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Após protesto, 13º é pago aos servidores de Cuiabá

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DO REPÓRTERMT

Faltando aproximadamente 15 minutos para encerrar o prazo dado pelos servidores da saúde para que a Prefeitura de Cuiabá fizesse o pagamento do 13º que estava atrasado, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) pagou os direitos devidos dos trabalhadores.

Detalhe que o benefício só foi repassado aos servidores depois que eles fizeram um protesto em frente ao prédio da prefeitura, na manhã desta segunda-feira (30). No local, os trabalhadores entoaram gritos de “Emanuel, caloteiro, cadê o meu dinheiro?”. Porém, nem o prefeito ou qualquer outro representante do município compareceu à frente do edifício para prestar esclarecimento aos servidores.

Leia mais – Servidores da Saúde protestam em frente à Prefeitura de Cuiabá e cobram pagamento de 13º; veja imagens

 

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FONTE : ReporterMT

A origem dos rituais de Réveillon do Brasil

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O costume de celebrar a chegada de um novo ciclo no calendário não é nada novo. Existe há mais de 4 mil anos.

Mas, naquela época, em vez de um “ano” novo, a passagem do tempo era contada pelas estações do ano.

O primeiro povo a celebrar a festa de passagem teria sido o da Mesopotâmia, área que corresponde hoje aos territórios de Iraque, Kuwait, Síria e Turquia.

Por dependerem da agricultura para sobreviver, eles celebravam o fim do inverno e início da primavera, época em que se iniciava uma nova safra de plantação.

Com isso, a festa de passagem dos mesopotâmicos não se dava na noite do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro, mas sim do dia 22 para o 23 de março, data do início da primavera no hemisfério norte.

Foi somente com a introdução de um novo calendário no Ocidente, em 1582 —o calendário gregoriano, adotado pelo papa Gregório 13 no lugar do calendário juliano— que o primeiro dia do novo ano passou a ser 1º de janeiro.

Assim como acontece nas comemorações de Ano Novo atualmente, as celebrações de passagem também representavam esperança.

Se hoje alguns rituais têm por objetivo atrair prosperidade e dinheiro —como usar a cor amarela na festa de Réveillon ou comer lentilhas— os cultos de 4 mil anos atrás pediam alimento e fartura.

Já o termo Réveillon, usado em várias partes do mundo para descrever a festa de véspera de Ano Novo, é mais recente: surgiu no século 17, na França, e representava festas da nobreza que duravam a noite toda.

O Réveillon não tinha data para acontecer, mas com o declínio da nobreza francesa a palavra foi sendo adaptada para a festa de véspera de Ano Novo —a palavra Réveillon deriva do verbo “acordar” em francês.

No século 19, essas festas foram adotadas pela nobreza de outros lugares do mundo que eram influenciados pela cultura francesa.

A nobreza do Brasil foi uma das que adotaram o Réveillon, mas o sincretismo religioso característico do passado histórico do país fez com que as comemorações aqui adicionassem novos personagens, costumes e comidas às festas de Ano Novo.

À moda brasileira

Em Salvador, a Igreja do Senhor do Bonfim é o principal ponto da cidade na última sexta-feira do ano, chamada de “Sexta-feira da Gratidão”.

Fiéis de todo o país vão até o templo para pedir proteção para o próximo ano e levar objetos para benzer, como colares, as famosas fitinhas do bonfim, chaves de casa, fotos e até o carro.

Em todas as praias do Brasil, seguidores de Iemanjá costumam passar o Réveillon no litoral para fazer oferendas ou pular as sete ondas.

Iemanjá, a Rainha do Mar, é uma divindade africana originalmente vinda da Nigéria, da tradição chamada de iorubá, e incorporada pelo candomblé e pela umbanda no Brasil.

“Na Nigéria, o ritual a Iemanjá é feito no dia 2 de fevereiro (assim como na Bahia), mas ele também ocorre no Brasil durante os últimos dias do ano e na véspera de Ano Novo”, explica o professor da Unirio Zeca Ligiéro, autor de livros sobre tradição e performance afro-brasileira.

“Iemanjá se popularizou nas religiões afro-brasileiras, como a umbanda, o Tambor de Mina e o candomblé pela força deste arquétipo feminino que ela representa: mãe, vaidosa que gosta de perfumes, flores e agrados e protetora das gestantes”, completa o professor.

Ligiéro conta que a umbanda nasceu no Brasil depois que os rituais africanos foram duramente perseguidos no país, tendo sido diretamente influenciada pela cultura nacional.

“Essa nova religião de matriz africana, a umbanda, mesclou várias tradições ameríndias, espírita e católica, criando uma nova imagem para Iemanjá, uma espécie de vênus cabocla, cujos quadris são mais fartos que os seios”, explica o professor.

“A imagem de Iemanjá, por causa dessa mescla, parece sair do mar como uma virgem de Botticelli, mas distribui graças com suas palmas abertas como algumas imagens de Virgem Maria. Aliás, ela tem semblante de Maria, mas traz uma estrela na testa (símbolo da alta espiritualidade africana) e tem longos cabelos negros, mais indígenas que afro.”

“Todas as religiões fazem empréstimos umas das outras para construir suas ritualidades específicas”, explica o professor de História Moderna da Unicamp Rui Luis Rodrigues, ao falar sobre a origem histórica das festas de final de ano.

“Pesquisas históricas, antropológicas e teológicas têm indicado os variados empréstimos que os grupos religiosos contraem entre si em seus rituais.”

O umbandista Marcelo Rodrigues, do Rio de Janeiro, conta ter o hábito de fazer, todos os finais de ano, oferendas a Iemanjá.

“Procuro fazer a virada de ano na praia, mas, quando não é possível, costumo ir um ou dois dias antes ao mar.”

Sete ondas

A relação do brasileiro com as praias nacionais durante o Réveillon, no entanto, não é exclusiva de devotos de Iemanjá.

Apesar de morar longe do litoral, no interior de São Paulo, a família do paulista Rodrigo da Gama costuma passar o Réveillon nas praias de Santa Catarina, estado onde têm familiares.

“Quando estamos em Santa Catarina, sempre vamos até a praia, usamos roupas brancas e pulamos as sete ondas na virada”, conta Gama.

De uma família de “católicos não praticantes”, ele explica que o ritual de usar branco e pular as ondas, diferente de como é para os umbandistas, não tem significado religioso, somente espiritual.

A tradição da família dele demonstra como a figura de Iemanjá se popularizou no Brasil, principalmente nos anos 1950 e 1960, quando seu ritual passou a ser praticado nas praias da famosa Zona Sul do Rio de Janeiro, ganhando visibilidade nacional.

“Mas a partir da organização de shows pirotécnicos e de patrocínios milionários para as festas nas praias cariocas, os rituais a Iemanjá têm sido banidos para praias cada vez mais distantes”, afirma Ligiéro.

“Percebemos que os rituais de oferendas a Iemanjá correm cada dia mais risco, mesmo com Iemanjá congregando milhões de pessoas de outras religiões, que se vestem de branco e vão para a praia. Assistimos à volta da perseguição às religiões afro-brasileiras com a hostilização desses rituais.”

A tradição de usar branco

Usar roupas brancas na festa de Ano Novo se tornou comum no Brasil na década de 1970, quando membros do candomblé passaram a fazer suas oferendas na praia de Copacabana. Pessoas que passavam pela praia e viam o ritual acharam bonito o branco —e adotaram a vestimenta.

A tradição de pular as sete ondas na virada do ano, fazendo sete pedidos diferentes, também está ligada à umbanda e ao culto a Iemanjá.

O sete é um número cabalístico, que na umbanda representa Exu, filho de Iemanjá. Também tem relação com as Sete Linhas de Umbanda, conceito de organização dos espíritos sob o comando de um orixá. Cada pulo, nesse caso, seria o pedido a um orixá diferente.

Os dias de Ano Novo

As comemorações de Ano Novo não acontecem necessariamente no dia 1º de janeiro. Isso porque existem vários calendários que organizam o ciclo anual de maneira diferente do gregoriano.

Para os muçulmanos, o Ano Novo corresponde ao mês de maio do calendário gregoriano.

Para os judeus, corresponde ao período de final de setembro e início de outubro.

Já os chineses celebram a passagem entre final de janeiro e início de fevereiro.

A advogada Anna Beatriz Dodeles diz que sua família é judia e não comemora o Ano Novo do calendário gregoriano.

“O ‘Ano Novo’ Judaico se chama Rosh Hashana, conhecido como Dia do Julgamento e a Cabeça do Ano. Ele acontece em um dos meses mais importantes do judaísmo, o mês de Elul”, conta ela.

“Essa festividade ocorre no sétimo mês do calendário judaico —Lunar— e marca para os judeus o nascimento do mundo, o início da criação humana.”

Para celebrar o Rosh Hashana, cujas comemorações duram dois dias, a família Dodeles faz orações e come determinadas comidas típicas para a comunidade judaica, como o vinho e a chalá redonda (pão fermentado arredondado) umedecida no mel.

“Nessa época, devemos pedir perdão às pessoas que magoamos, não de forma genérica, mas de maneira pensada”, explica a advogada.

“Caso aquela pessoa não aceite as desculpas, o pedido deve ser feito no mínimo três vezes, e o mais importante é mudar o nosso comportamento para que aquilo não se repita naquele novo ano.”

Já a família da jornalista Flávia Sato, que é budista, também segue tradições da cultura japonesa. Por isso, sua família se despede do ano velho no dia 31 de dezembro, mas fazendo faxina na casa.

“No dia 31, na casa dos meus pais, praticamos um ritual chamado Oosouji, que é uma limpeza minuciosa da casa para renovar as energias do ambiente e começar o Ano Novo do zero, com tudo limpo e organizado”, conta a jornalista.

A comida também é importante neste ritual de passagem.

“Não pode faltar ozoni, um caldo que leva um bolinho de arroz; o moti, que, segundo a tradição, traz boa sorte para o ano que se inicia”, diz, explicando que o Ano Novo é o principal feriado em família dos budistas.

“Depois da queima de fogos e de comer moti, nossa festa costuma acabar cedo, porque no dia seguinte, logo pela manhã, todos nos reunimos novamente para iniciar o ano em oração.”

Além da faxina, do jantar em família e da queima de fogos, também há rituais individuais na casa dela.

“Meus pais sempre me incentivaram a aproveitar essa época para escrever todos os meus objetivos do ano, para que eu pudesse ter foco e realizar minhas metas pessoais.”

Esta reportagem foi publicada originalmente em 29 de dezembro de 2017 originalmente aqui.

noticia por : UOL

Medidas provisórias destinam R$ 525 milhões para o Rio Grande do Sul

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Foi sancionada pelo presidente Lula a Lei 15079/24, que cria um adicional da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para empresas multinacionais instaladas no Brasil.

O objetivo da norma, que teve origem no Projeto de Lei (PL) 3817/24, é garantir uma tributação mínima efetiva de 15% dentro do acordo global para evitar erosão tributária (Regras GloBE).

O adicional incidirá sobre o lucro de empresas no Brasil integrantes de grupos multinacionais cuja receita anual consolidada seja superior a 750 milhões de euros (cerca de R$ 4,78 bilhões) durante pelo menos dois dos quatro anos fiscais consecutivos anteriores à apuração.

O texto sancionado foi apresentado pelo líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), e repetiu o conteúdo da Medida Provisória (MP) 1262/24, que segue em vigor até março de 2025 e não foi apreciada pelo Congresso.

O governo calcula que a norma gere um aumento de receita tributária de R$ 3,44 bilhões em 2026, de R$ 7,28 bilhões em 2027 e de R$ 7,69 bilhões em 2028.

O Ministério da Fazenda estima que aproximadamente 290 multinacionais atuantes no Brasil serão afetadas por essa nova regra. Dessas, cerca de 20 são multinacionais brasileiras.

Ainda de acordo com o governo, essa nova fonte de receita tributária foi formatada pelos países participantes para enfrentar os desafios decorrentes da digitalização da economia. Atualmente, 37 países já instituíram sua cobrança e, por esse modelo, se um dos países não tributar com a alíquota efetiva, essa subtributação poderá provocar o pagamento complementar em outro país que já tenha implantado as regras, implicando uma espécie de “exportação de arrecadação”.

A cobrança começará a partir do ano fiscal de 2025 e o pagamento deverá ocorrer até o último dia do sétimo mês após o fim do ano fiscal. Como o ano fiscal não coincide necessariamente com o ano civil para todas as empresas e grupos multinacionais, a data é variável.

Reportagem – AC
Com informações da Agência Senado

FONTE : MatoGrossoNews

Conflitos políticos em Moçambique colocam a vida de missionários em risco, diz Sepal

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Desde que as eleições presidenciais terminaram em outubro passado, Moçambique enfrenta uma grave crise política que levou o país à violência, colocando em risco a vida dos cidadãos e também de missionários evangélicos que estão na região.

Diante disso, a Sepal (Servindo Pastores e Líderes) fez um comunicado pedindo orações por Moçambique, dizendo que “o país há décadas vive uma instabilidade política e agora existem rumores de um levante da população.”

O levante popular está sendo liderado pelo opositor Venâncio Mondlane, que disputou a eleição contra o atual presidente do país, Daniel Chapo, que está sendo acusado de fraudar as eleições.

Venâncio Mondlane, que também é pastor evangélico, tem o respaldo de organismos internacionais, incluindo os Estados Unidos, que confirmaram a existência de irregularidades significativas nas eleições.

Desde então, em decorrência dos protestos contra o atual governo, mais de 250 pessoas morreram pelas forças de repressão, centenas ficaram feridas e  mais de 4 mil foram presas, segundo informações do UOL.

A Sepal, por sua vez, pede orações para que “Deus proteja os missionários e suas famílias durante esse período de instabilidade política”, e que “o Espírito Santo traga paz à população diante das tensões e protestos no país.”

Enquanto isso, Mondlane convocou novas manifestações para esta semana, dizendo que assumirá a presidência do país em janeiro, independentemente do destino do atual presidente de Moçambique.

O opositor também pediu que a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), que governa o país há décadas, seja considerada internacionalmente como um grupo terrorista.

“Queremos que a Frelimo seja considerada como uma força terrorista pela comunidade internacional. Chegou a hora de decretar isso. Haverá uma petição a partir desta segunda-feira para que o mundo assim a considere”, afirmou Mondlane durante uma entrevista para a CNN. Veja também:

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FONTE : Gospel Mais

VÍDEO – Mauro chama verba federal de “dinheirinho” e prefere abrir mão do que cumprir decreto de Lula

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DO REPÓRTERMT

Em entrevista à Jovem Pan News, na noite de sábado (28), o governador Mauro Mendes (União) afirmou que o Estado não irá se sujeitar a orientações restritivas em troca de “dinheirinho” do Governo Lula (PT). A fala do chefe do Executivo está ligada ao decreto federal, publicado nos últimos dias, que visa restringir a atuação da polícia no país.

O decreto federal prevê, entre outras restrições, que as forças de Segurança não podem usar armas de fogo em situações de pessoa em fuga que esteja desarmada ou contra veículo que desrespeite bloqueio policial. Mesmo não sendo obrigatória a adoção pelas polícias estaduais, o Governo Federal só passará recursos para os fundos de Segurança dos estados que seguirem essas normas.

“O dinheirinho da União é muito pouco diante daquilo que todos os estados brasileiros estão investindo. Os recursos para a Segurança Pública, Polícia Penal que nós bancamos com o dinheiro do Estado é muito, mas muito maior do que esse dinheirinho que eventualmente deixaria de vir. No meu estado eu já adianto: prefiro deixar de receber esse dinheirinho a ter que seguir uma regra que eu acredito que não vai ajudar na estratégia de melhorar o ambiente de segurança para o cidadão e para a sociedade”, pontuou o governador.

Veja o vídeo:

 

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FONTE : ReporterMT

Ex-pastor brasileiro está preso na França acusado de abuso sexual contra menores e estupro incestuoso

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A RFI Brasil ouviu vítimas e seus familiares, que temem que o acusado seja solto e continue a molestar outras crianças. Edi Maikel dos Santos Silva, de 37 anos, é natural de Belém e chegou a atuar como pastor em uma pequena cidade francesa. 51 Homens são condenados por abuso sexual na França
⚠️ Aviso: essa reportagem contém depoimentos fortes 
Há dois anos e meio, Edi Maikel dos Santos Silva está preso preventivamente na França, de acordo com decisão do Tribunal de Annecy, no sudeste do país. Pelo menos oito vítimas prestaram queixa à Justiça e relataram ter sido agredidas pelo acusado, ao longo dos últimos 20 anos.    
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Camilla Araújo de Souza é sobrinha do acusado. O que não impediu os abusos, que começaram quando ambos moravam na Guiana Francesa, em 2002. Hoje, aos 28 anos, ela lembra das primeiras agressões. 
“Tudo começou quando eu tinha seis anos, ele veio morar com a gente durante um tempo e foi a primeira vez que aconteceu”, diz.
“Minha mãe surpreendeu a gente, ele tentando esfregar o pênis dele no meu bumbum. E quando a minha mãe viu isso, eu achei que ela iria brigar com ele mas, na verdade, ela me bateu e brigou comigo”, relata.
“Ele é meu tio, irmão da minha mãe. Depois disso, os meus pais se separaram e a gente morou com a minha avó, depois com a minha tia. Quando a gente estava na minha avó, ele tentou fazer de novo. Mais uma vez tentando esfregar o pênis dele em mim”, conta. 
Ja morando na França, o assédio continuou. “Ele veio com um papo para cima de mim dizendo que uma mulher tem uma ‘capinha’ na vagina, que precisa tirar isso e se não for uma pessoa que tire, tem que ir no médico fazer uma cirurgia, que todas as mulheres passam por isso e que ele queria fazer isso comigo”, diz.
“E eu caí no papo, foi assim que começaram as penetrações do pênis dentro da vagina, quando eu tinha 12 ou 13 anos. E depois disso, eu voltei para casa e, sempre que não tinha alguém por perto, ele tentava algo. Me chantageava (dizendo) que ia se matar se eu não fizesse tal coisa”, continua.
“Ele me seguia, sabia os meus horários, uma vez me pegou de canto, com uma faca na mão, e disse que se eu não fugisse com ele para Lyon, iria se matar. E eu com medo acabei indo, porque a gente fica pensando: ele é tio, mais velho, tem que obedecer. Nisso, quando a gente estava em Lyon, eu fiquei um tempo sem menstruar e deu positivo”, lembra a jovem. 
A gravidez não se confirmou em um segundo exame, mas o trauma estava longe do fim. A RFI teve acesso a exames psicológicos feitos na vítima no âmbito do inquérito, que apontam “manifestações massivas de stress pós-traumático”, “sofrimento persistente”, “crises de ansiedade”, “medo” e “sentimento de culpa”. 
Hoje, mãe de um casal de filhos, Camila teme pelo futuro. “O meu maior medo é de acontecer a mesma coisa, principalmente com a minha filha”, diz. 
“O que mais me revolta é você falar que é cristão, que acredita em Deus, mas não assume o que fez, então não está arrependido”, lamenta. 
“Me revolta muito o fato de ele falar que nunca aconteceu nada, que ele nunca teve desejo por adolescentes, por crianças, sendo que ele deixou trauma em todas nós, em mim, nas minhas primas. O que mais me revolta é ele não assumir e ainda ter gente que ajuda”, desabafa.  
Foi outro tio de Camila que insistiu na denúncia. A RFI conversou com Fabrício Cordeiro Brasil, que imediatamente percebeu o comportamento suspeito do ex-cunhado, que na época chegou a fugir com a menina. 
“Eu falei que isso não é normal. Ele é uma pessoa de maior. Ela tem 13 anos, isso se chama pedofilia, incesto. E vocês não têm o direito de esconder isso. Nem a mãe e nem vocês as tias”, relembra.  
Porém, foi somente quando descobriu que as próprias filhas também haviam sido molestadas, que Fabrício pôde denunciar Edi Maikel. Assim como Camila, outras primas dela confessaram terem sido abusadas.
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‘Nunca pensei que ele seria capaz de fazer isso’
O brasileiro Edi Maikel dos Santos Silva está preso na França há dois anos e meio, acusado de abusos e agressões sexuais contra menores de idade
Arquivo Pessoal/Fabrício Cordeiro Brasil
Kissia era uma criança na época. “Eu era pequena, tinha cinco ou seis anos, morava na Guiana Francesa e, nessa época, o meu tio Edi Maikel morou com a gente em um estúdio e ele dormia na mesma cama que eu. Todas as noites, eu me acordava com a mão dele na minha calcinha”, revela. 
“Ele era um tio que eu amava muito, eu nunca pensei que ele seria capaz de fazer isso. E que não era só com a gente, mas eram muitas pessoas. Ainda mais que ele era pastor e trabalhava com crianças”, afirma.
“Nesse caso o que me chocou mais nem era ele, mas a minha mãe que não acreditou em mim e que fica até hoje defendendo ele”, acrescenta. 
Em novembro, Edi Maikel pediu liberdade condicional, mas a Justiça negou. Um alívio temporário para as vítimas, como Kissia, que aguarda apreensiva o julgamento definitivo. 
“Não ter essa certeza que ele vai ficar na prisão indefinidamente, tem essa insegurança que ele possa sair e que a justiça não acredite na gente. E tem também essa dor, esse sentimento de que a nossa própria mãe e a família do lado dos Santos Silva não acreditam na gente, isso machuca muito, até hoje”, lamenta a jovem.  
A irmã dela, Victoria Cordeiro, também conta ter sido abusada pelo tio. Foi em 2009, quando a família passava uma temporada no Brasil. Na época, a menina tinha quatro anos. Ela lembra de ter contado os fatos para a mãe, a irmã do agressor, que segundo ela nada fez a respeito. Somente aos 17 anos, a jovem tomou coragem para falar sobre o assunto.  
“Enquanto os outros dormiam, eu fui ao banheiro e Edi Maikel me seguiu. Eu pedi a ele para me ajudar, ele pediu que eu me virasse de costas e começou a me tocar de forma estranha nas partes íntimas. Foi desagradável, mas aos 4 anos, eu não sabia o que acontecia. Ele não parou, fazia coisas atrás de mim, apesar de eu chorar. Quando ele terminou, mandou eu me calar e me deu um pirulito para eu me conter.” 
Hoje, aos 20 anos, Victoria ainda sofre com essas memórias. “Até hoje, é um choque para mim. Esse homem que se faz passar por um pastor e que é um pedófilo. É insuportável, não tenho outra palavra”, completa. 
“Eu me sinto decepcionada, com raiva, traída, como todas as vítimas. Me sinto destruída, frustrada, desesperada, sobretudo. É uma mistura de todos esses sentimentos”, conclui a vítima. 
Enteada também denuncia agressão
A reportagem também entrevistou a ex-mulher de Edi Maikel. Mayra Angela Silveira Vieira já tinha uma filha, Marjorie, quando passou a viver com o acusado.
“A gente era casado havia onze anos. Quando a gente se conheceu, a Marjorie tinha quatro anos e, logo em seguida, já chamou ele de pai”, contextualiza.
“Era essa a relação de pai e filha. E quando ela tinha 15 anos, isso veio à tona. O comportamento dela estava bem diferente. Havia muito ciúme da parte dele, uma possessão. Nessa época eu me separei dele e percebi que, durante uns três meses, ela ficou muito feliz, radiante”, relata.   
Ao estranhar o comportamento da filha, Mayra resolveu investigar. “Alguma vez ele já te faltou respeito, ele te desrespeitou?”, perguntou a mãe.
“Aí, ela baixou a cabeça e começou a chorar. Não queria falar. Eu insisti e ela só chorou e disse que sim. Eu perguntei quando foi a primeira vez e ela disse que tinha 5 anos. Perguntei quando foi a última, ela disse: foi quarta-feira passada. Ou seja, ela vivia isso durante 10 anos”, calcula. 
“Eu pensei que eram só toques, carícias, mas a irmã dele falou: não foi só isso. Teve outras coisas mais sérias”, explica. 
Mayra conseguiu uma confissão do ex-marido, em um vídeo. A conversa foi gravada no âmbito de uma formação que ambos faziam para ser psicanalistas.
“Aí foi quando ele, no vídeo, confessou. Foi uma peça fundamental, a polícia recebeu este vídeo traduzido. Nesse mesmo dia, eu mandei ele sair de casa e falei: se você não sair por espontânea vontade, eu vou denunciar.”
A conclusão do exame psicológico feito pelo Tribunal de Annecy em Marjorie Vieira Palheta, hoje com 18 anos, não deixa dúvidas sobre os transtornos provocados no desenvolvimento da jovem. Ela afirma “ter medo de homens” e que o padrasto agia como se tivesse “dupla personalidade”.
Ela sofre de insônia, tem pesadelos e não suporta a vergonha pelo ocorrido. A mãe dela busca justiça. “Isso de certa forma me matou, porque depois disso eu nunca mais fui a mesma pessoa”, afirma Mayra. 
Interrogado pelo juiz, Edi Maikel diz não se lembrar dos fatos e ter sido vítima de amnésia após uma queda. Ele nega ter tido relações sexuais com as vítimas. O acusado também passou por exames psicológicos, em novembro passado. No laudo, ao qual a RFI teve acesso, ele revela ter sofrido agressões sexuais por três adolescentes, quando tinha entre seis e sete anos, e ter sido vítima de maus tratos da madrasta. Edi Maikel alega ainda ser vítima de um complô e de mentiras.
A RFI Brasil entrou em contato várias vezes com o advogado do acusado, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
O que prevê a Justiça francesa
O Palácio da Justiça em Lyon, na França
Robert Pratta/Reuters
A advogada de defesa das vítimas, Sylvie Correia, explica que os depoimentos delas serão fundamentais para uma possível condenação. “Não temos nada provado. Em casos de estupro e agressões sexuais, em 99% dos casos, é a palavra de um contra a palavra de outro, porque não tem ninguém presente no momento dos fatos”, diz.
“O que vale neste caso, é que tem muitas pessoas que não se conhecem e que se queixam da mesma coisa. Ou seja, é o número de vítimas que vai fazer com que realmente o juiz preste atenção”, acrescenta. 
Caso seja condenado, Edi Maikel pode pegar até 20 anos de prisão, já que a legislação do país prevê penas mais duras quando há agressão de membros da própria família. 
“Isso na França é uma circunstância agravante, pois se considera que o padrasto, o pai, o tio tem autoridade sobre a vítima e, então, é mais grave perante a justiça”, explica a advogada Sylvie Correia.
“Ele tem aquele jeito de dizer que é bom, falar muito de Jesus, falar de Deus e as pessoas acreditam nele. Ele é muito bom falador. Foi assim que conseguiu enganar a todos”, conclui. 
Edi Maikel dos Santos Silva continuará em prisão provisória até o mês de maio, quando poderá recorrer novamente. Para a Justiça francesa, essa é a única forma de evitar que ele possa pressionar as vítimas, prejudicar a investigação ou mesmo fugir para o Brasil. 
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Fonte: G1

Irã confirma prisão da jornalista italiana Cecilia Sala

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DUBAI (Reuters) – O Irã confirmou a prisão da jornalista italiana Cecilia Sala por “violar as leis da República Islâmica”, informou a agência oficial de notícias iraniana IRNA nesta segunda-feira.

Sala, de 29 anos, que trabalha para o jornal Il Foglio e a empresa de podcasts Chora Media, foi detida em Teerã em 19 de dezembro, segundo o ministério das Relações Exteriores italiano.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, recusou-se a dizer no sábado se o caso poderia estar ligado à prisão de um iraniano na Itália neste mês a pedido dos Estados Unidos.

noticia por : UOL

Praça de Alimentação e Parque de Diversões têm atendimento estendido até 5 de janeiro

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A Prefeitura de Lucas do Rio Verde, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, anunciou a extensão do funcionamento da Praça de Alimentação e do Parque de Diversões até o dia 5 de janeiro de 2025. Localizados na rotatória do Paço Municipal, os espaços estarão abertos diariamente até às 23h.

A ação, realizada com o apoio da cooperativa Sicredi Ouro Verde e da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (SECEL), busca ampliar as opções de lazer e convivência para moradores e visitantes da cidade.

A secretária de Cultura e Turismo, Luciana Bauer, reforçou o impacto positivo da iniciativa. “O local tem sido um ponto de encontro para as famílias e um espaço de celebração. Decidimos estender o atendimento de ambos os locais para oferecer ainda mais oportunidades de lazer e integração para a comunidade e visitantes”, afirmou.

Até o dia 31 de dezembro, das 19h às 22h, o ônibus temático de Natal seguirá realizando passeios gratuitos pela cidade. O itinerário começa na rotatória do Paço Municipal, passando pelas principais avenidas Brasil e Mato Grosso, promovendo um tour iluminado e cheio de magia.

O projeto fortalece o clima natalino na cidade, oferecendo atrações para toda a família e consolidando Lucas do Rio Verde como um destino festivo e acolhedor neste final de ano.

Fonte: Prefeitura de Lucas do Rio Verde – MT

FONTE : MatoGrossoNews

“As pessoas perderam o foco”, diz pastor ao criticar consumismo durante o Natal

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Apesar de ser uma celebração ao nascimento de Jesus Cristo, o Natal nem sempre é comemorado pelos motivos certos, e boa parte disso tem a ver com o que o pastor Joel Engel classifica como um desvio de foco devido ao consumismo.

O líder religioso citou como exemplo a tradição de comprar e dar presentes, uma prática inspirada nos presentes recebidos por Jesus. Para Joel, no entanto, esse costume é um erro.

“Nessa data, eu não aceito presente de ninguém, porque eu não sou o aniversariante. Eu não vou sonegar a honra que é Dele”, disse o pastor durante uma pregação sobre o 25 de dezembro.

Para o líder religioso, costumes alheios ao verdadeiro sentido do Natal servem apenas para desviar a atenção das pessoas sobre Jesus, e isso envolve não apenas o consumismo, mas também a alteração dos símbolos natalinos.

Neste caso, figuras do Papai Noel, árvores e outros acessórios seriam parte desse conjunto de elementos desviantes. “Não estamos praticando uma festa de Natal com pinheiros e o Papai Noel”, disse ele.

“Isso tudo desvirtuou completamente o sentido do Natal. A multidão nas ruas indo atrás de um presente não tem nada a ver com o que está escrito na Bíblia”, reforça o pastor, lembrando que “Jesus escolheu entrar no mundo da forma mais simples”, devendo isso ser um exemplo para os cristãos.

A principal mensagem de Natal que deve ser anunciada pelos cristãos, segundo Joel Engel, é o propósito do nascimento de Jesus, que é a salvação da humanidade mediante o arrependimento.

“Quando Deus enviou Seu filho como um presente, Ele estava falando a linguagem humana. Quando Jesus deu Sua vida, Ele queria resgatar você. Qualquer pecador que se aproxime de Jesus recebe perdão e a graça flui a partir do sacrifício Dele. Tudo isso começou naquela noite”, disse o pastor. Assista:

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FONTE : Gospel Mais

Moretti faz paródia com falta de água e crise na saúde; veja vídeo

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DO REPÓRTERMT

Eleita e diplomada para assumir a prefeitura de Várzea Grande a partir de janeiro de 2025, a advogada Flávia Moretti (PL) resolveu embarcar na onda do novo sucesso da música sertaneja: “Descer pra BC”, da dupla Brenno & Matheus.

Em um vídeo publicado nas redes sociais nesse domingo (29), Moretti traz uma paródia sobre a situação caótica da água e da saúde no município.

A letra fala que Moretti vai trazer a mudança e o resultado que a cidade merece e que a população precisa.

“Sem água e sem saúde o povo tava lascado, a Flávia agora vem para dar o resultado. VG vai sair do atraso geral, agora é mudança, um futuro legal. Nois vai descer, vai descer, descer lá pra VG no comecinho do ano, ver a Flávia assumindo para mudar VG”, diz trecho da música.

Confira:

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FONTE : ReporterMT