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Petróleo sobe e se aproxima da maior alta semanal desde abril em meio a tensões no Oriente Médio

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Perto das 11h, o barril do Brent, referência internacional, registrava um avanço de 2,86%, cotado a US$ 86,64. Com isso, a commodity acumula uma alta de mais de 13% na semana até agora e caminha para encerrar esta sexta-feira (17) com a maior alta semanal desde abril — momento em que os preços do petróleo alcançaram o pico de quase US$ 120 o barril.



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Apple supera a Nvidia e volta a ser a empresa mais valiosa do mundo

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Apple
Sumudu Mohottige
A Apple ultrapassou a Nvidia nesta sexta-feira (17) e voltou a ser a empresa mais valiosa do mundo, reorganizando o topo das gigantes de tecnologia à medida que investidores reavaliam as perspectivas para a inteligência artificial.
A Apple era avaliada em cerca de US$ 4,88 trilhões, com as ações estáveis, enquanto a Nvidia valia aproximadamente US$ 4,86 trilhões, após uma queda de 3,5% em seus papéis.
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A troca de posições mostra que os investidores já não estão apostando apenas nas empresas que mais cresceram com o avanço da inteligência artificial, como a Nvidia. Com isso, a Apple volta a ocupar o posto de empresa mais valiosa do mundo pela primeira vez desde abril do ano passado.
“A Apple era vista como uma retardatária na corrida da IA porque não estava investindo no desenvolvimento de modelos, mas agora esse sentimento mudou”, afirmou Toni Meadows, chefe de investimentos da BRI Wealth Management.
Necromancia digital; entenda polêmicas do fenômeno que ‘revive’ mortos com IA
“A Apple está menos exposta à intensidade dos investimentos em infraestrutura (capex) e está mais bem posicionada para monetizar a IA por meio de serviços, da fidelização ao seu ecossistema e da renovação de hardware. Essa reavaliação reflete confiança na sustentabilidade dos lucros, e não apenas uma aposta especulativa no potencial da IA.”
Para uma empresa que frequentemente era vista como atrasada na corrida pela inteligência artificial, esse marco reflete os esforços da Apple para se consolidar entre os principais nomes do setor e pode influenciar a forma como os últimos meses de Tim Cook no comando da companhia serão avaliados.
Cook está se preparando para deixar o cargo em setembro, quando será sucedido por John Ternus, veterano da área de hardware da empresa.
No mês passado, a Apple lançou uma reformulação há muito aguardada da Siri, apostando que a assistente virtual atualizada ajudará a reduzir a distância em relação às rivais do setor de tecnologia e às novas empresas de IA.
Alguns analistas afirmam que a Apple possui uma verdadeira “mina de ouro” para a IA na forma dos dados pessoais armazenados em cada iPhone. Essas informações poderiam tornar as respostas da Siri mais úteis e a assistente mais capaz.
O desafio é que esses dados estão protegidos dentro dos sistemas operacionais em nome da privacidade, e a empresa terá de encontrar uma forma de extrair valor deles sem comprometer essa proteção.



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Trump acusa China de interferir nas eleições de 2020

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Donald Trump fez uma grave acusação contra a China, afirmando que o país teria interferido nas eleições norte-americanas de 2020. Segundo ele, o governo chinês hackeou e adquiriu ilegalmente informações de dezenas de milhões de eleitores americanos.

Contexto da acusação

A eleição de 2020 nos Estados Unidos foi marcada por intensas disputas e polêmicas, e a questão da interferência estrangeira sempre foi um tema sensível. Nos últimos anos, diversas alegações de manipulação de dados e de influência externa nas eleições americanas surgiram, levantando preocupações sobre a integridade do processo democrático. A declaração de Trump se insere nesse contexto, onde a segurança cibernética e a proteção de dados pessoais se tornaram prioridades.

O que aconteceu

Durante seu pronunciamento na última quinta-feira, 16 de julho de 2026, Trump afirmou que a China obteve informações de eleitores em 18 estados, o que, segundo ele, configura uma invasão à soberania americana. Ele prometeu que a Casa Branca liberaria relatórios secretos da inteligência que comprovariam a veracidade de suas alegações. Além disso, Trump ordenou que o FBI e o Departamento de Justiça iniciassem uma investigação para punir os responsáveis por essa suposta interferência.

Trump também criticou a administração de Joe Biden, alegando que o governo anterior havia parado e arquivado investigações sobre esses crimes, o que, na visão do ex-presidente, demonstra uma falta de compromisso com a segurança nacional.

Reações ao pronunciamento

A declaração de Trump gerou reações variadas. Enquanto seus apoiadores veem a acusação como um passo necessário para proteger a democracia americana, críticos argumentam que essas alegações podem ser uma tentativa de desviar a atenção de outros problemas enfrentados pelo ex-presidente. A comunidade internacional também observa atentamente a situação, já que a relação entre os Estados Unidos e a China é uma questão de grande relevância geopolítica.

Além disso, a comunidade cristã, que frequentemente se envolve em questões de justiça e integridade, pode ver essa situação como um chamado à vigilância em relação à proteção de valores democráticos e à liberdade religiosa. A manipulação de dados e a invasão de privacidade são questões que afetam não apenas a política, mas também a vida cotidiana de milhões de cidadãos.

O que esperar

Com a investigação agora em andamento, muitos se perguntam quais serão as consequências para as relações entre os Estados Unidos e a China, além do impacto que isso terá nas próximas eleições. A transparência e a proteção dos dados dos cidadãos devem ser temas centrais nas discussões políticas futuras.

“Precisamos garantir que nossas eleições sejam seguras e livres de interferências externas.” – Donald Trump

À medida que a situação se desenrola, é essencial que a comunidade cristã continue a orar por sabedoria e discernimento para os líderes, tanto nos EUA quanto na China, para que decisões justas e éticas sejam tomadas. A fé e a integridade devem guiar as ações de todos os envolvidos.



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AMM capacita municípios de MT para reduzir impactos da Reforma Tributária

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A Reforma Tributária poderá provocar perdas estimadas em cerca de R$ 1 bilhão para Mato Grosso somente em 2029, primeiro ano de vigência do novo sistema tributário, conforme projeções do Governo do Estado. Desse montante, aproximadamente R$ 250 milhões poderão impactar os municípios mato-grossenses. Para preparar as prefeituras para o período de transição e orientar gestores sobre medidas para minimizar os efeitos financeiros da mudança, a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) iniciou nesta quinta-feira (16), no auditório da instituição, a segunda etapa do Seminário de Treinamento do Comitê Gestor do IBS Regional.

O evento conta com a parceria da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Receita Federal e Prefeitura de Cáceres. Realizada em formato híbrido, a capacitação reúne cerca de 170 participantes de diversas regiões do estado.

Mato Grosso é o primeiro estado do país a instituir o Comitê Gestor do IBS Regional, estruturado de forma semelhante ao colegiado nacional e com a participação de representantes dos 142 municípios.

Na abertura do evento, o presidente da AMM, Hemerson Maninho, destacou o trabalho desenvolvido pela instituição para capacitar gestores e equipes técnicas municipais diante das mudanças previstas pelo novo sistema tributário nacional. “A Reforma Tributária é um grande desafio para Mato Grosso, que será um dos estados mais impactados financeiramente pelo novo sistema. Estamos desenvolvendo um trabalho integrado com o Governo do Estado e outros parceiros para orientar gestores e equipes técnicas sobre os procedimentos que deverão ser adotados durante o período de transição, buscando reduzir os impactos nas finanças das prefeituras e, consequentemente, na população”, afirma.

O secretário-adjunto de Projetos Estratégicos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), Vinícius Simioni, um dos palestrantes do seminário, explicou que as características econômicas de Mato Grosso estão entre os fatores que influenciam os impactos previstos com a mudança no sistema tributário. “Mato Grosso é um estado eminentemente produtor. Cerca de dois terços do que produzimos são destinados a outros estados e apenas um terço é consumido internamente. Como a tributação será orientada pelo consumo, nossa arrecadação será afetada. Por isso, precisamos atuar conjuntamente entre estado, municípios, iniciativa privada e Poder Legislativo para mitigar os efeitos dessa mudança”, destaca.

A abertura do seminário contou ainda com a presença do vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes; da coordenadora do setor Técnico e Contábil da instituição, Waldna Fraga, entre outros.

O que os municípios precisam fazer ainda em 2026
O secretário-adjunto de Projetos Estratégicos da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), Vinícius Simioni, ressaltou que os municípios precisam cumprir, ainda em 2026, uma série de etapas de preparação para a Reforma Tributária, incluindo a atualização cadastral e a alimentação do Cadastro de Imóveis Brasileiro (CIB). Também é fundamental investir na capacitação das equipes técnicas para compreender as mudanças e se preparar para o período de transição, garantindo que os gestores estejam aptos a implementar as novas regras.

Outro ponto de atenção é a arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) até o fim de 2026. A média da arrecadação entre 2019 e 2026 será utilizada como referência para reduzir possíveis perdas decorrentes da mudança do modelo tributário. Por isso, estados e municípios devem intensificar ações de regularização dos contribuintes, com notificações, parcelamentos e incentivos à quitação espontânea dos débitos, ampliando a entrada de recursos nos cofres públicos.

Programação reforça orientações

A capacitação segue até esta sexta-feira (17) e inclui orientações sobre fiscalização, gestão e arrecadação do ISSQN, além de debates sobre os primeiros passos da gestão municipal diante da Reforma Tributária e os efeitos da falta de adequação dos municípios. Outros temas em destaque são as estratégias das administrações tributárias municipais para incremento do ISSQN e melhoria da participação na cota-parte do ICMS, os aspectos contábeis que influenciam os índices da Reforma Tributária, como receita referência e seguro receita.



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Ações pró-armas de Trump devem favorecer facções criminosas no Brasil

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O pacote com 34 medidas para flexibilização de regras para venda de armas do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos (EUA), deve facilitar o acesso a armamento pesado por facções criminosas no Brasil. A avaliação é de especialistas em segurança pública consultados pela Agência Brasil.

Entre as medidas propostas pelo Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF, na sigla em inglês) dos EUA, estão a permissão para compra de armas pelos correios; redução de tempo para vendedores manterem os registros das vendas;  e uma consulta mais frouxa sobre antecedentes dos compradores.

A flexibilização de Trump preocupa especialistas no Brasil porque os EUA figuram como um dos principais fornecedores de armas para diversas partes do mundo.

No México, 80% das armas apreendidas com cartéis de drogas vêm do vizinho do Norte. No Haiti, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que vem dos EUA a maior parte das armas das gangues que controlam cerca de 80% de Porto Príncipe, a capital.

Das armas de fogo apreendidas em países do Caribe, entre 2018 e 2022, 73% tinham origem nos EUA, segundo dados do ATF reunidos em pesquisa da Universidade de Harvard.

Medidas de Trump preocupam Brasil

No Brasil, estudo publicado no Journal of Illicit Economies and Development, do Reino Unido, aponta que, entre as apreensões de 1,7 mil fuzis ilegais no Sudeste entre 2019 e 2023, 54% tinham origem nos Estados Unidos.

“Isso coloca os EUA na primeira posição como país de origem de fuzis ilegais, um recurso decisivo para sustentar e expandir o crime organizado”, escreveram os pesquisadores brasileiros Bruno Langeani e Natalia Pllachi.


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Para Bruno Langeani, medidas dos EUA facilitam acesso de facções brasileiras a armas – Foto: Fernando Freitas/Instituto Sou da Paz

A Agência Brasil conversou com Bruno Langeani, também consultor sênior do Instituto Sou da Paz. Para ele, as medidas de Trump são “bastante preocupantes” por “certamente facilitarem o acesso das facções brasileiras a essas armas”.

“Os EUA têm um problema nessa regulamentação, que já acontecia, que é vender peças semiprontas sem nenhum tipo de controle, sem nenhum tipo de registro. Essas peças são um problema sério para o Brasil”, avaliou.

Segundo Langeani, as armas desmontadas são mais fáceis de enviar para o exterior por passarem despercebidas pelas alfândegas.

“É muito comum que essas peças sejam enviadas pelos correios. Fica difícil de detectar por não ser uma arma completa. Se você passa num raio-x, e não tem alguém treinado para identificar as partes, fica mais difícil de você encontrar e combater”, completou.

Considerando todas as armas de fogo de estilo militar apreendidas na Região Sudeste, e não apenas os fuzis, os principais países de origem dessas armas são o próprio Brasil, seguido pelos EUA, pela Alemanha e pela Bélgica.

A publicação assinada por Bruno Langeani ressalta que “fragilidades na produção de dados” sobre armas ilegais apreendidas limitam a análise do cenário do tráfico ilegal de armas no Brasil, pois grande parte do armamento não tem a origem identificada.

Lobby pró-armas

O cientista social Robson Rodrigues, pesquisador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (LAV/Uerj), ressalta que o lobby de armas é forte nos EUA e atua para reduzir a fiscalização da venda dos armamentos.

“Essas agendas de países estrangeiros que querem ampliar seus mercados encontram no Brasil um público interessante. Claro que, alargando a oferta e a facilidade de se adquirir isso nos EUA, evidentemente, as armas vão chegar aqui com mais força”, comentou.

Em setembro de 2025, o governo Trump revogou restrições para exportação de armas de fogo para 36 países, incluindo alguns com histórico de problemas de desvio de armas para o crime, incluindo Paraguai, Colômbia, Suriname, Bolívia e Peru – vizinhos do Brasil.

Ao anunciar a medida, o Departamento de Comércio dos EUA justificou que o fim das restrições “permitirá que os fabricantes de armas de fogo dos EUA concorram em mercados estrangeiros, criando centenas de milhões de dólares por ano em oportunidades de exportação”.

“A gente pode dizer que os EUA estão exportando com menos avaliações de risco, e isso traz mais chances de essa arma ser traficada”, comentou Langeani, do Instituto Sou da Paz.


FILE PHOTO: U.S. President Donald Trump looks on as he signs executive orders and proclamations in the Oval Office at the White House, in Washington, D.C., U.S., May 5, 2025. REUTERS/Leah Millis/File Photo
FILE PHOTO: U.S. President Donald Trump looks on as he signs executive orders and proclamations in the Oval Office at the White House, in Washington, D.C., U.S., May 5, 2025. REUTERS/Leah Millis/File Photo

Pacote do governo Trump reúne 34 medidas para flexibilização de regras para venda de armas – Foto: Reuters/Leah Millis/Proibida reprodução

Contradição

O cientista da Uerj Robson Rodrigues destacou a “contradição” da política de Trump que, de um lado, se propõe a combater os cartéis na América Latina, enquanto liberaliza o acesso a armas dos EUA.

“Eles classificam os cartéis como organizações terroristas, mas não fazem o mínimo esforço conjunto para diminuir o acesso às armas dessas organizações. E não é só a questão das armas, mas também em relação à lavagem de dinheiro”, disse.

Robson Rodrigues afirmou que é preciso combater o lado da oferta da droga, concentrada mais na América Latina, mas também o lado da demanda, que que fica dentro dos próprios Estados Unidos.

“As organizações criminosas domésticas, nos EUA e na Europa, lucram mais que os cartéis no México ou no Brasil. Isso porque eles lucram no varejo, aumentando a margem de lucro. Você tem combater de todos os lados e não só cercar um lado e deixar o outro escancarado”, ponderou.

Para o estudioso da criminalidade, essa aparente contradição pode ser explicada por “esses interesses econômicos [da indústria de armas dos EUA] que estão acima de qualquer interesse humanitário ou social”.

O diretor do Instituto Sou da Paz, Bruno Langeani, avalia que a política interna dos EUA está indo na contramão do discurso de combate às drogas de Trump para América Latina.

“Se, de fato, o interesse do governo americano for genuíno no enfraquecimento de criminalidade organizada, ele deveria estar indo em uma direção contrária para reduzir e dificultar o acesso das organizações criminosas a armas que saem dos EUA”, disse.

Entre 2008 e 2024, a indústria de armas de fogo e munições nos EUA aumentou o faturamento em 379%, com um crescimento no número de empregos de 130%, alcançando, respectivamente, US$ 91,7 bilhões e 382 mil postos de trabalho. Os dados são da Associação Comercial da Indústria de Armas de Fogo (NSSF, na sigla em inglês).



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Dólar abre em alta, após tarifaço de Trump e com dados econômicos no radar

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Tarifaço: EUA confirmam cobrança de 25% sobre produtos brasileiros
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (17) em alta, com um avanço de 0,25% perto das 9h, cotado a R$ 5,1109. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️ Investidores continuam a avaliar os possíveis efeitos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Além da taxa de 25% anunciada na quarta-feira, o governo brasileiro reconhece que os EUA ainda devem aplicar uma tarifa adicional de 12,5% por falha em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Além disso, o presidente Lula também convocou ministros, na véspera, para discutir a posição do governo sobre a decisão dos EUA.
‘Olho por olho, dente por dente?’ O que diz a Lei de Reciprocidade que Lula quer usar contra novo tarifaço dos EUA
▶️Na agenda econômica, o mercado também acompanha a divulgação de novos dados de atividade no Brasil, por meio do IBC-Br, indicador do Banco Central do Brasil. Nos EUA, o destaque fica com a produção industrial do país.
▶️ Já no noticiário geopolítico, as atenções seguem voltadas para o conflito no Oriente Médio. O Irã atacou bases militares americanas em retaliação aos bombardeios recentes feitos pelos EUA. Os embates pelo controle do Estreito de Ormuz e outros temas também ajudam a aumentar a preocupação do mercado com os preços do petróleo no mercado internacional.
Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, subia 1,82%, cotado a US$ 85,76. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha alta de 2,20%, cotado a US$ 80,69 por barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

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Acumulado da semana: -0,20%;
Acumulado do mês: -1,25%;
Acumulado do ano: -7,11%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -1,04%;
Acumulado do mês: +2,32%;
Acumulado do ano: +9,24%.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Tarifaço de Trump
O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) confirmou, na noite de quarta-feira (15), a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.
A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.
No processo, o governo de Donald Trump afirma que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os EUA, citando temas como o sistema de pagamentos PIX, o acesso ao comércio de etanol, o desmatamento ilegal e a pirataria.
Mesmo com as acusações, itens como petróleo, café, carne bovina, aeronaves e celulose ficaram fora da nova cobrança. A lista inclui produtos considerados sensíveis para a economia americana, seja pelo potencial impacto sobre preços, seja pela ausência de produção doméstica suficiente.
Segundo o USTR, o governo Trump tentou negociar com o Brasil ao longo do último ano, mas não obteve sucesso em derrubar as práticas que considera injustas.
ENTENDA: Quais as justificativas dos EUA para taxar o Brasil?
Veja a lista de produtos taxados e isentos
Em entrevista a jornalistas na véspera, o ministro das relações exteriores, chanceler Mauro Vieira, afirmou que não há justificativa para as tarifas adicionais de 25%, reiterando que as taxas tiveram “motivação política” e “não têm lastro com a realidade”.
“As investigações da Seção 301 são procedimentos unilaterais do governo dos Estados Unidos e não há justificativa para adoção de tarifas contra os produtos brasileiros. Desde março de 2025, o governo brasileiro manteve mais de 30 reuniões presenciais, virtuais ou por telefone nos níveis presidencial, ministerial e técnico com autoridades norte-americanas, afirmou Vieira.
O governo brasileiro também divulgou uma nota contestando os argumentos dos EUA para aplicar o novo tarifaço, destacando que o presidente Lula (PT) iniciará “imediatamente” os trâmites previstos na Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado.
Escalada das tensões no Oriente Médio
O Irã lançou bombardeios contra diversas bases dos EUA no Oriente Médio nesta sexta (17) após acusar Washington de atacar alvos civis. Países da região denunciaram ataques iranianos.
“Na noite passada, o exército dos EUA voltou a agir, utilizando suas bases na Jordânia para realizar, segundo o comunicado, um grande crime de guerra, atacando alvos civis, incluindo várias pontes, áreas residenciais e uma estação de bombeamento de água em Bandar Abbas, no sul do Irã”, afirmou a Guarda Revolucionária iraniana em comunicado.
O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, condenou nesta sexta os ataques dos EUA contra a infraestrutura civil iraniana e voltou a acusar Washington de cometer crimes de guerra.
Mais cedo nesta semana, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos no Irã. Além de centros de comando, a ofensiva também mirou posições de defesa aérea, capacidades de mísseis e drones e instalações de vigilância costeira iranianas.
Em comunicado, o Centcom afirmou que os ataques tiveram como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.
As forças americanas informaram ainda que utilizaram munições de precisão contra alvos em diferentes localidades, incluindo Bandar Abbas.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
A escalada das tensões no Oriente Médio nos últimos dias volta a trazer preocupações sobre a oferta mundial de petróleo, principalmente por conta do tráfego limitado no Estreito de Ormuz.
Nesta quinta-feira, o Irã afirmou que o canal é uma “linha vermelha” inviolável e alertou que caso Trump cumpra sua ameaça de atacar a infraestrutura iraniana, o país retaliará contra toda a infraestrutura na região do Golfo.
Com o bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz, dados do setor de transporte marítimo já mostraram que menos navios conseguiram atravessar o estreito. Não foram avistados petroleiros de grande porte nem navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL).
Bolsas globais
Na Ásia, as bolsas tiveram uma queda generalizada nesta sexta-feira, com os índices de referência da China registrando a maior perda semanal em mais de dois anos depois que a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da fabricante de chips CXMT gerou temores de problemas de liquidez.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 3,60%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve queda de 3,05%.
Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,78%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve perdas de 1,78%. O Kospi, da Coreia do Sul ficou fechado.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Karolina Grabowska/Pexels



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Abandonado pelo cônjuge: é possível casar de novo?

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Abandonado pelo cônjuge: é possível casar de novo?

A questão do abandono conjugal e suas implicações legais e espirituais é um tema delicado e frequentemente debatido entre os cristãos. Recentemente, um pastor abordou a possibilidade de um novo casamento após a rejeição do cônjuge, enfatizando a necessidade de cura emocional antes de dar esse passo.

O que diz a Bíblia sobre o casamento?

O casamento é uma aliança sagrada, conforme ensinado em Gênesis 2:24, onde está escrito que “portanto, deixará o homem a seu pai e a sua mãe e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne”. Essa união é vista como um compromisso que deve ser respeitado e honrado. No entanto, a Bíblia também reconhece situações de abandono e traição, que podem levar à dissolução do matrimônio.

A visão do pastor sobre o abandono conjugal

O pastor que discutiu o tema afirmou que a rejeição conjugal pode romper a aliança matrimonial. “Quando um cônjuge abandona o outro, isso cria uma ruptura que pode ser considerada como uma quebra do pacto”, explicou. Ele ressaltou que, embora a Bíblia trate do casamento como uma união indissolúvel, a realidade das relações humanas pode ser complexa e dolorosa.

Além disso, o pastor enfatizou a importância de buscar a cura emocional após um abandono. “Antes de entrar em um novo relacionamento, é fundamental que a pessoa passe por um processo de restauração e reflexão, para que não repita os mesmos erros do passado”, aconselhou. Essa abordagem visa preparar o coração e a mente para um novo compromisso, evitando que feridas não cicatrizadas interfiram na nova união.

Reações da comunidade cristã

A discussão sobre a possibilidade de um novo casamento após o abandono conjugal gerou diversas reações entre os fiéis. Muitos concordam que a cura emocional é essencial, mas há quem defenda que a Bíblia é clara sobre a indissolubilidade do casamento. “É um tema que deve ser tratado com muito cuidado e oração”, comentou uma membro da comunidade. Outros, no entanto, acreditam que cada situação deve ser avaliada individualmente, levando em consideração as circunstâncias específicas de cada casal.

O que esperar para o futuro?

À medida que a sociedade evolui, as questões relacionadas ao casamento e ao divórcio continuam a ser debatidas. A comunidade cristã é desafiada a encontrar um equilíbrio entre os ensinamentos bíblicos e as realidades da vida moderna. A orientação pastoral e o apoio emocional são essenciais para ajudar aqueles que enfrentam a dor do abandono a encontrar um caminho de esperança e restauração.

É importante que os cristãos busquem a direção de Deus em suas decisões, orando e consultando líderes espirituais. A fé e a compreensão das Escrituras são fundamentais para guiar os passos em momentos de incerteza e dor.

O artigo Abandonado pelo cônjuge: é possível casar de novo? foi publicado originalmente em Gospelmais.



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Beco da Bossa estreia nesta sexta-feira, às 23h, na Rádio Nacional

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O programa Beco da Bossa estreia na Rádio Nacional, nesta sexta-feira (17), às 23h.  Produzido pela Rádio UENF 87,1 FM, da Universidade Estadual do Norte Fluminense, a atração passa a integrar a programação da emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) com uma seleção dedicada à bossa nova, ao samba-jazz e a outras vertentes da música brasileira. Os episódios vão ar semanalmente em toda a cadeia nacional.

Beco da Bossa propõe um passeio por clássicos do gênero, mas também abre espaço para obras, artistas e repertórios menos conhecidos do público. A atração busca apresentar o chamado “lado B” da bossa nova e do samba-jazz, além de destacar a presença de artistas negros na construção dessa estética musical. A idealização e apresentação são de Giu de Souza.

O programa está entre as sete produções de emissoras integrantes da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) selecionadas em chamada pública para compor a programação das rádios da EBC.

No início de julho, a Rádio MEC passou a transmitir as primeiras delas: Piano Forte, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); e Aquarela, realização original da Rádio Universidade AM, emissora pública da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Já no início desta semana, a Rádio Nacional começou a exibir Brasil Instrumental, da Rádio Unesp FM.

O resultado do edital de chamada pública foi anunciado em 18 de maio, durante o Encontro da RNCP realizado no Rio de Janeiro. A iniciativa buscou ampliar a diversidade da programação das emissoras públicas, fortalecer a integração entre as rádios parceiras e incentivar a produção regional de conteúdos de interesse público.

Sobre a Rádio Nacional 

A marca, que celebra 90 anos em 12 de setembro deste, faz parte da história do país e conta, atualmente, com oito emissoras próprias, em diferentes regiões do Brasil: Rádio Nacional do Rio de Janeiro, Rádio Nacional de São Paulo, Rádio Nacional de Brasília AM e FM, Rádio Nacional de Recife, Rádio Nacional de São Luís, Rádio Nacional da Amazônia e Rádio Nacional do Alto Solimões.

Ao longo desses 90 anos, a Nacional se firmou como uma das principais rádios do país e referência cultural na Música Popular Brasileira, no jornalismo e nas transmissões esportivas. 

WhatsApp Nacional: 

  • Rádio Nacional FM: (61) 99989-1201 
  • Rádio Nacional AM: (61) 99674-1536 
  • Rádio Nacional da Amazônia: (61) 99674-1568 
  • Rádio Nacional do Rio de Janeiro: (21) 97119-9966 

Saiba como sintonizar a Rádio Nacional: 

  • Brasília: FM 96,1 MHz e AM 980 Khz 
  • Rio de Janeiro: FM 87,1 MHz e AM 1130 kHz 
  • São Paulo: FM 87,1 MHz 
  • Recife: FM 87,1 MHz 
  • São Luís: FM 93,7 MHz 
  • Amazônia: 11.780KHz e 6.180KHz OC 
  • Alto Solimões: FM 96,1 MHz 



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Congresso tem último dia de trabalho nesta sexta-feira (17)

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Esta sexta-feira é o último dia de trabalho no Congresso Nacional antes do recesso parlamentar.

Até 31 de julho, todas as sessões em plenário, reuniões de comissões e demais atividades na Câmara dos Deputados e no Senado Federal estarão suspensas.

Questões prioritárias que aguardam votação ficarão para o segundo semestre.

Entre os principais projetos adiados, está a PEC que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e prevê o fim da escala 6×1, já aprovada pela Câmara e que espera a apreciação do Senado.

Outro projeto é o PL da Misoginia, que equipara ao crime de racismo o ódio contra as mulheres.

As atividades legislativas serão retomadas na primeira semana de agosto, mas o calendário eleitoral deve reduzir o ritmo das votações.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, já anunciou que, antes das eleições de outubro, o Senado fará duas semanas de esforço concentrado. A primeira em agosto, entre os dias 10 e 14, e a segunda entre 31 de agosto e 3 de setembro.

Essas datas devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara. A ideia é garantir a aprovação de propostas pelas duas casas legislativas na mesma semana.




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'Prévia do PIB' do Banco Central mostra crescimento marginal de 0,1% em maio

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O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central do Brasil (BC) nesta sexta-feira (17), mostrou expansão de 0,1% em maio, na comparação com o mês anterior.
O cálculo é feito após ajuste sazonal — ou seja, uma forma de comparar períodos diferentes.
O resultado representa desaceleração em relação a abril, quando houve uma alta de 0,4%.
Também foi o segundo mês seguido de variação seguida do indicador.
Veja abaixo o desempenho setor por setor em maio:
agropecuária: contração de 1%;
indústria: alta de 0,4%;
serviços: crescimento de 0,1%.
Ainda segundo o Banco Central, o IBC-Br apresentou crescimento de 0,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Na parcial do ano, o indicador avançou 1,2% e, em 12 meses até abril, teve aumento de 1,4%. Nesses casos, o índice foi calculado sem ajuste sazonal.
➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tem uma metodologia diferente (veja mais abaixo nessa reportagem).
➡️Se o PIB cresce, significa que a economia vai bem e produz mais. Se o PIB cai, quer dizer que a economia está encolhendo. Ou seja, o consumo e o investimento total é menor. Entretanto, nem sempre crescimento do PIB equivale a bem-estar social.
Desaceleração da atividade
A desaceleração da atividade econômica em 2025 e, no decorrer deste ano, é algo esperado tanto pelo mercado financeiro quanto pelo Banco Central, diante do elevado nível da taxa de juros.
Fixada pelo Banco Central para conter as pressões inflacionárias, a taxa básica de juros, a Selic está, atualmente, em 14,5% ao ano — em patamar ainda elevado —, apesar da redução recente.
O mercado financeiro estima uma taxa de crescimento do PIB de 1,99% em 2026, com nova desaceleração frente ao ano passado, quando a economia cresceu 2,3%.
▶️O BC tem dito claramente que uma desaceleração, ou seja, um ritmo menor de crescimento da economia, faz parte da estratégia de conter a inflação no país. Avalia que isso é um “elemento necessário para a convergência da inflação à meta (de inflação, de 3%)”.
▶️Na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada em junho, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.
PIB x IBC-Br
Os resultados do IBC-Br são considerados a “prévia do PIB”. Porém, o cálculo do Banco Central é diferente do cálculo do IBGE.
O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos, mas não considera o lado da demanda (incorporado no cálculo do PIB do IBGE).
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o maior crescimento da economia, por exemplo, pode haver mais pressão inflacionária, o que contribuiria para conter a queda dos juros.



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