediata do governo iraniano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Nasser Kanaani, afirmou que qualquer tentativa de controle por parte dos EUA seria vista como uma provocação e que o país se reservava o direito de responder militarmente.

Kanaani também destacou que o Irã não permitirá que seus interesses sejam ameaçados e que a segurança do Estreito é uma questão de soberania nacional. Essa postura reflete a determinação do Irã em manter sua influência na região e proteger suas rotas comerciais, que são vitais para sua economia.

Reações internacionais

A comunidade internacional observa com preocupação o aumento das tensões no Estreito de Ormuz. Países que dependem do petróleo transportado por essa rota estão atentos às possíveis consequências de um conflito. A liberdade de navegação é um tema sensível, especialmente para nações que dependem do fornecimento de energia.

Além disso, organizações de direitos humanos e grupos de cristãos perseguidos na região temem que um aumento das hostilidades possa resultar em mais perseguições e violação dos direitos humanos. A instabilidade na região pode impactar diretamente as missões e o trabalho de evangelização, que muitas vezes dependem de um ambiente seguro para operar.

O que esperar

Com a escalada das tensões, especialistas acreditam que o cenário pode se agravar. A possibilidade de um confronto militar direto entre o Irã e os EUA não pode ser descartada. Além disso, a resposta do Irã pode incluir ações que afetem o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, o que teria repercussões globais significativas.

Os cristãos e missionários que atuam na região devem estar cientes das mudanças no ambiente de segurança e se preparar para possíveis desafios. A oração e o apoio à igreja perseguida são fundamentais neste momento de incerteza.

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Brasil envia ajuda humanitária a Cuba em meio ao cerco dos EUA

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O governo brasileiro decidiu enviar 48 toneladas de leite em pó em ajuda humanitária para Cuba. O país caribenho tem sofrido com o endurecimento do bloqueio econômico e com as restrições ao abastecimento de petróleo pelos Estados Unidos (EUA), o que tem contribuído para piorar os dados socioeconômicos da ilha.

Nesta segunda-feira (13), foram enviadas 16 toneladas de leite em pó em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino a Santiago de Cuba. O segundo voo deve deixar Porto Alegre nesta terça-feira (14) com mais 32 toneladas do alimento.

O Palácio do Planalto informou que o objetivo é “contribuir para o enfrentamento da grave situação de desabastecimento vivida pelo país”. A operação é coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE). Os dois aviões da FAB devem chegar a Cuba na quarta-feira (15).

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR) informou, em nota, que o Brasil já havia realizado doação humanitária a Cuba, em 2025, em resposta aos impactos provocados pelo Furacão Melissa.

“Novas doações de alimentos e medicamentos estão em avaliação pelo governo brasileiro”, informou a Secom, em comunicado.

Bloqueio econômico asfixia Cuba

O bloqueio econômico contra Cuba, que já dura quase 70 anos, foi endurecido pela atual administração da Casa Branca no final de 2025, a partir das restrições navais impostas à Venezuela, que, até então, era a principal fornecedora de petróleo à ilha caribenha.

Em janeiro de 2026, os EUA aumentaram o bloqueio ao ameaçar com sanções quem vender petróleo para Cuba. A nova medida levou o país a ficar três meses sem receber petróleo.

Nas últimas semanas, o Departamento de Estado dos EUA aumentou a pressão contra Cuba com novas sanções aos setores de turismo, mineração de ouro e contra a estatal do petróleo.

As medidas da Casa Branca têm contribuído para o aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado. Para moradores de Havana ouvidos pela Agência Brasil, este é o pior momento do país.

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Conselho pode votar aumento de etanol na gasolina de 30% para 32% nesta terça

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“A medida foi construída no âmbito do programa Combustível do Futuro, com base em estudos técnicos, e reforça o uso de um combustível renovável produzido no Brasil, contribuindo para a segurança energética, a descarbonização e a redução da dependência de importações de gasolina”, afirmou a entidade ao g1.

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Pastor de Lindsey Graham o lembra como patriota que amava a América

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No último domingo, a comunidade da Corinth Baptist Church, em Seneca, Carolina do Sul, se reuniu para homenagear o falecido senador Lindsey Graham. O pastor Tim Tate lembrou Graham como um verdadeiro patriota que tinha um profundo amor pela América e pela fé cristã.

O que aconteceu

Lindsey Graham, conhecido por sua longa carreira política e por seu compromisso com os valores conservadores, faleceu recentemente, deixando um legado significativo. Durante o culto memorial, Tim Tate compartilhou suas memórias de Graham, destacando não apenas sua dedicação à política, mas também sua devoção à fé cristã. Tate enfatizou que Graham era um homem que não apenas falava sobre patriotismo, mas que realmente vivia esses valores em sua vida diária.

O legado de Lindsey Graham

O pastor ressaltou que Graham sempre buscou orientar suas decisões políticas à luz da fé e dos princípios cristãos. “Ele amava a América e acreditava que a fé deveria guiar a liderança”, disse Tate. Essa visão de Graham como um defensor da liberdade religiosa e dos direitos dos cristãos foi um ponto central nas lembranças compartilhadas pela congregação.

Reações da comunidade

A comunidade da Corinth Baptist Church expressou sua tristeza pela perda de um líder que não apenas influenciou a política, mas também tocou a vida de muitos através de seu testemunho cristão. Os membros da igreja se uniram em oração, pedindo conforto e força para a família de Graham neste momento difícil. A fé compartilhada entre eles foi um lembrete do impacto que Graham teve em suas vidas e na sociedade.

O que esperar no futuro

À medida que a comunidade se adapta à ausência de Graham, muitos se perguntam como seu legado continuará a influenciar a política e a sociedade. A mensagem de amor à América e ao próximo, que Graham defendia, ainda ressoará entre aqueles que o conheceram. A fé e o patriotismo que ele exemplificou servirão como guia para novos líderes que desejam seguir seus passos.

“Ele era um irmão em Cristo que amava a América profundamente.” – Tim Tate

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ECA completa 36 anos entre avanços e desafios para proteger crianças

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O Brasil comemorou nesta segunda-feira (13) os 36 anos da Lei 8.069, que instituiu o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A data abre a semana dedicada à legislação e estimula debates sobre políticas públicas voltadas às crianças e aos adolescentes.

O ECA foi uma das primeiras leis aprovadas após a Constituição de 1988 e consolidou o princípio da prioridade absoluta à proteção de crianças e adolescentes. Em situações específicas previstas na legislação, algumas medidas podem se estender até os 21 anos.

“Por causa do ECA, a gente consegue enxergar crianças e adolescentes como sujeitos de direitos”, resume a assistente social Andressa Ferreira Cândido, que trabalha na Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Paraná, onde promove clubes de leitura junto a adolescentes que estão internados no sistema socioeducativo do estado.

Segundo a especialista, há motivos para comemorar os 36 anos do ECA. Desde sua criação, o país reduziu a mortalidade infantil, universalizou o acesso ao ensino fundamental, aperfeiçoou as regras de adoção e estruturou uma rede nacional de conselhos tutelares eleitos pela população.

Conquistas e lacunas

Está incompleta, no entanto, a travessia para que crianças e adolescentes tenham garantidos e respeitados todos os seus direitos, pondera Maurício Cunha, presidente executivo do ChildFund Brasil, ONG com sede nos Estados Unidos e que tem como missão apoiar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.

“Houve grandes avanços, mas quando a gente olha para os desafios, a gente vê que eles também cresceram muito”, lamenta o presidente do ChildFund Brasil.

“Andamos menos que deveríamos. Por exemplo, o tema do orçamento da criança adolescente: não temos o monitoramento do orçamento da criança. Não conseguimos mensurar o quanto que a gente consegue que está sendo investido de fato na criança e no adolescente, porque isso está espalhado em diversas rubricas, na saúde, na assistência social e na educação”, assinala Cunha que é especialista em política pública e defende a ampliação da oferta de creches. “Um terço das crianças ainda não tem acesso a creche.”

Retrocessos e riscos digitais

Para o presidente do ChildFund Brasil, além de faltar alguns passos na efetivação de direitos previstos no ECA, há retrocessos e novos riscos graves como à exposição à violência, ao abuso sexual e ao bullying.

“Tem um tema que eu afirmo que a gente regrediu. É o tema das violências, seja a violência física, psicológica ou sexual. Digo que houve regressão porque houve nesse período o advento da internet. Você tem centenas de milhares de criminosos navegando na rede, criando redes de pedofilia, acessando sites, trocando imagens, se passando por criança.”

Para Maurício Cunha, “o ECA digital, recentemente instituído, aponta caminhos para a melhoria. Ele traz um potencial grande de melhora ao responsabilizar as big techs. Ao impor mecanismos, por exemplo, de verificação de idade. Então, é um avanço significativo.”

Em sua percepção, “o ECA Digital precisa ser melhor regulamentado. Por exemplo, a gente ainda não sabe como vão funcionar esses mecanismos de verificação de idade.”

Maioridade penal

Além dos desafios do mundo virtual, o país ainda enfrenta problemas históricos, como o envolvimento de adolescentes em atos infracionais e a consequente internação no sistema socioeducativo. “O sistema é muito oneroso. Um menino parar nessa condição, chegar a essa condição, é a falência da sociedade”, lamenta.

“Mais importante seria trabalhar com políticas públicas eficazes, com o fortalecimento das capacidades protetivas familiares, e a prevenção para que um menino não precise chegar a qualquer forma de encarceramento.”

Para a assistente social Andressa Ferreira Cândido a “internação” no sistema socioeducativo, sob a responsabilidade do Estado, “tem estrutura de privação de liberdade, que é muito semelhante ao sistema penitenciário.”

Cândido estranha quem defenda a prisão de adolescente e a redução da maioridade penal. Segundo ela, o risco é de serem recrutados por facções criminosas. “Indo para o sistema prisional comum, esse adolescente de 16, 17 anos, ele vai estar em contato com pessoas mais velhas, que vão utilizá-los. Eles vão acabar sendo aviãozinho dentro das penitenciárias.”
 


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Após promessas, supermercados seguem sem ampliar venda de ovos livres de gaiolas, diz estudo

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Ovo caipira, orgânico, convencional e enriquecido: g1 explica as diferenças
A maioria dos supermercados não apresentou avanços na transição para a venda exclusiva de ovos de galinhas criadas fora de gaiolas, segundo o estudo Observatório do Ovo, da ONG Alianima, realizado anualmente.
Desde 2015, grandes empresas dos setores de alimentação e hotelaria passaram a anunciar compromissos públicos para substituir ovos de galinhas criadas em gaiolas por sistemas livres, conhecidos como “cage-free”. (saiba mais abaixo)
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Atualmente, mais de 160 empresas brasileiras já assumiram esse compromisso. As próprias empresas definiram prazos para cumprir as metas, que vão de 2021 a 2030.
Mas, segundo o levantamento, 64% das redes não aumentaram o percentual de marcas de ovos livres de gaiolas ou ainda apresentaram retrocessos. Além disso, 24% das empresas que assumiram a meta não prestam contas sobre o avanço.
O Carrefour é uma das redes citadas no relatório. A empresa assumiu compromisso público com a transição, mas, no último ano, reduziu a participação de ovos livres em seus supermercados, de 21,4% para 20,2%.
A rede também foi apontada como a única entre as que assumiram compromisso de não oferecer ao menos uma marca de ovos livres em todas as lojas.
Outro exemplo é o Pague Menos, que não apresentou evolução.
O g1 entrou em contato com as duas empresas, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.
LEIA TAMBÉM
Ovo caipira, orgânico, ‘cage free’: saiba diferenciar os tipos (spoiler: não é pela cor da casca)
O que tem dificultado a transição?
Para o levantamento, a Alianima ouviu redes de supermercados, que apontaram os principais desafios da transição:
as regiões Norte e Nordeste foram classificadas como as mais difíceis para abastecimento de ovos livres;
67% das empresas relataram o alto custo do produto como um obstáculo;
44% apontaram a falta de conhecimento dos consumidores sobre o assunto;
33% afirmaram ter baixa aceitação do produto pelos clientes. No entanto, 78% disseram que a transição provoca uma percepção positiva da marca;
22% afirmaram haver falta de apoio de associações.
Enquanto isso, 33% das empresas afirmaram não encontrar dificuldades na transição.
Saiba mais: Conheça uma grande com sistema “cage free”
Qual a diferença do ‘cage free’?
Cage free: sistema permite que galinhas sejam criadas soltas no galpão
Em muitos sistemas de criação, a galinha é confinada em gaiolas assim que começa a botar. Até 11 animais dividem o mesmo espaço, sem conseguir ciscar, apenas comer e botar ovos.
No sistema “cage free”, isso não acontece e a ave fica livre durante toda a produção.
O Instituto Certified Humane Brasil estabelece normas para a criação com foco no bem-estar animal e concede certificação às empresas que seguem esses padrões.
Por exemplo, as regras estabelecem que o espaço do aviário pode conter, no máximo, de 7 a 11 aves por metro quadrado. Além disso, cada ave precisa de um espaço de 5 cm nos comedouros e 15 cm nos poleiros.
Também é preciso deixar água e comida à vontade para os animais.
Tipos de ovos são definidos pela criação das galinhas
Arte/G1
Saiba também:
Por que a carne não deve ficar mais barata mesmo com a redução das exportações para a China?
Do café ao arroz: El Niño ameaça produção e pode elevar preços dos alimentos

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