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Pavimentação entre Dom Aquino e Guiratinga|: Vice-Governador aceita convite de Sebastião Rezende e percorre MT-260/340

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O deputado estadual Sebastião Rezende esteve na semana passada em audiência com o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, quando pela terceira vez efetivou o convite para que ele visitasse o trajeto da MT 260/340, entre Dom Aquino e a MT-270, em Guiratinga.

Pivetta aceitou o convite de Rezende e percorreu neste final de semana todo o trajeto da MT 260/340, onde existe a luta para garantir a sua pavimentação ligando as cidades de Dom Aquino, Poxoréu e Guiratinga.

Ao fim do trajeto percorrido, as autoridades políticas presentes participaram de uma reunião na Prefeitura de Guiratinga.

Além do vice-governador do Estado e do deputado Sebastião Rezende, participaram os prefeitos das cidades de Dom Aquino, Valdécio Luiz, o “Zão”, de Poxoréu, Nelson Paim, de Guiratinga, Barga Rosa, e vereadores desses três municípios a serem beneficiados. Por ocasião da visita, o vice-governador garantiu importante apoio pró pavimentação dessas MTs na região sudeste do Estado.

O presidente do Sindicato Rural de Poxoréu, Zé Viola, que também participou da reunião, avaliou que a visita do vice-governador, a convite do deputado Sebastião Rezende, foi muito importante para consolidação de um avanço em prol da concretização desse projeto.

Nesse contexto, lembrou que Pivetta, a princípio, percorreria apenas o trecho até Poxoréu, mas ainda no avião foi convencido por Rezende a percorrer todo o trajeto.

Zé Viola externou que ficou comprometido por Otaviano Pivetta e pelos prefeitos a formação de uma parceria objetivando a pavimentação dessas estradas.

Conforme o compromisso, o Governo do Estado ajudará na viabilização dos equipamentos e nos materiais utilizados para o asfaltamento. A pavimentação, por sua vez, será executada pelos municípios e será iniciada pelo trecho entre Poxoréu e a Escola Agrícola, perfazendo 6km,por já dispor de projeto nesse pedaço.

Segundo Zé Viola, esse trecho até a Escola Agrícola será uma obra modelo para as três prefeituras executarem os trechos restantes. Nisso, as prefeituras de Dom Aquino e de Poxoréu farão primeiro o asfaltamento entre as duas cidades.

Depois, quando a Prefeitura de Guiratinga estiver estruturada para pavimentação asfáltica, dará início ao asfaltamento entre Poxoréu e Guiratinga nos dois sentidos, sendo contemplados os distritos de Aparecida do Leste e Paraíso do Leste.

O presidente do Sindicato Rural de Poxoréu externou à reportagem que está acreditando muito que essa parceria vai dar certo, sendo uma proposta muito boa a curto prazo.

“Quero agradecer muito ao deputado Sebastião Rezende por todo o esforço que tem feito, e trazer aqui o vice-governador foi uma demonstração enorme do apoio a essa demanda da nossa região”, externou Zé Viola, repassando que a pavimentação, junto com os trilhos da ferrovia que cortarão Poxoréu, alavancarão em muito a economia e produção agropecuária nesses municípios.

O trajeto que tem sido defendido parte da Pensão Seca, na BR-364, passa pela sede do município de Dom Aquino, na MT-260, segue pela Escola Estadual Agrícola de Poxoréu até a sede deste município, passando pelos distritos de Aparecida do Leste, Paraíso do Leste até o entroncamento da MT 340; daí segue até à comunidade denominada de Ranulfo, na MT-270, no município de Guiratinga.

Moradores de cinco municípios devem se cadastrar para receber escrituras definitivas do Governo de MT

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Neste mês de setembro, moradores de cinco municípios de Mato Grosso terão a oportunidade de realizar o cadastramento para obtenção de títulos definitivos de regularização fundiária urbana entregues pelo Governo de Mato Grosso. Nesta segunda-feira (4.09), o cadastro teve início por Juruena. Além disso, cidades como Colniza, Alto Paraguai, Juína e Porto Estrela também serão atendidas.

A ação é realizada por meio da MT Participações e Projetos S/A (MT Par) e do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat). Em Juruena, os moradores dos Bairros Primavera e Zona Central serão atendidos na prefeitura do município até o dia 6 de setembro, das 8h30 às 12h e das 13h às 17h. Após essa data, novos cadastramentos serão abertos de 26 a 29.

Outros municípios que fazem parte do Consórcio Intermunicipal do Vale de Juruena também serão atendidos. Do dia 11 a 15, será a vez dos moradores de Colniza, do Bairro Castelo dos Sonhos, se cadastrarem. Já do dia 19 a 22 do município de Juína e dos moradores do Distrito de Filadélfia.
Vale ressaltar que os moradores desses municípios podem esclarecer dúvidas sobre o cadastramento pelo telefone (66) 9 9699-3840.

De 18 a 22 serão atendidos os moradores de Alto Paraguai, dos Bairros Bela Vista e Capão Verde, e de 25 a 29 de setembro todo o núcleo urbano de Porto Estrela será cadastrado. Essas duas últimas cidades fazem parte do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai. Moradores que tiverem dúvidas sobre o procedimento devem entrar em contato pelo 0800 080 02 03.

Para o cadastramento, os moradores deverão levar os documentos pessoais (RG, CPF e certidão nascimento), além do contrato de compra e venda da casa ou outro documento do imóvel, e um comprovante de endereço do imóvel a ser regularizado.

Proprietários que são casados, divorciados ou viúvos também deverão levar as certidões de casamento, com averbação de divórcio, se for o caso, e a certidão de óbito do falecido. O proprietário que tiver união estável também deverá levar a escritura pública de cartório ou a homologação dessa condição feita em juízo.

O presidente da MT Par, Wener Santos, destaca que esses títulos serão entregues ao cidadão já com o registro em cartório. “Essa é mais uma ação social do Governo de Mato Grosso, do nosso governador Mauro Mendes e da nossa primeira-dama Virginia Mendes oferecendo mais segurança e tranquilidade para as famílias mato-grossenses”.

Após esse cadastro, o próximo passo é a análise da documentação e a confecção do título, com os devidos registros em cartório.

Sefaz divulga resultado preliminar da prova discursiva do concurso para fiscal de tributos

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A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) divulgou, nesta segunda-feira (04.09), o resultado preliminar da prova discursiva do concurso público para a área fiscal de Mato Grosso. O espelho de correção das questões, assim como a lista preliminar podem ser acessados no portal da Fundação Getúlio Vargas (FGV) – banca organizadora do concurso -, ou no site da secretaria.

O resultado preliminar traz os nomes dos candidatos que terão as provas discursivas corrigidas pela banca organizadora, conforme determina o Edital nº 001/2023.

O concurso público da Sefaz visa preencher 30 vagas para o cargo de Fiscal de Tributos Estaduais (FTE). “O concurso público vai renovar e fortalecer a administração fiscal e tributária do Estado. A previsão é de que os aprovados sejam convocados ainda este ano”, afirma o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.

O candidato que desejar interpor recurso contra o resultado preliminar da prova discursiva deve preencher o formulário disponível no site da FGV até o dia 6 de setembro (quarta-feira). Não serão aceitos recursos via fax, correio eletrônico ou pelos Correios, assim como fora do prazo.

Após a análise dos recursos será divulgado o resultado definitivo do concurso público da Sefaz. A divulgação deve ocorrer no dia 10 de outubro, seguindo o cronograma do edital da seleção.

As provas discursiva e objetiva foram aplicadas no mês de junho, em Cuiabá, para cerca de 13 mil inscritos. A prova discursiva foi composta por duas questões relativas aos conteúdos de conhecimentos específicos, de caráter eliminatório e classificatório, somando 60 pontos no total.

Informações sobre o concurso público da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso podem ser obtidas pelo telefone 0800 2834628, de segunda a sexta-feira, e pelo e-mail concursosefazmt23@fgv.br

 

Polícia Civil prende dupla responsável por 20 furtos a comércio em Rondonópolis

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A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (31.08), dois suspeitos de praticar diversos furtos a estabelecimentos comerciais da cidade, entre eles farmácias, supermercados, lojas de materiais de construção e lojas de roupas e perfumes.

Após a identificação de um dos autores dos crimes, a Derf representou ao Judiciário pela prisão preventiva, sendo expedido mandado de prisão.

A equipe da unidade especializada iniciou monitoramento do criminoso e identificou o veículo utilizado para a prática dos furtos e a residência em que alguns dos objetos foram armazenados.

Na quinta-feira, a dupla tentou furtar um estabelecimento comercial na região central de Rondonópolis e foi impedida por funcionários do local. Após a tentativa frustrada, os suspeitos se dirigiram a um supermercado, onde furtaram 40 itens das prateleiras.

Durante as diligências investigativas, os dois criminosos foram localizados em uma residência com dezenas de objetos furtados nas ações anteriores. Conduzidos à Derf de Rondonópolis, a dupla foi autuada em flagrante pelos crimes de furto qualificado e associação criminosa.

Até o momento, a equipe da delegacia identificou ao menos 20 delitos praticados pelos dois suspeitos. Um deles alegou que fazia os furtos para comprar entorpecentes.

Unidade do Ganha Tempo do CPA I ganhará posto de atendimento da Polícia Civil

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O Governo de Mato Grosso lança na próxima segunda-feira (04.09), às 10h, o novo posto de atendimento presencial da Polícia Civil (PJC) na unidade do Ganha Tempo do Bairro CPA I.

No local, os cidadãos poderão realizar registro de Boletim de Ocorrência (BO), medida protetiva de urgência, no caso de vítimas de violência doméstica, e representação criminal.

Além dos secretários de Estado Basílio Bezerra (Seplag) e Coronel César Augusto Roveri (Segurança), o lançamento contará com a presença do coordenador de Polícia Comunitária, delegado Carlos Francisco de Moraes, e do delegado-geral adjunto, Rodrigo Bastos da Silva.

Serviço
Lançamento do posto de atendimento presencial da Polícia Civil (PJC) no Ganha Tempo do CPA
Data: segunda-feira (04.09), às 10h
Local: Ganha Tempo do CPA I, na Rua Alenquer, Bairro CPA I, Cuiabá

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Samu orienta população sobre como acessar corretamente o serviço

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), na Baixada Cuiabana, orienta a população a como acessar o serviço de forma correta e ágil. O serviço está disponível 24h para o cidadão pelo telefone 192 e atende a mais de 20 tipos de ocorrências.

Conforme a coordenadora do Samu, Silvana Kruger, para prestar socorro às vítimas, a unidade conta com ambulâncias de Suporte Básico e Avançado de Vida, Motolâncias e o Veículo de Intervenção Rápida. “Contamos com uma estrutura adequada para os atendimentos. É importante que o solicitante fale com clareza o endereço da vítima e o quadro de saúde dela, para que o socorro seja ágil e eficiente”, explicou.

O serviço pode ser solicitado em situações consideradas de urgência ou emergência, com risco de morte, sequela ou sofrimento intenso. Ao ser acionada, a unidade móvel realiza os primeiros socorros dentro do veículo e encaminha o paciente para uma unidade de pronto atendimento.

Existem ainda situações em que o paciente não precisa de transporte, como o quadro de hipoglicemia. “Fazemos a correção com glicose intravenosa, quantificamos novamente e, ao estabilizar o paciente, ele é orientado a ficar em casa”, esclarece Silvana.

A gestora pontua que a remoção de pacientes é feita somente nos casos em que há queda de saturação, rebaixamento do nível de consciência, inconsciência, desconforto respiratório, alteração cardiovascular, convulsão de repetição, instabilidade hemodinâmica, alteração metabólica, perfuração por arma branca, perfuração por arma de fogo, agressão física, violência sexual, traumas ocasionados por quedas, colisão automobilística, motociclística, atropelamento e afogamento.

“A prioridade é prestar o atendimento à vítima no menor tempo possível, inclusive com o envio de médicos conforme a gravidade do caso. Dispomos de quatro tipos de veículo e encaminhamos eles para atendimento conforme a disponibilidade e necessidade de cada situação, sempre no intuito de garantir a maior abrangência possível”, afirmou.

De janeiro a agosto de 2023, o Samu realizou um total de 20.828 atendimentos de ocorrências com saída de veículo para prestar os primeiros socorros.

Sobre o Samu

O Samu é gerido pela SES, por meio da Superintendência de Regulação de Urgência e Emergência. A unidade atende os municípios da Baixada Cuiabana, sendo eles Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães e Poconé.

Ao discar o número 192, o cidadão estará ligando para uma central de regulação que conta com profissionais de saúde e médicos treinados para dar orientações de primeiros socorros por telefone enquanto o veículo é acionado. São estes profissionais que fazem a triagem do caso, definindo o tipo de atendimento, a ambulância e a equipe adequada a cada situação.

A central também é responsável pela regulação dos atendimentos realizados pelo Samu de Juína, Barra do Bugres, Colniza, Aripuanã, Confresa, Brasnorte e Cotriguaçu. Os municípios são responsáveis pelas ambulâncias e os atendimentos. Já a central de regulação da SES, em Cuiabá, regula as ocorrências e orienta os municípios no serviço móvel de urgência e emergência.

Governo de MT entrega 200 escrituras definitivas no bairro Jardim Renascer nesta sexta-feira (1º)

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O Governo de Mato Grosso entrega escrituras aos moradores do bairro Jardim Renascer, em Cuiabá, nesta sexta-feira (01.09), às 18h30. Nesta primeira etapa, 200 famílias serão beneficiadas com a entrega dos títulos. A segunda etapa está prevista para outubro.

A ação faz parte da Semana da Regularização Fundiária Solo Seguro no Estado, uma parceria do Governo do Mato Grosso, Conselho Nacional de Justiça, Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Corregedoria-Geral de Mato Grosso e Associação dos Notários e Registradores (Anoreg).

Serviço
Entrega de 200 escrituras no bairro Jardim Renascer
Data: sexta-feira (01.09), às 18h30
Local: prolongamento da Avenida Parque do Barbado, próximo à ponte da Rua Bandeirantes (divisa dos bairros Jardim Renascer e Pedregal)

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Governador reforça tolerância zero a invasão de terras e defende trabalhadores do campo

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Em entrevista à Revista Istoé, publicada nos últimos dias, o governador Mauro Mendes reforçou a postura de tolerância zero às invasões de propriedade em Mato Grosso.

Mauro também defendeu o trabalho dos produtores rurais, cuja ampla maioria atua dentro da legalidade, e falou sobre temas como meio ambiente e reforma tributária.

Confira a entrevista:

No início do ano, o senhor declarou que teria tolerância zero com o MST e outros movimentos sociais que realizassem ocupações de terras. Existe da sua parte alguma tentativa de diálogo com esses movimentos? Como o senhor vê a questão da reforma agrária atualmente?

Eu respeito os movimentos sociais, todos que representam os setores da sociedade brasileira, e até mesmo aqueles que reivindicam um pedaço de terra neste País. Entretanto, não podemos e não concordamos que isso aconteça com invasões de propriedades pública ou privada. O governo respeita isso e está disposto a dialogar e construir soluções, porém não estamos admitindo nenhum tipo de invasão no Estado do Mato Grosso. Houve umas 15 tentativas. Todas foram frustradas em menos de vinte e quatro horas. Polícia Civil e Polícia Militar marcaram presença nos locais e anularam essas tentativas de invasões, algumas delas feitas por grileiros profissionais, pois possuíam grande estrutura: contêiner com ar-condicionado, carros de luxo.

Como o senhor vê a questão da reforma agrária atualmente: acha que agora com o governo Lula vai voltar a andar já que ficou parada nos últimos anos? Vê um futuro nisso?

O Brasil precisa repensar alguns dos velhos conceitos ou até mesmo as práticas. A Reforma Agrária deveria ter acontecido no Brasil há 40, 50 anos. Em um tempo em que existia outra realidade. Neste momento, eu acho que existe espaço, sim, para colocar no campo pessoas e famílias que verdadeiramente têm vocação para a produção em pequena escala. A Reforma Agrária, como idealizada, como cantada em versos e prosas e executada durante muitos anos, a maior parte desses assentamentos fracassou. E, se fracassou, não podemos repetir o mesmo modelo.

A CPI do MST hoje tem como líderes dois políticos assumidamente contrários ao movimento. Até agora, as reuniões foram marcadas por muitos ataques sem fundamento ou dados reais. Acha que a comissão poderá, ainda assim, trazer algo de positivo para a reforma agrária?

Espero que haja uma contribuição efetiva do Congresso Nacional. Ele tem que ter mais objetividade no exercício de suas prerrogativas constitucionais e eu vejo que a polarização e a condução de forma extrema não contribuem para a construção de um diálogo.

Na semana passada, seis trabalhadores foram resgatados em uma fazenda no Mato Grosso do Sul em condições análogas à escravidão. Isso tem sido recorrente no agronegócio. Por que esse tipo de situação ainda acontece e o que pode ser feito para combatê-la de modo realmente eficaz e definitivo?

Eu acredito que esse tipo de situação precisa ser banida definitivamente da cena do nosso País. Entretanto, essa tipificação de trabalho análogo à escravidão tem um leque grande de interpretações. Abusos têm que ser combatidos duramente pelo Estado e pelos nossos aparatos existentes para tal. Nós precisamos ter mais claro aquilo que é trabalho escravo, análogo à escravidão e algumas condições inadequadas que podem ser amplamente caracterizadas em qualquer canto do País não só no agronegócio, mas na Indústria, na Construção Civil.

Este deve ser o ano mais quente da história. Como o senhor, que comanda o único Estado com os três principais biomas – Amazônia, Pantanal e Cerrado –, enxerga a atuação do seu governo e do governo federal em relação à situação climática e à preservação do meio-ambiente?

Não será uma medida tomada no início de um governo ou no final de um governo que poderá causar uma mudança abrupta. É um conjunto de mudanças, de atitudes que precisam ser tomadas de maneira consciente, no Brasil e em todos os países, para inverter esse processo de aquecimento. Caso contrário, as consequências serão traumáticas e catastróficas para humanidade. Porém, no Brasil, não vamos fazer isso com ideologia, exigindo do nosso País um esforço que não está sendo exigido de muitas economias ricas do planeta. Temos que fazer nossa parte, mas não podemos sacrificar a nossa população, sacrificar a nossa economia em detrimento daquilo que muitos outros países não estão fazendo.

A questão das queimadas ainda é um problema grave. De que forma é possível combater esse crime que acontece muito no campo?

Primeiro, tem que esclarecer que a nenhum produtor interessa fazer queimada no campo. A palhada que fica hoje é uma proteção absolutamente necessária para atividade do plantio direto. Quando acontece algum caso, é por um incêndio, é por algum sinistro, por algum equívoco. Interessa, sim, proteger a palhada, aquela camada vegetal da cultura anterior. Melhor que se esclareça: no Brasil o que nós chamamos de queimadas, no exterior chamam de incêndios florestais. É uma forma pejorativa que eu vejo que a mídia internacional e nós brasileiros tratamos desse assunto. Nós devemos combater com esclarecimento, com fiscalização, com prevenção .

No início do ano, houve uma grande polêmica em torno da exploração de petróleo no delta do Rio Amazonas. Acha que a exploração de recursos deve ser feita independentemente dos riscos ambientais atrelados a ela?

Eu acho que existe no Brasil uma hipocrisia quando se fala desse tema ambiental. O mundo inteiro faz coisas que aqui no Brasil, quando se fala em fazer, parece que é um grande atentado ao meio ambiente. Soube que essa pesquisa seria desenvolvida em alto-mar, distante de uma aldeia indígena. Dizer que não pode fazer ou que aquilo vai causar um impacto no meio ambiente ou na população indígena beira a hipocrisia. O mundo inteiro explora petróleo em alto-mar.

Mas ali ainda há alguns riscos dessa exploração, de eventual vazamento de óleo que poderia ser desastroso na região. E a gente já viu acontecer.

Qual é a diferença de explorar na foz do Amazonas ou explorar ali na costa sul do País ou explorar em diversas outras regiões do continente? Se houver uma falha tecnológica o desastre é certo. A mesma tecnologia, os mesmos cuidados, serão adotados ali e tenho certeza de que faremos isso com muita segurança ambiental.

Há um projeto do ex-deputado Neri Geller que pretende reduzir a área da Amazônia Legal dentro do Mato Grosso. O texto está parado na Câmara e é criticado por ambientalistas. O senhor defende esse projeto?

Eu não vejo vantagem nenhuma nesse projeto. Porque a saída ou não do Estado de Mato Grosso da chamada Amazônia Legal não muda absolutamente nada daquilo que estabelece o Código Ambiental Brasileiro. Portanto, não tenho interesse nenhum que vá para a frente.

Seu partido participa do governo, com três ministérios, embora as origens deles tenham ajudado a eleger Jair Bolsonaro. Como o senhor analisa a presença do União Brasil na Esplanada?

Coerência ideológica não é um dos maiores predicados de nenhum partido deste País. Todos têm equívocos. Todos têm qualidades, todos têm cometido erros na sua condução e até mesmo na relação que têm com o cidadão e com a sociedade. O União Brasil não é diferente. Entretanto, eu vejo que ele tem se posicionado de uma maneira de centro-direita, colaborando com o governo naquilo que é bom para o País e eu sempre defendi isso. Eu não sou contra nem a favor. Eu não sou nem direita e nem esquerda. Eu sou a favor do que é certo.

O seu Estado tem uma ampla fronteira com a Bolívia, que, infelizmente, é um grande produtor de drogas. Como o senhor tem enfrentado esse problema?

O governo federal tem a responsabilidade de cuidar da fronteira. No meu Estado são oitocentos quilômetros. Nós temos contado muito mais com recursos estaduais do que com o apoio federal. Seja neste governo ou até mesmo no anterior, do próprio presidente Bolsonaro. Temos que ser mais estratégicos e agir com mais inteligência.

Apesar das boas expectativas, o governo voltou a ter dificuldades para aprovar o arcabouço fiscal e a reforma tributária parece que seguirá a passos lentos. Para o senhor, qual é a importância desses temas?

A reforma tributária é um tema debatido há décadas, e nunca se conseguiu fazer algo consistente. Existe um verdadeiro manicômio tributário, com milhares de legislações diferentes em cada Estado. Isso cria um ambiente de insegurança, propício para a sonegação. Todos concordamos, que é preciso fazer uma reforma. Esse princípio, unifica muita gente. Entretanto, o texto apresentado tem algumas preocupações que devem ser mais bem debatidas. Eu entendo que neste momento é necessário que nós façamos mais contas e que o Congresso nos diga qual será a alíquota de imposto.

Os prefeitos reclamam que não foram ouvidos na reforma tributária. Dizem que podem perder recursos com o fim do ISS, sem compensação adequada e alegam que governadores aceitaram os termos porque ganhariam mais verbas e poder. Qual é a sua avaliação sobre isso?

Não conheço com profundidade os argumentos dos prefeitos das capitais. Eu acompanhei bem de perto o que aconteceu na Câmara. Vi muitos parlamentares completamente ausentes desses debates e, no dia certo, foram lá e votaram. Se nós fizermos alguns questionamentos básicos sobre os desdobramentos do texto, na vida real, na economia real, a maioria dos parlamentares e dos brasileiros não saberá dizer uma linha sequer sobre as consequências do que vai acontecer. Os prefeitos podem ter razão, mas não dá para fazer uma reforma que ninguém queira perder nada e que todo mundo queira ganhar. Nós temos que fazer com que a burocracia perca, que os sonegadores percam, e que a eficiência tributária possa vencer, com um sistema mais leve, mais inteligente, que seja justo.

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Abilio irá liderar subcomissão para fiscalizar obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande

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O deputado federal Abilio Brunini (PL) propôs, na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara Federal, a criação de uma subcomissão específica para o acompanhamento das obras do BRT em Cuiabá e Várzea Grande.
Brunini, que é arquiteto urbanista e possui especialização em mobilidade urbana, destacou a importância de manter um acompanhamento rigoroso e transparente do projeto. “Precisamos ficar de olho nesta obra, para não ser outro grande prejuízo para a população de Mato Grosso. Tenho recebido reclamações dos comerciantes de Várzea Grande e também tenho preocupações com isso”, afirmou o parlamentar em recente pronunciamento.
A proposta, que visa garantir que os erros e desafios associados a projetos anteriores não se repitam, foi acolhida pela comissão. Com isso, espera-se que a execução do BRT ocorra com maior transparência e eficiência.

Além das questões de supervisão das obras, o deputado ressaltou a necessidade de avaliar a integração do novo sistema de transporte com os já existentes. “Também queremos saber como será a integração com o transporte público e acompanhar os projetos e a obra”, complementou.

A subcomissão, sob a liderança de Brunini, deverá estabelecer um cronograma de atividades e visitas técnicas para monitorar de perto o desenvolvimento das obras do BRT em Mato Grosso.
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Três suspeitos do ataque ao prédio da prefeitura de MT são presos

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Os três suspeitos de atacarem o prédio da Prefeitura de Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá, foram presos nesta terça-feira (29), de acordo com a Polícia Militar.

Os criminosos não resistiram à prisão e foram encaminhados para a delegacia da cidade.

A motivação do ataque teria sido a desocupação de uma terra no Bairro Jardim Liberdade, no município, segundo a polícia.

No mesmo dia do crime, o carro utilizado pelo trio foi localizado. Durante as buscas, a Agência Regional de Inteligência da polícia identificou a presença dos suspeitos próximo ao Parque de Exposições da cidade, onde foram detidos em flagrante.

As câmeras de segurança registraram o momento em que dois homens entram na prefeitura e um deles segura um galão, na segunda-feira (28). Em seguida, eles entram em uma sala, onde ocorre a explosão. No vídeo, é possível ver as pessoas correndo.

Segundo a polícia, um terceiro integrante esperava a dupla em um carro do lado de fora do prédio, para dar apoio na fuga.

A administração informou que o fogo começou em um dos departamentos da secretaria durante o expediente, que foi suspenso.

Segundo o Corpo de Bombeiros, havia fumaça no local, mas ninguém ficou ferido e nem houve danos materiais. Uma equipe de perícia também foi acionada. A Polícia Militar e Civil também foram chamadas para acompanhar a ocorrência.

Após a perícia preliminar, o incêndio passou a ser investigado como criminoso pela Polícia Civil. A perícia encontrou no local uma garrafa plástica que teria sido usada para dar início ao fogo no edifício.