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Evangélicos franceses convocam oração em meio a incêndios devastadores

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A aliança evangélica francesa, CNEF (Conselho Nacional dos Evangélicos da França), lançou um apelo urgente para que os cristãos se mobilizem em oração e apoio às comunidades devastadas por incêndios florestais que atingem várias regiões do país neste verão. Os incêndios têm causado destruição significativa, e a necessidade de ajuda espiritual e prática se torna cada vez mais evidente.

Contexto dos incêndios na França

Os incêndios florestais que assolam a França neste verão são um reflexo das condições climáticas extremas que o país tem enfrentado. Com temperaturas recordes e secas prolongadas, várias áreas, especialmente no sul da França, foram severamente afetadas, levando à evacuação de comunidades inteiras e à destruição de propriedades e habitats naturais.

As chamas têm avançado rapidamente, e os bombeiros estão lutando contra o tempo para conter os incêndios, que já consumiram milhares de hectares de floresta. A situação é alarmante e tem gerado preocupação não apenas entre os moradores locais, mas também em toda a nação, que se une em solidariedade.

A mobilização da CNEF

Em resposta a essa crise, a CNEF fez um chamado para que os evangélicos se unam em um “espírito de compaixão, oração e apoio”. O objetivo é não apenas interceder pelas comunidades afetadas, mas também oferecer assistência prática, como doações e ajuda voluntária, para aqueles que perderam suas casas e meios de subsistência.

“Neste momento de grande dificuldade, somos chamados a agir como a luz do mundo, trazendo esperança e conforto aos que estão sofrendo”, afirmou um representante da CNEF. A aliança destaca a importância da unidade entre os cristãos para enfrentar desafios como esses, refletindo o amor de Cristo em ações concretas.

Reações da comunidade cristã

As igrejas e organizações cristãs em toda a França estão respondendo ao apelo da CNEF. Muitos líderes religiosos têm incentivado suas congregações a participar de vigílias de oração e arrecadações de fundos para ajudar os afetados pelos incêndios. Além disso, algumas igrejas estão se organizando para oferecer abrigo e recursos básicos aos desabrigados.

“Estamos vendo uma mobilização incrível da comunidade cristã, que se une para fazer a diferença em meio à calamidade. É um testemunho poderoso do amor de Deus em ação”, comentou um pastor local.

O que esperar nos próximos dias

À medida que os incêndios continuam a ameaçar a vida e a propriedade, a CNEF e outras organizações evangélicas planejam intensificar seus esforços de ajuda. Espera-se que mais igrejas se envolvam em ações de suporte, e que a oração coletiva dos cristãos traga consolo e esperança aos que estão em necessidade.

Além disso, a situação pode servir como um chamado para que a comunidade cristã reflita sobre a importância de cuidar do meio ambiente e da criação de Deus, promovendo uma mensagem de responsabilidade e amor ao próximo.



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Marco Feliciano é acusado de estupro, mas suposta vítima desmente

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O pastor Marco Feliciano está sendo acusado por um jornalista e professor universitário de ter assediado moral e sexualmente uma jovem militante do Partido Social Cristão (PSC), embora a suposta vítima já tenha publicado um vídeo isentando o deputado federal das acusações.

A jovem Patrícia Lélis é o centro do misterioso caso, que vinha sendo denunciado de forma discreta pelo jornalista Leandro Mazzini, titular da Coluna Esplanada, no portal Uol. No dia 24 de julho, Mazzini publicou uma nota sem mencionar nomes afirmando que “uma jovem militante de um partido acusa de assédio sexual um importante deputado federal de São Paulo”.

Após a publicação dessa nota, a divulgação de informações sobre o caso ficou suspensa até a manhã da última terça-feira, 02 de agosto, quando o jornalista e professor da Universidade de Brasília Hugo Studart publicou um post no Facebook a acusação contra o pastor Marco Feliciano.

No post – que foi apagado – Studart alega que a jovem Patrícia Lélis, 22 anos, foi sua aluna e entrou em contato com ele pedindo ajuda: “Ela me telefonou informando que está bem, fora de Brasília, ao lado do pai, namorado e irmão. Me pediu muito que a postagem fosse retirada do ar, uma vez que a questão foi resolvida. Respondi que estava preocupado, indignado, e ainda estou, mas ela prefere esquecer o assunto e não polemizar. Meu primeiro ímpeto era o de atender sua vontade e retirar a postagem do ar. Contudo, ela postou um vídeo no YouTube me desmentindo, dizendo que inventei a história. […] Se apago, podem pensar cedendo a pressões. Ademais, reparem nos hematomas no olho da garota. Não estou convencido de que ela esteja em segurança”, escreveu.

Horas depois, Studart voltou ao Facebook para denunciar que a postagem original, onde acusava Feliciano de tentativa de estupro, havia “desaparecido” de sua página: “Acaba de desaparecer do Facebook meu post relatando a polêmica história de assédio moral entre deputado Feliciano e uma ex-aluna minha. Mas não fui eu quem o retirou. Tinha, entre os comentários, uma mensagem de um elemento instigando os evangélicos a denunciarem o post até derrubar. Aviso: a menina ligou pedindo para eu retirar; Gravou um vídeo dizendo que inventei a história e que o Feliciano é um amor de pessoa; Nesse vídeo, ela aparece com hematomas no olho. Optei por manter o post no ar, que caiu por alguma razão que ainda não sei”, afirmou o professor.

Negativas

A jovem Patrícia Lélis usou seu canal no YouTube para publicar um vídeo com a sua versão da história, negando que tenha tido qualquer problema com Feliciano. O vídeo original, no entanto, foi colocado como privado horas depois de ter sido colocado no ar.

Como já haviam sido feitas cópias da declaração de Patrícia, o vídeo pode ser encontrado em diversos canais do YouTube e também em páginas do Facebook.

“Hugo Studart publicou uma matéria falando do pastor Marco Feliciano, onde ele colocou as minhas iniciais, PL, de Patrícia Lélis – eu nem sei se ele quis fazer referência diretamente a mim – e várias pessoas vieram me procurar devido a isso. No post, ele também citou várias pessoas do meu convívio, que trabalham comigo, colocou o nome também de pessoas que a gente sequer tem o contato direto. E ele faz uma acusação horrorosa ao pastor Marco Feliciano. Eu queria deixar registrado que o pastor Marco Feliciano é uma pessoa muito bacana, nunca tive o menor problema com ele – muito pelo contrário, é um homem muito abençoado que sempre me ajudou em momentos difíceis, sempre aconselhou. Nunca tive nenhum problema com o pastor Marco Feliciano, e que isso que o professor e jornalista Hugo Studart postou é uma mentira”, disse a jovem.

“Ele deveria tomar cuidado, porque está envolvendo o nome de outras pessoas, e ele não tem prova de nada, é realmente mentira. E para todo mundo que está me procurando por conta das iniciais, Patrícia Lélis, realmente essa história não confere e não existe. Por favor, não propaguem mentiras”, acrescentou.

https://www.youtube.com/watch?v=79P0KOBXN8k

Provas?

O jornalista Leandro Mazzini, ao tomar conhecimento das acusações feitas por Studart e do desmentido da jovem, publicou uma longa matéria afirmando que esteve em contato com Patrícia Lélis, acompanhado de seu advogado, para esclarecer os fatos antes dos nomes serem tornados públicos pelo professor.

“O roteiro é um script instigador para uma investigação das Polícias Civil e Federal, pelo personagem envolvido […] Uma jovem estudante de Brasília, de 22 anos, militante da Juventude do PSC, acusa o deputado federal Pastor Feliciano (PSC-SP) de assédio sexual, agressão grave e tentativa de estupro. E entregou ao repórter há dias o que aponta como provas da tentativa”, escreveu Mazzini.

No corpo da matéria, o jornalista do Uol publicou prints dos diálogos que supostamente incriminariam Marco Feliciano, mas como não é possível ver o número do envio das mensagens, apenas o nome do contato, não há como garantir que a conversa tenha acontecido realmente entre o pastor e a jovem.

“Acompanhado do advogado da Coluna, o repórter se encontrou com ela numa cafeteria no Sudoeste, na última quinta-feira à tarde, e ouviu o seguinte relato abaixo. O assessor do PRB Emerson Biazon, que veio de São Paulo para orientá-la, foi testemunha. Youtuber e famosa na internet (tinha uma página no Facebook com mais de 200 mil seguidores, segundo conta, e que misteriosamente foi ‘derrubada’ do ar), cristã e frequentadora da mesma igreja de Feliciano, ela viu o deputado-pastor se aproximar muito intimamente nos últimos meses. Passaram a ser amigos quando ele propôs ser seu guia espiritual”, introduziu Mazzini.

No relato feito pelo jornalista sobre a suposta conversa mantida com Patrícia Lélis, ele conta que ouviu dela que a agressão teria ocorrido no apartamento funcional de Feliciano, na quadra 302 Norte de Brasília.

“Era manhã da quarta-feira dia 15 de junho em Brasília quando uma desconhecida tocou insistentemente a campainha da sala até ser atendida pelo inquilino, esbaforido e tenso. A estranha disse que ouvira gritos e perguntou se estava tudo bem; ele acenou que sim, e ela errara a porta. O engano, porém, foi pertinente. A vítima relata que era agredida e gritava por socorro – e se salvou de sexo à força. O agressor era, segundo ela, o deputado federal Marco Feliciano, pastor evangélico e propagandeado como um dos bastiões da moralidade familiar. ‘Você está gritando muito! Vai embora!’, teria dito Feliciano. Até o som da campainha, Feliciano a agredira com um soco na boca e puxões pelo braço para sua suíte, relata a jovem. Após ver negada a proposta de ela ser sua amante com alto salário e cargo comissionado no PSC, ele passou a agredi-la fisicamente. Tentou beijá-la após o soco, os lábios sangravam. Deixou-se arrastar para o quarto dele, segundo narra, com o medo de a situação piorar e por temer por sua vida, mas continuou lutando por sua dignidade, até a desconhecida aparecer na porta errada”, publicou Mazzini.

A jovem, de acordo com o jornalista, teria dito que estranhou o comportamento do pastor: “‘Ele estava diferente, com os olhos vermelhos. Ele queria que eu terminasse com meu namorado e ficasse com ele’, explica a jovem”.

Segundo Mazzini, durante sua apuração da história, chegou a considerar que “poderia ser invenção de uma garota que tenta fama na internet com o caso”, mas que as supostas “transcrições entregues por ela” o fizeram levar a história adiante.

A jovem teria alegado que o assédio vinha acontecendo há semanas, e que quando eles se encontravam, o pastor a fazia apagar as mensagens trocadas entre eles. De acordo com o relato de Mazzini, a jovem teria dito que após apaga-las para satisfazer a ânsia de Feliciano, teria conseguido recuperá-las pelo iCloud, serviço de back-up da Apple, fabricante do iPhone.

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Depois do suposto encontro no apartamento funcional do pastor, quando ela teria escapado de um estupro, ela voltou a procurá-lo pelo WhatsApp, para entender o que havia se passado:

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acusacao feliciano - print 4

Mazzini publicou as imagens acima e disse que “vale ressaltar, dois funcionários do PSC confirmaram que o número do celular era o pessoal usado pelo pastor-deputado, que trocou de telefone há dias”.

Em outro momento, de acordo com a matéria de Mazzini, Feliciano teria provocado Patrícia sobre o episódio:

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Trama

“Desde que decidiu denunciar o caso – nas trocas de mensagens com este repórter ela disse em momentos seguidos que não recuaria – a jovem se viu cercada pelas mais diversas pessoas com interesses não muito claros. Ela procurou ajuda com importantes nomes do PSC, os quais a mandaram ‘sumir’, segundo conta. Até o caso chegar à Coluna, através de um amigo ex-professor”, escreveu Mazzini, possivelmente fazendo referência a Hugo Studart.

“Nos últimos cinco dias, os mais estranhos acontecimentos cercaram o cotidiano da jovem, que foi relatando tudo para este repórter pelo aplicativo: um homem do Rio ligou para ela, ciente da história, se apresentando como agente da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e perguntando quem a estava ajudando. Foi desmascarado quando a Coluna consultou a associação de servidores da Agência. Seu número de celular e seu nome – que por ora será preservado – estão nas mãos das autoridades”, acrescentou o jornalista do Uol.

Mazzini, em sua matéria, desconfia do fato de que a página de Patrícia Lélis no Facebook “foi retirada do ar repentinamente”, e afirma que “ela teria recebido um alerta de assessores de Feliciano”.

“Na quinta-feira, surgiu em Brasília Emerson Biazon, que a convenceu a não fazer boletim de ocorrência na Polícia, com a justificativa de querer protegê-la. O advogado da Coluna foi testemunha”, sustenta Mazzini. “A menina saiu de Brasília no sábado, e disse que precisava de um tempo, mas há informações de que ela continua assessorada por Biazon, que não deu mais notícias nos telefones que deixou com a Coluna, apesar das tentativas de contato nos últimos dois dias. A jovem sumiu do radar de sábado até a madrugada desta terça, quando contatou o repórter e disse que estava bem – ela só retornou às ligações após coincidentemente o repórter procurar o assessor de Marco Feliciano ontem à noite”, pontuou.

Mazzini afirma ainda que a atitude de Patrícia em tornar privado o vídeo que desmente as acusações feitas a Feliciano se deu após ele confrontá-la a respeito da história e das trocas de mensagens entre ambos, com envio de prints e detalhes do caso.

“Confrontada pela Coluna diante de todo o histórico de mensagens trocadas com o repórter, e de testemunhas no encontro no café, e das evidências de provas passadas por ela à Coluna, a garota retirou o vídeo do ar – curiosamente, no Facebook do professor [Hugo Studart], aparece Biazon provocando o mesmo (Biazon se diz assessor do PRB. O partido ganhou o apoio do PSC de Feliciano na candidatura de Celso Russomanno na disputa pela prefeitura de São Paulo)”, escreveu Mazzini.

Feliciano

Talma Bauer, delegado civil licenciado de São Paulo e assessor de Feliciano, afirmou a Mazzini que “não conhece a garota”, e que o pastor não tinha espaço na agenda disponível para a conversa com o repórter sobre o caso.

Em nota oficial, o pastor negou as alegações feitas contra ele: “Informo que desconheço tais acusações e as referidas mensagens postadas. Conheço a jovem por meio de sua participação no PSC, é uma grande lutadora contra o aborto e a favor das causas sociais. A conheço da mesma forma que conheço tantos outros jovens ao meu redor […] Tenho uma honra ilibada e tais acusações são descabidas. Respeito minha família, o povo brasileiro e principalmente minha fé! E peço que assim o façam! Assim eu encerro tal assunto, deixando nas mãos das autoridades”.

Atualização às 15:51 de 03/08/2016

A suposta vítima publicou mais um vídeo desmentindo o caso:

https://www.youtube.com/watch?v=7wOt8ECBri8



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PT oficializa chapa Lula-Alckmin à reeleição presidencial

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O Partido dos Trabalhadores se reuniu em convenção nacional, neste domingo (2), para oficializar a chapa Lula-Alckmin à reeleição.

O encontro do PT foi no Expo Center, em São Paulo. E foi um grande evento, com muitos discursos e falas de partidos que apoiam a reeleição de Lula e Alckmin: PSB, PV, PCdoB, PDT, PSOL e Rede Sustentabilidade.

Lula, que vai concorrer ao quarto mandato, falou por mais de uma hora. Fez um balanço e disse que algumas prioridades deverão ser a educação, o investimento na indústria e na defesa, e o  combate à violência contra a mulher.

Lula até brincou com a Copa do Mundo, disse que ele já disputou seis eleições, indo para a sétima, mais que qualquer jogador que disputou mais copas. E que quer ir agora para o tetra, para o quarto mandato. 

O agora candidato falou sobre soberania, sobre defesa da democracia e em uma sociedade de respeito, de harmonia, e de verdade, sem o uso de manipulações feitas por inteligência artificial.

“Nós temos time, nós temos futebol, nós temos o que entregar, nós temos argumento. Nós não podemos permitir que a essência da mentira, utilizada pela inteligência artificial, venha ganhar uma eleição nesse país”.

O presidente Lula ainda falou sobre emendas parlamentares e sobre o papel do Legislativo. E complementou: vai ter briga democrática para fazer as mudanças nesse país.

Foi o último fim de semana para a realização de convenções para anúncio de candidaturas. O prazo termina na quarta-feira, dia cinco. Até o dia 15, essas candidaturas devem estar registradas no Tribunal Superior Eleitoral. Campanha mesmo, só a partir do dia 16.




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Malafaia lança campanha contra projeto que tenta censurar a Justiça

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O Projeto de Lei 280/2016, de autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Congresso Nacional, se tornou alvo de uma campanha do pastor Silas Malafaia, que quer mobilizar a sociedade contra a iniciativa.

O projeto trata da punição para quem cometer abuso de autoridade, mas é compreendido por especialistas como uma forma de censura do Ministério Público e da Justiça. No dia 01 de agosto, um grupo de juízes e membros do MP fizeram um protesto contra o PL 280/16 em São Paulo.

“Rapaz, eu fico com vergonha. Estão tentando calar juízes e o Ministério Público. Estão querendo fazer uma lei de abuso de autoridade, e quem está promovendo a lei são os corruptos que estão envolvidos na Lava-Jato lá no Senado. Esses caras tem moral para tentar calar juízes e Ministério Público?”, afirmou o pastor.

“Se tem alguém que não era para defender Ministério Público e ficar quieto era eu, pois estou sendo perseguido por um membro do MP, que deixa de acusar os criminosos – que foi a Parada Gay, que cometeu vilipêndio […] Mas, sabe o que eu penso? Mais do que os meus interesses, está o interesse da nossa nação”, destacou Malafaia.

Na sequência, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) destacou que o projeto de Renan Calheiros visa livrar acusados de corrupção que estão na mira da sociedade e da Justiça: “É uma lei para implodir a Lava-Jato, e não apenas ela. É para colocar medo em juízes e membros do Ministério Público, porque podem sofrer censura, processo, até perder o cargo. Então, você que é cidadão envie e-mails para os senadores dizendo ‘não queremos que a Justiça seja cerceada. Não queremos esse tipo de punição para o Ministério Público e para juízes’. Isso é uma das coisas mais perigosas. Eles estão com medo, porque, tanto o Ministério Público como os juízes e a Justiça, estão botando para quebrar como nós nunca vimos na história do nosso país”, destacou.

“Vamos pressionar os senadores porque isso é uma afronta ao Estado democrático de direito e à sociedade, [da parte] de corruptos que querem ficar livres”, concluiu o pastor. Assista:

Confira a lista de e-mails dos senadores:

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Guarda Municipal de Várzea Grande supera 13 mil atendimentos no primeiro semestre de 2026

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A Guarda Municipal de Várzea Grande realizou 13.182 atendimentos entre os meses de janeiro e junho de 2026. Conforme o comandante da corporação, inspetor GM Juliano Lemos, os números demonstram a atuação permanente da instituição na segurança preventiva, na fiscalização e na proteção do patrimônio público.

No período, foram mobilizadas 740 equipes, que atenderam 43 tipos de ocorrências. A maior parte das ações foi destinada ao patrulhamento preventivo nos bairros, que somou 3.641 registros, representando 27,6% de todas as ocorrências.

Na sequência, destacam-se os atendimentos de Ponto Base (PB), com 1.911 registros (14,5%), e outros relatórios operacionais, com 1.859 atendimentos (14,1%). A Guarda também intensificou as ações de fiscalização ambiental, com 546 atendimentos; segurança nas unidades de saúde, com 537 ocorrências; fiscalização de trânsito, com 462 registros; e patrulhamento voltado à Lei Maria da Penha, incluindo o acompanhamento de mulheres assistidas e o monitoramento de autores de violência, totalizando mais de 540 ações nessa área.

“A Guarda Municipal está atuando em todas as regiões do nosso município. Estivemos na proteção de escolas, parques, praças, Terminal Municipal, eventos, secretarias municipais, instalações do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e demais órgãos públicos, reforçando o compromisso com a segurança da população”, destacou o comandante Juliano Lemos.



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Amamentação reduz risco de doença cardíaca na mãe

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A amamentação reduz em cerca de 11% a chance de a mulher desenvolver uma doença cardiovascular em relação a mulher que não amamenta, destaca a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A queda dos fatores de risco está ligada ao período de amamentação.

“As publicações giram em torno de 18 meses de amamentação. A mulher que amamenta por mais tempo tem também redução desses fatores de risco: 12% menos risco de acidente vascular cerebral (AVC), 14% menos risco de infarto. Viu-se que a amamentação traz essa proteção para a mulher”, destaca a vice-presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, Alexandra Oliveira de Mesquita.

A médica esclarece que isso não significa que a mulher que não amamenta tenha risco aumentado para esse tipo de doença.

Durante a gestação, a mulher sofre alterações hormonais, como alta da resistência à insulina e elevação dos lipídios e do colesterol, principalmente do LDL (colesterol ruim).

Já na lactação ocorre um reset metabólico, uma espécie de reinicialização do organismo, pois a produção de leite atua na regulação do açúcar, ao melhorar o efeito sobre o metabolismo glicídico e aumentar a sensibilidade à insulina; usa glicose do corpo, reduzindo o risco de diabetes; e o alívio cardíaco, uma vez que reduz a pressão arterial e diminui a frequência cardíaca da mãe, permitindo que o coração trabalhe com menos esforço para bombeamento do sangue.

Liberação de hormônios

O período de lactação ativa a liberação de hormônios específicos, como a ocitocina, a prolactina, os glicocorticoides, a grelina e o hormônio do crescimento, que atuam como uma proteção ao miocárdio contra possíveis lesões cardíacas.

Um dos principais destaques é a ocitocina. Conhecido como o “hormônio do amor”, a ocitocina protege o coração contra a falta de oxigênio por meio da ativação de receptores cerebrais e de uma via que envolve estruturas responsáveis pela geração de energia celular, oferecendo uma barreira extra de cardioproteção à mãe.

“Tudo isso promove uma melhora da função endotelial, que é a função da parede interior das artérias. Também a liberação de oxitocina, nessa fase de lactação, faz uma vasodilatação, melhorando a circulação dessa mãe. Então, as alterações hormonais produzidas durante a gestação ficam meio que “resetadas” na fase de lactação, que é o que vai causar realmente essa redução de riscos”, explicou a médica, acrescentando que a resistência à insulina, se não for controlada, pode evoluir para o diabetes.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que, na gravidez, o corpo da mulher acumula naturalmente reservas de gordura. A lactação utiliza esses depósitos, o que reduz diretamente o risco de doenças cardíacas e um infarto.

Risco alto para mulheres

Alexandra Mesquita cita que as doenças cardiovasculares respondem por 33% da mortalidade feminina, superior aos óbitos por câncer de mama.

“Ainda se pensa que a maior causa de mortalidade feminina é câncer de mama, mas a doença cardiovascular mata sete vezes mais que o câncer de mama”, disse.

A maior parte dos fatores de risco – diabetes, pressão alta e sedentarismo – é comum a homens e mulheres. No entanto, podem ser piores entre as mulheres.

Porém, há fatores de risco próprios do sexo feminino. Entre eles, por exemplo, a cardiologista citou a primeira menstruação precoce (9 ou 10 anos) ou tardia (15 e 16 anos); a menopausa precoce, com menos de 45 anos; endometriose; ovários policísticos; uso de anticoncepcional oral; alterações da gravidez, como hipertensão induzida pela gestação, diabete gestacional ou bebê de baixo peso.

Dia Internacional da Amamentação

Neste sábado (1º), será comemorado o Dia Internacional da Amamentação. O tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2026 é “Amamentação para um começo de vida sustentável: Fortaleça o que funciona.”

A campanha global do Agosto Dourado é coordenada pela instituição World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) e tem como objetivo reforçar a importância de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno para um futuro mais saudável para crianças, famílias e comunidades.

A pediatra Carmen Elias, idealizadora da Sala de Apoio ao Aleitamento Materno do Instituto de Educação Médica (Idomed), aponta dez benefícios da amamentação para mãe e para a criança:

  • Proteção contra doenças
  • Recuperação pós-parto
  • Desenvolvimento infantil
  • Maior vínculo afetivo
  • Formação dos dentes
  • Fácil adaptação
  • Prevenção de tumores
  • Planejamento familiar
  • Construção de hábitos alimentares
  • Benefício financeiro, sem a necessidade de comprar leites e suplementos infantis



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Caminhadas buscam conscientizar população sobre lipedema

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Uma em cada 10 mulheres no Brasil sofre com um acúmulo excessivo de gordura nas extremidades do corpo, resultando em um aumento desproporcional do tecido adiposo sobretudo nos braços e nas pernas. O quadro, comumente confundido com celulite, é chamado lipedema e incomoda além da estética, já que pode causar dores, inchaço, sensibilidade e limitações físicas.

Neste domingo (2), pacientes, familiares e profissionais de saúde participam de caminhadas agendadas em um total de 26 cidades no Brasil e no exterior com o objetivo de ampliar a conscientização e o diagnóstico precoce da condição.

Em entrevista à Agência Brasil, a cirurgiã vascular, angiologista e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular Tatiana Losada detalhou que o lipedema é uma doença crônica do tecido adiposo, caracterizada pelo acúmulo exagerado de gordura, principalmente nas pernas, nos quadris e, em alguns casos, nos braços.

“Acomete quase exclusivamente mulheres e pode provocar dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso, inchaço e facilidade para desenvolver hematomas”, disse, ao citar que a celulite, por sua vez, é uma alteração estética da superfície da pele, responsável pelo aspecto de casca de laranja e que, em geral, não provoca dor importante ou aumento desproporcional dos membros.

De acordo com a médica, no caso do lipedema, além das irregularidades na pele, costuma existir aumento simétrico e excessivo das pernas ou dos braços, dor ou sensibilidade ao toque, peso nas pernas, inchaço e hematomas frequentes. “É comum também haver preservação dos pés e das mãos, formando uma espécie de garrote na região dos tornozelos ou punhos”.

Tatiana destacou ainda que, apesar das diferenças entre ambas as condições, somente uma avaliação médica pode confirmar o diagnóstico.

“O diagnóstico é predominantemente clínico, realizado por meio da história da paciente e do exame físico. Não existe, atualmente, um exame laboratorial ou de imagem que confirme o lipedema. Exames como doppler podem ser solicitados para avaliar a circulação e afastar outras condições.”

Apesar de ser considerado uma condição crônica, o lipedema, segundo ela, pode ser tratado e controlado. O tratamento, individualizado, pode envolver alimentação equilibrada, controle do peso, exercícios físicos, sobretudo fortalecimento muscular, fisioterapia, terapia compressiva e acompanhamento multiprofissional.

“Em pacientes selecionadas, pode ser realizada cirurgia. O objetivo é reduzir dor e inchaço, preservar a mobilidade e melhorar a qualidade de vida”, explicou.

As causas do lipedema, de acordo com a médica, ainda não foram completamente esclarecidas, mas há forte associação a fatores genéticos e hormonais. Por esse motivo, é comum encontrar diversas mulheres de uma mesma família com características semelhantes, mesmo que nunca tenham recebido o diagnóstico.

“Os sintomas também podem surgir ou se intensificar em períodos de mudanças hormonais, como adolescência, gravidez e menopausa. Ganho de peso, sedentarismo e alterações metabólicas não são considerados causas diretas do lipedema, mas podem agravar os sintomas, a inflamação, a sobrecarga articular e as limitações de mobilidade.”

Tatiana ressaltou que, diante de sinais de um possível lipedema, o paciente deve procurar um médico com experiência no diagnóstico da doença e não atribuir o quadro apenas ao excesso de peso.

“Quanto mais cedo for realizada a avaliação, mais cedo será possível controlar os sintomas, proteger as articulações, preservar a mobilidade e evitar tratamentos desnecessários. O diagnóstico adequado também ajuda a reduzir a culpa que muitas mulheres carregam por acreditarem que o problema decorre somente da alimentação ou da falta de esforço para emagrecer”, concluiu.

 




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Amamentação reduz risco de doença cardíaca na mãe

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A amamentação reduz em cerca de 11% a chance de a mulher desenvolver uma doença cardiovascular em relação a mulher que não amamenta, destaca a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A queda dos fatores de risco está ligada ao período de amamentação. 

“As publicações giram em torno de 18 meses de amamentação. A mulher que amamenta por mais tempo tem também redução desses fatores de risco: 12% menos risco de acidente vascular cerebral (AVC), 14% menos risco de infarto. Viu-se que a amamentação traz essa proteção para a mulher”, destaca a vice-presidente do Departamento de Cardiologia da Mulher da SBC, Alexandra Oliveira de Mesquita.

A médica esclarece que isso não significa que a mulher que não amamenta tenha risco aumentado para esse tipo de doença.

Durante a gestação, a mulher sofre alterações hormonais, como alta da resistência à insulina e elevação dos lipídios e do colesterol, principalmente do LDL (colesterol ruim).

Já na lactação ocorre um reset metabólico, uma espécie de reinicialização do organismo, pois a produção de leite atua na regulação do açúcar, ao melhorar o efeito sobre o metabolismo glicídico e aumentar a sensibilidade à insulina; usa glicose do corpo, reduzindo o risco de diabetes; e o alívio cardíaco, uma vez que reduz a pressão arterial e diminui a frequência cardíaca da mãe, permitindo que o coração trabalhe com menos esforço para bombeamento do sangue.

Liberação de hormônios

O período de lactação ativa a liberação de hormônios específicos, como a ocitocina, a prolactina, os glicocorticoides, a grelina e o hormônio do crescimento, que atuam como uma proteção ao miocárdio contra possíveis lesões cardíacas.

Um dos principais destaques é a ocitocina. Conhecido como o “hormônio do amor”, a ocitocina protege o coração contra a falta de oxigênio por meio da ativação de receptores cerebrais e de uma via que envolve estruturas responsáveis pela geração de energia celular, oferecendo uma barreira extra de cardioproteção à mãe.

“Tudo isso promove uma melhora da função endotelial, que é a função da parede interior das artérias. Também a liberação de oxitocina, nessa fase de lactação, faz uma vasodilatação, melhorando a circulação dessa mãe. Então, as alterações hormonais produzidas durante a gestação ficam meio que “resetadas” na fase de lactação, que é o que vai causar realmente essa redução de riscos”, explicou a médica, acrescentando que a resistência à insulina, se não for controlada, pode evoluir para o diabetes.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que, na gravidez, o corpo da mulher acumula naturalmente reservas de gordura. A lactação utiliza esses depósitos, o que reduz diretamente o risco de doenças cardíacas e um infarto.

Risco alto para mulheres

Alexandra Mesquita cita que as doenças cardiovasculares respondem por 33% da mortalidade feminina, superior aos óbitos por câncer de mama.

“Ainda se pensa que a maior causa de mortalidade feminina é câncer de mama, mas a doença cardiovascular mata sete vezes mais que o câncer de mama”, disse.

A maior parte dos fatores de risco – diabetes, pressão alta e sedentarismo – é comum a homens e mulheres. No entanto, podem ser piores entre as mulheres. 

Porém, há fatores de risco próprios do sexo feminino. Entre eles, por exemplo, a cardiologista citou a primeira menstruação precoce (9 ou 10 anos) ou tardia (15 e 16 anos); a menopausa precoce, com menos de 45 anos; endometriose; ovários policísticos; uso de anticoncepcional oral; alterações da gravidez, como hipertensão induzida pela gestação, diabete gestacional ou bebê de baixo peso. 

Dia Internacional da Amamentação

Neste sábado (1º), será comemorado o Dia Internacional da Amamentação. O tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2026 é “Amamentação para um começo de vida sustentável: Fortaleça o que funciona.”

A campanha global do Agosto Dourado é coordenada pela instituição World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) e tem como objetivo reforçar a importância de proteger, promover e apoiar o aleitamento materno para um futuro mais saudável para crianças, famílias e comunidades.

A pediatra Carmen Elias, idealizadora da Sala de Apoio ao Aleitamento Materno do Instituto de Educação Médica (Idomed), aponta dez benefícios da amamentação para mãe e para a criança:

  • Proteção contra doenças
  • Recuperação pós-parto
  • Desenvolvimento infantil 
  • Maior vínculo afetivo
  • Formação dos dentes
  • Fácil adaptação
  • Prevenção de tumores
  • Planejamento familiar
  • Construção de hábitos alimentares
  • Benefício financeiro, sem a necessidade de comprar leites e suplementos infantis 




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Conversa no WhatsApp vazada sem autorização leva caso à mais alta corte da Alemanha

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Saiba por que o WhatsApp deixa de funcionar em celulares antigos
AP Photo/Patrick Sison
O caso de uma mulher demitida após ter mensagens de uma conversa privada de WhatsApp encaminhadas a terceiros sem consentimento foi parar em um alto tribunal da Justiça alemã e pode acabar mobilizando até mesmo o Tribunal de Justiça da União Europeia.
Em questão está um debate sobre se o vazamento configura ou não violação do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), que protege os dados pessoais de cidadãos na União Europeia, nos mesmos moldes da Lei Geral de Proteção de Dados no Brasil.
Isso porque o RGPD não se aplica ao tratamento de dados pessoais no âmbito da vida privada, sem relação com uma atividade profissional ou comercial. Isso inclui troca de correspondência e a atividade nas redes sociais.
Mas é justamente isso que a reclamante está questionando em juízo. O argumento é que essa exceção não se aplicaria ao seu caso, e que ela tem direito a indenização de 7,5 mil euros (R$ 44 mil) pelos danos sofridos em consequência do vazamento, além de ressarcimento dos custos com advogados.
Agora no g1
As mensagens haviam sido trocadas há três anos. Nelas, a reclamante, que trabalhava em um consultório médico, se queixava do chefe a uma amiga. Depois que a amizade terminou, as mensagens acabaram chegando à mulher do chefe, que também trabalhava no consultório, cuidando da parte administrativa. Pouco tempo depois, a funcionária foi demitida.
A Justiça na primeira instância deu ganho de causa à mulher demitida, mas a decisão foi revertida na segunda instância. A mulher recorreu e, nesta quinta-feira (30/07), o caso começou a ser analisado no Tribunal Federal de Justiça da Alemanha (BGH), a mais alta instância da Justiça comum alemã.
O que decidiu a primeira instância?
O Tribunal Regional de Frankfurt, de primeira instância, condenou a amiga que encaminhou as mensagens ao pagamento de 7,5 mil euros de indenização.
No entendimento da corte, a exceção do RGPD não se aplicava ao caso, já que a ré compartilhou deliberadamente os dados da ex-amiga com uma pessoa próxima ao empregador dela.
A ré alegou que queria “proteger” o consultório. Assim, o encaminhamento também estaria ligado, ao menos em parte, aos interesses comerciais do empregador. Haveria, portanto, uma relação com uma atividade econômica, motivo pelo qual a exceção para dados compartilhados no âmbito da vida privada não poderia ser aplicada, concluiu o tribunal.
O que decidiu a segunda instância?
O Tribunal Regional Superior de Frankfurt chegou a uma conclusão diferente ao analisar um recurso da ré. A corte rejeitou a ação, afirmando que o RGPD não se aplica ao caso, já que o encaminhamento das mensagens não tinha relação com uma atividade profissional ou econômica da ré.
A relação profissional entre a reclamante e o empregador seria irrelevante para essa análise, mesmo que a ré tivesse agido impelida pelo desejo de provocar a demissão da ex-amiga.
Na avaliação do Tribunal Regional Superior, tampouco o direito à proteção da vida privada, garantido pela Constituição alemã, fundamentaria um pedido de indenização. A corte reconheceu que a ré interferiu de forma ilícita e dolosa na esfera privada e possivelmente até na intimidade da reclamante, mas alega que as violações constatadas não seriam graves o suficiente para justificar a compensação pretendida em juízo.
Além disso, a reclamante já havia conseguido uma declaração formal pela qual a ré se comprometia a não repetir a conduta, sob pena de multa. Para o tribunal, isso já representa compensação suficiente.
O que está em jogo?
O caso segue duas linhas jurídicas bastante distintas, resume Niko Härting, da Associação Alemã dos Advogados.
“Uma delas é o direito da proteção de dados e a outra é o direito da personalidade”, explicou o advogado especializado em Direito da tecnologia da informação à agência de notícias dpa.
No âmbito da proteção de dados, a questão central é como deve ser interpretada a exceção à vida privada do RGPD: “Deve-se considerar exclusivamente a motivação de quem encaminha os chats ou basta que o destinatário possa utilizá-los em um contexto profissional?”.
Segundo Härting, há pouca jurisprudência tanto do Tribunal Federal de Justiça da Alemanha quanto do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) sobre a interpretação dessa exceção. Por isso, ele considera possível que os juízes de Karlsruhe se consultem primeiro com o TJUE, que é a autoridade máxima para interpretação de leis europeias.
O caso pode criar um precedente jurídico inédito, já que o TJUE nunca analisou o RGPD no contexto de aplicativos de mensagens.
Em um processo de 2014, um homem na República Tcheca foi repreendido pelo TJUE por manter uma câmera de vigilância em sua propriedade que também captava o que se passava na calçada. O argumento da corte foi de que as imagens extrapolavam a esfera privada do réu e invadiam área pública.
Atualmente, o TJUE também analisa um outro caso envolvendo a aplicação do RGPD em contextos privados: o de uma mãe que processou a filha e o genro por a terem filmado com uma câmera escondida dentro de casa.
A expectativa é que os dois processos não sejam julgados antes de setembro.
WhatsApp ganha nomes de usuário e vai dispensar número para começar conversa
França aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos; medida é inédita na UE



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Como reconhecer imagens “históricas” geradas por IA

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“Parece ser possível, por meio da IA, recombinar imagens do passado para gerar imagens sintéticas que não existem, mas que talvez pudessem ter existido, e preencher assim supostas ou reais ‘lacunas’ nos arquivos e nos registros históricos”, comenta. “Isso me parece uma promessa enganosa.”



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