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Moraes nega pedido para Javier Milei visitar Bolsonaro em casa

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido para o presidente da Argentina, Javier Milei, visitar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre em prisão domiciliar a pena de 27 anos e 3 meses por liderar uma tentativa de golpe de Estado.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização para que a visita ocorresse em 25 de julho, quando Milei estará no Brasil para a convenção nacional do PL.

Na decisão deste sábado, Moraes considerou prejudicado o pedido para a visita após ter suspendido na sexta-feira (17) qualquer visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 30 dias, com exceção de advogados e médicos.

A medida foi tomada depois de o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, publicar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro.

Moraes entendeu que o ex-presidente violou uma das condições impostas para o regime domiciliar, a de não acessar ou utilizar as redes sociais.

A defesa de Bolsonaro alegou que ele não sabia que a carta seria publicada por Flávio, argumento que foi rejeitado por Moraes. Em decisão anterior, o ministro já havia restringido o senador de visitar o pai por 90 dias, ordem que foi mantida na sexta. 

Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado pela Primeira Turma do Supremo, após ser considerado culpado de liderar uma tentativa de golpe de Estado junto com integrantes civis e militares de seu governo.

O ex-presidente chegou a ser preso em regime fechado, mas acabou tendo a prisão domiciliar humanitária concedida devido ao seu estado de saúde e após ter sido levado às pressas para o hospital. 

Ele cumpre a pena em sua residência de Brasília.



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Taxas dos EUA sobre o Brasil: Alckmin anuncia apoio a empresas

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, afirmou que as empresas poderão contar com a ajuda do governo de “diferentes modos”. As conversas com os empresários serão conduzidas por ele e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, já a partir desta segunda-feira (20). 



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Crédito rural financiou R$ 92,4 bi em áreas com alertas ambientais

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Cerca de 15% do crédito rural público concedido no Brasil entre 2019 e 2025 foi destinada a imóveis rurais que apresentam alertas de desmatamento ou degradação da vegetação nativa. Segundo a nova edição do Monitor do Crédito Rural, lançada pelo MapBiomas, foram identificadas 831 mil operações de financiamento nessas condições, que somam R$ 92,4 bilhões.

Segundo o levantamento, mais de 400 instituições financeiras operam crédito rural no país, mas cinco delas concentram cerca de 60% do volume total financiado: Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Sicredi e Banrisul.

No período analisado, o crédito rural público somou R$ 613,18 bilhões.

O Banco do Nordeste realizou o maior número de operações, o equivalente a 56% do total entre 2019 e 2025. Neste mesmo período, o Banco do Brasil lidera em valores financiados, com R$ 306 bilhões.

Entre as operações que apresentam sobreposição com camadas socioambientais (alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, quilombos e florestas públicas), o Banco do Nordeste respondeu por 63% do total de contratos. Em volume financeiro, o Banco do Brasil concentrou 33% dos recursos.

Um alerta de desmatamento não significa automaticamente que o crédito foi concedido de forma irregular.

Perfil do crédito

De acordo com o levantamento, mais de 68% das operações de crédito rural público concedidas desde 2019 tiveram como finalidade investimentos. Cerca de 58% estavam ligadas à pecuária, enquanto aproximadamente 23% foram destinadas à aquisição de animais. Os bovinos aparecem como o principal produto financiado, presentes em cerca de 27% das operações.

O Piauí foi o estado que registrou o maior número de operações de crédito rural com algum tipo de sobreposição a áreas socioambientais, com 336 mil contratos entre 2019 e 2025.

Já em volume de recursos, os maiores valores foram registrados no Tocantins, com R$ 13,9 bilhões, seguido por Mato Grosso, com R$ 13,3 bilhões, e Rondônia, com R$ 13 bilhões.

Legalidade

Segundo o MapBiomas Alerta, a plataforma identifica perda da vegetação nativa, mas não julga a legalidade ou irregularidade da supressão. O Código Florestal Brasileiro permite o desmatamento sob certas condições, desde que o produtor obtenha uma Autorização de Supressão de Vegetação (ASV).

A concessão de crédito rural é proibida sobre áreas formalmente embargadas por órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Um imóvel pode possuir um alerta de satélite, mas sem o auto de infração ou embargo oficial não há impedimento para conseguir o crédito.

Em dezembro de 2024, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras que obrigam os bancos a cruzarem alertas de satélite (como o sistema Prodes) para bloquear o crédito rural antes mesmo de um embargo formal. Porém, a validade da medida foi adiada para janeiro de 2027.

Mudanças na plataforma

O Monitor do Crédito Rural cruza informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor) com bases geoespaciais produzidas pelo MapBiomas, incluindo alertas de desmatamento, embargos ambientais, terras indígenas, unidades de conservação, territórios quilombolas e florestas públicas. Segundo a organização, a plataforma é atualizada mensalmente com os dados mais recentes disponibilizados pelo Banco Central.

A nova versão da plataforma ampliou o alcance do monitoramento ao incorporar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) informado nas operações registradas no Sicor. O pesquisador do MapBiomas, Paulo Teixeira, explica que agora é possível acompanhar financiamentos que antes não podiam ser localizados apenas pelas áreas financiadas (glebas).

“A quantidade de operações analisadas pelo monitor mais que duplicou na nova versão. Estão sendo monitoradas todas as operações do Sicor que têm sua localização disponível publicamente, seja pela gleba ou pelo CAR. Isso permite que tenhamos uma melhor visão de para onde está sendo fornecido esse crédito e o que essas propriedades sobrepõem, trazendo mais transparência ao crédito rural brasileiro”, disse o pesquisador.

Banco do Brasil

Em nota, o Banco do Brasil disse que a política de crédito da instituição “veda a concessão de financiamentos que englobem áreas protegidas, a exemplo das terras indígenas, quilombolas, florestas públicas e ainda em áreas com desmatamento ilegal”. Diz ainda que, na concessão do crédito, utiliza 33 bases públicas para verificar restrições legais e vedações normativas. E que usa a ferramenta de Diagnóstico Geo Socioambiental para identificar sobreposição com bases geográficas impeditivas.

Segundo o banco, o processo evita os financiamentos em áreas protegidas. A instituição afirma que monitora e fiscaliza periodicamente as operações de crédito rural, para verificar indícios de irregularidades e prevenir possíveis desvios de finalidade. Também afirma que há cláusulas nas operações de crédito que permitem decretar “vencimento antecipado e a suspensão imediata dos desembolsos em caso de infringências socioambientais identificadas durante o curso da operação”.

O banco disse que, em 2025, “evitou que R$ 31,6 bilhões fossem direcionados a áreas que não estão alinhadas com normas socioambientais e com os princípios de sustentabilidade do banco, como áreas embargadas, terras indígenas, unidades de conservação e áreas com desmatamento ilegal”.

Banco do Nordeste

Por meio de nota, o Banco do Nordeste (BNB) afirmou que todas as suas operações de crédito rural são concedidas em estrita conformidade com a legislação e os normativos vigentes, incluindo a verificação dos requisitos de regularidade socioambiental e dos demais critérios legais e regulamentares pertinentes. Além da análise realizada na contratação, O BNB afirma que acompanha as operações ocorre de forma contínua durante toda a vigência dos financiamentos.

O BNB ressalta que faz uso de ferramentas especializadas de avaliação socioambiental, complementadas por tecnologias de sensoriamento remoto e consultas a bases oficiais de controle, o que confere maior precisão e robustez às análises realizadas. 

O Banco destaca, ainda, que operações eventualmente identificadas em áreas legalmente protegidas não implicam, por si só, irregularidades. Em determinados casos, tais operações podem estar vinculadas a beneficiários legalmente autorizados, como povos indígenas, comunidades quilombolas, extrativistas e demais povos e comunidades tradicionais.



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Incêndios no Canadá desencadeiam nova ameaça tarifária de Trump e colocam final da Copa em alerta

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou elevar as tarifas sobre o Canadá para compensar os impactos da poluição provocada pela fumaça dos incêndios florestais, que chegou até Nova Jersey, onde será disputada, neste domingo (19), a final da Copa do Mundo.



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Consumidores relatam instabilidade no 5G da Vivo; reclamações aumentam mais de 100 vezes em poucas horas

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Celular, sinal, internet 5G
Isadora Pereira/g1
Usuários da Vivo relataram problemas de conexão com a rede móvel, principalmente no serviço 5G, na manhã deste sábado (18).
Segundo o Downdetector, plataforma que monitora falhas em serviços online, a operadora apresentou aumento expressivo no número de reclamações ao longo do dia.
Às 7h, a plataforma registrava apenas seis reclamações relacionadas à Vivo. Já por volta das 10h30, o número havia ultrapassado 650 registros e continuava em crescimento.
Segundo o Downdetector, a Vivo apresentou aumento expressivo no número de reclamações ao longo do dia
Downdetector
Agora no g1
Entre os relatos publicados por usuários, a principal queixa era a ausência ou instabilidade do sinal de dados móveis na rede 5G.
Moradores de diferentes cidades do estado de São Paulo afirmaram que ficaram sem internet ou enfrentaram dificuldades para utilizar aplicativos e serviços online.
Um usuário de Salto (SP) relatou que estava sem conexão 5G da Vivo desde a manhã. “Ontem à noite estava funcionando, acordei sem! Já reiniciei o celular e nada!”, escreveu.
Outro cliente, da região do ABC Paulista, afirmou que a internet apresentava falhas constantes.
“Segue com falta de internet na Vivo. Mas acidentalmente descobri que durante uma chamada a internet volta a funcionar. Não é uma solução, mas caso precise urgentemente, deixe ligado para algum telefone para usar a internet”, comentou.
Moradores de diferentes cidades do estado de São Paulo afirmaram que ficaram sem internet.
Downdetector
Em Guarulhos (SP), um usuário afirmou estar sem rede móvel desde as 7h30. Segundo ele, mesmo após reiniciar o aparelho, o problema continuou.
Apesar dos relatos, alguns clientes da mesma operadora informaram não ter enfrentado problemas de conexão.
O Downdetector não registrou, até a última atualização desta reportagem, volume semelhante de reclamações envolvendo outras grandes operadoras de telefonia.
O g1 procurou a Vivo e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para saber o que causou a instabilidade, quais regiões foram afetadas e se havia previsão para normalização do serviço, mas não recebeu retorno até a última atualização desta reportagem.



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Com novas regras do BC, registros de fraudes financeiras crescem 10%

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O número de indícios de fraudes financeiras no Brasil cresceu 10,26% nos seis primeiros meses de 2026, totalizando mais de 9 milhões de ocorrências entre casos suspeitos e confirmados. No segundo semestre do ano passado, houve 8,26 milhões de registros.

Segundo levantamento da Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, o avanço reflete principalmente o fortalecimento dos mecanismos de detecção após a implementação da Resolução 501 do Banco Central  (BC), que ampliou o compartilhamento de informações entre instituições financeiras para combater golpes.

Pelos critérios da Quod, os indícios representam tanto as suspeitas como as consumações de golpes.

Sistema colaborativo

O estudo foi elaborado a partir dos dados do Registro Unificado de Fraudes (Rufra), uma base colaborativa criada pela Quod para reunir informações sobre indícios e ocorrências de fraudes compartilhadas por instituições financeiras e empresas. O sistema centraliza dados de segurança para identificar padrões de atuação de criminosos, acompanhar o histórico de vítimas e fraudadores e permitir o bloqueio preventivo de operações suspeitas.

Além de apoiar as estratégias de prevenção a golpes, o Rufra também atende às exigências da Resolução 501 do Banco Central, que tornou mais robusta a troca de informações entre as instituições financeiras. Com isso, tentativas de fraude que antes deixavam de ser registradas passaram a integrar uma base única de inteligência, ampliando a capacidade de detecção do sistema financeiro.

Principais números

  • Mais de 9 milhões de indícios de fraudes no primeiro semestre de 2026;
  • Alta de 10,26% em relação ao segundo semestre de 2025;
  • 78% das fraudes ocorreram por meio de celulares;
  • 94% envolveram contas correntes;
  • 85% utilizaram o Pix para movimentação dos recursos;
  • 40% dos casos tiveram origem em golpes de engenharia social;
  • 3,1 milhões de pessoas foram vítimas de fraudes no período;
  • Cerca de 799 mil vítimas sofreram golpes duas vezes ou mais.

Novas regras

Segundo a Quod, o aumento dos registros não representa apenas uma expansão da atividade criminosa, mas também um avanço na capacidade de monitoramento do mercado.

“O aumento de 10% no volume de fraudes em relação ao semestre anterior reflete, na verdade, o amadurecimento das defesas do mercado financeiro. Com a consolidação da Resolução 501 do Banco Central, as instituições passaram a compartilhar informações de forma muito mais ativa via base Rufra, detectando e trazendo à tona tentativas de golpes que antes ficavam subnotificadas no sistema”, afirma Danilo Coelho, diretor de Produtos e Dados da Quod.

Celular e Pix

O ambiente digital continua concentrando a maior parte das fraudes financeiras no país.

O celular foi utilizado em 78% dos casos registrados, tornando-se o principal canal explorado pelos criminosos. As contas correntes apareceram em 94% dos indícios, enquanto o Pix foi o meio de pagamento utilizado em 85% das fraudes.

Golpes psicológicos

A engenharia social segue como a principal estratégia utilizada pelos criminosos.

Essa modalidade, baseada na manipulação psicológica das vítimas para obter informações ou convencê-las a realizar transferências, respondeu por 40% dos registros, o equivalente a mais de 3,6 milhões de ocorrências no semestre.

Perfil das vítimas

Os dados mostram que os jovens são os principais alvos das fraudes financeiras.

Pessoas entre 18 e 34 anos representam 49,06% das vítimas. A faixa de 35 a 49 anos responde por 29,98% dos casos. Homens correspondem a 51% dos registros e mulheres, a 48%. A maioria das vítimas (58%) recebe até dois salários mínimos.

O levantamento também identificou elevado índice de reincidência. Das 3,1 milhões de pessoas que sofreram golpes no semestre, aproximadamente 799 mil, o equivalente a um quarto do total, foram vítimas duas ou mais vezes.

Prevenção

A Quod recomenda que consumidores reforcem os cuidados nas operações financeiras, principalmente pelo celular.

“Nunca tome decisões financeiras apressadas durante o expediente de trabalho, período em que os fraudadores aproveitam a distração das vítimas. Não clique em links recebidos por mensagens e não empreste sua conta bancária para receber ou transferir valores de terceiros, pois isso o torna cúmplice e vítima do esquema de contas laranja”, orienta Danilo Coelho.

A Quod é uma datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito. A empresa desenvolve soluções baseadas em inteligência artificial e análise de dados para apoiar instituições financeiras e empresas em decisões de crédito, prevenção a fraudes e recuperação de ativos.



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Carros elétricos no Brasil: como chinesas redesenham a indústria

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Há várias iniciativas para o fortalecimento e o desenvolvimento da indústria automotiva no país, sendo a principal delas o programa Mover, que estimula investimentos em inovação e descarbonização, inclusive para fabricação de carros eletrificados. Os incentivos desse programa, da ordem de R$ 19,3 bilhões, já estimularam investimentos privados de R$ 190 bilhões, segundo dados da Anfavea e do Sindipeças.”



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Índia dá passo histórico com lançamento de primeiro foguete privado

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Executivos da Skyroot Aerospace e o presidente da agência espacial indiana (ISRO) posam com uma réplica do foguete Vikram-1 após o lançamento bem-sucedido em Sriharikota, na Índia, em 18 de julho de 2026.
R. SATISH BABU / AFP
O primeiro foguete desenvolvido por uma empresa privada na história da exploração espacial da Índia foi lançado com sucesso neste sábado (18), a partir do centro espacial de Sriharikota, no sul do país, anunciou a fabricante Skyroot.
Com 23 metros de altura, o foguete Vikram-1 decolou às 12h05 no horário local (3h35 em Brasília) e, pouco mais de 15 minutos depois, alcançou sua órbita operacional, a cerca de 450 milhas (724 quilômetros) de altitude, sem registrar problemas.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O veículo foi projetado para colocar em órbita baixa satélites de até 350 quilos. No voo inaugural, transportou dispositivos de demonstração desenvolvidos por pequenas empresas indianas.
Entenda o que são mísseis balísticos, armamentos que assustam a Europa
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, comemorou o feito na rede social X. “A participação crescente do setor privado abre novas fronteiras e acelera a inovação”, escreveu.
O país mais populoso do mundo, com cerca de 1,5 bilhão de habitantes, tem metas ambiciosas para o programa espacial.
Modi afirmou que pretende levar um astronauta indiano à Lua até 2040. Para impulsionar esse objetivo, o governo abriu, em 2020, o setor espacial à iniciativa privada.
Atualmente, mais de 400 pequenas empresas atuam nesse mercado, que movimenta cerca de US$ 8 bilhões (aproximadamente R$ 40 bilhões).
O foguete orbital Vikram-1 da Skyroot Aerospace, da Índia, decola do Centro Espacial Satish Dhawan em Sriharikota, Andhra Pradesh
SATISH BABU / AFP



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Grande Sertão: Veredas faz 70 anos e permanece instigante

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Depois de 70 anos de seu lançamento, o livro Grande Sertão: Veredas de Guimarães Rosa continua encantando leitores e é comemorado por especialistas. Para o professor, economista e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Eduardo Giannetti, é um dos livros mais ousados e inovadores da literatura brasileira.

Na observação dele, Grande Sertão: Veredas tem “um cuidado e um apuro formal, inexcedível” e, ao mesmo tempo, é resultado de uma entrega criativa de Guimarães Rosa, a ponto de dizer que praticamente transcrevia alguma coisa que vinha de fora dele. “Ele chega a dizer que é um experimento quase mediúnico”, seguiu em entrevista à Agência Brasil.

“Grande Sertão combina dois elementos. Tem um lado de pesquisa de apuro formal, de um cuidado lapidar com a linguagem hiperconsciente, mas, ao mesmo tempo, é resultado de uma possessão. Ele diz que se sentia tomado por alguma coisa que ele não sabe de onde”, completou.

Sobre esse assunto, Giannetti lembrou de uma expressão que acha muito boa, usada por Rosa em uma entrevista. “‘De repente, o diabo me cavalga’. O milagre do processo criativo de Guimarães Rosa é justamente essa combinação”.


O escritor João Guimarães Rosa
O escritor João Guimarães Rosa

O escritor João Guimarães Rosa deu a personagens de Grande Sertão: Veredas, nomes de pessoas do seu conhecimento – Divulgação/ Centro Cultural São Paulo

Produção dupla

A criatividade do autor mineiro era tanta que entre 1946 e 1956 produziu paralelamente Grande Sertão: Veredas e Corpo de Baile, uma coletânea de novelas. Os dois foram concluídos e lançados em 1956, depois de começarem a ser escritos em Paris, na França; continuarem em Bogotá, na Colômbia; e em 1951, na volta de Rosa para o Rio de Janeiro.

“O Grande Sertão era uma história do Corpo de Baile, que ele desmembrou e tornou um romance independente”, disse, em entrevista à Agência Brasil, o jornalista Leonêncio Nossa, autor da primeira biografia sobre o escritor mineiro.

A viagem com um amigo ao interior mineiro foi a inspiração para escrever Grande Sertão: Veredas, obra marcante da literatura brasileira. 

“Esse livro começou quando ele fez uma viagem pelo interior de Minas com o amigo Pedro Barbosa Moreira e percorreu toda a região de Veredas. Ele passou a usar esse ambiente das veredas e buritizais na obra dele Grande Sertão, porque o primeiro [Sagarana] nem tinha”, informou o biógrafo.

Assim como Guimarães Rosa, que levou dez anos para concluir Grande Sertão, o jornalista passou esse mesmo tempo estudando e pesquisando a vida do mineiro, que contou em João Guimarães Rosa, biografia, a primeira publicação deste tipo dedicada a ele. 

“Ele é considerado o mais inventivo dos nossos escritores e ninguém nunca escreveu uma biografia dele. Havia uma demanda de biografar o maior escritor brasileiro de todos os tempos”, pontuou.

Leonêncio Nossa começou a levantar dados e a colher informações para trabalhar na biografia em 2006 e gostou do que conheceu. “A vida dele é muito agitada, apesar de ter sido escritor. Viveu tempos de guerra com riscos de morte e [essa história] não estava descrita. Foi uma surpresa a cada dia”, contou.

“O que me chamou muita atenção é que desde criança ele tinha um projeto de literatura e a vida toda se dedicou a esse projeto. Era um homem que vivia para contar histórias”, disse, acrescentando que Rosa nasceu em Cordisburgo e depois foi levado pelo avô para estudar em Belo Horizonte.

Características

O biógrafo revelou que Rosa deu a personagens de Grande Sertão: Veredas, nomes de pessoas do seu conhecimento, tanto da família e da cultura quanto da política. Entre os jagunços do romance, está, por exemplo, o Dos Anjos, que é referência a Augusto dos Anjos e também parentes: o avô dele, o major Luiz Guimarães. 

“Ele trouxe pessoas com quem convivia, de certa forma, para dentro do romance, que tem um caráter muito autobiográfico, algo que não estava colocado antes da biografia”, comentou.

Rosa tinha ainda outro comportamento interessante: enquanto escrevia o livro, ele ouvia programas da Rádio Nacional com artistas como as cantoras Marlene, Emilinha Borba, Ademilde Fonseca e Virgínia Lane. O cinema também o inspirava e um dos filmes que assistiu durante a produção de Grande Sertão foi Os Sete Samurais, do diretor Akira Kurosawa.

Além disso, trabalhava muito na divulgação dos seus livros. No lançamento de Sagarana, foram publicados mil exemplares. O autor ficou com 500 cópias e fez uma lista das pessoas mais importantes que escreviam em jornais do país e mandou o livro para elas. 

“Mandou para Getúlio Vargas, para Monteiro Lobato, Carlos Drummond de Andrade. O Rosa trabalhava muito na divulgação”, relatou Nossa, informando ainda que o lançamento de Grande Sertão: Veredas foi na Livraria José Olímpio, na Rua do Ouvidor, centro do Rio, no dia 16 de julho de 1956.

Linguagem

Quando o livro foi lançado, recebeu muitas críticas, especialmente pela linguagem popular dos personagens usada por Rosa e identificada como “de outro planeta”.

“Os personagens que os críticos diziam que falavam como em Marte na verdade falavam como o povo do interior do Brasil. Mostrou que parte da intelectualidade desconhecia este ‘outro planeta’, que é o Brasil”, contou Nossa.

“Rosa disse uma vez que as pessoas achavam que ele tinha inventado uma língua. ‘Eu não inventei uma língua. Os vaqueiros de Minas Gerais, da Bahia, de Goiás falam assim’. Parte da intelectualidade não entendeu o Grande Sertão”, observou o biógrafo.

Leonêncio reforçou a avaliação lembrando que o começo do livro é com a palavra “nonada”, que muita gente pensa ser um neologismo. 

“Na verdade, era muito recorrente nos jornais brasileiros que escreviam, por exemplo, ‘o governo acha que “nonada” o que ocorre com a população’. O Rosa usa palavras que não são mais usadas no seu livro e aí acham que é um neologismo”, afirmou, completando que há neologismos na obra do escritor, mas não é só isso.

Ao mesmo tempo em que era considerado um livro difícil, destacou o jornalista, estava sempre entre os mais vendidos. “Isso já em 56. O que ocorre é que a musicalidade no linguajar dos personagens causa muita empatia, tanto que é um livro que deve ser lido em voz alta porque com a musicalidade é fácil de entender”, apontou.

Registros

A cantora e compositora Adriana Calcanhoto que tem nas obras de Guimarães Rosa uma fonte de inspiração, destacou que se não o escritor não tivesse usado a linguagem no livro correria o risco de não ter mais registros daquela forma de falar popular. 

“É um trabalho extraordinário que ele faz, antes da escrita dele do Grande Sertão, é da compilação que ele faz daquela fala e aí, claro tem o gênio dele na escrita e na história”, disse em entrevista à Agência Brasil.

“É uma leitura obrigatória. Grande Sertão é um livro que todo mundo tem que ler pelo menos uma vez. Quando você lê ele mais de uma vez, e é um clássico, por isso, é outro livro e a gente é outra pessoa depois disso”, apontou, destacando ainda a aceitação mundial da obra.

“É uma coisa louca que seja mundialmente, porque é difícil tradução. É um livro que interessa ao mundo todo, exatamente por ser tão regional e universal. Cada ano que passa, ele só cresce”, observou.

Cadeira 2

Ocupar a cadeira 2 que já foi de Guimarães Rosa na ABL não é a única proximidade que Eduardo Giannetti tem com o escritor que aprendeu a admirar ainda na infância. Lendo a biografia de Leonêncio Nossa, descobriu que tem um parentesco com o escritor.

“Uma coisa que me deixou bastante surpreso e até emocionado lendo a biografia do Leonêncio é que o Guimarães Rosa é meu parente. O pai do Guimarães Rosa se chamava Florduardo e o apelido era Fulô, que era primo do meu bisavô João Pinheiro. Ele chegou a morar na casa do pai do Guimarães Rosa”.

Esse fato não era de conhecimento da família do acadêmico e isso ele ainda não chegou a conversar com o biógrafo que esclareceu essa linhagem. “O Guimarães Rosa a certa altura, jovem ainda, esboçou o desejo em cartas ao pai, de escrever uma biografia do João Pinheiro que é meu bisavô lá de Caeté. Ele admirava muito João Pinheiro ouvindo as histórias que o pai contava do primo”, apontou Giannetti.

“Ainda por cima teve isso”, disse satisfeito, confirmando que fechando o círculo, a cadeira 2 tinha que ser ocupada por ele. “Como diria o Guimarães ‘nada nesse mundo é por acaso’. A grande pena é que os meus pais não sobreviveram para saber que o Guimarães vem de uma família mineira muito próxima que é a de João Pinheiro, avô do meu pai”, comentou o acadêmico.

Ao saber que ocuparia a cadeira 2 se sentiu “um pouco oprimido, um pouco opressivo”, mas reconheceu que foi bom porque suscitou um emprenho renovado de aprofundamento na obra de Rosa, resultando em um ensaio que escreveu para a Revista Piauí, publicado na edição de junho. Fez ainda uma versão compacta do ensaio destinada à publicação da edição comemorativa dos 70 anos de Grande Sertão: Veredas que foi lançada pela editora Companhia das Letras.

“Fico feliz sempre que me chamam para falar de Guimarães Rosa”, revelou Giannetti.

“Rosa foi um homem muito obstinado em desenvolver uma grande literatura. Chama atenção que ele transformou o jeito simples do povo brasileiro, especialmente, dos sertanejos em uma linguagem de riqueza universal”, indicou Leonêncio Nossa.




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'Mudamos a rota': produtores do agro já buscam novos mercados após tarifaço de Trump

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Novo tarifaço de Trump deve provocar impacto de 36,5% no agronegócio brasileiro
O produtor Rodrigo Pamponet, que cultiva uvas no Vale do São Francisco, já colocou o mercado norte-americano em segundo plano.
A fazenda passou a concentrar as vendas em outros mercados, como Europa e Argentina, diante da perda de competitividade provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos vindos do Brasil.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
“A gente costumava exportar bastante para os EUA. Em 2024, a fazenda embarcou cerca de 50 paletes. No ano passado, esse volume caiu para apenas seis, apenas para completar um pedido. Neste ano, a expectativa é de que minhas exportações para lá praticamente zerem, a menos que os importadores americanos aceitem absorver parte do custo adicional das tarifas”, relata o produtor.
O movimento da fazenda no Vale do São Francisco reflete a reação de parte do agronegócio brasileiro ao novo cenário comercial. A partir da próxima terça-feira (22), entra em vigor a sobretaxa de 25% aplicada pelos EUA aos produtos brasileiros que ficaram fora da lista de exceções anunciada por Washington.
Uvas da fazenda de Rodrigo Pamponet
Crédito: Rodrigo Pamponet
Além da tarifa já confirmada, o setor acompanha a possibilidade de uma cobrança adicional de 12,5%, em outra investigação comercial em andamento. Se a medida for implementada, a sobretaxa total poderá chegar a 37,5% sobre os produtos brasileiros afetados.
Entre os segmentos do agronegócio atingidos estão as cadeias de uva, ovos, madeira, arroz e açúcar. Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a medida coloca sob pressão US$ 4,6 bilhões em exportações do agronegócio brasileiro.
Também de acordo com a confederação, cerca de 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os EUA ficarão sujeitas à tarifa adicional de 25%, enquanto 63,5% foram preservadas com a ampliação da lista de exceções.
Redirecionar as exportações é uma das principais alternativas para os setores afetados pelas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump. Com a abertura de novos mercados, as exportações brasileiras não apenas mantiveram força, como encerraram o ano passado com o recorde histórico de US$ 348,7 bilhões.
Segundo análise da XP Macro Research, esse resultado foi possível porque os produtores conseguiram redirecionar parte das exportações para a China e outros mercados, compensando a redução das vendas aos EUA.
A estratégia dos produtores
Entre as frutas, a uva é a cadeia mais relevante entre as que ficaram fora da lista de isenções dos EUA, segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
As exportações brasileiras de uva para os EUA já vinham perdendo espaço após a rodada anterior de tarifas, enquanto a Europa seguia como principal destino da fruta brasileira. Na prática, produtores como Rodrigo Pamponet já haviam iniciado esse redirecionamento.
nclusive, o produtor relatou ao g1 que atualmente, cerca de 70% da produção exportada pela fazenda segue para a União Europeia e 28% para a Argentina.
O mercado argentino ganhou espaço entre os produtores devido à proximidade geográfica e ao menor custo de transporte.
O reflexo aparece nos dados de comércio exterior: o volume de uvas brasileiras enviado ao país passou de 3,6 mil toneladas em 2024 para mais de 8 mil toneladas em 2025.
Enquanto isso, as compras dos EUA recuaram. O país, que adquiriu 13,8 mil toneladas de uva brasileira em 2024, com faturamento de US$ 41,5 milhões, reduziu as importações para 4,1 mil toneladas em 2025, o equivalente a US$ 12,8 milhões.
Embaixador diz que Brasil rejeita abrir setores estratégicos para evitar tarifas dos EUA
Setor da uva teme freio nos investimentos
Principal polo da fruticultura irrigada do país, o Vale do São Francisco concentra cerca de 75% da produção nacional de uvas e responde por aproximadamente 95% das exportações brasileiras da fruta.
A cultura tem papel estratégico na economia regional e é uma das principais fontes de receita com exportações.
Embora a Europa continue como principal destino da uva brasileira, o mercado dos EUA é considerado estratégico pelos produtores devido à remuneração. Segundo o pesquisador João Ricardo Lima, da Embrapa Semiárido, os compradores americanos pagam mais por frutas de maior qualidade.
“O mercado americano é importante em termos de preço. Essas uvas pagam muito bem nos Estados Unidos, mais do que na Europa. Então, quando se perde esse mercado, o efeito para o produtor é maior”, afirma.
O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina (SPR), Jailson Lira, afirma que a abertura de novos mercados reduziu parte do impacto, mas não eliminou a preocupação do setor. Segundo ele, o momento ainda é de “muita tensão” entre os produtores.
Uma das principais preocupações envolve emprego e renda na região. Segundo o sindicato, a cadeia da uva gera cerca de 70 mil empregos diretos e indiretos no Vale do São Francisco, e aproximadamente metade da mão de obra é formada por mulheres.
Apesar das incertezas, o setor mantém a expectativa de uma solução negociada antes de setembro, quando começa a principal janela de embarque de frutas do Vale do São Francisco para os EUA.
Outros setores também sentem os efeitos
Embora a fruticultura esteja entre as cadeias afetadas, a lista de produtos atingidos pela sobretaxa dos EUA inclui outros segmentos do agronegócio, como arroz, madeira e açúcar.
Em nota enviada ao g1, a Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) informou que participou de audiências públicas em Washington para defender que o arroz brasileiro tem papel complementar no abastecimento dos EUA, já que a produção local não seria suficiente para atender toda a demanda.
Mas a exposição ao mercado americano é menor do que em outras cadeias. Os EUA não estão entre os principais destinos do cereal brasileiro, que tem como mercados mais relevantes países da América Latina e da África, como Venezuela, México e Senegal.
A entidade avalia que a medida pode aumentar o custo do alimento para os consumidores americanos, caso a tarifa seja repassada aos preços finais.
O g1 também conversou com Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que afirmou que a tarifa sobre ovos e carne suína preocupa o setor, mas destacou que o impacto prático varia entre os produtos.
No caso dos ovos, a nova tarifa tem efeito limitado porque o Brasil já havia reduzido significativamente as exportações para os EUA após a normalização da crise sanitária provocada pela gripe aviária.
No ano passado, o Brasil bateu recorde de vendas aos americanos justamente porque o país enfrentava uma redução da oferta interna. No caso dos ovos, cerca de 1% da produção nacional é exportada, em média.
Na carne suína, o mercado americano também tem participação reduzida. Os embarques, que chegaram a cerca de 60 mil toneladas em um período anterior, caíram para uma média anual próxima de 3 mil toneladas devido a barreiras comerciais.
Hoje, os EUA sequer estão entre os 10 principais destinos das exportações brasileiras do produto.
Por outro lado, a ABPA considerou positiva a decisão de manter a tilápia fora da lista de produtos sobretaxados.
“A decisão de manter a tilápia fora da medida demonstra que há espaço para o diálogo técnico e para a construção de soluções equilibradas no âmbito das relações comerciais entre os dois países”, afirmou a entidade.
O plano do governo
Para apoiar as empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA, o governo federal anunciou a retomada de medidas voltadas aos setores prejudicados pelas novas barreiras comerciais, mas ainda não detalhou como elas funcionarão.
A iniciativa prevê linhas de crédito para capital de giro, financiamento de investimentos e ações para ajudar exportadores a redirecionar produtos para outros mercados.
A ApexBrasil prepara um plano de contingência para agosto, com investimento de R$ 130 milhões em ações de diversificação comercial. A estratégia prevê ampliar a presença de produtos brasileiros em mercados da Ásia Central, como Cazaquistão e Uzbequistão, além de fortalecer as vendas para o Oriente Médio.
O governo também pretende aproveitar as oportunidades abertas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia para ampliar os destinos das exportações brasileiras e reduzir a dependência do mercado americano.



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