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Inverno pode trazer gatilhos para crises de asma e requer cuidados

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Janelas fechadas para se proteger do frio, viroses em alta e o contato com cobertores e casacos guardados são alguns dos gatilhos que podem complicar a vida das pessoas com asma no inverno, principalmente crianças e adolescentes. Para prevenir crises e o agravamento do quadro, especialistas recomendam manter o tratamento em dia, para que a inflamação permaneça controlada.

O coordenador da Comissão Científica de Asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Emilio Pizzichini, disse que, no inverno, não é o frio que agrava a asma. Um dos principais fatores que podem engatilhar crises é a maior circulação de vírus no ambiente, que pode acarretar infecções nas vias respiratórias e atacar uma asma que não esteja bem controlada.

“Se a asma não está bem tratada, bem controlada, o resfriado ou a virose adicionam mais uma inflamação na via aérea da pessoa, nos brônquios, e ela pode ter uma crise”, disse à Agência Brasil.

Pizzichini observou que o uso da medicação para o tratamento adequado da asma deve ter atenção o ano inteiro, porque a maioria das asmas precisa ser tratada continuamente. Vacinas contra viroses, como a Influenza (gripe), a Covid e o vírus sincicial respiratório (VSR), também previnem inflamações respiratórias mais graves, acrescenta ele.

“Quando a pessoa usa a vacina, diminui o risco de ter um agravamento da inflamação da asma, ter uma crise e ser hospitalizada”.

Emilio Pizzichini descreveu que, no Brasil, existem cerca de 20 milhões de asmáticos que, normalmente, têm uma ou duas infecções respiratórias por ano.

“A gente não tem um número de especialistas suficiente para atender tudo isso. A infecção respiratória tem que ser tratada na atenção primária, porque as crianças, às vezes, não fazem testes respiratórios para saber se sintomas como o chiado são decorrentes da asma”.

Risco para crianças e adolescentes

Dados do Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), levantados pela organização sem fins lucrativos Umane, mostram que crianças e adolescentes de 0 a 14 anos responderam por 70,5% das internações por asma em julho de 2024.

Naquele mês, houve 4.034 internações nessa faixa etária, quase o dobro das 2.108 contabilizadas em janeiro.

O Datasus revela ainda que, durante o ano de 2024, o Brasil registrou 52.087 internações por asma, sendo que crianças e adolescentes até 14 anos responderam por 73,7% do total.

A pneumologista Marcela Marques, do Atendimento Multiassistencial de Saúde da Umane, explicou alguns cuidados que podem minimizar as chances de uma crise de asma:

“A casa deve estar arejada, com o sol batendo, sem mofo ou umidade, com cortinas limpas, sem brinquedos acumulados no quarto da criança, nem bichos de pelúcia. Evitar cobertores e procurar usar mais edredom. E, em vez de ficar varrendo a casa, os pais devem usar um pano úmido, só com água, ou o aspirador”, recomendou.

Outro cuidado importante é evitar a proximidade de fumantes, sejam de cigarro comum, cigarro eletrônico ou narguilé.

“O fumante passivo é um dos piores aspectos em relação às crises de asma”.

A pneumologista lamentou que falta orientação dos serviços de saúde para que as famílias iniciem logo o tratamento contra a asma, na primeira internação, de modo a evitar que outras crises aconteçam. Quando o paciente começa o tratamento com a medicação preventiva, novas internações se tornam raras, afirma.

Ela argumenta ainda que, no momento em que a família passa a ser orientada sobre quais são os gatilhos das crises, o que pode ocasioná-las, e o que fazer quando o paciente inicia uma crise, é possível evitar idas frequentes ao pronto-socorro.

“A família deve ser orientada sobre o plano de crise que deve fazer e, se esse plano não der certo,, se for necessário, a procurar o serviço médico”.

Aglomeração

O alergista e imunologista Pedro Giavina-Bianchi, do Departamento Científico de Asma da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), acrescenta que, no inverno, devido ao frio, as pessoas ficam mais tempo em lugares fechados, mais aglomeradas, e isso propicia a transmissão dos vírus.

“Então, realmente, a gente tem um aumento da frequência, que a gente chama de prevalência, de infecções virais, nessa época, e, por consequência, acaba tendo mais crises de asma também”.

Ele recomendou que os asmáticos evitem, principalmente nesta época do ano, o contato com pessoas que tenham quadros de resfriado ou gripe e não deixem de tomar as vacinas.

“Não só a vacina de influenza, mas a vacina pneumocócica também”.

O membro da Asbai sublinhou que o distanciamento social funciona nessas ocasiões, como ocorreu durante a pandemia da Covid-19

“A máscara previne a Covid e, também, a transmissão dos outros vírus respiratórios, como rinovírus, influenza, entre outros”.

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Prouni recebe inscrições até este domingo para o 2º semestre de 2026

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As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre terminam às 23h59 deste domingo (12), no horário de Brasília.

O procedimento deve ser feito exclusivamente online, pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Prouni.

O candidato deverá optar por concorrer às bolsas destinadas à ampla concorrência ou àquelas destinadas às pessoas com deficiência (PCD) e autodeclaradas indígenas, pardas ou pretas.

O Ministério da Educação publicou um passo a passo para ajudar os interessados a realizar a inscrição. Confira aqui.

Bolsas de estudo

O programa oferece bolsas de estudo integrais – que cobrem 100% do valor da mensalidade – e parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

Para concorrer à bolsa integral, os candidatos devem ter renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa.

Já a bolsa parcial é destinada a candidatos com renda familiar bruta mensal de até três salários mínimos por pessoa.

Nesta edição, o programa oferta mais de 471 mil bolsas de estudos parciais e integrais, em 380 cursos de 879 instituições privadas de ensino superior, no segundo semestre de 2026.

Quem pode se inscrever

Para se inscrever, é necessário:

  • ter ensino médio completo;
  • ter participado das edições de 2024 ou de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
  • ter obtido, no mínimo, 450 pontos na média das cinco provas do exame, sem ter zerado a redação.

Além disso, os candidatos precisam atender a pelo menos uma das seguintes condições:

  • ter feito o ensino médio integralmente em escola da rede pública;
  • ter feito o ensino médio como bolsista integral ou bolsista parcial em instituição privada;
  •  ter mesclado o ensino médio entre escola pública e privada.
  • ser uma pessoa com deficiência como previsto na legislação;
  • ser professor ativo da rede pública de ensino que queiram cursar licenciatura ou pedagogia. Para esses docentes, não é exigido o limite de renda que se aplica aos demais candidatos.

Quem participou do Enem na condição de treineiro, ou seja, para autoavaliação antes mesmo de concluir o ensino médio não pode se inscrever no Prouni 2026. 

Classificação

Para fins de classificação e eventual pré-seleção no processo seletivo, será adotada a melhor nota que o participante do Prouni teve no Enem.

A classificação ainda observará a modalidade de concorrência escolhida na inscrição pelo candidato, por curso, turno, local de oferta e instituição, além de considerar se o candidato concorre em ampla concorrência ou às bolsas destinadas à implementação de políticas afirmativas.

Resultado

Mesmo com o prazo de inscrições prorrogado para até este domingo, as demais etapas do programa federal não foram alteradas. 

Confira abaixo o cronograma oficial do Prouni 2026/2:

  • inscrições: 7 a 12 de julho;
  • resultado 1ª chamada: 15 de julho;
  • comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 1ª chamada: 15 a 24 de julho;
  • resultado da 2ª chamada: 5 de agosto;
  • comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto;
  • lista de espera: 26 e 27 de agosto;
  • resultado da lista de espera: 1º de setembro.

Prouni

O Programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.

Os processos seletivos do Prouni ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.   

 Para mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital (nº 51/2026). 

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Projeto de música e valorização do mangue conscientiza alunos no Rio

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Alunos de escolas da Zona Oeste do Rio de Janeiro estão aprendendo, na prática, a importância de conservar o meio ambiente, ao mesmo tempo em que recebem formação musical do Projeto Flautistas da Marambaia. Desde fevereiro deste ano, as aulas são realizadas no Sítio Roberto Burle Marx, Patrimônio Mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Além das lições de música, os estudantes vão receber informações sobre a biodiversidade e os ecossistemas marinhos e costeiros da região durante um passeio guiado, na segunda-feira (13), em dois horários; pela manhã das 9h às 11h e à tarde das 13h às 16h.

A ação, junto com o Laboratório de Geografia Marinha e Gestão Costeira Integrada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GeoMarinha/UFRJ), propõe combinar o meio ambiente com o exercício artístico dos alunos por meio da música, da dança e do canto. As visitas vão ocorrer uma em cada semestre, sempre pela manhã e à tarde.

A intenção é aproximar crianças e jovens de Barra de Guaratiba e de bairros próximos dos ecossistemas da região, especialmente dos manguezais, além de estimular reflexões sobre a relevância da biodiversidade e da cultura.

O Projeto Flautistas da Marambaia foi criado em 2002 pela professora Claudia Ernest Dias, na Escola Municipal Professor Vieira Fazenda, em Barra de Guaratiba, que como ela mesma diz, está localizada entre o mar e o manguezal.

“É uma escola que fica na beira do mar, colada no mangue. É uma escola muito inspiradora, com uma vista incrível e um meio ambiente muito diferenciado”, disse em entrevista à Agência Brasil.

O começo veio do interesse dos estudantes de Guaratiba em aprender a tocar o instrumento, quando Claudia Ernest Dias, que trabalhava com educação musical na escola de música ProArte, em Laranjeiras, zona sul do Rio, levava alguns alunos de lá para tocar na Professor Vieira Fazenda.

“Assim foi criado um núcleo musical relacionado com o meio ambiente, significa canções praieiras de compositores que remetem ao mar como Dorival Caymmi, Tom Jobim e Gilberto Gil”, revelou, acrescentando que foram ensinadas também canções com referência ao mangue para que elas pudessem cantar e dançar.

 


07/07/2026 - Rio de Janeiro - Projeto Flautistas da Marambaia.  Andrea Nestrea/ Divulgação
07/07/2026 - Rio de Janeiro - Projeto Flautistas da Marambaia.  Andrea Nestrea/ Divulgação

 Projeto Flautistas da Marambaia. Foto: Andrea Nestrea/ Divulgação

 

Mas as ações não eram apenas musicais. A escola levava as crianças para o mangue ou para a beira do mar para que fizessem reconhecimento de território e, dessa forma, se sentissem valorizadas tendo a conscientização do retorno econômico vindo da atividade de catação de caranguejos. Era também uma forma de enfrentar o preconceito.

“O mangue nem sempre é associado a uma coisa boa, porque tem uma associação errônea de que é sujo e tem um odor forte. Muito pelo contrário, é um bioma espetacular e muito importante na cadeia ecológica. O projeto circula neste ambiente. Nessa realidade”, observou, acrescentando que elas também têm ensinamentos a transmitir.

A professora, geógrafa e coordenadora do Laboratório de Geografia Marinha da UFRJ, Flavia Lins de Barros, reforçou a existência do preconceito contra o manguezal do ponto de vista social, enquanto no ponto de vista ecológico é um ecossistema muito valorizado positivamente porque captura carbono, protege da erosão costeira, é o berçário da vida marinha.

“70% da vida do oceano entra lá para desovar, se proteger e se alimentar. Tem um valor ecológico que não é correspondente ao valor social. Geralmente é visto como sujo, periférico e de vulnerabilidade social”, concluiu.

Orgulho do mangue

Flávia identificou também uma diferença no comportamento dos alunos ao longo do tempo. No começo, quando era perguntado quem conhecia manguezal, eles não levantavam a mão.

“Teve uma mudança, de eles se sentirem confiantes e dizerem que conhecem e ‘sou o principal porque conheço melhor’ [por morar perto]”, disse a geóloga, adiantando que na visita os alunos vão receber informações para identificar cada tipo de espécie de mangue.

Claudia Ernest Dias destacou que o projeto é também uma alternativa à falta de acesso cultural na região de Barra de Guaratiba, ocupando o espaço ao oferecer o relacionamento com a música popular brasileira junto com a valorização do meio ambiente.

“É um momento de possibilidades e de expressão muito intensa. É uma vivência muito forte e de escuta das crianças que moram aqui e da gente também possibilitar esse contato deles com o mar e com o mangue. Isso tem um valor muito importante”, pontuou.

 


07/07/2026 - Rio de Janeiro - Projeto Flautistas da Marambaia.  Andrea Nestrea/ Divulgação
07/07/2026 - Rio de Janeiro - Projeto Flautistas da Marambaia.  Andrea Nestrea/ Divulgação

Projeto Flautistas da Marambaia. Foto: Andrea Nestrea/ Divulgação

A criadora e diretora artística do Flautistas da Marambaia se anima com o alcance que ele atingiu ao se transferir para o Sítio Roberto Burle Marx, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Embora seja um espaço com outro tipo de vegetação, o vínculo com o mangue continua nas visitas ao ecossistema, que fazem parte da rotina do projeto.

Com a expansão do projeto, também vão participar das atividades, alunos das escolas municipais Euclides Roxo, Ana Neri, Leôncio Correa, Nestor Victor, Rivadávia Manoel Pinto e Miguel Calmon, do CIEP Roberto Burle Marx, do Centro Educacional Tia Sheila e da Escola Vira Virou.

Até agora, o Flautistas da Marambaia já atendeu mais de 1.200 crianças e jovens da região e, atualmente, cerca de 50 alunos fazem aulas de canto, flauta doce e flauta transversa, expressão corporal e vivência cênica.

Flavia Lins de Barros contou que o trabalho conjunto do Laboratório da Universidade com o projeto já se desenvolve há oito anos, mas agora, com a migração para o Sítio e a ampliação do número de escolas, vai ser possível realizar mais ações. Na visita guiada, está prevista uma ida com o pessoal da Reserva Biológica de Guaratiba a uma área de manguezal da região.

 


07/07/2026 - Rio de Janeiro - Projeto Flautistas da Marambaia.  Andrea Nestrea/ Divulgação
07/07/2026 - Rio de Janeiro - Projeto Flautistas da Marambaia.  Andrea Nestrea/ Divulgação

Projeto Flautistas da Marambaia. Foto: Andrea Nestrea/ Divulgação

“Vamos levar com esse intuito de familiarizar e também de ouvir deles qual é a vivência que têm desse ecossistema. Algumas das suas residências são praticamente dentro do manguezal e veem passar caranguejo no seu quintal”, afirmou, acrescentando que, no grupo, há também crianças que moram mais afastadas e os pais exercem outra profissão.

Ao longo do tempo, o Flautistas da Marambaia recebeu o Prêmio Light nas Escolas, em 2020, e o prêmio da Mostra de Multilinguagens da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Foi ainda selecionado pela Unesco como Decade Project das Nações Unidas da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável.

Atualmente a gestão do projeto é feita pelo Instituto Timbre e tem patrocínio do Grupo de serviços GPS, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (Lei do ISS) e da empresa de gasodutos TAG pela Lei Rouanet.


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IBGE inicia coleta da Pesquisa Nacional de Saúde 2026

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou, na última semana, a coleta da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026), realizada em parceria com o Ministério da Saúde.

A PNS é realizada por amostragem. Até 30 de novembro, cerca de 1,8 mil entrevistadores visitarão aproximadamente 140 mil domicílios distribuídos em todos os estados brasileiros.

O levantamento domiciliar vai coletar informações sobre as condições de saúde da população, hábitos de vida, acesso e utilização dos serviços de saúde, ocorrência de doenças crônicas e fatores associados à qualidade de vida.

Os dados da PNS 2026 servem para acompanhar e avaliar políticas públicas, planejar as ações do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer a saúde privada e monitorar o cumprimento de metas nacionais e internacionais relacionadas ao tema.

“Os resultados permitem conhecer melhor a realidade do país, apoiar estudos e pesquisas e subsidiar ações voltadas à promoção da saúde e à redução das desigualdades”, disse em nota o IBGE.

Exames de sangue e urina

O Instituto destaca que, na edição 2026, será feita uma coleta de biomarcadores, por meio de exames gratuitos de sangue e urina, entre julho e outubro.

Uma amostra de 15 mil a 20 mil moradores com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas, será convidada a participar da coleta domiciliar. Posteriormente, os participantes voluntários receberão gratuitamente os resultados dos exames realizados.

Os exames previstos incluem hemograma, lipidograma (mede as taxas de colesterol), hemoglobina glicada (mede a taxa média de glicose no sangue nos últimos três meses para diagnosticar pré-diabetes e diabetes), creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para Chikungunya e a possível presença de metais pesados, como chumbo e mercúrio, no corpo.

As análises dos resultados das amostras permitirão produzir indicadores relacionados a doenças crônicas, fatores metabólicos, função renal, exposição a contaminantes ambientais, entre outros.

Questionário da pesquisa

Durante a visita, o entrevistador do IBGE aplica um questionário com perguntas gerais sobre características do domicílio, as condições de saúde de seus moradores e os fatores que influenciam a qualidade de vida destas pessoas.

Entre os assuntos investigados estão doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, colesterol alto), saúde da mulher, saúde da população idosa, saúde bucal, saúde mental, atividade física, alimentação, tabagismo, consumo de álcool, acidentes, violência, doenças transmissíveis (dengue e Chikungunya, entre outras), pessoas com deficiência, cobertura por plano de saúde e uso dos serviços de saúde.

Em seguida, será selecionado aleatoriamente um morador com 15 anos ou mais, no domicílio pesquisado, para responder ao questionário individual da pesquisa. Como parte da coleta, os participantes selecionados para a entrevista individual terão aferidas a pressão arterial, o peso e a altura.

O objetivo é ampliar a qualidade das informações produzidas pela pesquisa e monitorar indicadores de risco à saúde como hipertensão arterial e excesso de peso corporal.

Todas as informações prestadas ao IBGE são confidenciais.

Participação da população

O IBGE destaca que a participação dos moradores dos domicílios selecionados é fundamental para garantir que os resultados representem adequadamente as condições de saúde da população do país. 

Por isso, se um pesquisador bater à porta, o IBGE orienta que o morador colabore e responda aos questionamentos.

Para realização da edição 2026 da Pesquisa Nacional de Saúde, os servidores do IBGE que estão em campo passaram por um treinamento nacional específico, que incluiu atividades voltadas à aplicação dos questionários, aos procedimentos de antropometria (medição física do corpo) e à aferição da pressão arterial.

Todos os cerca de 1,8 mil entrevistadores do IBGE deverão estar devidamente identificados com crachá, uniforme institucional e dispositivo eletrônico de coleta de informações.

Para verificar a identidade dos servidores e conhecer mais a pesquisa, a população pode acessar o site Respondendo ao IBGE ou ligar gratuitamente no telefone 0800 721 8181. O atendimento é de segunda-feira a sábado, das 8 horas às 21h30, no horário de Brasília.

Terceira edição

A primeira edição da Pesquisa Nacional de Saúde foi realizada em 2013. A segunda, em 2019 e a terceira ocorre neste ano. 

Com a nova pesquisa, será possível comparar indicadores das três edições e, desta forma, acompanhar mudanças no perfil de saúde dos brasileiros. 

Pela metodologia do levantamento, cada domicílio selecionado para amostragem representa um conjunto maior de domicílios com características semelhantes para, no fim, os resultados refletirem a realidade da população brasileira.

 

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PL, PT e União Brasil lideram ranking de Fundo Partidário em MT

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O PL e o PT foram os partidos que mais receberam recursos do Fundo Partidário em Mato Grosso nos últimos dois anos, período marcado pelas eleições municipais de 2024, quando as duas legendas disputaram o segundo turno da Prefeitura de Cuiabá. As prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral mostram que o PL recebeu R$ 6.858.375,70 entre 2024 e 2025, enquanto o PT arrecadou R$ 5.365.461,06. O União Brasil aparece na terceira colocação, com R$ 3.947.964,80.
O maior volume de recursos foi registrado em 2024, ano em que PL, PT e União Brasil protagonizaram a principal disputa eleitoral do Estado. Abilio Brunini (PL) derrotou o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) no segundo turno da eleição em Cuiabá, enquanto o deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) terminou em terceiro lugar e ficou fora da fase decisiva.
Nas eleições municipais, o PL também ampliou sua presença política ao eleger prefeitos em diversas das principais cidades mato-grossenses, consolidando-se como uma das maiores forças políticas do Estado.
Os recursos analisados referem-se ao Fundo Partidário, verba pública distribuída de acordo com as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às legendas para custear despesas permanentes, como manutenção das sedes, pagamento de funcionários, consultorias, comunicação, formação política e outras atividades previstas na legislação.
O Fundo Partidário é distinto do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), destinado exclusivamente às campanhas eleitorais. Tanto o PL quanto o PT figuram historicamente entre os maiores beneficiários das duas fontes de financiamento público. Entre as despesas do PL incluem pagamentos à Moumers e Moumers Consultoria Ltda., empresa pertencente a Manoel Abilio Moumer Ribeiro, pai do prefeito Abilio Brunini.
As prestações de contas registram repasses de R$ 77 mil em 2024 e R$ 84 mil em 2025, totalizando R$ 161 mil no período. O PT, segundo colocado em arrecadação, movimentou R$ 5.365.461,06 em receitas e declarou R$ 5.190.523,85 em despesas nos dois exercícios financeiros.
Na terceira posição aparece o União Brasil, com receitas de R$ 3.947.964,80 e despesas de R$ 4.045.135,55. A legenda foi uma das protagonistas da eleição de Cuiabá ao lançar Eduardo Botelho como candidato ao Palácio Alencastro, mas acabou fora do segundo turno.
Na sequência do ranking está o MDB, que recebeu R$ 3.053.990,29 e declarou despesas de R$ 3.120.357,05. O PSD aparece em quinto lugar, com receitas de R$ 2.254.624,40 e gastos de R$ 2.227.348,92. O Republicanos, partido do governador Otaviano Pivetta, recebeu R$ 2.004.733,73 entre 2024 e 2025 e informou despesas de R$ 1.787.724,89.
Entre os pagamentos registrados está a remuneração mensal de R$ 10 mil de Eduardo dos Santos Manciolli, considerado um dos principais colaboradores políticos de Pivetta. As prestações de contas também apontam pagamentos que, somados, alcançam R$ 250 mil em nome dele ao longo do período analisado.
O PP fecha a relação dos principais partidos em movimentação financeira, com R$ 1.032.064,47 em receitas e R$ 1.030.690,49 em despesas.
Ao todo, as sete legendas movimentaram R$ 24,52 milhões em receitas e R$ 24,27 milhões em despesas nos dois últimos anos. A concentração dos repasses em 2024 acompanha o calendário das eleições municipais, quando os partidos intensificam suas atividades administrativas e de apoio às campanhas, financiadas por recursos públicos previstos na legislação eleitoral.

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Brasil é superado pelos Estados Unidos por 3 a 0 no vôlei feminino

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A seleção feminina de vôlei foi superada na madrugada deste domingo (12/7) pelos Estados Unidos, por 3 sets a 0 (26/24, 25/22 e 25/16). A partida era o último compromisso da fase classificatória da Liga das Nações 2026 (VNL), em Osaka, no Japão.

A ponteira Ana Cristina foi a maior pontuadora entre as brasileiras, com 18 pontos. A equipe do técnico José Roberto Guimarães terminou a fase de classificação em terceiro lugar, com nove vitórias e três resultados negativos.

O próximo desafio do Brasil é a fase final da competição, que vai acontecer em Macau, na China, a partir do dia 22 de julho. O Brasil aguarda os últimos jogos da rodada para conhecer os adversários das quartas-de-final.

Lesão

Além da derrota, o Brasil lamentou também a lesão de Júlia Kudiess. A central rompeu o Ligamento Cruzado Anterior (LCA) do joelho esquerdo e não defende mais a equipe no restante da VNL.

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Casal se aposenta aos 40 anos após economizar até no aquecimento

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A situação é parecida nos Estados Unidos, onde a idade média de aposentadoria de homens e mulheres vem aumentando de forma constante desde a década de 1990. Em 2025, ela atingiu 64,8 e 63,3 anos, respectivamente, segundo um estudo de longo prazo.

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TV Brasil estreia documentário Manual Básico da Educação Financeira

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O documentário independente Manual Básico da Educação Financeira estreia na programação da TV Brasil neste domingo (12), às 19h30. O filme será reexibido às 2h de segunda (13).

O conteúdo inédito mergulha nas complexidades econômicas do país ao abordar temas como o endividamento das famílias e a importância da alfabetização financeira.

Com relatos de influenciadores digitais e especialistas, a produção destaca as iniciativas relacionadas às estratégias nacionais com foco na educação financeira e o trabalho de plataformas que utilizam gamificação para ensinar crianças e jovens.

A narrativa explica a importância do planejamento e do comportamento financeiro. Com 60 minutos, o doc dirigido por Luciano Oreggia e Pedro Saad reforça como essa organização é crucial para que as pessoas possam superar desafios e alcançar objetivos de vida. A produção apresentada por Adriana Couto fica disponível no app TV Brasil Play.

 


Brasília - DF - 12/07/2026- -  TV Brasil estreia documentário
Brasília - DF - 12/07/2026- -  TV Brasil estreia documentário

TV Brasil estreia documentário “Manual Básico da Educação Financeira” neste domingo (12/7). Foto: Produtora Brasileira / Divulgação

Ao vivo e on demand  

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.  

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.  

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Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose

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Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose
TV TEM/Reprodução
O Nosso Campo deste domingo (12) ensina a preparar um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose. Saiba como fazer:
Ingredientes:
100g de farinha de arroz;
120g de farinha de jatobá;
80 ml de óleo de girassol;
250 ml de leite de coco;
150g de açúcar mascavo;
10g de fermento químico;
35g de granola.
Modo de preparo
Em um recipiente misture o óleo e o açúcar;
Acrescente a farinha de arroz, a farinha de jatobá e o leite, mexa até se tornar uma mistura homogênea;
Quando a massa estiver no ponto, adicione o fermento químico;
Despeje a massa em uma forma untada;
Adicione a granola por cima;
Leve o bolo para o forno pré aquecido a 200 °C por 45 minutos;
Espere esfriar um pouco antes de servir;
Sirva.
Veja a reportagem exibida no programa em 12/07/2026:
Receita Nosso Campo: aprenda a fazer um bolo de jatobá sem glúten e sem lactose
VÍDEOS: veja as reportagens do Nosso Campo
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Pastores do mundo inteiro irão atuar como voluntários na Copa do Mundo

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Na próxima semana o projeto Ame Brasil, começa a receber líderes religiosos e voluntários que vão atuar na Copa do Mundo nas 12 cidades-sede do evento. O projeto é uma iniciativa de igrejas evangélicas brasileiras e internacionais que irá realizar uma série de trabalhos voluntários nas cidades que receberão os jogos da Copa.

Em Curitiba serão cerca de 50 voluntários, que irão participar das ações promovidas pelo projeto, envolvidas em trabalhos como ações sociais em igrejas, asilos e orfanatos, o ensino de esportes para crianças carentes e ajudar na orientação de turistas que estarão na cidade.

– A partir do dia 4 de junho uma série de líderes religiosos se reúne aqui e teremos um grande evento no dia 7, com cultos e a recepção aos voluntários – explica Lucas Dutra, responsável pelo evento em Curitiba.

O encontro será coordenado pelo pastor brasileiro radicado em Nova York Elias Dantas, e acontecerá na 1ª Igreja Batista de Curitiba, no bairro do Batel.

O Ame Brasil contará com voluntários vindos de várias partes do mundo, como Alemanha, Estados Unidos, Peru, Colômbia, Panamá, Filipinas, Uganda, Ruanda, Austrália, Quênia e Indonésia.

De acordo com o site Bem Paraná, algumas das igrejas envolvidas no projeto, além de atuar nas ações sociais, irão abrir suas portas nos dias de jogos, com telões para receber torcedores que não poderão ir aos estádios.

– As igrejas têm telão, estrutura de som e vão receber muito bem a população interessada em acompanhar as partidas – afirma o representante do Ame Brasil em Curitiba, pastor Fernando Klinger.

Saiba mais sobre o projeto em amebrasil2014.com.br

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