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Partido Missão pede ao STF a retomada de territórios dominados por facções

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O Partido Missão protocolou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) visando a retomada de territórios dominados por facções criminosas em diversas regiões do Brasil. A iniciativa, assinada pelo deputado federal Kim Kataguiri, destaca a grave situação da segurança pública no país.

Contexto da Ação

O Brasil enfrenta um cenário preocupante em relação à segurança pública, com cerca de 50 milhões de brasileiros vivendo sob a influência de organizações criminosas, conforme um levantamento da Cambridge University Press. O Partido Missão, que busca promover a justiça e a liberdade, acredita que a omissão das autoridades tem permitido o avanço dessas facções, que não apenas controlam comunidades, mas também monopolizam o comércio ilícito de drogas e outras atividades.

O que Aconteceu

A ação protocolada no STF solicita que os ministros reconheçam um “estado de coisas inconstitucional” na segurança pública. O documento argumenta que a falta de intervenção efetiva por parte da União e dos Estados tem resultado na perda de controle estatal em várias áreas, o que é inaceitável para a manutenção da ordem e da paz social.

Kim Kataguiri, representante do Partido Missão, enfatiza que é urgente que o governo tome medidas efetivas para recuperar esses territórios e garantir a segurança dos cidadãos. “Não podemos aceitar que a criminalidade dite as regras em nossas comunidades. É hora de agir e retomar o controle”, afirmou.

Reações e Expectativas

A proposta do Partido Missão gerou reações diversas entre os parlamentares e a sociedade civil. Muitos apoiam a iniciativa, reconhecendo a necessidade de um posicionamento firme contra o crime organizado. Por outro lado, há aqueles que questionam a eficácia de ações judiciais em um cenário onde a violência e a corrupção estão profundamente enraizadas.

As expectativas em torno da decisão do STF são altas, pois muitos acreditam que um reconhecimento da inconstitucionalidade da situação atual poderia abrir caminhos para políticas mais eficazes de combate ao crime e à promoção da paz social.

O que Esperar

O desfecho dessa ação pode ter implicações significativas para a segurança pública no Brasil. Se o STF acolher o pedido do Partido Missão, isso poderá resultar em uma mobilização maior das forças de segurança e em um novo enfoque nas políticas de segurança pública, priorizando a proteção dos cidadãos e a recuperação de áreas dominadas por facções.

Além disso, essa ação pode inspirar outras iniciativas semelhantes em diferentes estados, unindo esforços de diversos grupos sociais e políticos que buscam restaurar a ordem e a justiça em comunidades afetadas pela violência.



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TCE-MT instala mesa técnica para buscar solução para crise na arrecadação e no pagamento de precatórios em VG

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) instalou, nesta terça-feira (28), mesa técnica que busca soluções para o endividamento histórico da Prefeitura de Várzea Grande. Entre os encaminhamentos debatidos, três foram apontados como prioridade: a aprovação imediata da Lei de Acordo Direto de Precatórios pelo Legislativo do município, a revisão da Lei de Distribuição do ICMS e a vinculação de receitas do Departamento de Água e Esgoto (DAE) a seus precatórios.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou a gravidade da situação. “Várzea Grande vive um caos e hoje a prefeita é vítima de todo um histórico de 40 anos de não pagamento de precatórios, que uma hora ia estourar no colo de alguém. A cidade hoje está inviabilizada.” Ele também defendeu a aprovação da norma pela Câmara. “Isso não tem nada a ver com o relacionamento do presidente da Câmara com a prefeita. Não é uma questão política”, completou.

A mesa técnica foi solicitada pelo conselheiro Antonio Joaquim, relator das contas do município, após o bloqueio de R$ 19 milhões determinado judicialmente em razão do não pagamento de parcelas de precatórios. “A mesa discute a questão permanente do problema do precatório. O Tribunal não tem autoridade de mudar uma decisão judicial, mas nós estamos discutindo o conjunto da obra”, salientou o conselheiro.

De acordo com Flávia, a maior parte dos precatórios é de verba alimentar, o que torna a fila um problema social além de financeiro. “Para solucionar o impasse, a Lei de Acordo Direto, que já funciona em âmbito estadual e atualmente tramita na Câmara Municipal, permite que credores interessados aceitem um desconto de até 40% para receber os valores de forma antecipada, saindo da ordem cronológica tradicional.

Dívidas do DAE

Embora a maior parte do passivo municipal tenha origem no DAE, é a Prefeitura quem arca com o pagamento, por força de decisão judicial que reconheceu sua responsabilidade subsidiária. Segundo Antonio Joaquim, isso gerou o maior gargalo financeiro da gestão, uma vez que a autarquia responde por cerca de R$ 500 milhões da dívida total de R$ 1 bilhão.

“O problema dos precatórios existe porque houve abuso no passado. Os gestores simplesmente não pagavam. No caso do DAE, o departamento não tem receita para nada, mas o Governo do Estado firmou um TAC para investir R$ 60 milhões em cem dias. Vou propor na mesa técnica que as receitas futuras geradas pelo DAE a partir desse aporte sejam obrigatoriamente vinculadas ao pagamento de seus próprios precatórios, aliviando o caixa da prefeitura”, explicou.

Impacto Fiscal e Desequilíbrio do ICMS

A prefeita ressaltou que, ao assumir a gestão, enfrentou impactos severos nas finanças a partir de 2025, representados pelo aumento do percentual constitucional sobre a receita corrente líquida para o pagamento de precatórios e pela queda no retorno do ICMS. “Para se ter uma ideia da diferença em relação à gestão passada, o ex-prefeito Kalil pagava cerca de R$ 700 mil a R$ 800 mil mensais em 2023, enquanto hoje a minha parcela fixa é de R$ 6,4 milhões”, disse.

Com relação ao desequilíbrio fiscal gerado pela legislação estadual, Sérgio Ricardo explicou que vai sugerir à Assembleia Legislativa (ALMT) e ao Governo do Estado a reavaliação dos critérios da lei. “Várzea Grande arrecada R$ 1,5 bilhão de ICMS por ano, mas só recebe R$ 400 milhões. Para onde está indo esse dinheiro e por que essa lei? É difícil tirar dinheiro de um caixa com uma prefeitura que tem dificuldade para arrecadar e levar para outro lugar.”

Ação de Alcance Nacional

Os precatórios não são um problema exclusivo de Várzea Grande. Segundo Sérgio Ricardo, pelo menos 40 municípios de Mato Grosso enfrentam uma situação delicada, com risco ou efetivação de bloqueio de contas, o que inviabiliza as administrações locais.

Para enfrentar esse cenário, o presidente anunciou que o TCE-MT fará uma articulação direta em Brasília, junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), para discutir a realidade dos precatórios do estado. Essa articulação contará com o apoio de Ulisses Rabaneda, que é membro do CNJ e presidente do Fórum Nacional de Precatórios (Fonaprec) e foi representado na abertura da mesa técnica pelo desembargador Agamenon Alcântara Moreno Júnior. A expectativa é que a atuação da mesa técnica e as soluções encontradas sirvam de referência para todo o país.

“O Tribunal de Contas vai entrar de forma maiúscula como sempre tem entrado, nós vamos às últimas instâncias para resolver a questão dos precatórios do Brasil e, talvez, mais uma vez o Tribunal de Contas de Mato Grosso vai dar o pontapé para ser referência a todos os tribunais e seguido por toda administração pública”, pontuou.



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Beneficiários com NIS de final 8 recebem Bolsa Família de julho

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A Caixa Econômica Federal paga nesta quarta-feira (29) a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 8.  Neste mês, o valor médio do benefício está em R$ 679,19.

Os moradores de 175 municípios de seis estados receberam o crédito no último dia 20, independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Paraná (8), Rio Grande do Norte (120), Roraima (6) e Sergipe (7).

A lista dos municípios com pagamento unificado está disponível aqui.

O valor mínimo corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.

Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.

Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
 

 


Brasília (DF), 20/07/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil
Brasília (DF), 20/07/2026 - Calendário do Bolsa Família em 2026. Arte/Agência Brasil



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Moraes dá 48 horas para Bolsonaro informar se autorizou vídeo com IA

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 48 horas, sobre a utilização de sua imagem e voz em um vídeo produzido por meio de inteligência artificial (IA) e exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25).

Na decisão, Moraes afirma que é necessário esclarecer se Bolsonaro autorizou a produção e a divulgação do vídeo, que simulava um pronunciamento em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República.

Segundo o ministro, a resposta é necessária para verificar se houve novo descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar humanitária. Se essa hipótese for confirmada, Bolsonaro corre o risco de ter o benefício revogado.

Caso ele não tenha autorizado a produção do vídeo, Moraes aponta eventual grave desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Bolsonaro e do PL, podendo, inclusive, acarretar em inelegibilidade.

“Se não houve autorização do custodiado Jair Messias Bolsonaro para utilização de sua imagem e voz para declarações político-eleitoral, além de constituir desrespeito à ordem judicial por Flávio Nantes Bolsonaro e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada ‘deep fake’, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral, um vez que, haverá a caracterização de criação ou divulgação de conteúdo sintético destinado a associar artificialmente a imagem, a voz ou a manifestação de determinada pessoa a candidato, partido ou causa política, sem sua expressa autorização”.

Na decisão desta terça-feira, Moraes lembra que Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar humanitária, está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por tentativa de golpe de Estado e está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros.



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BMW vai cortar milhares de empregos na Alemanha até 2027

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A BMW anunciou nesta quarta-feira (29) que vai cortar milhares de empregos na Alemanha até o fim de 2027 por meio de um programa de demissão voluntária.
A empresa é a mais recente montadora alemã a reduzir seu quadro de funcionários diante da queda dos lucros e da demanda fraca.
O programa de desligamento, negociado entre a montadora e o conselho de trabalhadores, será direcionado às áreas de administração e desenvolvimento, sem atingir as operações de produção, informou um porta-voz da empresa.
Segundo uma fonte familiarizada com o assunto, o número total de funcionários deve ser reduzido em cerca de 8 mil pessoas.
Com sede em Munique, a BMW emprega atualmente cerca de 150 mil pessoas em todo o mundo.
Outras montadoras alemãs, como Volkswagen e Mercedes-Benz, também anunciaram acordos para eliminar dezenas de milhares de postos de trabalho.
O setor automotivo do país enfrenta pressão devido aos altos custos da transição para veículos elétricos, à forte concorrência das fabricantes chinesas e às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Na segunda-feira, a Porsche, que faz parte do Grupo Volkswagen, ampliou seu plano de reestruturação e anunciou que pretende reduzir cerca de 20% de sua força de trabalho até 2035.
Também nesta quarta-feira, milhares de trabalhadores protestaram na fábrica da Audi em Neckarsulm, outra marca do Grupo Volkswagen. A unidade está entre as quatro fábricas alemãs ameaçadas de fechamento pelos planos de reestruturação da empresa.
A BMW, que até recentemente era vista como uma das montadoras mais estáveis do setor, reduziu em junho sua previsão de lucro para este ano, citando um desempenho na China abaixo do esperado. As vendas de veículos no país vêm caindo acentuadamente nos últimos meses.
Após esse anúncio, o presidente-executivo, Milan Nedeljkovic, afirmou que a empresa aceleraria e intensificaria seus esforços para reduzir custos.
Nesta quarta-feira, durante uma assembleia de trabalhadores em Munique, Nedeljkovic disse aos funcionários que as regras do setor automotivo mudaram de forma significativa e, com isso, também mudou a base do modelo de negócios da BMW, segundo um participante da reunião.
O executivo alertou que a empresa enfrentará um período desafiador, mas afirmou que as medidas são necessárias para tornar a BMW mais lucrativa, de acordo com a fonte.
A montadora divulgará os resultados do segundo trimestre nesta quinta-feira.



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Vocalista do Resgate defende que nem tudo na Bíblia é bíblico

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Em uma recente declaração, Zé Bruno, vocalista da banda Resgate, levantou um ponto importante sobre a interpretação das Escrituras. Ele destacou que “nem tudo na Bíblia é bíblico”, enfatizando a necessidade de compreender os textos dentro de seu contexto histórico e cultural.

Contexto da declaração

O debate sobre a interpretação da Bíblia é um tema recorrente entre os cristãos. Muitos acreditam que a leitura literal de certos versículos pode levar a mal-entendidos e, consequentemente, a práticas que não refletem a verdadeira mensagem do Evangelho. Zé Bruno, ao compartilhar sua perspectiva, visa estimular uma reflexão mais profunda sobre como os cristãos abordam as Escrituras.

O que aconteceu

Durante uma entrevista, Zé Bruno comentou sobre a importância de contextualizar as passagens bíblicas. Ele argumentou que muitos textos foram escritos em um tempo e lugar específicos, e que a aplicação direta de suas mensagens nos dias de hoje pode não ser adequada. “Precisamos entender o contexto em que cada livro foi escrito para que possamos aplicar seus ensinamentos de maneira correta em nossas vidas”, afirmou o vocalista.

Reações da comunidade cristã

A declaração de Zé Bruno gerou diversas reações entre os cristãos. Enquanto alguns apoiaram sua visão, ressaltando a importância de uma hermenêutica mais cuidadosa, outros expressaram preocupação de que essa abordagem poderia levar à relativização da verdade bíblica. O debate se intensificou nas redes sociais, com muitos fiéis compartilhando suas opiniões sobre a interpretação das Escrituras.

O que esperar

À medida que a discussão sobre a interpretação bíblica continua, é provável que mais líderes e músicos cristãos se manifestem sobre o tema. A busca por uma compreensão mais profunda das Escrituras pode levar a um fortalecimento da fé e a práticas mais alinhadas com os princípios do Evangelho. É essencial que os cristãos se envolvam nesse diálogo, buscando sempre a verdade e a sabedoria que vêm de Deus.

“Precisamos entender o contexto em que cada livro foi escrito para que possamos aplicar seus ensinamentos de maneira correta em nossas vidas.” — Zé Bruno



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Benefícios do PIX superam custos impostos ao Brasil pelas tarifas de Trump, diz Nobel de Economia

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Joseph Stiglitz foi economista-chefe do Banco Mundial e ganhador do prêmio Nobel de Economia em 2001
AFP VIA GETTY IMAGES
Para o economista americano Joseph Stiglitz, ganhador do Nobel de Economia e professor da Universidade Columbia, as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil são motivadas por uma tentativa de punir o país por buscar maior independência digital e por resistir a pressões políticas externas.
Em entrevista à BBC News Brasil, ele afirma que o governo de Donald Trump se opõe ao avanço da autonomia tecnológica e financeira brasileira e, mais especificamente, ao PIX.
Segundo Stiglitz, Washington “não gosta da ideia de que o Brasil tenha seu próprio sistema de pagamentos, independente da Visa e da Mastercard”, e está, na prática, defendendo os interesses corporativos americanos ao incluir o PIX na lista de motivos para taxar as exportações brasileiras.
Apesar da escalada das tensões, ele avalia que os custos econômicos das tarifas tendem a ser limitados e faz uma defesa enfática do PIX, afirmando que os benefícios proporcionados pelo sistema de pagamento brasileiro são “quase certamente muito maiores” do que os prejuízos decorrentes das medidas americanas.
O Nobel de Economia afirma ainda que o presidente americano está usando barreiras comerciais para pressionar países que resistem aos seus interesses políticos e econômicos, entre eles o Brasil.
“Na visão de Trump, é uma audácia se levantar e dizer ‘não vamos abrir mão da nossa democracia só para obter melhores condições tarifárias, não vamos capitular’. E ele espera que todos, internacionalmente e internamente, capitulem”, diz o economista.
“E eu preciso parabenizar o Brasil por não ter capitulado.”
Preciso parabenizar o Brasil por não ter cedido às pressões de Trump, disse Nobel de Economia
ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP via Getty Images/BBC
Na conversa com a BBC News Brasil, Joseph Stiglitz ainda classificou as justificativas apresentadas pelo governo de Donald Trump como uma “farsa desonesta” e sustentou que a estratégia tarifária americana pode acabar enfraquecendo a posição dos Estados Unidos e fortalecendo a influência da China na economia global.
Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista.
BBC News Brasil – Na sua visão, as tarifas implementadas pelos Estados Unidos contra o Brasil são baseadas nas conclusões pragmáticas obtidas por meio das investigações sobre práticas comerciais e combate ao trabalho forçado ou existem também motivações políticas?
Joseph Stiglitz – É tudo uma questão política. Não se trata, especialmente, da suposta questão do trabalho forçado, que é uma vergonha para os Estados Unidos. Enquanto alguns países tiveram aumento de 1%, outros tiveram redução de 1% ou 2% [em relação às tarifas impostas previamente, derrubadas pela Suprema Corte]. É incrível que haja esse grau de correlação entre o extenso trabalho forçado ao redor do mundo e as tarifas que Trump impôs, que não têm nada a ver com trabalho forçado. É uma farsa. Uma farsa desonesta que deveria ser motivo de vergonha.
Há outros aspectos interessantes: grande parte do trabalho forçado está associado à importação de mercadorias da China, na região de Uigur, mas a China não teve um aumento significativo ou maior que o de outros países, foi de 1% ou 2%. Seria de se esperar que, se a preocupação fosse realmente com o trabalho forçado, as tarifas mais altas fossem contra a fonte do trabalho forçado na China. Mas não foi o caso.
Há ainda mais constrangimento: os Estados Unidos submetem cidadãos americanos a trabalho forçado em larga escala, utilizando prisioneiros. Isso é permitido pela 13ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, e é algo muito extenso e significativo. No entanto, ele [Trump] não está fazendo nada a respeito. Portanto, fica muito claro: não se trata de trabalho forçado. Trata-se da agenda política de Trump associada à imposição de tarifas em todo o mundo.
Agora, no caso do Brasil, há alguns aspectos específicos. Ele [Trump] não gosta da ideia de que o Brasil deseje ter, digamos… independência digital. Ele não gosta da ideia de que o Brasil tenha seu próprio sistema de pagamentos, independente da Visa e da Mastercard. Ou seja, ele está simplesmente servindo aos interesses corporativos americanos. Novamente, é constrangedor.
[As tarifas] não se baseiam nos princípios comerciais estabelecidos há muito tempo, são apenas um ataque ao Brasil porque, assim como a Índia e vários outros, o país decidiu que é bom ter meios de pagamento de baixo custo disponíveis para seus cidadãos.
Há outro elemento no Brasil, que remonta às tarifas impostas originalmente e que é totalmente político. Trump queria apoiar Jair Bolsonaro, que em 8 de janeiro [de 2023] fez algo análogo ao que ele fez em 6 de janeiro [de 2021], tentando impedir a transição pacífica de poder, o elemento essencial de uma democracia. Então, Trump está mais uma vez dizendo que não acredita realmente na democracia.
BBC News Brasil – Essa combinação de fatores também fez com que o Brasil fosse o primeiro país a ser atingido por essa nova onda de tarifas?
Stiglitz – Sim, acho que demonstra animosidade contra o Brasil. Pode-se dizer que, na visão dele [Trump], é uma audácia se levantar e dizer ‘não vamos abrir mão da nossa democracia só para obter melhores condições tarifárias, não vamos capitular’. E ele espera que todos, internacionalmente e internamente, capitulem. Nos Estados Unidos, minha própria universidade capitulou. Harvard não. Alguns escritórios de advocacia capitularam, outros não. E eu preciso parabenizar o Brasil por não ter capitulado.
BBC News Brasil – Nas redes sociais, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que as tarifas seriam consequência do comportamento do presidente Lula, que teria priorizado o seu próprio ego em detrimento de um acordo. Qual a sua opinião sobre esses comentários?
Stiglitz – Bem, Rubio está defendendo Trump. Mas, de certa forma, [as tarifas] foram uma consequência do Brasil se opor a Trump. E Trump não gosta que as pessoas o enfrentem. Ele atacou [a universidade de] Harvard quando ela se opôs, quando não capitulou.
Mas, por outro lado, ele não atacou a China, porque a China estava disposta a enfrentá-lo e, pode-se dizer, tinha as cartas na manga no controle das terras raras e minerais, e estava disposta a usar essas vantagens estratégicas.
Mas eu acho que o mundo como um todo, a União Europeia [UE], o Reino Unido, o Japão, cometeram um grande erro ao capitular aos caprichos de Donald Trump. Isso é ruim para a nova ordem nacional. Aqui na Europa, o único país que não capitulou fortemente foi a Espanha. Ele ameaçou aplicar tarifas especiais, mas não o fez, pois é muito difícil para ele fazer isso, por causa da participação da Espanha na UE. Mas esse tipo de protesto contra aqueles que não capitulam é o que se espera de uma figura autoritária como Donald Trump.
“Os benefícios do sistema de pagamentos que ele quer destruir [Pix] são quase certamente muito maiores do que os custos que estão sendo impostos ao Brasil”, diz Stiglitz sobre tarifas dos EUA
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
BBC News Brasil – Quais poderiam ser as consequências econômicas dessa nova onda de tarifas para o Brasil?
Stiglitz – Na maior parte dos casos, não acho que haverá um impacto tão grande quanto os Estados Unidos esperam e quanto Trump deseja. O motivo é que grande parte das exportações brasileiras são commodities e, quando um país aplica tarifas contra commodities, estas são redirecionadas. Então, se os EUA não compram determinada commodity do Brasil, o Brasil envia mais para outro país, e esse país compra um pouco menos de um terceiro país. Portanto, trata-se de um rearranjo dos fluxos comerciais. Isso interfere na eficiência global, mas o efeito líquido é relativamente pequeno. E é por isso que o Brasil não deve se preocupar demais.
E os benefícios do sistema de pagamentos que ele quer destruir [PIX] são quase certamente muito maiores do que os custos que estão sendo impostos ao Brasil. E não há a menor possibilidade de um país abrir mão da sua democracia simplesmente porque uma figura autoritária como Donald Trump diz que, a menos que você faça isso, ele vai impor tarifas. A democracia é muito mais importante. E sabemos que Donald Trump está atropelando o Estado de Direito e a democracia, tanto em âmbito nacional quanto internacional.
BBC News Brasil – E considerando que agora outros 59 parceiros comerciais dos EUA também foram alvo de tarifas, quais poderiam ser as consequências em todo o mundo?
Stiglitz – Se observarmos o padrão das tarifas impostas, veremos que, com algumas exceções, como o Brasil, há pouca diferença em relação ao que já existia antes, o que não representará um trauma adicional para a ordem global.
Trump minou a arquitetura econômica global e a ordem global, e acho que isso tem um custo enorme. Aliás, devo acrescentar que não apenas as tarifas originais foram declaradas ilegais nos Estados Unidos pela Suprema Corte, mas também as tarifas que ele impôs posteriormente, que expiraram agora, e para as quais as novas tarifas servem de substitutas, também foram declaradas ilegais. E eles persistiram porque o processo piloto continuou.
Mas, assim como as primeiras tarifas tiveram que ser reembolsadas, as segundas tarifas também terão que ser reembolsadas. E há muitos questionamentos, processos já foram movidos… É muito claro que essas tarifas não seguem as intenções da Seção 301, ele está usando isso como uma lenda. Mas espero que os tribunais percebam que, ao fazer isso, ele não está realmente administrando a lei da maneira correta. É mais um exemplo de Trump atropelando o Estado de Direito.
BBC News Brasil – A atual estratégia americana pode estar empurrando os parceiros comerciais dos EUA para a China?
Stiglitz – Ela está mudando a ordem global, não apenas a econômica, mas também a política, e está fortalecendo a posição da China, sem dúvida. Os Estados Unidos não são mais um aliado confiável ou um parceiro comercial confiável. Quanto mais dependente dos Estados Unidos um país está, mais vulnerável se torna aos caprichos de Donald Trump. Portanto, nenhum país racional desejaria se tornar dependente dos Estados Unidos, seja para insumos, produtos ou qualquer outro propósito. Ironicamente, na área de relações internacionais, a China provou ser mais estável e mais aderente ao Estado de Direito.
BBC News Brasil – O fato de essas tarifas serem relativamente menos agressivas do que as que ele anunciou no ano passado diz algo sobre o poder e os limites da estratégia do governo Trump?
Stiglitz – A maioria dos americanos agora acredita, corretamente, que as tarifas são pagas pelos próprios consumidores americanos. Isso significa que, ao contrário de Trump, que diz que são os outros países que estão pagando, eles sabem que estão pagando por isso. Considerando o aumento de preços resultante da guerra com o Irã, os americanos não estão satisfeitos com as políticas econômicas do governo Trump.
Portanto, obviamente houve uma ampla reação negativa. Da mesma forma, o Congresso, pela Constituição, tem o direito exclusivo de impor impostos — e tarifas são impostos, são impostos para produtos importados. E ele [Trump] está tentando fingir que essa autoridade foi delegada a ele, o que não é verdade. Isso também limita seu poder.
Então, acho que tanto a economia quanto a política estão militando contra esse abuso de poder presidencial por Donald Trump.
Por que o PIX, meio mais usado por pequenos negócios, virou pretexto dos EUA no tarifaço



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Rússia acusa fundador do Telegram de facilitar ‘terrorismo ucraniano’

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Nos últimos anos, o governo de Vladimir Putin tem feito investidas para restringir o uso do Telegram na Rússia e passou a promover seu próprio serviço de mensagens, o estatal Max. Ainda assim, órgãos estatais, incluindo o Kremlin e o Ministério da Defesa, continuam publicando diariamente na plataforma.



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Pai cristão de 11 filhos é preso em operação e chega a acordo

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Um pai cristão de 11 filhos, conhecido por seu ativismo em defesa da vida, foi preso em uma operação realizada por agentes federais durante uma ação em frente a uma clínica de aborto. Recentemente, ele chegou a um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Contexto da prisão

O caso de Mark Houck, um fervoroso defensor da vida e pai de uma grande família, ganhou destaque após sua prisão em uma ação que gerou controvérsia entre grupos pró-vida e o governo. A operação ocorreu nas primeiras horas da manhã, quando agentes do FBI invadiram sua casa, levando-o sob acusação de obstrução de um local de aborto.

Mark tem se destacado por seu ativismo, participando de vigílias e protestos pacíficos em frente a clínicas de aborto, onde busca promover a mensagem da vida e do amor ao próximo. Seu trabalho é visto por muitos como um chamado à ação em defesa dos direitos dos não nascidos.

O que aconteceu

Após a prisão, a situação de Mark gerou uma onda de apoio entre comunidades cristãs e grupos de defesa da vida. Muitos viram a ação como uma forma de perseguição aos valores cristãos e à liberdade de expressão. A prisão foi amplamente divulgada nas redes sociais, onde muitos se manifestaram contra o que consideraram uma violação dos direitos de um cidadão que exerce sua fé.

Recentemente, foi anunciado que Mark chegou a um acordo com o Departamento de Justiça, encerrando o processo judicial que o envolvia. Embora os detalhes do acordo não tenham sido amplamente divulgados, a notícia foi recebida com alívio por muitos que o apoiaram durante esse período difícil.

Reações da comunidade cristã

A comunidade cristã reagiu de forma unificada ao caso de Mark Houck. Líderes religiosos e ativistas pro-vida expressaram sua solidariedade, enfatizando a importância de defender a vida e os direitos dos cristãos em um ambiente cada vez mais hostil. A prisão de Mark foi vista como um alerta sobre a crescente perseguição a cristãos que se manifestam publicamente em defesa de suas crenças.

O caso também levantou discussões sobre a liberdade religiosa nos Estados Unidos, com muitos argumentando que ações como a prisão de Mark são um sinal de que a liberdade de expressão e a prática da fé estão sob ameaça. A mobilização em torno de sua causa continua, com muitos se comprometendo a lutar por um ambiente onde todos possam expressar suas crenças sem medo de represálias.

O que esperar no futuro

Com o acordo alcançado, muitos se perguntam quais serão os próximos passos de Mark Houck e como isso impactará o movimento pró-vida nos Estados Unidos. A expectativa é que ele continue seu trabalho em defesa da vida, inspirando outros a se unirem a essa causa. Além disso, o caso pode servir como um catalisador para um diálogo mais amplo sobre a liberdade religiosa e os direitos dos cristãos em todo o país.



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Festival de Música Rádio Nacional quebra recorde com 1.512 inscrições

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O 17º Festival de Música Rádio Nacional encerrou as inscrições deste ano com 1.512 músicas de todo o país. O número representa um novo recorde da iniciativa e supera a marca registrada em 2025.

Em comparação com a edição anterior, foram 444 músicas a mais, um crescimento aproximado de 42%.

“Chegar a 1.512 inscrições no ano em que a Rádio Nacional completa 90 anos é um marco muito simbólico. O festival reafirma o papel da emissora como espaço de descoberta, circulação e valorização da música brasileira. Esse recorde mostra a confiança dos artistas na Nacional e a força da conexão que construímos com o público em todo o país, já que temos representantes de diversos estados”, afirma Antonia Pellegrino, presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A partir de 31 de agosto, as músicas selecionadas pela Comissão Julgadora serão executadas na programação da Rádio Nacional FM e poderão ser votadas pela internet até 16 de outubro de 2026.

A música mais votada nessa etapa de votação na internet já estará classificada entre as 12 finalistas do Festival. 

Para a etapa final, a Comissão Julgadora voltará a se reunir e selecionará as 11 músicas finalistas, que serão veiculadas na programação da Nacional FM entre os dias 19 de outubro e 31 de outubro de 2026. Um novo processo de votação no site do Festival será aberto para as 12 finalistas. O prêmio da Música Mais Votada na Internet será definido pela soma dos votos nas duas fases de votação. 

As categorias contempladas nesta edição são:

  • Melhor Música
  • Melhor Intérprete
  • Melhor Letra
  • Melhor Arranjo
  • Música Mais Votada na Internet

Os finalistas em cada uma delas receberão certificados de participação e os vencedores ganharão troféus. 

O Festival de Música Rádio Nacional tem como objetivo revelar e divulgar gravações de obras musicais inéditas, abrindo espaço para novos talentos e para a diversidade da produção musical brasileira.



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