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Multa contra o Google faz Trump anunciar novas tarifas à UE

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Agora, a empresa recebeu mais duas penalidades com base na Lei dos Mercados Digitais (DMA): uma de € 460 milhões (R$ 2.658,8 bilhões), por favorecer seus próprios serviços nos resultados de busca, e outra de € 430 milhões (R$ 2.485,4 bilhões), por restringir desenvolvedores no Google Play.



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Meta adiciona recursos de automação de tarefas ao assistente de IA

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Ilustração mostra um logotipo da Meta impresso em 3D ao lado da sigla “AI”, em imagem produzida em 20 de julho de 2026.
REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo
A Meta anunciou, nesta sexta-feira (24), a implementação de novos recursos para o Meta AI em mercados selecionados. As novidades permitem que o assistente de inteligência artificial execute determinadas tarefas de forma autônoma, reduzindo a necessidade de comandos constantes dos usuários.
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A versão atualizada do Meta AI, baseada no novo modelo Muse Spark 1.1, foi desenvolvida para compreender o contexto de cada usuário e realizar atividades de maneira mais independente.
Entre os novos recursos, a empresa destaca a geração de resumos diários com compromissos da agenda e a possibilidade de programar tarefas recorrentes, como sugestões semanais de refeições e atualizações sobre tendências de interesse.
Inicialmente, as funcionalidades estarão disponíveis em mercados selecionados por meio do aplicativo Meta AI e do site meta.ai. A empresa informou que pretende ampliar o acesso gradualmente para outras regiões e plataformas, incluindo o WhatsApp.
Agora no g1
A controladora do Facebook afirmou que os usuários continuarão tendo controle sobre a forma como utilizam a inteligência artificial e que conversas anônimas permanecerão disponíveis para quem desejar mais privacidade.
“Este é o nosso próximo passo rumo à superinteligência pessoal: uma IA que conhece o seu contexto e está disponível sempre que você precisar”, afirmou a Meta em publicação em seu blog.
Em outra frente, a companhia lançou nesta sexta-feira (24) o aplicativo Seller, voltado a comerciantes que utilizam o Facebook Marketplace. A ferramenta reúne recursos específicos para apoiar a gestão e as vendas na plataforma.
A Meta divulgará os resultados financeiros do segundo trimestre após o fechamento do mercado, em 29 de julho.



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Cyberbullying cresce 67% no Brasil: como a fé pode ajudar

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O Anuário Brasileiro de Segurança trouxe à luz um aumento alarmante de 67% nos casos de bullying e cyberbullying em 2025. Este crescimento preocupante destaca a necessidade urgente de apoio e intervenção, especialmente entre os jovens. A fé pode desempenhar um papel crucial na proteção e no fortalecimento emocional desses jovens diante desse cenário desafiador.

Contexto do aumento do bullying e cyberbullying

Nos últimos anos, o bullying e o cyberbullying têm se tornado questões cada vez mais prevalentes nas escolas e nas plataformas digitais. O Anuário Brasileiro de Segurança, publicado recentemente, revela que, em 2025, os registros de casos de bullying e cyberbullying aumentaram em 67%. Esse dado alarmante não apenas reflete uma crise social, mas também aponta para a necessidade de uma abordagem mais robusta para lidar com o problema.

O bullying, que se refere a comportamentos agressivos e repetidos entre pares, e o cyberbullying, que ocorre no ambiente digital, têm consequências devastadoras para as vítimas. Estudos mostram que jovens que sofrem bullying apresentam níveis mais altos de ansiedade, depressão e, em casos extremos, podem até considerar o suicídio. A situação exige uma resposta eficaz de pais, educadores e da sociedade como um todo.

O papel da fé na superação do bullying

A fé pode ser uma fonte de força e resiliência para os jovens que enfrentam o bullying. Através da espiritualidade, muitos encontram conforto e apoio emocional, além de uma comunidade que os acolhe. Igrejas e grupos de jovens podem atuar como espaços seguros para que esses adolescentes compartilhem suas experiências e recebam encorajamento.

Além disso, a prática da oração e a leitura da Bíblia podem proporcionar uma perspectiva mais ampla sobre a dor e o sofrimento. Versículos como Salmo 34:18, que diz “Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado”, oferecem esperança e consolo. Os jovens podem aprender a lidar com a dor da rejeição e do bullying através da fé, encontrando um propósito maior em suas vidas.

Reações e iniciativas da comunidade cristã

Frente ao aumento dos casos de bullying, diversas iniciativas têm surgido dentro da comunidade cristã. Igrejas têm promovido campanhas de conscientização e programas de apoio para jovens, enfatizando a importância do amor ao próximo e da empatia. Essas ações não apenas ajudam as vítimas, mas também educam os agressores sobre as consequências de suas ações.

Além disso, líderes religiosos têm incentivado os jovens a se unirem em oração, buscando a intervenção divina para que possam ser fortalecidos em momentos de dificuldade. A criação de grupos de apoio nas igrejas tem se mostrado uma estratégia eficaz para acolher aqueles que sofrem e proporcionar um ambiente de cura e restauração.

O que esperar no futuro?

Com a crescente conscientização sobre os efeitos do bullying e do cyberbullying, espera-se que mais ações sejam implementadas para proteger os jovens. A colaboração entre escolas, famílias e igrejas será fundamental para criar um ambiente mais seguro e acolhedor.

Além disso, a promoção de uma cultura de respeito e amor ao próximo deve ser uma prioridade. A fé pode ser uma aliada poderosa nesse processo, ajudando a transformar corações e mentes, e promovendo a paz entre os jovens. Através do anúncio do Evangelho, é possível cultivar valores que previnam a violência e incentivem a solidariedade.



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Linhas de trem que retornaram para CPTM funcionam normalmente em SP

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As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade do transporte metropolitano de São Paulo funcionam normalmente nesta sexta-feira (24). O funcionamento dos trens voltou a ser feito pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) após falhas da concessionária Trivia Trens, que assumiu as linhas no início desta semana após privatização. É a primeira vez que esse tipo de intervenção ocorre em São Paulo.

A manhã dessa quinta-feira (23) foi caótica para os paulistanos, em decorrência da paralisação dos trens logo no início da manhã após problemas de energia. Uma das composições foi atingida por um incêndio nas proximidades da estação Bresser-Mooca. Os problemas causaram superlotação nas estações, principalmente da zona leste. 

Com todas as falhas verificadas, a Agência Reguladora de Serviços Públicos de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e o Governo do Estado determinaram que a CPTM retomasse a operação das linhas por até 90 dias.

Segundo o governo estadual e a Artesp, a medida foi tomada para “garantir a qualidade do serviço e prevenir falhas como as registradas nos primeiros dias de operação assistida sob responsabilidade da operadora”.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior



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Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV entre jovens

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A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina.

Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%. 

A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde.

Nos dois períodos, o foco foram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:

“Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado”

Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. 

Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas pessoas não vacinadas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. 

De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo “efeito rebanho”:

“Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV.”

Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa. 

Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público. 

“Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero”, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa. 

Vacinação eficaz

Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante. 

A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses. 

A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. 

Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero. 

O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus têm potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos. 



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Presidente do BC compara cartão de crédito brasileiro a jabuticaba: ‘É uma fruta legal, mas tem coisa que você não quer ser o único a ter’

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Durante participação na “XP Expert”, em São Paulo, Galípolo lembrou que o juro do cartão de crédito rotativo está atualmente, em 15% ao mês (acima de 400% ao ano), enquanto a taxa básica da economia, fixada pelo Banco Central para conter a inflação, está em 14,25% ao ano.



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Vietnã propõe proibir menores de 16 anos de publicar conteúdo nas redes sociais

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Logos do Instagram, TikTok, Snapchat, YouTube, Facebook, Twitch e Reddit aparecem na tela de um celular, nesta ilustração feita em 9 de dezembro de 2025.
REUTERS/Hollie Adams/Ilustração/Foto de arquivo.
O Vietnã planeja obrigar as plataformas de redes sociais a impedir que usuários menores de 16 anos publiquem conteúdo, comentem ou reajam a postagens.
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A proposta consta em um projeto de decreto analisado pela Reuters e coloca o país entre os que têm adotado medidas para restringir o uso dessas plataformas por crianças e adolescentes.
Pelas regras propostas, as contas de usuários menores de 16 anos deverão ser registradas com os dados de um dos pais ou responsável legal, que ficará encarregado de supervisionar o conteúdo acessado e o tempo de uso das plataformas.
Agora no g1
A minuta também determina que as empresas adotem medidas técnicas para identificar usuários menores de idade e garantir que o conteúdo exibido seja adequado à faixa etária.
“O objetivo principal não é proibir ou restringir excessivamente o acesso das crianças às redes sociais, mas garantir que, ao utilizarem esses serviços, elas estejam em um ambiente apropriado para sua idade e protegidas de riscos”, afirmou o vice-ministro da Cultura, Phan Tam, na quinta-feira (23), durante uma reunião sobre a proposta.
O texto também prevê que as plataformas ofereçam o nível máximo de proteção à privacidade das contas de crianças e adotem mecanismos para detectar, alertar e bloquear preventivamente o acesso a conteúdos relacionados à violência, pornografia, jogos de azar, drogas, suicídio e outros materiais considerados prejudiciais.
A iniciativa reflete a preocupação crescente de governos em diferentes países com a segurança online e os impactos das redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes.
Na terça-feira (21), o Parlamento da França aprovou uma proibição do acesso às redes sociais para menores de 15 anos. A Austrália foi o primeiro país a adotar uma medida semelhante, e outras nações também discutem restrições ao uso dessas plataformas por menores.
Além das redes sociais, o Vietnã também pretende endurecer as regras para jogos online.
Pela proposta, as empresas do setor deverão verificar a idade dos usuários, registrar as contas de menores de 16 anos com os dados de um dos pais ou responsável e limitar o tempo de jogo a, no máximo, 60 minutos por dia em títulos oferecidos pela mesma empresa.
O projeto de decreto ainda não foi finalizado e pode sofrer alterações antes de sua aprovação.



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Milagros Aguayo assume senado no Peru com legado de conquistas sociais

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Hoje, 24 de julho de 2026, Milagros Jáuregui de Aguayo tomou posse como senadora no Peru, após cinco anos de atuação como congressista. Em sua declaração, ela ressaltou a importância de seu trabalho em defesa da vida e da família, destacando que Deus foi fiel em sua jornada.

Contexto da nova senadora

Milagros Aguayo, uma cristã evangélica, se destacou durante sua passagem na câmara dos congressistas peruanos, onde implementou diversas iniciativas voltadas para a proteção dos mais vulneráveis. Sua atuação foi marcada por um forte compromisso com a dignidade humana e a promoção de valores familiares, refletindo a visão cristã de sua fé.

Principais conquistas legislativas

Durante seus cinco anos como congressista, Aguayo deixou um legado significativo, com a publicação de 27 leis no Diário Oficial El Peruano. Entre suas principais realizações, estão:

  1. Iniciativas para a adoção de menores, promovendo o bem-estar de crianças em situação de vulnerabilidade.
  2. Projetos voltados para a saúde e atenção pediátrica, garantindo acesso a cuidados essenciais para as crianças.
  3. Apoio a pessoas com deficiência e ações contra a violência e o abuso, especialmente voltadas para a proteção das mulheres.

Aguayo também se destacou em mais de 1.200 atividades de fiscalização e 708 de representação, consolidando-se como uma das parlamentares com maior impacto normativo em favor da infância no Peru.

Reações à sua posse

Após sua posse, Milagros Aguayo expressou gratidão a Deus e a todos que a apoiaram em sua jornada. Ela afirmou: “Deus tem sido bom e fiel durante este período que se encerra, e agora inicia uma nova etapa em meu serviço no Senado”. Essa declaração ressoa com a esperança de muitos de que sua atuação continuará a beneficiar a sociedade peruana, especialmente os mais necessitados.

O que esperar de Aguayo no Senado

Com sua experiência e compromisso, Aguayo promete continuar sua luta em defesa da vida, da família e dos direitos das crianças. Sua visão humanista e técnica, aliada a princípios firmes, a posiciona como uma voz ativa no Senado, onde espera promover mais iniciativas que fortaleçam a dignidade humana e os valores cristãos.



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Consulta pública sobre educação bilíngue de surdos acaba sábado

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Professores, gestores das redes públicas, profissionais da educação e a sociedade civil podem participar, até este sábado (25), da consulta pública sobre educação bilíngue de surdos no Brasil, como modalidade escolar prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

Para colaborar com a consulta, é necessário acessar a plataforma Brasil Participativo, com login do portal do governo federal Gov.br.

O edital de chamamento foi publicado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em 26 de junho.

As colaborações poderão embasar a elaboração das Diretrizes Nacionais da Modalidade Escolar de Educação Bilíngue de Surdos na Educação Básica, com o objetivo de assegurar os direitos linguísticos, educacionais e culturais dos estudantes do público-alvo, que são os surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação ou com outras deficiências associadas.

As novas diretrizes irão integrar a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS), voltada à promoção da equidade, ao respeito às especificidades dos estudantes surdos e à garantia do direito ao ensino e à aprendizagem de qualidade. 

Guia

As Diretrizes Nacionais para a Educação Bilíngue de Surdos no Brasil funcionam como um guia teórico para que as redes de ensino de todo o país saibam como estruturar, expandir e manter a educação bilíngue para alunos surdos na Educação Básica.

O documento estabelece normas para os seguintes pilares da educação bilíngue:

· Língua Brasileira de Sinais (Libras) como a língua de instrução, comunicação e ensino dentro da escola;

· língua portuguesa na modalidade escrita ensinada formalmente como segunda língua;

· criação de espaços que favoreçam a interação em Libras.

· valorização da identidade, da cultura e do uso de Libras pela comunidade surda.

· formação inicial e continuada de professores bilíngues e demais profissionais da educação;

· produção de materiais didáticos e recursos pedagógicos específicos

· fortalecimento de escolas bilíngues, classes bilíngues e escolas polo.

· Promoção do envolvimento direto da comunidade surda no planejamento, execução e avaliação dessas políticas públicas.

A ideia é que as diretrizes sirvam de ferramentas para que as escolas as apliquem na prática.

Comunidade surda

Segundo o Censo Escolar de 2024, há 61.623 matrículas desse público na educação básica.

Apenas 12% das redes de ensino dispõem de materiais pedagógicos adequados em Libras, as provas em videolibras alcançam somente 1,31% dos estudantes e, embora cerca de 51% das escolas tenham Salas de Recursos Multifuncionais, ainda há carência de apoio bilíngue especializado.

Além disso, apenas 2.501 professores possuem formação continuada em Educação Bilíngue de Surdos

Para fortalecer políticas públicas que garantam os direitos linguísticos, educacionais e culturais desses estudantes, promovendo a qualificação das redes de ensino e a efetivação da modalidade em todo o país, existe a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS). Saiba mais sobre a política aqui.

 




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Tarifaço dos EUA: setores veem risco para economia e pedem ao governo que insista no diálogo em vez de agir com reciprocidade

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Após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciar que prepara o uso da chamada Lei de Reciprocidade em razão do novo tarifaço dos Estados Unidos, entidades empresariais defenderam que o Brasil insista nas negociações em vez de uma retaliação, para não “escalar” a tensão com o governo de Donald Trump.
Este é o segundo tarifaço contra produtos brasileiros anunciado pelos Estados Unidos nos últimos dias. O primeiro, de 25%, tem relação com o entendimento da Casa Branca de que o Brasil adota práticas desleais na economia contra empresários americanos.
O mais recente, de 12,5%, foi tomado com base na conclusão dos Estados Unidos de que dezenas de países, incluindo o Brasil, falharam ao proibir ou fiscalizar a importação de mercadorias produzidas em locais onde há trabalho forçado.
Em resposta, o Palácio do Planalto disse que a medida tem “caráter completamente arbitrário e injustificado” e, por isso, o governo iniciará “imediatamente” os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade e levará o tema à Organização Mundial do Comércio.
Governo diz que tarifaço é injusto e prepara Lei de Reciprocidade
Diante desse comunicado do governo brasileiro, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) divulgou uma nota na qual afirmou que vê a decisão americana com “preocupação”, mas que confia na capacidade da diplomacia brasileira para “construir soluções”.
“A entidade ressalta que não apoia a adoção de medidas de retaliação comercial nem a aplicação da Lei de Reciprocidade como resposta às iniciativas adotadas pelos Estados Unidos”, afirmou a Abimaq.
“O momento exige a retomada do diálogo e o fortalecimento dos canais diplomáticos e institucionais entre Brasil e Estados Unidos, de movo a evitar a escalada de medida que possam agravar o ambiente”, completou a entidade.
Na mesma linha, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) divulgou um comunicado afirmando que a decisão dos EUA “agrava” as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano, mas que não concorda com a reciprocidade.
“A AmCham Brasil reitera que medidas de reciprocidade não contribuem para superar as divergências atuais e apresentam elevado risco de provocar uma escalada política e comercial, agravando os impactos econômicos para empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros”, afirmou a entidade.
Além disso, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu que o Brasil continue negociando com os Estados Unidos.
“Essa é a opção número um que existe neste momento: continuar negociando”, reiterou o presidente da entidade, Ricardo Alban.
No Ministério das Relações Exteriores, entretanto, a avaliação de diplomatas é que os Estados Unidos não demonstraram intenção real de negociar, desconsideraram todos os argumentos apresentados e fizeram reuniões somente para “cumprir tabela”, de maneira protocolar.
Rito da lei
Ainda que o governo decida implementar a Lei de Reciprocidade, o próprio instrumento legal prevê um rito a ser seguido para que a reciprocidade possa ser aplicada, por exemplo:
realização de consultas públicas para a manifestação das partes interessadas;
determinação de prazos para a análise dos pleitos específicos;
somente depois, a sugestão das contramedidas.
Mesmo assim, diplomatas vêm dizendo que, se o Brasil optar por esse caminho, precisa “calibrar muito bem” a reação para não “piorar” a situação e gerar consequências ainda mais danosas ao setor produtivo.
Entidades que representam empresas afetadas por novas tarifas de 12,5% avaliam que retaliação pode impactar empregos e preços ao consumidor brasileiro
Jornal Nacional/ Reprodução



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