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Safra de grãos deve alcançar 360,1 milhões de toneladas, estima Conab

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ajustou a estimativa para a safra de grãos 2025/26. No levantamento divulgado nesta terça-feira (14), o 10º do atual ciclo de produção agrícola, a estatal projeta produção de 360,1 milhões de toneladas. O volume é 0,4% superior à expectativa que a companhia divulgou há cerca de um mês.

Se alcançados, os 360,1 milhões de toneladas representarão alta de 2,2% em relação à produção da temporada passada, com a colheita de 7,8 milhões de toneladas de grãos a mais.

Segundo a Conab, a perspectiva positiva é resultado, principalmente, da expansão da área plantada, pois a produtividade média nacional das lavouras deve se manter estável (4.311 quilos por hectare).

De acordo com o gerente de Acompanhamento de Safras da companhia, Fabiano Vasconcellos, as condições climáticas também têm contribuído para o desempenho das lavouras, com chuvas favoráveis e a adequada umidade do solo.

“Para julho, a previsão é de manutenção destas condições. Nada fora do normal para esta época do ano, com uma diminuição das chuvas no período, principalmente na região central do país.”

Soja

A produção de soja, cuja colheita já foi finalizada, alcançou cerca de 180,6 milhões de toneladas, o que representa metade das 360,1 milhões de toneladas de grãos esperadas para o atual ciclo. 

É um avanço de 5,3% em relação à safra passada, resultado do aumento de 2,7% na área cultivada. O número teve influência do bom pacote tecnológico usado pelos produtores e das condições climáticas favoráveis.

Milho

Pelos cálculos da Conab, a colheita de milho deve alcançar 141,7 milhões de toneladas. Resultado que, se confirmado, representará não só uma alta de 0,4% sobre o da safra anterior, como responderá por quase 40% de toda a atual safra de grãos.

No ciclo atual, a primeira safra do cereal, que já está quase toda colhida, deve totalizar 29,6 milhões de toneladas. A segunda, com colheita em 38,9% da área, deve atingir 109,43 milhões – índice inferior à média dos últimos cinco anos.
Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas.

Arroz e feijão

A colheita do arroz também já foi encerrada e apresenta produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada, reflexo de uma menor área destinada ao produto. 
No caso do feijão, a produção total estimada é de 3 milhões de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior.

“Neste ciclo da segunda safra do feijão tivemos algumas adversidades climáticas, principalmente nas últimas semanas de junho. Enquanto na Região Nordeste as chuvas foram mais escassas, nas regiões Sul e Sudeste, as frentes frias trouxeram chuva, reduziram as temperaturas e provocaram até geadas em algumas localidades. Isto acabou impactando alguma lavoura e reduziu o potencial produtivo”, explicou Vasconcelos.

Segundo ele, mesmo com as reduções previstas, o volume de arroz e feijão a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico.

Algodão

O algodão tem produção prevista em 4,06 milhões de toneladas de pluma, com 8,1% da área já colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçãs. 

De acordo com a Conab, as boas condições climáticas favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, o que refletiu em ganho na produtividade de 2,8% em relação à safra 2024/25. 

Essa melhora no desempenho médio das lavouras compensou a diminuição em 3,2% na área plantada, que neste ciclo foi próximo a 2 milhões de hectares.

A atualização da safra de algodão também permitiu ajustes na expectativa de exportação da fibra, podendo chegar a 3,38 milhões de toneladas, resultando em um estoque final de 2,67 milhões de toneladas.

Trigo

Já o trigo, produto de destaque entre as culturas de inverno, se encontra em fase final de plantio. A expectativa da Conab é de uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimado em 6 milhões de toneladas. O resultado reflete tanto a menor área destinada ao cereal como a expectativa de uma menor produtividade média a ser registrada nas lavouras neste ciclo.

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Estudo alerta para avanço de bactéria em criações de peixes

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Um estudo publicado na revista científica Microbial Pathogenesis identificou pela primeira vez no Brasil a presença de diferentes espécies de bactérias do gênero Flavobacterium em peixes cultivados para consumo humano.

A bactéria causa uma doença considerada grave chamada columnariose, que afeta os peixes de criação destinados ao consumo humano. Não há, até o momento, segundo os pesquisadores, evidências de transmissão da doença a seres humanos.

A doença provoca lesões na pele e nas nadadeiras, destrói as brânquias e pode matar os peixes em poucos dias, principalmente os mais jovens.

O estudo foi conduzido por um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Zambeze, em Moçambique,na África.

Os pesquisadores encontraram essas bactérias em tilápias e também em espécies nativas criadas para alimentação, como tambaqui, pacu, lambari e pintado-da-amazônia.

Segundo a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), entidade que financiou a bolsa que deu origem ao estudo, os microrganismos foram identificados por meio de isolamento em laboratório e análises microbiológicas das colônias bacterianas.

As amostras coletadas para o estudo foram obtidas entre 2018 e 2024 em criações de tilápia e de espécies nativas brasileiras, como tambaqui, lambari e pintado-da-amazônia.

Temperatura

Os resultados mostraram que várias dessas bactérias tiveram sua proliferação favorecida em temperaturas próximas de 28°C, bastante comuns em algumas regiões do país.

Nessa temperatura, o microrganismo tem apresentado elevada capacidade de formar biofilmes, que são estruturas protetoras que aumentam sua sobrevivência em equipamentos e instalações de criação.

O alerta acionado pelo estudo está relacionado à saúde dos peixes e à sustentabilidade da produção aquícola, não havendo, até o momento, segundo a pesquisa, riscos de transmissão direta da bactéria para seres humanos.

Os autores do estudo ressaltam a necessidade de vigilância epidemiológica, medidas de biossegurança e desenvolvimento de vacinas para reduzir o impacto desses patógenos sobre a produção de pescado no Brasil.


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Dinheiro esquecido: R$ 6,2 bilhões podem ser resgatados no BC

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No fim de maio, parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada para um fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.

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Juiz impede Michigan de forçar grupos pró-vida a contratar abortistas

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Um juiz federal decidiu a favor de organizações pró-vida em Michigan, bloqueando uma lei que obrigava essas entidades a contratar funcionários que apoiam o aborto e a incluir cobertura para procedimentos abortivos em seus planos de saúde. Essa decisão é um marco importante na defesa da liberdade religiosa e do direito à vida.

Contexto da decisão

A recente legislação em Michigan, que gerou grande controvérsia, visava forçar organizações que se opõem ao aborto a mudar suas políticas internas. Essa exigência levantou preocupações sobre a liberdade religiosa e a autonomia das instituições que têm convicções firmes sobre a proteção da vida desde a concepção.

As organizações pró-vida argumentaram que a lei representava uma violação de seus direitos de liberdade de expressão e de crença, uma vez que forçá-las a contratar pessoas que contradizem seus princípios fundamentais seria um ataque direto à sua missão. A decisão do juiz reflete a crescente preocupação com a imposição de ideologias que vão contra as convicções de grupos religiosos e de defesa da vida.

O que aconteceu

O juiz federal, ao analisar o caso, decidiu que a lei de Michigan não poderia ser aplicada às organizações que mantêm uma posição pró-vida. Ele citou a importância de proteger a liberdade de expressão e a liberdade religiosa, essenciais em uma sociedade pluralista. Essa decisão é vista como um triunfo para aqueles que lutam pela preservação da vida e pelos direitos das organizações que defendem essa causa.

Além disso, a decisão permite que as organizações continuem a operar de acordo com suas convicções sem a pressão de se conformar a normas que não refletem seus valores. A expectativa é que essa luta legal continue a nível estadual, com possíveis apelos e novas discussões sobre a legislação.

Reações à decisão

As reações à decisão judicial foram diversas. Grupos pró-vida celebraram a vitória como um reconhecimento da importância da liberdade religiosa e da defesa da vida. Para muitos, essa decisão representa um passo significativo na luta contra a legalização do aborto e na proteção dos direitos das organizações que se opõem a ele.

Por outro lado, defensores do direito ao aborto expressaram sua preocupação com a decisão, argumentando que ela pode abrir precedentes perigosos para a discriminação contra funcionários com convicções diferentes. Essa polarização em torno do tema reflete a divisão profunda na sociedade americana sobre questões de vida e direitos reprodutivos.

O que esperar no futuro

Com a decisão do juiz, espera-se que o debate sobre a legislação relacionada ao aborto em Michigan continue a ser um tópico quente. As organizações pró-vida estão preparadas para defender seus direitos e continuar a lutar contra legislações que consideram injustas.

Além disso, a situação em Michigan pode influenciar outros estados a reavaliar suas próprias leis relacionadas ao aborto e à liberdade religiosa. A batalha pela proteção da vida e pela liberdade de crença está longe de terminar, e as implicações dessa decisão podem reverberar em todo o país.

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Conselho eleva de 30% para 32% teor de etanol na gasolina por 180 dias

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O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira (14), o aumento temporário de 30% para 32% no teor obrigatório de etanol anidro misturado à gasolina. Válida por 180 dias, com possibilidade de prorrogação, a medida visa a reduzir a dependência brasileira de combustíveis fósseis importados.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a resolução do colegiado permitirá que o Brasil deixe de importar 900 milhões de litros de gasolina por ano e leva em conta a instabilidade do mercado internacional de petróleo e combustíveis, “marcado pela volatilidade no abastecimento global”.

“Nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira”, destacou a pasta em nota.

Estudos

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a decisão foi respaldada por testes técnicos feitos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, que mostraram a viabilidade da mistura em veículos leves e motocicletas, sem comprometer o desempenho ou o consumo, mesmo em motores não flex.

Enquanto a nova mistura (E32) entra em vigor, o governo prossegue com avaliações para verificar os efeitos de teores ainda mais elevados, como o E35, ou seja, 35% de etanol anidro misturado à gasolina, com foco na “durabilidade dos componentes automotivos e dos efeitos da utilização do combustível em longo prazo”.

Fraudes

O CNPE também aprovou, na reunião desta manhã, novas diretrizes para intensificar o combate a fraudes e a adulterações de combustíveis. A nova resolução do conselho, que ainda será publicada, reconhece como de interesse da Política Energética Nacional as ações fiscalizatórias da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) com foco na proteção dos consumidores, preservação da concorrência e segurança do abastecimento.

A norma incentiva a atuação coordenada entre instituições como Ministérios Públicos, Procons, polícias, órgãos fazendários e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

A resolução também prevê a atualização dos mecanismos de controle e rastreabilidade do setor, como a implementação da escrituração eletrônica certificada para operações comerciais de postos revendedores e o fortalecimento das capacidades laboratoriais da ANP para garantir a conformidade dos produtos comercializados.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, “a resolução do conselho estabelece medidas para fortalecer a fiscalização, ampliar a rastreabilidade e aperfeiçoar o monitoramento do setor”.

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Ex-funcionários acusam Meta de usar IA para escolher trabalhadores com problemas de saúde em demissões

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Vinte e seis ex-funcionários da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, entraram com uma ação judicial contra a empresa, alegando que a companhia usou um sistema de inteligência artificial que teria prejudicado trabalhadores com deficiência ou que estavam afastados por motivos médicos durante um processo de demissões em massa.

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Warren Buffett deixa de doar para fundação de Bill Gates após revelações sobre ligação com Jeffrey Epstein

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Warren Buffett, CEO do Berkshire Hathaway.
Rick Wilking/Reuters
O investidor americano Warren Buffett anunciou nesta terça-feira (14) que deixou de fazer doações para a Fundação Bill & Melinda Gates, após a divulgação de informações sobre a relação do cofundador da Microsoft, Bill Gates, com o empresário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
Buffett informou que vai doar cerca de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 30 bilhões) em ações da sua empresa, a Berkshire Hathaway, para quatro instituições de caridade administradas por seus filhos e sua filha.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Desde 2006, Buffett destinava parte de suas ações da Berkshire Hathaway à Fundação Gates. Ao longo desse período, a instituição recebeu mais de US$ 47 bilhões em ações da companhia.
Na declaração divulgada nesta terça-feira, Buffett não citou diretamente a fundação de Gates, mas afirmou que suas ações restantes serão doadas às quatro fundações familiares até 31 de dezembro de 2034.
Agora no g1
“É claro que a mortalidade é imprevisível, mas minhas ações restantes serão doadas às quatro fundações de uma forma ou de outra até essa data”, disse Buffett.
A Fundação Gates não comentou imediatamente o anúncio.
Gates diz que se arrepende de relação com Epstein
Departamento de Justiça dos EUA divulgou foto sem data de Jeffrey Epstein com Bill Gates
Departamento de Justiça dos EUA
A reputação de Bill Gates foi prejudicada após a divulgação, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, de documentos sobre Epstein em fevereiro.
Os arquivos incluíam fotos de Gates ao lado do empresário e de mulheres cujos rostos estavam ocultados. E-mails também mostraram comunicações entre Epstein e funcionários da fundação.
Em junho, Gates disse ao Congresso americano que “não compreendeu totalmente a extensão” dos crimes de Epstein quando manteve contato com o empresário, inclusive em reuniões sobre possíveis projetos de filantropia.
Gates, de 70 anos, não foi acusado de nenhum crime. Ele afirmou diversas vezes que se arrepende de ter tido qualquer relação com Epstein, negou ter passado tempo com vítimas dos abusos sexuais cometidos por Epstein e disse que nunca presenciou nenhum comportamento criminoso do empresário.
Doações para instituições de caridade da família
Aos 95 anos, Buffett já doou mais da metade das ações que possuía da Berkshire Hathaway desde que iniciou o processo de transferência de sua fortuna, em 2006.
Antes das novas doações, ele possuía cerca de 14% das ações da Berkshire e tinha uma fortuna estimada em US$ 147 bilhões, segundo a revista Forbes.
Nesta doação, Buffett está destinando:
9 milhões de ações da Berkshire para a Fundação Susan Thompson Buffett;
1 milhão de ações para cada uma das seguintes instituições: Fundação Howard G. Buffett, Fundação Sherwood e Fundação NoVo.
Ele afirmou que seu objetivo é que os valores das doações aumentem todos os anos e que os repasses para a Fundação Susan Thompson Buffett cresçam em um ritmo um pouco maior.
Susie Buffett lidera a Fundação Susan Thompson Buffett, que financia projetos relacionados à saúde reprodutiva. A instituição recebeu o nome da mãe dela, primeira esposa de Warren Buffett.
A Fundação Sherwood apoia organizações sem fins lucrativos de Nebraska e projetos de educação infantil. A Fundação Howard G. Buffett atua no combate à fome no mundo, no enfrentamento ao tráfico de pessoas e na redução de conflitos.
A Fundação NoVo desenvolve iniciativas voltadas para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade e comunidades indígenas.

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Menina cristã de 13 anos luta na justiça contra sequestrador

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Uma menina cristã de 13 anos, do Paquistão, está lutando na justiça para se reunir com sua família após um juiz decidir devolvê-la à custódia de um homem muçulmano que a sequestrou no ano passado. O caso é um exemplo alarmante da perseguição enfrentada por cristãos em países onde a liberdade religiosa é severamente restringida.

Contexto da situação

O Paquistão é um país onde a liberdade religiosa é frequentemente ameaçada, especialmente para as minorias cristãs. Casos de sequestros, conversões forçadas e casamentos forçados de jovens cristãs são comuns e frequentemente ignorados pelas autoridades. A situação da menina, que não teve seu nome divulgado, reflete a realidade de muitos cristãos que vivem sob constante ameaça e discriminação.

O que aconteceu

De acordo com informações do The Christian Post, a jovem foi sequestrada por um homem muçulmano de 30 anos. Após meses de luta judicial, um juiz decidiu devolver a menina ao seu sequestrador, alegando que ela havia se convertido ao Islã e se casado com ele. Essa decisão gerou indignação entre grupos de defesa dos direitos humanos e da liberdade religiosa, que argumentam que a menina não teve a oportunidade de consentir plenamente para tal união.

A situação se agravou quando a menina, em um depoimento, afirmou que não queria voltar para o homem que a sequestrou. Ela descreveu sua experiência como uma “injustiça séria”, clamando por ajuda para retornar à sua família e à sua fé cristã.

Reações e apoio à causa

Organizações de direitos humanos e grupos cristãos internacionais estão pressionando as autoridades paquistanesas para que reavaliem a decisão do juiz e garantam a proteção da menina. A Open Doors, uma organização que monitora a perseguição a cristãos no mundo, expressou preocupação com o caso, destacando que a menina é apenas uma das muitas vítimas de um sistema que falha em proteger as minorias religiosas.

“É inaceitável que uma criança seja forçada a viver com seu sequestrador. Precisamos de um sistema judicial que proteja as vítimas e não os agressores”, afirmou um porta-voz da organização.

O que esperar

O caso da menina cristã destaca a necessidade urgente de reformas no sistema judicial paquistanês e uma maior proteção para as minorias religiosas. Espera-se que a pressão internacional leve a uma reavaliação do caso e que a jovem possa finalmente ser reunida com sua família.

Enquanto isso, a comunidade cristã global é chamada a orar por essa jovem e por todos os cristãos perseguidos que enfrentam situações semelhantes. A luta pela liberdade religiosa continua, e cada história de injustiça é um lembrete da importância de defender os direitos de todos os indivíduos, independentemente de sua fé.

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SUS oferta insulina glargina para crianças, adolescentes e idosos

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O Ministério da Saúde está substituindo gradualmente a insulina NPH pela glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida beneficiará pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais diagnosticadas com diabetes tipo 1 ou tipo 2.

Até essa segunda-feira (13), o Ministério da Saúde já havia encaminhado mais de 254 mil tubetes de insulina glargina a 16 estados. Também foram distribuídas 52.350 canetas reutilizáveis para a aplicação do medicamento. Todas as unidades da Federação devem receber o medicamento até o fim de julho.

O acesso ao medicamento ocorrerá mediante avaliação clínica e prescrição médica, com oferta nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país.

Considerada opção terapêutica mais moderna, a insulina glargina tem ação prolongada e, na maioria dos casos, requer apenas uma aplicação diária.

Outros esquemas de tratamento podem exigir até três aplicações no mesmo período.

Segundo o ministério, o uso da insulina glargina proporiona controle mais estável da glicemia e reduz o risco de episódios de hipoglicemia.

A expectativa é que a mudança proporcione mais segurança e qualidade de vida aos pacientes atendidos pelo SUS.

Acesso

Para acessar a insulina glargina, o paciente deve procurar a UBS mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada.

No caso de crianças e adolescentes, pais, responsáveis ou cuidadores também podem pedir a substituição da insulina NPH pela nova opção terapêutica.

Os usuários serão atendidos por uma equipe multiprofissional, responsável por avaliar o quadro clínico e verificar a possibilidade de transição do tratamento.

Junto com a insulina glargina, será disponibilizada uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração do produto.

Fonte: Agência Brasil

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Tendência de seca nas regiões centrais pode impactar 2ª safra de milho

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O trimestre Julho-Agosto-Setembro aprofundará a tendência de seca nas regiões centrais do país, com impactos sobre a segunda safra do milho e a renovação das pastagens, segundo o Boletim Agroclimatológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Também é esperada a continuidade das chuvas fortes no centro e norte da Regiões Norte e Região Sul e no litoral do Nordeste, áreas com expressivos acumulados de chuva e boa reserva hídrica nos solos.

Segundo o boletim deste mês, que analisa as condições climáticas no território nacional e dos fenômenos que interferem no clima do país, como o El Niño (aquecimento das águas na região equatorial do Oceano Pacífico), e as variações de temperatura no Atlântico, impactando as principais culturas, como o milho, feijão e algodão, de acordo com a região analisada. A recuperação das pastagens também foi avaliada pelo levantamento do Inmet.

Conforme previsão do Instituto, os próximos meses serão de predominância de precipitação abaixo da média climatológica em grande parte da Região Norte. É esperado, em áreas do norte do Amazonas, desvio de até 100 milímetros (mm) abaixo da média climatológica.

Em relação à temperatura, são previstos valores acima da média climatológica para a maior parte da região, com anomalias de até 2 graus Celsius (°C) nos estados do Amazonas, Acre, Pará, de Roraima, do Tocantins e o norte de Rondônia. Essa condição favorece cenários de baixa dos rios e maior fragilidade dos ambientes para incêndios e queimadas, embora a região tenha tido uma boa distribuição de água em parte considerável dos territórios.

“Mesmo com a previsão de precipitação abaixo da média e temperaturas mais elevadas, os elevados níveis de armazenamento de água no solo nessas áreas tendem a favorecer as lavouras de milho segunda safra e sorgo em fase de maturação e colheita entre julho e agosto, contribuindo para a redução da umidade dos grãos, ampliação das janelas operacionais de colheita e a preservação da qualidade do produto colhido”, aponta o relatório.

É esperado também impacto nas lavouras tardias de milho e nas pastagens, em setembro, especialmente no Tocantins, Amapá e sudeste do Pará, onde o déficit hídrico pode chegar a 130 mm.

Chuvas irregulares

No mês de junho, de acordo com o Inmet, houve uma distribuição irregular de chuvas, concentradas nas áreas já descritas (norte da Região Norte, na faixa litorânea da Região Nordeste e em parte da Região Sul), com totais mensais acima de 150 mm e manutenção de níveis de armazenamento de água no solo acima de 70% da capacidade de água disponível (CAD).

Essas condições favorecem culturas que estão em momento de consumo de água, com o momento de crescimento dos grãos de milho (segunda safra) e feijão.

A maior parte de Mato Grosso, Goiás, do Distrito Federal, Tocantins, norte de Minas Gerais, Espírito Santo, interior da Região Nordeste, sul do Pará e de Rondônia, por sua vez, registraram acumulados mensais inferiores a 40 mm e menores níveis de armazenamento de água no solo.

Estas áreas, assim como o sudeste do Pará, têm níveis de armazenamento de água no solo abaixo de 15% da CAD, o que deve se agravar nos próximos meses. Essa condição também dificulta o crescimento de pastagens, o que terá impactos no curto e médio prazo para os rebanhos.


Lavoura de algodão,  algodão
Lavoura de algodão,  algodão

Lavoura de algodão: umidade do ar mais fraca favorece a cultura de algodão – CNA/Wenderson Araujo/Trilux

No centro-oeste a condição de umidade relativa do ar mais fraca favorece a cultura de algodão, em fase de maturação, principalmente em Goiás, mas aprofunda o risco de perda de produtividade na segunda safra do milho, impactando custos de proteína animal no segundo semestre.

Região Sul

No Sul, as condições foram favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de milho no Paraná, que teve acumulados expressivos de chuvas.

“De modo geral, as lavouras de inverno apresentam bom desenvolvimento. Entretanto, a persistência de chuvas frequentes, associada à menor disponibilidade de radiação solar, favorece a ocorrência de doenças fúngicas”, alerta o Inmet.

“Exigindo maior atenção dos produtores, principalmente em lavouras em estádios fenológicos mais avançados, nas quais o impacto sobre a produtividade pode ser mais significativo”, acrescenta.

Nordeste

Segundo a previsão a temperatura deverá permanecer acima da média histórica em toda a Região Nordeste, com anomalias variando entre 0,5 °C a 1,0 °C em grande parte das áreas. Os maiores desvios são previstos para o Maranhão, o extremo oeste da Bahia e o sudoeste e centro-norte do Piauí, podendo atingir até 2°C acima da média climatológica.

A faixa litorânea não deve ter impactos relevantes de seca, com a atuação de sistemas meteorológicos como os Distúrbios Ondulatórios de Leste (DOLs), que trazem umidade do oceano.

Em agosto, o déficit será intensificado e vai se expandir para o extremo oeste da Bahia e para áreas do interior da Paraíba e de Pernambuco. Em setembro, a previsão indica déficits superiores a 100 mm em grande parte do interior da região.

“Esse cenário exige maior atenção às lavouras de milho e feijão terceiras safras, conduzidas em sistema de sequeiro, principalmente aquelas que se encontrarem em estádios reprodutivos ou de enchimento de grãos”, diz o estudo.

“Nessas condições, o aumento da demanda evapotranspirativa poderá comprometer a floração, a formação de vagens e o enchimento de grãos, com risco de redução do potencial produtivo, especialmente no semiárido oriental e em áreas do eixo Sealba (Sergipe, Alagoas e leste da Bahia)”, explica.

As lavouras de algodão, por sua vez, terão ganhos de qualidade, o que não se observa com as pastagens, que devem ter queda considerável de produtividade já nesse trimestre vindouro.

Ar mais quente

O Centro-Oeste terá anomalia com ar mais quente, variando em torno de 2°C. O bom cenário de chuvas no primeiro semestre tende a garantir boa colheita para a região, nos próximos meses, para o milho, sorgo e algodão. O predomínio de condições mais secas tende a favorecer a conclusão das atividades de colheita e o preparo das áreas agrícolas para a próxima safra.

A região pantaneira, a previsão é ter um inverno equilibrado, enquanto no norte de Mato Grosso e nordeste de Goiás devem apresentar déficit hídrico ainda neste trimestre.

Reservatórios

A Região Sudeste terá manutenção das médias de precipitação, com exceção do Espírito Santo e nordeste de Minas Gerais, para os quais é esperado déficit hídrico. Toda a região deve ter temperaturas cerca de 1°C acima das médias históricas.

Como se espera um trimestre com médias de temperaturas altas a cafeicultura, as hortaliças e as culturas de inverno irrigadas devem ter boas condições de produtividade. O Inmet alerta, porém, para a pressão sobre os reservatórios de água da região, que deve ter demanda acima da média.

Alerta para fungos

No Sul, a expectativa é de ocorrência de excedentes hídricos significativos, especialmente nos meses de julho e setembro, quando os volumes poderão superar 150 mm. As áreas com maior prevalência serão o norte do Rio Grande do Sul e o sul de Santa Catarina.

A condição favorece as culturas de inverno, mas exige maior cuidado fitossanitário, pois permite maior desenvolvimento de pragas de origem fúngica.

Além disso, o boletim alerta para a ocorrência frequente de chuvas que poderão reduzir as janelas operacionais para a realização de tratos culturais, como aplicações de fertilizantes e defensivos agrícolas.

Segundo o Inmet, estas chuvas têm relação já conhecida com o fenômeno El Niño, confirmado pelos padrões adotados pelo instituto, com previsão de se manterem até fevereiro de 2027.

Este ano, porém, não é esperada uma variação expressiva do gradiente térmico do Atlântico Tropical Dipolo do Atlântico, fenômeno semelhante ao das águas do Pacífico (El Niño). Dessa forma, as condições nos próximos meses no Atlântico tendem a apresentar-se em neutralidade.

O mesmo não se pode dizer do El Niño, que será intenso e já impacta chuvas na Região Sul, no litoral do Pacífico na América do Sul e nas temperaturas na América do Norte, Europa e leste asiático.

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