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Brasil x Argentina: veja as diferenças entre as economias em 8 gráficos

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Ministro da Fazenda diz que Brasil está melhor que a Argentina e chama Milei de ‘palhaço’
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que a economia brasileira está em situação melhor do que a da Argentina e classificou o presidente do país vizinho, Javier Milei, de “palhaço”.
A declaração ocorreu após Milei viajar ao Brasil para participar, no sábado (25), do lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. No evento, o argentino fez críticas ao presidente Lula (PT) e chamou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “lixo careca”.
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A comparação entre as economias dos dois países passou a alimentar o debate entre esquerda e direita, que buscam nos indicadores econômicos argumentos para defender quais governos ou linhas políticas apresentam melhores resultados.
Para especialistas ouvidos pelo g1, porém, colocar Brasil e Argentina lado a lado exige cautela: as duas economias têm diferenças importantes de tamanho, estrutura produtiva e trajetória de inflação e estabilidade econômica.
“A situação das duas economias hoje não é estritamente comparável, porque a Argentina vive um cenário similar ao que o Brasil enfrentava em meados da década de 1990”, afirma Fabio Giambiagi, pesquisador associado do FGV Ibre, em referência ao processo de combate à inflação.
Ainda assim, alguns indicadores ajudam a entender a dinâmica de cada país. Inflação, desemprego, pobreza, dívida pública, reservas internacionais e Produto Interno Bruto (PIB) revelam os principais contrastes entre as duas economias.
Entenda abaixo, em 8 gráficos, as diferenças.
1. Inflação
Inflação Brasil e Argentina
Arte/g1
Uma das principais diferenças entre os países hoje está na inflação. Enquanto o Brasil controlou a alta dos preços com o Plano Real, na década de 1990, a Argentina ainda enfrenta inflação elevada, apesar da forte desaceleração registrada nos últimos meses.
🔎 O índice de preços argentino encerrou 2025 com alta de 31,5%, o menor patamar desde 2017. Ainda assim, ficou muito acima da inflação brasileira, que fechou o ano em 4,26%.
Ao afirmar que a economia brasileira está em situação melhor, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, citou a inflação como um dos indicadores que sustentam essa avaliação.
O economista-chefe da consultoria Análise Econômica, André Galhardo, explica que a inflação elevada na Argentina tem diversas causas, mas destaca a forte oscilação do peso argentino em relação ao dólar como um dos principais fatores.
“A Argentina tem uma moeda muito desvalorizada e é bastante exposta aos choques da economia internacional por depender das exportações. Com isso, a desvalorização recorrente do peso acaba pressionando a inflação”, diz.
Segundo ele, o Brasil também está suscetível a esses movimentos, mas a inflação se mantém controlada e está “em níveis baixos para os padrões brasileiros”.
Na Argentina, a inflação atingiu o pico em abril de 2024, quando o índice de preços acumulado em 12 meses chegou a 289,4%. O resultado ocorreu em meio ao ajuste do governo Milei, que incluiu a retirada de subsídios para reduzir o desequilíbrio das contas públicas.
2. Desemprego
Desemprego Brasil e Argentina
Arte/g1
A trajetória do desemprego seguiu movimentos semelhantes nos dois países, mas com taxas mais altas no Brasil nos últimos anos, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI).
🔎 O gráfico acima utiliza dados do FMI para manter a mesma metodologia na comparação entre os países. Por isso, os números podem diferir dos divulgados pelo IBGE e pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), da Argentina.
Por lá, a desocupação vinha em queda até 2023. Após o chamado Plano Motosserra, de Milei — que incluiu cortes de gastos públicos e medidas de ajuste —, a economia retraiu. Nesse cenário, o mercado de trabalho perdeu força e o desemprego passou a subir.
Para o FMI, a economia argentina avançou no processo de estabilização, mas a geração de empregos se tornou um dos principais desafios. A avaliação foi feita pela diretora-gerente da instituição, Kristalina Georgieva, durante visita ao país nesta segunda-feira (27).
“O desemprego na Argentina não é alto na comparação internacional, mas muitas pessoas trabalham na economia informal”, afirmou.
“As pequenas e médias empresas geram a maioria dos empregos. Devemos facilitar o acesso delas ao financiamento para que possam crescer e contratar mais trabalhadores”, acrescentou a chefe do FMI.
No Brasil, o mercado de trabalho passou por uma recuperação após a crise econômica de 2015 e 2016 e a pandemia de Covid-19. Em 2025, o país registrou a menor taxa média de desemprego da série histórica.
Ainda assim, a informalidade também continua como um dos principais desafios. “É um problema comum à maioria dos países em desenvolvimento”, afirma André Galhardo, da Análise Econômica.
3. Pobreza
População abaixo da linha da pobreza: Brasil e Argentina
Arte/g1
Um índice de pobreza calculado pelo Banco Mundial aponta que 26,2% da população brasileira vivia abaixo da linha de pobreza social em 2024, contra 24,1% na Argentina.
🔎 O indicador ajusta o limite de pobreza ao nível de renda de cada país e, por isso, não corresponde às taxas oficiais divulgadas pelos governos. Nos dados oficiais dos dois países, a parcela da população brasileira abaixo da linha de pobreza é menor do que a da Argentina.
Os dados mais recentes divulgados pelo IBGE apontam que o Brasil atingiu, em 2024, os menores níveis de pobreza e extrema pobreza da série histórica.
A proporção de pessoas em situação de pobreza caiu de 27,3%, em 2023, para 23,1%, em 2024 — uma redução de 8,6 milhões de brasileiros nessa condição.
🔎 Para calcular o indicador, o IBGE considera como pobres os domicílios com renda inferior a US$ 6,94 por pessoa ao mês.
Na Argentina, a pobreza aumentou inicialmente após o impacto econômico do Plano Motosserra, mas recuou posteriormente com a melhora de alguns indicadores econômicos.
Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), a taxa caiu no segundo semestre de 2025 para 28,2% da população, e atinge o equivalente a cerca de 8,5 milhões de pessoas.
4. PIB em paridade de poder de compra
PIB Brasil e Argentina em paridade de poder de compra
Arte/g1
A economia brasileira é cerca de três vezes maior que a argentina quando considerado o PIB em paridade de poder de compra (PPP, na sigla em inglês), indicador que leva em conta as diferenças de preços entre os países.
Uma das explicações está no tamanho da economia brasileira: o Brasil tem uma população muito maior, um mercado consumidor mais amplo e uma estrutura produtiva mais diversificada, com destaque para serviços, indústria, agronegócio e energia.
Outro fator é a trajetória econômica da Argentina, marcada por décadas de inflação elevada e instabilidade, que reduziram o peso da economia do país em algumas comparações internacionais.
Galhardo, da Análise Econômica, lembra que o país já enfrentava desequilíbrios macroeconômicos antes da pandemia. “A alta dívida externa e a dependência do dólar tornam a Argentina mais vulnerável a crises e dificultam a recuperação da economia”, diz.
5. Evolução do PIB brasileiro
Evolução do PIB brasileiro ano a ano, até 2025
Arte/g1
O PIB do Brasil fechou 2025 com alta de 2,3%, puxado pela agropecuária, no quinto ano consecutivo de crescimento. O resultado, porém, mostrou desaceleração em relação aos anos anteriores.
Na avaliação de economistas, um dos desafios para o crescimento sustentável é o equilíbrio das contas públicas. A expectativa é que uma melhora no cenário fiscal possa abrir espaço para a redução dos juros e favorecer a atividade econômica.
Para 2026, economistas do mercado financeiro projetam nova desaceleração, com crescimento de 1,99%.
6. Evolução do PIB argentino
PIB da Argentina
Arte/g1
O PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025, segundo o Indec. O resultado representou uma recuperação em relação a 2024, quando a economia retraiu 1,3%, conforme valores revisados.
Foi o primeiro avanço do PIB sob a gestão de Milei, que assumiu o cargo em dezembro de 2023. Foi também a primeira alta desde 2022, ano em que o país cresceu 6%, durante o governo de Alberto Fernández.
Para especialistas ouvidos pelo g1, embora o resultado do PIB tenha sido positivo, ele ainda apresenta desafios estruturais, com crescimento concentrado em setores específicos e consumo interno ainda fraco — ou seja, os argentinos seguem consumindo pouco. (leia mais)
7. Dívida em relação ao PIB
Brasil e Argentina: dívida em relação ao PIB
Arte/g1
A dívida pública é elevada nos dois países, mas os desafios em relação às contas aparecem em contextos diferentes. Na Argentina, o endividamento se soma a um histórico de crises fiscais, dificuldades de financiamento e vulnerabilidade externa.
No Brasil, a principal pressão vem do aumento das despesas públicas e da trajetória de crescimento da dívida, embora o país tenha maior acesso ao mercado e mais reservas para enfrentar choques. (leia mais abaixo)
Federico Servideo, diretor-presidente da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira de São Paulo, ressalta que, sob Milei, a Argentina adotou um forte ajuste nas contas públicas, com cortes de gastos e geração de superávit primário (receitas maiores que as despesas) no curto prazo.
“Já o Brasil enfrenta um cenário de maior pressão fiscal, com aumento das despesas e crescimento da dívida pública”, destaca.
Dados compilados pelo FMI mostram que a dívida bruta do governo brasileiro chegou a 93,3% do PIB, enquanto a da Argentina ficou em 80,3%. O indicador mede o total de obrigações do governo em relação ao tamanho da economia.
Para estabilizar ou reduzir a dívida, um país precisa gerar resultado fiscal positivo — ou seja, arrecadar mais do que gasta antes do pagamento dos juros da dívida.
Após o ajuste promovido por Milei, a Argentina voltou a registrar superávits fiscais. No Brasil, o governo tem registrado déficits primários nos últimos anos, com despesas superiores às receitas.
8. Reservas Internacionais
Reservas internacionais de Brasil e Argentina
Arte/g1
Com US$ 360,9 bilhões, o Brasil possui um volume de reservas internacionais muito superior ao da Argentina, que tem US$ 49 bilhões. Esse colchão de dólares ajuda o país a enfrentar momentos de turbulência nos mercados e reduz a exposição a choques externos.
A diferença também aparece no risco de crédito. Pelo CDS de 5 anos (Credit Default Swap), um dos indicadores usados pelo mercado para medir a percepção de risco de um país, a Argentina aparece em um patamar muito superior ao Brasil: 1.030,95 pontos, contra 124,40 pontos.
🔎 O CDS funciona como uma espécie de seguro contra um eventual calote da dívida. Quanto maior o indicador, maior a desconfiança dos investidores e, em geral, maior o custo para o país captar recursos no mercado.
“O Brasil tem como vantagem uma maior disponibilidade de reservas em dólares, uma dívida emitida majoritariamente em moeda local e desemprego controlado. Por outro lado, enfrenta desafios fiscais, com a trajetória de aumento da dívida pública”, analisa Servideo, da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira.
Conforme mostrou o g1, o acúmulo de reservas internacionais ainda é um dos desafios de Milei. Desde janeiro de 2025, porém, o Banco Central da Argentina (BCRA) aumentou em US$ 20,7 bilhões seu estoque.
Lula e Milei durante encontro do Mercosul
Luis ROBAYO / AFP



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Como lidar com a solidão segundo a Bíblia: esperança e comunhão

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A solidão é um desafio que muitos enfrentam em diversas fases da vida. Segundo a Bíblia, é possível encontrar esperança e refúgio em Deus, além de valorizar a comunhão cristã como um suporte essencial.

Entendendo a solidão à luz da Bíblia

A solidão pode ser uma experiência dolorosa e isolante, mas a Bíblia nos ensina que não estamos sozinhos. Em Salmo 23, lemos que mesmo quando passamos pelo vale da sombra da morte, Deus está conosco. Essa certeza é fundamental para aqueles que se sentem desamparados.

Além disso, a solidão pode ser vista como uma oportunidade de crescimento espiritual. Jesus, em momentos de solidão, buscava a presença do Pai em oração. Isso nos lembra que, mesmo em nossos momentos mais difíceis, podemos nos voltar a Deus e encontrar conforto.

O que a Bíblia diz sobre a solidão

Vários personagens bíblicos enfrentaram a solidão. Por exemplo, Elias se sentiu sozinho em sua luta contra a idolatria em Israel. Em 1 Reis 19:10, ele clama a Deus, sentindo-se o único remanescente. Deus, no entanto, responde a Elias, mostrando que havia outros fiéis. Essa passagem nos ensina que, mesmo quando nos sentimos sozinhos, Deus sempre tem um plano e uma comunidade ao nosso redor.

A importância da comunhão cristã

Além de buscar a Deus, a comunhão com outros cristãos é vital. A igreja é descrita no Novo Testamento como o corpo de Cristo, onde cada membro tem um papel importante. Em 1 Coríntios 12:12, Paulo nos lembra que, assim como o corpo é um, mesmo sendo muitos membros, todos formam um só corpo em Cristo. Essa união é um antídoto poderoso contra a solidão.

Participar de grupos de oração, estudos bíblicos e cultos é uma forma de fortalecer essa comunhão. A interação com outros cristãos nos ajuda a compartilhar nossas lutas e alegrias, criando laços que nos sustentam em tempos difíceis.

Reações e reflexões sobre a solidão

Em tempos de solidão, muitos cristãos relatam experiências transformadoras ao se voltarem para a Palavra de Deus. A leitura e a meditação nas Escrituras podem trazer paz e renovação de esperança. Além disso, a oração é uma ferramenta poderosa que nos conecta a Deus e nos ajuda a lidar com o sentimento de isolamento.

Os líderes e pastores frequentemente encorajam os fiéis a não se afastarem da comunidade, mesmo quando a solidão parece insuportável. A mensagem é clara: buscar a comunhão é essencial para a saúde espiritual e emocional.

  1. A solidão pode ser uma oportunidade de crescimento espiritual.
  2. A comunhão cristã é fundamental para enfrentar a solidão.
  3. Deus está sempre presente, mesmo nos momentos de solidão.

O que esperar em tempos de solidão

Se você está enfrentando a solidão, lembre-se de que há esperança. Deus promete estar conosco em todos os momentos. A comunhão com outros cristãos pode trazer conforto e apoio. Ao buscar a Deus em oração e na leitura da Bíblia, você encontrará força e encorajamento.

Não hesite em se abrir para amigos e irmãos na fé. Compartilhar suas lutas pode ser o primeiro passo para superar a solidão. A igreja está aqui para apoiar você, e juntos, podemos caminhar em direção à luz e à esperança que Deus nos oferece.



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Galípolo recebe presidente do BRB em meio a demora em resgate

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Em meio ao processo de reestruturação da instituição financeira após a crise com o Banco Master, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, recebeu nesta segunda-feira (27) o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza. O encontro ocorreu a portas fechadas, entre as 15h30 e as 16h30.

A reunião também teve a participação do diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, e da diretora de Controle e Riscos do BRB, Ana Paula Teixeira de Sousa.

Segundo a agenda oficial de Galípolo, a reunião tratou de “assuntos institucionais”. O BRB não emitiu nenhum comunicado após o encontro.

Reunião reservada

A presença da diretora responsável pela área de Controle e Riscos do BRB ocorreu em um momento em que o banco aguarda a conclusão das etapas necessárias para viabilizar um pacote de socorro financeiro de R$ 6,6 bilhões.

A área comandada por Ana Paula Teixeira de Sousa é responsável por monitorar riscos operacionais, fiscalizar falhas e fraudes e acompanhar situações que possam comprometer a atuação do sistema financeiro.

Resgate pendente

No fim de junho, o Governo do Distrito Federal (GDF), controlador do BRB, firmou um acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar um resgate de R$ 6,6 bilhões destinado a cobrir parte das perdas atribuídas às operações realizadas com o Banco Master.

Além desse montante, o GDF deverá aportar R$ 2,2 bilhões em recursos próprios, após promover ajustes nas contas públicas e reduzir investimentos.

Apesar da homologação do acordo, a operação ainda depende da assinatura dos contratos com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), da formalização das contragarantias à União e da conclusão das auditorias financeiras do banco.

Complicações

As negociações para a liberação do empréstimo enfrentam complicações. Os bancos privados envolvidos na operação querem que a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil concedam garantias para a operação, o que levaria os bancos federais a assumirem o risco de uma eventual inadimplência do BRB.

Além da demora no empréstimo, o BRB tem problemas para melhorar a liquidez, capacidade de vender ativos rapidamente pelo preço de valor. No último dia 17, o banco cancelou o acordo de R$ 15 bilhões com a gestora Quadra Capital. 

O negócio previa a transferência de ativos ligados ao Banco Master, o pagamento parcial à vista e a criação de um fundo de investimento. Embora não ajude a ampliar o capital para a instituição, a operação faria o BRB trocar ativos com pouca liquidez do Master (como imóveis) por ativos líquidos. Isso porque o banco receberia parte dos R$ 15 bilhões à vista.

Balanço aguardado

Outro fator que mantém o processo em compasso de espera é a ausência da divulgação das demonstrações financeiras do BRB referentes ao exercício de 2025.

A apresentação do balanço foi estabelecida como uma das exigências para a efetivação do pacote de socorro, juntamente com a conclusão das auditorias independentes.

Enquanto o balanço não é divulgado, o BRB enfrenta sanções do Banco Central, como multas.

Agenda institucional

Esta não foi a primeira reunião entre integrantes do governo do Distrito Federal e a direção do Banco Central. No último dia 14, a governadora do DF, Celina Leão, participou de um encontro com Gabriel Galípolo e Nelson Antônio de Souza.

Na ocasião, a governadora classificou a reunião como “técnica” e não comentou o conteúdo das discussões.

Ministro da Fazenda

Também nesta segunda-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, que o patrimônio do BRB foi comprometido por operações envolvendo ativos do Banco Master.

Segundo o ministro, a instituição teria adquirido carteiras de baixa qualidade que resultaram em perdas bilionárias. Ao comentar o caso, Durigan afirmou que o banco “basicamente passou R$ 12 bilhões para o Master e recebeu guardanapo, papel que não valia nada”, em referência ao valor dos ativos recebidos na operação.



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Move Motoapp: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para entregadores e mototaxistas

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Motos flex e elétricas entram no programa Move Brasil
arte/g1
A partir desta semana, os entregadores e mototaxistas que fizeram o cadastro e atendem aos requisitos do programa Move Brasil Entregadores e Motoapp podem procurar instituições financeiras e solicitar um financiamento para a compra de motocicletas e bicicletas, elétricas ou não.
A linha de crédito, operada pela Caixa Econômica Federal, tem juros subsidiados pelo governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
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A previsão do governo é de financiar 100 mil motos, motonetas ou ciclomotores.
O programa promete juros menores para a aquisição de motos, ciclomotores ou bicicletas que atendam aos seguintes critérios:
Motor de até 160 cilindradas ou até 7.500 watts no caso de modelos elétricos;
Bicicletas elétricas de até 1.000 watts;
Ser do tipo flex (modelos apenas a gasolina ou híbridos não são aceitos);
Ser zero km, já que o programa não inclui veículos usados;
A moto deve ser fabricada no Brasil ou ter projeto de produção nacional em andamento.
Agora no g1
Apesar das condições facilitadas, os candidatos precisam passar por uma etapa crucial: o crivo dos bancos.
Como o financiamento depende da análise individual de risco de cada banco parceiro, o trabalhador autônomo precisa se preparar estrategicamente para não ter o crédito negado.
Para entender como entregadores e mototaxistas podem aumentar as chances de aprovação, o g1 consultou especialistas em planejamento financeiro.
1. Mostre que você tem capacidade de pagamento
O primeiro passo fundamental para conquistar a confiança das instituições parceiras é provar que você consegue arcar com o compromisso assumido.
Segundo Henrique Soares, planejador financeiro pela Planejar, a melhor forma é manter as contas em dia, evitar atrasos recorrentes e reduzir o nível geral de endividamento. E manter organizada a documentação de comprovação de renda é essencial.
“Ajuda a dar uma entrada maior para o veículo, porque isso reduz o valor financiado e, consequentemente, o risco para a instituição financeira”, detalha o planejador.
Antes de solicitar formalmente o crédito, vale revisar eventuais pendências cadastrais e verificar a real situação do seu CPF nos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa.
2. Cuide do seu score de crédito
O score, segundo o especialista, funciona como um dos principais termômetros utilizados pelas instituições para mensurar o risco de inadimplência de cada consumidor.
Ele não deve ser encarado como o único critério da avaliação, mas tem um papel central ao ajudar o banco a entender todo o histórico financeiro daquele cliente.
🔎 De forma geral, quanto melhor for o seu histórico de pagamentos e menor for a incidência de atrasos, maiores tendem a ser as chances de aprovação da proposta e melhores podem ser as condições de taxas oferecidas.
3. Fique atento ao comprometimento da renda
O comprometimento da renda é um dos fatores mais analisados no processo de concessão de crédito, explica Soares.
O banco precisa avaliar detalhadamente se a parcela cabe no orçamento sem comprometer excessivamente a capacidade de subsistência e pagamento do cliente.
Por isso, o especialista reforça que, mais importante do que saber qual o teto do valor máximo que pode ser financiado, é entender perfeitamente qual parcela pode ser paga de forma sustentável no longo prazo.
4. Organize os comprovantes (mesmo sem contracheque)
Por se tratar de um trabalho autônomo, não existe um contracheque ou holerite tradicional, mas isso não deve ser um impedimento para buscar o benefício do Move Brasil.
Os bancos já adotam como critério a análise da movimentação financeira de profissionais independentes. Para facilitar e agilizar a análise de crédito, reúna a seguinte documentação:
Declaração do Imposto de Renda;
Extratos bancários recentes;
Histórico completo de movimentação da conta corrente;
Comprovantes e relatórios consolidados de recebimentos emitidos pelas plataformas de aplicativo.
Quanto mais organizada estiver essa documentação, mais fácil tende a ser a análise realizada pela mesa de crédito.
5. Use o relacionamento com o seu banco a seu favor
Se você já movimenta dinheiro ou possui conta em uma instituição financeira específica, começar a busca por ela pode facilitar bastante a aprovação.
Ter um relacionamento prévio ajuda porque a instituição já detém um histórico consolidado dos seus hábitos financeiros, diz o especialista.
“Quando o banco consegue visualizar entrada de renda, comportamento de pagamento e relacionamento ao longo do tempo, a análise tende a ser mais completa”, explica.
🔎 Isso não é garantia automática de aprovação, mas contribui diretamente para uma avaliação mais precisa e justa do perfil de crédito do entregador ou mototaxista.
6. Evite os erros mais comuns
Muitas das negativas de crédito acontecem por falhas recorrentes que poderiam ser sanadas na fase de planejamento.
Os principais motivos de reprovação identificados pelo mercado incluem:
Renda declarada incompatível com o valor solicitado para o veículo;
Excesso de endividamento e outras linhas de crédito simultâneas;
Histórico recente de contas atrasadas ou restrições cadastrais ativas;
Falta de documentação adequada e comprovações inconsistentes.
Outro deslize muito frequente apontado pelo planejador é escolher modelos de veículos com parcelas muito próximas do limite máximo do próprio orçamento mensal.
“O ideal é buscar um financiamento que caiba com folga no orçamento, considerando não apenas a parcela, mas também custos como combustível, seguro, manutenção e até períodos de menor faturamento”, ressalta Soares.
7. Faça uma preparação para o ‘sim’
Para quem pretende solicitar o financiamento do Move Brasil, a preparação ideal deve começar bem antes do envio do pedido formal.
A recomendação prática do planejador financeiro é organizar rigorosamente os documentos, reduzir ao máximo as dívidas existentes, regularizar pendências no CPF e focar na construção de uma reserva financeira.
Isso servirá tanto para aumentar o valor de entrada do veículo quanto para proteger o entregador contra imprevistos de manutenção.
“Também é importante acompanhar a própria renda ao longo dos meses para entender qual parcela realmente cabe no orçamento”, aconselha.
Segundo Soares, o financiamento facilitado é uma ferramenta importante para a aquisição de um veículo de trabalho, mas a aprovação do crédito é apenas o passo inicial.
“O mais importante é garantir que essa dívida seja sustentável ao longo do tempo”, diz.
Juros menores
“A taxa do programa, entre 11,5% e 12,5% ao ano, é menos da metade da taxa média de mercado para aquisição de veículos para pessoa física”, explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar.
A estratégia de poupança continua sendo o melhor caminho para quem quer economizar de verdade.
Mesmo com taxa subsidiada, dar a maior entrada possível continua sendo a regra. “O juro, ainda que menor, é composto e incide sobre todo o saldo devedor”, explica.
🔎 A lógica financeira, segundo Castro, é simples e implacável: reduzir o principal sempre reduz o custo total da operação.
Faça as suas contas
O consumidor tem direito a ter todas as informações claras no momento de adquirir um financiamento.
O g1 já mostrou quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um veículo.
O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócio”, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados.
🔎 O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação.
Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação.



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Netanyahu apoia Flávio Bolsonaro em vídeo divulgado

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, em um vídeo que tem circulado nas redes sociais. A declaração, que ocorre em um momento eleitoral importante, destaca a relação entre os dois políticos e suas visões alinhadas.

Contexto da declaração

Benjamin Netanyahu, conhecido por sua forte postura em relação a temas de segurança e política externa, é uma figura proeminente na política israelense. Sua declaração de apoio a Flávio Bolsonaro reflete não apenas uma amizade pessoal, mas também um alinhamento ideológico que pode influenciar as relações Brasil-Israel no futuro.

O que aconteceu

No vídeo, Netanyahu expressa sua confiança em Flávio Bolsonaro, ressaltando a importância de uma liderança forte e comprometida. “Acredito que Flávio é a pessoa certa para liderar o Brasil em direção a um futuro de prosperidade e segurança”, disse ele. Essa declaração pode ser vista como um endosse significativo, considerando a influência de Netanyahu na política internacional.

Reações ao apoio

A reação ao vídeo foi mista. Enquanto apoiadores de Bolsonaro celebram o apoio de uma figura tão influente, críticos levantam questões sobre a relação entre os dois e o impacto que isso pode ter nas políticas internas e externas do Brasil. A comunidade evangélica, que tem uma forte presença no eleitorado de Bolsonaro, vê o apoio de Netanyahu como um sinal positivo, reforçando a ideia de uma aliança entre nações que compartilham valores semelhantes.

O que esperar

Com a proximidade das eleições, é provável que o apoio de Netanyahu traga novas discussões sobre a política externa do Brasil, especialmente em relação ao Oriente Médio. Os eleitores devem estar atentos às propostas de Flávio Bolsonaro, que podem incluir uma continuidade ou mudança nas relações diplomáticas com Israel.



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Moraes pede explicações após falhas na tornozeleira de Débora do Batom

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (27) que a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo esclareça as falhas apresentadas na tornozeleira eletrônica da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom.

A medida foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir que seja esclarecido se a perda de sinal decorre de falhas operacionais ou violação do equipamento. O prazo para manifestação é de cinco dias.

Débora foi condenada a 14 anos de prisão por participar dos atos golpistas de 2023 e pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua A Justiça, em frente ao edifício-sede do Supremo, com um batom. 

Desde março do ano passado, Débora cumpre prisão domiciliar em Paulínia, São Paulo, onde mora. Ela é monitorada por tornozeleira eletrônica, não pode usar redes sociais e ter contato com outros investigados. No caso de descumprimento das normas, ela pode voltar para o presídio. 



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Mega-Sena pode pagar R$ 78 milhões nesta terça-feira; g1 transmite ao vivo

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Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.030 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 78 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta terça-feira (28), em São Paulo.
No concurso do último domingo (27), nenhuma aposta acertou os seis números e o prêmio acumulou. Veja os números sorteados: 05 – 12 – 21 -33 – 43 – 50.
Clique aqui para seguir o canal de Loterias do g1 no WhatsApp
Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia
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O g1 passou a transmitir todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.



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Cristãos enfrentam ameaças de morte por gangues no México

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Recentemente, cristãos no México têm enfrentado uma crescente onda de ameaças de morte por parte de gangues locais. Essa situação alarmante tem gerado preocupação entre as comunidades de fé e organizações que atuam em defesa da liberdade religiosa.

Contexto da perseguição religiosa no México

O México tem sido um país onde a perseguição religiosa, embora menos divulgada, é uma realidade para muitos cristãos. As gangues, que frequentemente operam em áreas rurais e em comunidades pequenas, têm se tornado cada vez mais agressivas, intimidando aqueles que professam a fé cristã. Segundo dados de organizações que monitoram a liberdade religiosa, a situação tem se agravado nos últimos anos, com um aumento significativo de casos de violência e intimidação.

O que aconteceu

De acordo com informações do Portas Abertas, diversas comunidades cristãs têm relatado ameaças diretas de morte por parte de grupos criminosos. Esses grupos buscam controlar as áreas onde vivem e, frequentemente, veem a fé cristã como uma ameaça ao seu domínio. Os líderes religiosos e os fiéis têm sido alvo de perseguições, e muitos se veem forçados a abandonar suas comunidades ou até mesmo a esconder sua fé.

Um caso recente destacou a gravidade dessa situação, quando um pastor local recebeu uma carta ameaçadora, exigindo que ele deixasse de pregar o Evangelho e se afastasse da liderança da igreja. A carta, que foi divulgada por uma das vítimas, expressava claramente a intenção de eliminar qualquer resistência à autoridade das gangues na região.

Reações da comunidade cristã

A comunidade cristã no Brasil e em outras partes do mundo tem se mobilizado em oração e solidariedade com os cristãos perseguidos no México. Igrejas e organizações missionárias estão levantando a voz para chamar a atenção sobre essa crise, incentivando os fiéis a intercederem por seus irmãos e irmãs que enfrentam essa dura realidade. Além disso, campanhas de conscientização estão sendo organizadas para informar mais pessoas sobre a situação no país.

“A oração é uma arma poderosa e precisamos nos unir para apoiar nossos irmãos no México. Eles estão enfrentando desafios que muitos de nós não conseguimos imaginar.”

— Líder de uma organização missionária

O que esperar

Com a situação se deteriorando, é essencial que a comunidade cristã permaneça atenta e engajada. A oração e o apoio prático são fundamentais para ajudar aqueles que estão sendo perseguidos. Além disso, é importante que as autoridades locais e internacionais reconheçam a gravidade da situação e tomem medidas para proteger os direitos dos cristãos e garantir a liberdade religiosa no México.



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Brasil precisa garantir contrapartidas para receber data centers

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A expansão dos data centers no Brasil exige planejamento, transparência e regras que garantam benefícios ao país e reduzam impactos socioambientais. A avaliação foi feita por pesquisadores em um debate realizado nesta segunda-feira (27), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, como parte da programação da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Os professores Mauro Oliveira, do Instituto Federal do Ceará (IFCE), e Dan Levy, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), defenderam que a instalação de grandes centros de processamento de dados precisa ser acompanhada de políticas públicas e maior participação da comunidade científica.

Para Mauro Oliveira, o Brasil corre o risco de repetir uma lógica histórica de exploração de recursos naturais sem garantir contrapartidas para o desenvolvimento nacional.

“O problema não é receber data centers. O problema é receber esses investimentos sem negociação. O Brasil precisa definir o que quer exigir em troca”, disse Mauro.

Segundo o pesquisador, a discussão sobre data centers ainda está restrita a poucos setores e deveria mobilizar universidades, governo e sociedade. Ele argumentou que esses empreendimentos trazem desafios relacionados ao consumo de energia, à soberania digital e ao controle da infraestrutura tecnológica.

Oliveira citou o projeto de instalação de um grande data center voltado à inteligência artificial no Ceará. Segundo ele, a unidade deverá consumir cerca de 300 megawatts de potência, demanda equivalente à capacidade de abastecimento de milhões de pessoas.

“O mundo, hoje, não consegue produzir energia suficiente para atender à demanda projetada pelos data centers de inteligência artificial”, disse.

Além da energia, Oliveira defendeu que o país estabeleça mecanismos permanentes de monitoramento, auditoria e transparência sobre os projetos.

“O papel das universidades é participar desse debate. Não somos contra os data centers. Somos contra a ausência da universidade na discussão sobre as condições em que eles estão sendo implantados”, disse.

Impactos

Sob a perspectiva do direito ambiental, Dan Levy argumentou que os impactos provocados pelos data centers vão além do consumo de água e energia. Segundo ele, também devem ser considerados efeitos como poluição sonora, pressão sobre recursos naturais, conflitos territoriais, desigualdades sociais e riscos para comunidades vulneráveis.

“A transição digital e a transição ecológica não podem ser tratadas como processos independentes. É preciso incorporar critérios de sustentabilidade, transparência e participação social”, defendeu o pesquisador.

Segundo Levy, as comunidades diretamente afetadas precisam participar das decisões relacionadas à implantação desses empreendimentos e não apenas arcar com seus impactos.

O pesquisador também associou a expansão dos data centers ao conceito de colonialismo digital, segundo o qual países do Sul Global passam a fornecer recursos naturais, como energia, água e território, para sustentar a infraestrutura tecnológica das grandes empresas do Norte Global.

“A gente não é contra o desenvolvimento. A questão é como esse desenvolvimento é realizado e quem suporta seus custos”, concluiu.



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Cidade processa igreja por abrigo para moradores de rua

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A cidade de Ocean City, em Maryland, está envolvida em uma batalha legal com uma igreja local, que opera um abrigo para moradores de rua em um estilo de quartel. A administração municipal apresentou uma ação judicial contra a congregação, alegando que a operação do abrigo não atende às normas de segurança e saúde.

Contexto da disputa

A questão do abrigo para moradores de rua em Ocean City se intensificou nos últimos meses, especialmente com o aumento do número de pessoas em situação de vulnerabilidade na região. A igreja, que tem se dedicado a ajudar essa população, enfrenta agora a resistência da administração da cidade, que alega que a estrutura do abrigo não é adequada.

O que aconteceu

Segundo informações, a cidade de Ocean City moveu uma ação judicial contra a igreja, buscando encerrar as atividades do abrigo. Os líderes da igreja, por sua vez, afirmam que a cidade está “brincando com vidas” ao tentar fechar um espaço que oferece assistência a pessoas necessitadas. Eles ressaltam a importância do abrigo para a comunidade e a necessidade de apoiar os mais vulneráveis.

Reações da comunidade

A disputa gerou reações diversas entre os moradores e líderes comunitários. Muitos apoiam a igreja e sua missão de ajudar os moradores de rua, enquanto outros acreditam que a administração da cidade está agindo corretamente ao garantir que as normas de segurança sejam cumpridas. A polarização do debate reflete a tensão entre a necessidade de assistência social e as preocupações com a segurança pública.

O que esperar

Com o andamento do processo judicial, espera-se que a situação se torne ainda mais tensa. A igreja já anunciou que irá lutar legalmente para manter o abrigo aberto, destacando que a necessidade de apoio aos moradores de rua é urgente. Os líderes da igreja pedem orações e apoio da comunidade, enfatizando que a assistência aos necessitados é uma parte fundamental da fé cristã.

“Estamos aqui para ajudar aqueles que mais precisam, e não vamos desistir dessa missão. A vida de cada pessoa importa para Deus e deve importar para nós também.”

— Líder da igreja local

Enquanto a batalha legal se desenrola, a comunidade cristã é chamada a refletir sobre o papel da igreja na sociedade e a importância de estender a mão aos que estão em necessidade. Essa situação ressalta a relevância da evangelização e do amor ao próximo, princípios fundamentais da fé cristã.



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