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Por que a carne não deve ficar mais barata mesmo com a redução das exportações para a China?

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Por outro lado, Capuzzi, do Insper, avalia que, se os preços continuarem subindo na China, o país poderá rever a restrição para ampliar as importações do Brasil. Outra possibilidade, segundo ele, é utilizar cotas de outras nações para atender ao consumo interno.

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Flávio Bolsonaro visita comunidade em Fortaleza afetada por facções

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O senador Flávio Bolsonaro visitou a comunidade de Vila Velha, em Fortaleza, nesta sexta-feira, 10 de julho de 2026, para ouvir os relatos de moradores que foram expulsos de suas casas por facções criminosas. A situação, marcada pela violência e exploração, resultou na saída de mais de 80 famílias da localidade.

Contexto da situação

A Vila Velha, uma comunidade que já foi vibrante, agora se encontra em um estado de abandono, conforme relatado por seus moradores. A presença do Comando Vermelho (CV), uma das facções mais conhecidas do Brasil, transformou a área em um local de medo e opressão. Os moradores relatam que, além de serem forçados a deixar suas casas, eles enfrentam a exploração financeira, com taxas impostas para serviços básicos como água, internet e gás.

O que aconteceu durante a visita

Durante sua visita, Flávio Bolsonaro ouviu os testemunhos de quem teve que deixar suas residências e a luta diária que enfrentam para sobreviver em um ambiente hostil. Ele destacou que a situação é alarmante, afirmando: “É taxa da água, é taxa da internet, é taxa do gás, é taxa do comércio, é taxa do medo”. Essa declaração reflete a gravidade da exploração que as famílias estão enfrentando, tornando a vida na comunidade insustentável.

Reações à visita

Flávio também aproveitou a oportunidade para criticar o governo atual, especificamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua postura em relação ao combate às facções criminosas. Ele argumentou que a falta de uma ação mais firme contra grupos como o Comando Vermelho contribui para o aumento da violência e da insegurança nas comunidades mais vulneráveis.

O que esperar no futuro

A visita do senador à Vila Velha levanta questões importantes sobre a segurança pública e a necessidade de um plano mais eficaz para proteger as comunidades que sofrem com a violência das facções. A situação em Fortaleza é um lembrete da luta constante que muitos brasileiros enfrentam em busca de segurança e dignidade. A esperança é que a atenção dada a esse problema possa resultar em ações concretas que ajudem a restaurar a paz e a segurança nas comunidades afetadas.

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Férias no Brasil: só 1 em cada 3 trabalhadores tira os 30 dias

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Outro comportamento identificado pela pesquisa é o baixo uso de férias em períodos menores, como meio dia de afastamento. No Brasil, apenas 3% das solicitações analisadas corresponderam a esse formato, percentual bem inferior ao observado em países como França (11,5%), Reino Unido (11,3%) e Alemanha (9,4%).

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Como profissionais de IA estão inflacionando os imóveis na Califórnia — e expulsando famílias de suas casas

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Apenas a parte superior da casa no meio desta foto — um apartamento de três dormitórios — estava à venda por quase US$ 3 milhões
Open Homes via BBC
Em uma rua arborizada no bairro residencial abastado de Duboce Triangle, em São Francisco, a parte superior de uma casa isolada branca, da era eduardiana, atraía visitantes, entre potenciais compradores.
O apartamento de três dormitórios, luxuosamente reformado, estava à venda por quase US$ 3 milhões (mais de R$ 15 milhões). E vinha atraindo cada vez mais atenção devido a uma forma de pagamento incomum: o vendedor aceitaria receber ações das empresas de inteligência artificial OpenAI ou Anthropic em vez de dinheiro.
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“O valor [do imóvel] é questionável, mas eu gostaria de comprá-lo”, diz um jovem funcionário da OpenAI que acaba de visitar o apartamento com sua parceira.
O funcionário, que se mudou para a cidade californiana há dois anos para um cargo técnico na empresa sediada em São Francisco, está atualmente morando de aluguel. Ele planeja perguntar aos seus chefes sobre a possibilidade de transferência de ações.
Agora no g1
Bem-vindo a São Francisco em 2026, cidade que também abriga a gigante da IA, Anthropic. São Francisco é o epicentro da revolução da inteligência artificial e os preços imobiliários na cidade subiram drasticamente este ano.
“Os preços estão simplesmente astronômicos”, diz Daryl Fairweather, economista-chefe da Redfin, uma empresa imobiliária que acompanha os preços de imóveis nos EUA. “As pessoas estão com dinheiro sobrando e prontas para comprar.”
Em março, São Francisco recuperou o título de cidade mais cara para compradores de imóveis nos EUA, ultrapassando a rival São Jose, localizada a 80 quilômetros ao sul, no coração do tradicional Vale do Silício.
Naquele mês, o preço médio das casas em São Francisco subiu 19% em relação ao ano anterior, e essa tendência continuou, com altas de 14,5% e 14,1% em abril e maio, respectivamente, de acordo com dados fornecidos pela Redfin.
O preço médio de venda na cidade, em maio de 2026, atingiu o recorde de US$ 1,76 milhão, em comparação com quase US$ 400 mil nos EUA como um todo, onde os preços subiram apenas 1,4% em março e 2% em abril e maio.
A opinião de praticamente todos na cidade é que o dinheiro proveniente da inteligência artificial é o principal motor do aquecido mercado imobiliário de São Francisco.
“Chegamos a essa conclusão com base no que estamos vendo nos dados e no que ouvimos de nossos agentes”, afirma Fairweather.
Ela destaca o aumento acentuado nos preços nos endereços de luxo da região da Baía de São Francisco – que inclui o Triângulo de Duboce – desde que a OpenAI lançou o ChatGPT no final de 2022.
Isso interrompeu a recessão que São Francisco sofreu durante a pandemia de covid, quando a população diminuiu e os preços dos imóveis caíram.
Hoje, os altos salários e bônus de contratação pagos aos principais profissionais de IA na cidade podem ser extraordinários, mesmo para os padrões do Vale do Silício. Ainda mais generosas são as opções de ações que os funcionários puderam resgatar parcialmente por meio de vendas limitadas de ações.
Em outubro passado, mais de 600 funcionários atuais e antigos da OpenAI venderam ações no valor total de US$ 6,6 bilhões, uma média de US$ 11 milhões por participante, conforme relatado recentemente.
Na Anthropic, cujo principal produto é o Claude, foi divulgado recentemente que os funcionários também foram autorizados a vender ações no valor total de cerca de US$ 6 bilhões.
E com ambas as empresas prestes a realizar aberturas de capital em bolsa ainda este ano ou no próximo, criando mais funcionários multimilionários, muitos acreditam que o setor imobiliário de São Francisco vai se valorizar ainda mais.
Apartamento de três dormitórios no Duboce Triangle foi luxuosamente mobiliado
Open Homes via BBC
“A guerra de preços de hoje será vista como pechincha, e já é”, diz Rachel Swann, a corretora responsável pelo imóvel no Triângulo de Duboce.
Enrico Moretti é professor de economia na Universidade da Califórnia, Berkeley, e mora na cidade.
Ele afirma que o boom da IA ainda está no começo e destaca que, embora a população e os níveis de emprego da cidade estejam aumentando, eles permanecem abaixo dos níveis pré-pandemia.
Existem também forças contrárias que podem estar impedindo o progresso. Grandes empresas de tecnologia, como a Meta, têm registado recentemente demissões em massa.
E à medida que a indústria de IA passa de sua fase de inovação em rápido crescimento para uma de empresas consolidadas, é provável que necessite de trabalhadores menos especializados, que terão menos capacidade de exigir a mesma remuneração.
Moretti também destaca que a maior parte da riqueza proveniente das futuras ofertas públicas iniciais (IPOs) da OpenAI e da Anthropic irá para os investidores, e não para os funcionários, e que essas empresas estão localizadas em diferentes partes do mundo.
Mas, enquanto isso, o corretor de imóveis de São Francisco, Matthew Goulden, diz que a situação atual é “uma loucura”.
Goulden, que trabalha nesse mercado há mais de 20 anos, afirma que começou a notar um aumento no número de potenciais compradores – muitos do mundo da IA – no final do ano passado.
Segundo ele, a tendência de alta não se restringe apenas a imóveis de luxo, mas se estende por todo o mercado, desde casas para uma única família até apartamentos de um quarto, e embora seja mais acentuada em bairros desejáveis, está sendo sentida em quase todos os lugares.
Ele afirma que as guerras de lances — em que compradores se dispõem a pagar preços cada vez mais altos — são comuns neste momento, por vezes elevando os preços de venda milhões acima do valor pedido.
Ao mesmo tempo, ele acrescenta que as casas estão sendo vendidas mais rápido do que nunca, e o número de compras à vista parece estar aumentando consideravelmente, principalmente no segmento de alto padrão do mercado.
Danielle Lazier, outra corretora de imóveis experiente de São Francisco, descreve uma situação semelhante, mas acrescenta uma perspectiva diferente. Segundo ela, há muito tempo existe uma tendência em São Francisco de anunciar imóveis abaixo do valor de mercado para criar um efeito de leilão.
E a oferta é cronicamente limitada – São Francisco é pequena, tem uma alta proporção de inquilinos e tem tido dificuldades para construir novas moradias (mesmo que o novo prefeito da cidade, focado no crescimento e na recuperação, esteja buscando mudar isso).
“De repente, o dinheiro proveniente da IA pode ter um efeito desproporcional”, diz ela.
Enquanto isso, à medida que o novo boom da IA ganha força, a história de quem consegue ficar em São Francisco e quem não consegue é contada pelos seus moradores.
Duas famílias de São Francisco com filhos em idade escolar, que pediram anonimato para proteger sua privacidade, conseguiram recentemente comprar casas prontas para morar, atendendo à sua necessidade urgente de mais espaço – mas apenas uma delas conseguiu fazê-lo dentro da cidade.
Essa família conseguiu comprar uma casa no disputado bairro residencial onde moravam de aluguel há muito tempo, depois que um dos pais, que trabalha na OpenAI, vendeu algumas ações da empresa em outubro passado, dando à família o impulso financeiro necessário para comprar o imóvel à vista.
O casal diz se sentir “em conflito e constrangido” pelo fato de ter sido o dinheiro da inteligência artificial que tornou tudo isso possível.
“Não somos pessoas extravagantes”, dizem. “Apenas fizemos o que pudemos com a oportunidade.”
Em contrapartida, a outra família, que não obtém sua renda da IA ou do mundo da tecnologia, teve que se mudar para uma cidade mais suburbana na região da Baía de São Francisco, ao norte.
A nova casa deles, comprada em parte com um financiamento imobiliário, inclui piscina e terreno adicional.
É um tipo de vida diferente, observa a mãe de família, e eles já se adaptaram em grande parte – embora isso envolva um longo trajeto diário para o marido, que ocupa um cargo importante no governo em São Francisco.
“Não teríamos ido embora se tivéssemos condições de ficar”, reflete ela. “É meio frustrante e fico um pouco chateada ao ver todo esse dinheiro extra da IA expulsando todo mundo.”
O apartamento no Duboce Triangle foi vendido por US$ 3,2 milhões – US$ 200 mil acima do preço pedido, segundo o corretor imobiliário. Ele não disse se o negócio incluiu ações de empresas de IA.
Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

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Trump revela plano de retaliação contra o Irã em caso de ataque

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Em uma declaração polêmica, Donald Trump revelou que deixou um plano preparado para retaliar contra o Irã, caso o regime de Teerã ordene seu assassinato. A afirmação foi feita em 2025 e voltou a ganhar destaque após alertas do governo de Israel sobre novas ameaças do Irã.

Contexto da declaração

Em fevereiro de 2025, durante uma entrevista à emissora Fox News, Trump comentou sobre a possibilidade de um atentado contra sua vida, como retaliação ao bombardeio que resultou na morte do comandante militar iraniano Qasem Soleimani. Esse ataque, realizado durante seu primeiro mandato, foi um marco nas relações entre os Estados Unidos e o Irã, intensificando as tensões entre os dois países.

O que aconteceu recentemente

Recentemente, o jornal The Wall Street Journal informou que o governo de Israel alertou os Estados Unidos sobre um novo plano do Irã para assassinar Trump. Em resposta a essa informação, Trump reafirmou sua posição, afirmando: “Se fizerem isso, seriam aniquilados. Seria o fim. Deixei instruções. Se fizerem isso, não sobrará nada.” Essa declaração reacendeu discussões sobre a segurança e as relações diplomáticas entre os países.

Reações à declaração

A afirmação de Trump provocou reações diversas, tanto no cenário político americano quanto internacional. Enquanto alguns apoiadores veem a postura como uma medida de segurança necessária, críticos argumentam que tal retórica pode aumentar as tensões e levar a um conflito armado. A comunidade internacional observa atentamente, especialmente considerando o impacto que uma escalada de hostilidades pode ter sobre a liberdade religiosa e a segurança de cristãos no Oriente Médio.

O que esperar no futuro

Com as tensões entre os Estados Unidos e o Irã em alta, é provável que a situação continue a evoluir. Especialistas em relações internacionais alertam para a necessidade de um diálogo mais construtivo entre as nações, a fim de evitar um conflito aberto. A comunidade cristã, especialmente, deve estar atenta a como essas dinâmicas podem afetar a liberdade religiosa e a segurança dos cristãos perseguidos na região.

“Se fizerem isso, seriam aniquilados. Seria o fim.”

À medida que novos desdobramentos ocorrem, é essencial que os cristãos se mantenham informados e em oração, buscando a paz em meio à incerteza. A situação no Oriente Médio continua a ser um campo de batalha não apenas político, mas também espiritual, onde a fé e a liberdade religiosa estão em jogo.

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Quantos bilhões custará reconstruir a Venezuela após terremotos?

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O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) estimou os danos físicos diretos em US$ 6,7 bilhões (cerca de R$ 36,2 bilhões). Com base em imagens de satélite, o órgão calculou a quantidade de estruturas nas áreas atingidas pelos terremotos e ressaltou que a estimativa pode cair para US$ 4,7 bilhões (cerca de R$ 25,4 bilhões) ou subir para US$ 8,7 bilhões (aproximadamente R$ 47 bilhões), principalmente em razão das perdas em moradias e outros bens. Ainda assim, o valor não contempla todos os danos à infraestrutura nem o custo da reconstrução de longo prazo.

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A grande aposta do homem mais rico da Alemanha: criar rival europeia de Google e Amazon

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O complexo, projetado para 3.500 funcionários e equipado com creche, restaurante e área fitness, lembra as sedes da Amazon, da Apple ou da Google: localizado numa elevação, é composto por cinco edifícios de vidro de vários andares, com formas suavemente curvas e estrutura em formato de colmeia. No centro do chamado Campus Schwarz Digits, há um pequeno lago, muito verde e bancos à sombra.

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Mãe de Nolan Wells revela que orou a Deus por respostas sobre a morte do filho

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Christine Wonsley, mãe de Nolan Wells, um jovem de 18 anos que faleceu recentemente, revelou que orou a Deus em busca de respostas sobre a morte do filho. A mãe, acompanhada de seu advogado Ben Crump e do ativista dos direitos civis Rev. Al Sharpton, acredita que suas orações foram atendidas.

O que aconteceu

Nolan Wells, um jovem que despertou a atenção da comunidade local e de ativistas, faleceu em circunstâncias que ainda geram questionamentos. Sua mãe, Christine Wonsley, expressou sua dor e confusão em relação à perda, afirmando que, em meio ao sofrimento, decidiu buscar a ajuda divina. “Eu pedi a Deus por respostas, e eu realmente sinto que Ele me ouviu”, disse Christine durante uma coletiva de imprensa.

Contexto da situação

A morte de Nolan não apenas abalou sua família, mas também gerou uma onda de apoio e solidariedade na comunidade. O ativista Rev. Al Sharpton, conhecido por seu trabalho em prol dos direitos civis, juntou-se à família para exigir justiça e esclarecimentos sobre as circunstâncias que levaram ao falecimento do jovem. O advogado Ben Crump, que tem um histórico de defesa em casos de injustiça, também está ao lado da família, buscando respostas e responsabilização.

Reações da comunidade

A comunidade local tem se mobilizado em apoio à família de Nolan, realizando vigílias e manifestações pacíficas para exigir transparência nas investigações. Muitas pessoas compartilham suas experiências e expressam solidariedade, destacando a importância da fé em momentos de crise. A história de Christine e Nolan ressoa com muitos que também enfrentaram perdas e buscam conforto e respostas em sua fé.

O que esperar

Com o apoio de figuras influentes e da comunidade, espera-se que as investigações sobre a morte de Nolan avancem. Christine Wonsley continua a clamar por justiça e acredita que sua fé e a mobilização da comunidade podem trazer à tona a verdade que ela busca.

“Eu pedi a Deus por respostas, e eu realmente sinto que Ele me ouviu”.

À medida que a situação se desenrola, muitos observadores esperam que a história de Nolan e sua mãe inspire ações e mudanças que possam prevenir tragédias semelhantes no futuro. A luta por justiça e verdade é uma jornada que muitos cristãos acreditam ser guiada pela fé e pela esperança.

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'Chegava a trabalhar 17 horas': vítimas de violência doméstica usam apps de transporte para reconstruir vida

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Possibilidade de ganho imediato é o principal fator para mulheres optarem por trabalho por aplicativo
Foto: Carlos A. Moreno/ZUMA/IMAGO
Após ser agredida e ameaçada de morte pelo ex-marido, Nany Cardoso decidiu denunciá-lo e pedir o divórcio. Sem emprego e morando de favor na casa do irmão com as três filhas, alugou um carro para trabalhar como motorista de aplicativo em Niterói (RJ).
“No começo, chegava a ficar 17 horas trabalhando direto. Tinha que trabalhar dobrado para cobrir o aluguel do carro e ainda sobrar. Apesar de tudo, foi o que fez minha vida melhorar, trouxe renda para cuidar das crianças e sustentar a casa”, relata.
Casos como o de Cardoso se repetem no Brasil. Em 2024, 187,9 mil mulheres foram alvo de violência doméstica, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A dependência econômica é um dos fatores que dificultam que as mulheres ponham fim a esses relacionamentos: 61% das vítimas afirmaram ter deixado de denunciar os parceiros por depender deles financeiramente.
“As mulheres têm dificuldade de romper com as agressões porque percebem que não conseguem sobreviver sozinhas. Dependem da renda do marido e, quando se dão conta de que precisam se manter, precisam buscar uma fonte de renda”, explica a professora Noézia Ramos, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Mulheres ganham 21% a menos do que homens no Brasil
Renda para romper violência
Ao tentar ingressar no mercado de trabalho, essas mulheres se deparam com outras dificuldades, como altas taxas de desemprego: 72,1% dos homens em idade ativa estão empregados, contra 53,1% das mulheres, segundo a Organização Mundial do Trabalho (OIT).
Outro problema é o desequilíbrio na distribuição do trabalho doméstico. De acordo com a OIT, 31,7% das mulheres em idade ativa não procuram trabalho porque têm de cuidar de filhos, parentes ou da casa.
Na dinâmica da violência doméstica, 17,1% das mulheres são impedidas de trabalhar ou estudar pelos maridos.
Com menor instrução e experiência, o trabalho informal se torna uma alternativa para quem não consegue uma colocação. Nesse cenário, uma das opções é o transporte por aplicativo.
Para Ramos, as plataformas são “uma alternativa em um cenário de desespero”.
A advogada Andrea Sampaio, que pesquisou a categoria em sua dissertação de mestrado pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), afirma que o trabalho por aplicativo oferece uma oportunidade rápida de geração de renda e maior autonomia para as mulheres.
“É uma atividade que dá segurança para escolher estar ou não em um relacionamento e que permite conciliar trabalho e vida pessoal.”
Segundo o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a renda média mensal líquida dos motoristas varia de R$ 3.083 a R$ 4,4 mil.
Ganho imediato e flexibilidade
O trabalho nos aplicativos de transporte em Porto Alegre (RS) foi a solução para as dificuldades de Julia Monteiro. Há três, ela estava desempregada e era agredida pela ex-mulher.
“Ela me deu socos, me empurrou da escada e tentou me enforcar. Então essa foi uma oportunidade de sair de casa, dava um alívio não sofrer violências no tempo em que estava trabalhando, e também me dava um bom retorno financeiro”, conta Monteiro.
Um levantamento de 2025 da consultoria Think Eva avaliou o perfil das motoristas. Para 73% das entrevistadas, a possibilidade de ganho imediato é o principal fator para optar por esse trabalho. Outras 37% disseram que ganham mais como motoristas do que no emprego anterior. Cerca de 78% disseram que a flexibilidade de horários é um dos principais atrativos.
A motorista Nany Cardoso só trabalha no período da noite para ter tempo de ficar com as filhas durante o dia.
“Posso levar ao médico, participar das festas na escola, coisa que o emprego CLT não me permitia”. Ela diz que “dá para ganhar um dinheiro bom se você trabalhar muito”.
Ao todo, 103,3 mil mulheres atuam atualmente como motoristas de aplicativo no Brasil
Foto: picture alliance / NurPhoto
Custo da autonomia
Ao todo, 103,3 mil mulheres atuam atualmente como motoristas de aplicativo, segundo dados do Cebrap. O número é 62% maior do que há quatro anos.
Apesar do crescimento, elas representam apenas 6% do 1,7 milhão de motoristas do país. Ainda que a atividade permita alcançar autonomia financeira, especialistas apontam que o trabalho por aplicativo é marcado pela precarização.
“Há uma sensação de que estão trabalhando para si mesmas, mas falta proteção social em casos de acidente ou doença. Também faltam políticas públicas e creches. Já presenciei mulheres trabalhando com os filhos no carro por não terem onde deixá-los”, afirma Sampaio.
Um estudo da OIT e da ONU Mulheres realizado em países da América Latina, além de Portugal, Espanha e Andorra, apontou que mulheres ganham, em média, 40% menos do que homens nas plataformas de transporte por aplicativo. Para Noézia Ramos, parte dessa diferença pode estar relacionada à menor disponibilidade de tempo para trabalhar.
“Se as mulheres enfrentam uma tripla jornada, cuidando dos filhos, da casa e do trabalho remunerado, elas acabam rodando menos. Além disso, preconceito contra mulheres ao volante pode influenciar avaliações feitas pelos passageiros”, afirma.
A presidente do Sindicato dos Motoristas em Transportes Privados por Aplicativos do Rio Grande do Sul (Simtrapli-RS), Carina Trindade, conta que resolveu testar as plataformas.
“Em uma roda com homens e mulheres, ligamos o aplicativo todos juntos e na maioria das vezes, tocou primeiro para eles. O valor das corridas para os homens também era maior”.
Questionada sobre o assunto, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que reúne representantes de plataformas como 99, Buser, Flixbus, Lalamove, Uber e Zé Delivery, informou que não há qualquer tipo de diferenciação de remuneração de viagens baseada em gênero dos condutores.
“Oscilações no preço das viagens são influenciadas por fatores como tempo e distância dos deslocamentos, categoria da viagem escolhida, níveis de oferta e demanda por corridas no horário e local específico, entre outros”, afirmou em nota.
Assédio e insegurança
Mais do que questões econômicas, as motoristas enfrentam desafios quanto à insegurança no volante. De acordo com um levantamento da plataforma GigU, 59% das motoristas afirmam que já foram assediadas, assim como 97% das passageiras. “Isso é bem pesado. Eu preciso falar grosso quando os caras estão de conversinha para ver se entendem”, afirma Trindade.
Cardoso foi alvo de assalto. “No fim da tarde, quando desembarquei uma passageira e passei em uma rua deserta, um homem que estava de moto parou meu carro, disse que não podia andar Uber ali e puxou meu telefone”.
Desde 2020, as empresas passaram a ofertar entre as opções de corrida as que tinham mulheres na direção. “Nunca sabemos se realmente é uma mulher ou homem. Aceitamos, acreditando ser uma passageira, mas elas podem chamar a corrida para eles e colocam as motoristas em risco. Se desistem da corrida, podem ser bloqueadas por excesso de cancelamentos”, afirma Trindade.
A Uber e a 99 estão entre as maiores plataformas do país. A primeira diz que faz campanhas educativas com motoristas para evitar comportamentos inapropriados. Já a 99 alega que nos últimos dois anos investiu R$ 125 milhões no desenvolvimento de ferramentas de segurança, o que resultou na queda de 33% dos incidentes sexuais graves com mulheres.
Apesar das dificuldades, Cardoso diz que vai continuar trabalhando como motorista. “Já estou com 50 anos, entrar no mercado de trabalho é mais difícil. Meu sonho agora é terminar de construir minha casa”.

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Anúncios do Instagram promovem material com abuso sexual infantil na Índia, segundo investigação da BBC

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Boland conta que, entre 2009 e 2010, ele liderou um projeto para remover anúncios que promovessem golpes entre os usuários. Com isso, ele “tinha permissão, na época, para suprimir uma enorme parte da receita da empresa, para o bem da segurança e da experiência do usuário”.

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