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TikTok faz acordo em três processos sobre vício em redes sociais entre jovens antes de julgamento

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Os três casos, movidos por autores identificados apenas pelas iniciais por serem menores de idade, foram selecionados como julgamentos-piloto dentre cerca de 3.300 processos que tramitam perante a juíza Carolyn Kuhl, do Tribunal Superior de Los Angeles.



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Lula indica Haddad como sucessor na presidência da República

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Em uma recente declaração, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Fernando Haddad como seu sucessor na Presidência da República. Essa escolha gera expectativa sobre os rumos políticos do Brasil e suas implicações para a sociedade.

Contexto da Indicação

A indicação de Haddad por Lula ocorre em um momento crucial da política brasileira, onde as eleições se aproximam e o cenário político está em constante transformação. Haddad, que já foi ministro da Educação e prefeito de São Paulo, é visto como uma figura próxima a Lula e alinhada com suas propostas.

O ex-presidente tem defendido a importância de manter a continuidade de suas políticas, especialmente em áreas como educação, saúde e assistência social. A escolha de Haddad reflete a busca por um candidato que possa dar seguimento a essas pautas e fortalecer a base de apoio do partido.

O que aconteceu

Durante um evento, Lula afirmou que Haddad é a pessoa mais preparada para dar continuidade ao seu legado. “Ele tem experiência e compromisso com as questões sociais, fundamentais para o nosso país”, disse Lula. A declaração foi recebida com entusiasmo por muitos apoiadores, que veem em Haddad a possibilidade de um governo que priorize a inclusão e a justiça social.

Além disso, a indicação de Haddad também pode ser interpretada como uma estratégia para unir o partido e evitar divisões internas que poderiam enfraquecer a candidatura nas próximas eleições. A escolha foi amplamente divulgada e discutida nas redes sociais, gerando reações diversas entre os eleitores.

Reações ao anúncio

A indicação de Haddad como sucessor gerou uma série de reações entre os políticos e a população. Enquanto muitos apoiadores de Lula celebraram a escolha, críticos expressaram preocupações sobre a continuidade das políticas do governo anterior.

Entre os apoiadores, a expectativa é de que Haddad possa trazer um novo impulso às iniciativas sociais e de desenvolvimento econômico. Por outro lado, opositores alertam para os desafios que um novo governo enfrentará, especialmente em um cenário econômico delicado.

O que esperar para o futuro

Com a indicação de Haddad, as atenções se voltam para as próximas etapas do processo eleitoral. Especialistas apontam que a campanha deverá focar em temas como a recuperação econômica, a educação e a saúde pública, áreas que Haddad já demonstrou interesse em priorizar.

Além disso, a forma como Haddad se posicionará em relação a questões como liberdade religiosa e apoio à igreja local será um aspecto importante a ser observado. A comunidade cristã, que tem um papel significativo na política brasileira, estará atenta às propostas do candidato e como elas poderão impactar a fé e a prática religiosa no país.



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Segurança: TSE divulga vídeos sobre preparação das urnas eletrônicas

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Para demonstrar o funcionamento e a segurança das urnas eletrônicas, o Tribunal Superior Eleitoral divulgou, nesta segunda-feira (3), uma série de vídeos para apresentar o modo básico de preparação do aparelho para as eleições.

Na publicação, Rafael Azevedo, coordenador de Tecnologia Eleitoral do TSE, explica que essa etapa é realizada em cerimônia pública, após a convocação, por edital, de representantes dos partidos políticos, do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil e de outras entidades.

Inicialmente, uma mídia de carga é inserida na urna eletrônica com os dados dos eleitores que votam em uma determinada seção eleitoral, como destaca Azevedo.

“Você tem uma mídia, uma mídia inicializável, uma mídia de aplicação que nós chamamos, que, quando preparada, é chamada de mídia de carga, é inserida na urna. Quando a urna liga, essa mídia vai inicializar e ela tem todos os dados dos eleitores de determinada seção. E esse sistema vai formatar tudo que tem aqui dentro, preparar tudo que tem aqui dentro, instalar todos os programas e vai perguntar pro usuário: que sessão você quer preparar? Eu quero preparar a sessão 4 desse município, dessa zona eleitoral. Os dados dos eleitores são colocados pra cá, os candidatos são colocados pra cá e tudo é preparado aqui internamente”, explica.

Em seguida, é feito o chamado registro de correspondência, ou seja, a associação entre o número interno da urna eletrônica à seção para a qual ela foi preparada.

O coordenador de tecnologia eleitoral do TSE ressalta que, ao fim, é emitido um boletim com o detalhamento da preparação de cada urna.

“Também, ao final da preparação, ele imprime um comprovante. E esse comprovante de carga também fica fixado ao material daquela cerimônia feita, pública, em que todas as entidades puderam participar. E lá vai ficar muito bem registrado de que a urna a seção número 4 foi associada pra aquele número interno, naquela data, naquela hora e etc. Então, isso cria essa unicidade. Essa relação entre a tabela que tem todas as urnas e as seções preparadas, chama tabela de correspondência. E ela é publicada na internet no sábado, véspera da eleição, pra qualquer partido político e qualquer interessado”, detalha.

Usada pela primeira vez há 30 anos no país, a urna eletrônica se consolidou com um dos maiores símbolos da modernização eleitoral brasileira. O sistema eletrônico de votação tornou o processo de votação mais simples para o eleitor e mais eficiente para administração eleitoral.

Para conhecer mais sobre o funcionamento, a segurança, a transparência e a rastreabilidade das urnas eletrônicas, basta acessar a página do TSE no Youtube, na seção Vídeos.




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Casos de sarampo sobem para 16 em São Paulo

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O estado de São Paulo confirmou nesta segunda-feira (3) o 16° caso de sarampo este ano.

Do total, foram identificados 13 pacientes na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos, sendo sete homens e nove mulheres. A maioria (dez) é de bebês com até um ano de idade. Os demais são adultos com idades entre 20 e 50 anos.

A secretaria estadual de Saúde informou que a cobertura vacinal da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) é de 77,5% para a primeira dose, e 65,5% para a segunda. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 95% para cada uma das doses. Qualquer cobertura abaixo desse percentual representa risco aumentado de circulação da doença.

Campanha multivacinação

A Campanha Nacional de Multivacinação 2026 teve início nesta segunda-feira (3). A mobilização segue até o dia 1º de setembro com o objetivo de aumentar a cobertura vacinal. A campanha inclui a vacina contra sarampo.

Os três municípios paulistas com casos confirmados da doença irão adotar uma estratégia adicional de vacinação. Com o objetivo de reforçar a imunização contra o sarampo, a campanha estende-se também a pessoas na faixa etária de 6 meses a 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. 

Os imunizantes disponíveis na campanha são: BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), varicela, DTP, hepatite A, e HPV.

O que é sarampo e como prevenir

O sarampo é doença viral infecciosa aguda altamente contagiosa e potencialmente grave, podendo deixar sequelas ou levar à morte.

A transmissão ocorre principalmente por via aérea ou gotículas respiratórias ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O vírus causador da infecção pode se disseminar rapidamente em ambientes com grande concentração de pessoas.

Os principais sintomas são:

  • Manchas vermelhas no corpo (primeiro no rosto e atrás das orelhas e depois se espalham) e febre alta (acima de 38,5°) acompanhada de outros sinais
  • Tosse seca
  • Irritação nos olhos (conjuntivite)
  • Mal-estar intenso

A vacinação é a principal medida de prevenção e controle da doença. As vacinas tríplice viral e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) são oferecidas gratuitamente pelo SUS.



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Irã executa jovem de 19 anos preso durante protestos

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Neste sábado, 1º de agosto de 2026, o Irã executou Arvin Kheirkhahan, um jovem de 19 anos que estava preso desde janeiro durante uma onda de protestos contra o regime. A execução ocorre em meio a um aumento das tensões e repressões a manifestações no país.

Contexto dos protestos no Irã

Os protestos no Irã começaram em setembro de 2022, após a morte de Mahsa Amini, uma jovem que foi detida pela polícia moral do país. Desde então, a população tem se manifestado contra as restrições impostas pelo regime, clamando por liberdade e direitos humanos. A repressão a esses movimentos tem sido severa, com o governo utilizando força letal contra os manifestantes.

O que aconteceu com Arvin Kheirkhahan

Arvin Kheirkhahan foi condenado por “travar guerra contra Deus”, um crime que o regime iraniano utiliza para justificar sentenças de morte em casos relacionados a protestos. Ele foi executado na prisão de Shahroud, localizada no norte do país. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA) reportou que, além de Kheirkhahan, outros dois manifestantes também foram executados publicamente no início da semana, acusados de “violência letal contra as forças de segurança”.

Reações à execução

Organizações de direitos humanos têm denunciado essas execuções como uma violação grave dos direitos humanos. A HRANA afirmou que não conseguiu verificar todas as alegações relacionadas às execuções, mas enfatizou a necessidade de uma resposta internacional mais firme contra a repressão no Irã.

O impacto dessas ações é profundo, especialmente para a comunidade cristã que enfrenta perseguições em muitos países, incluindo o Irã. A execução de jovens como Kheirkhahan levanta questões sobre a segurança e a liberdade de expressão, fundamentais para a evangelização e a prática da fé.

O que esperar no futuro

Com a intensificação da repressão, é provável que o regime iraniano continue a enfrentar resistência interna e pressão externa. A comunidade internacional, especialmente os países que defendem a liberdade religiosa, deve se posicionar contra essas violações e apoiar a igreja perseguida no Irã.

“A execução de Arvin Kheirkhahan é um lembrete trágico do que muitos enfrentam em busca de liberdade e justiça”.

Enquanto isso, os cristãos e outros grupos perseguidos no Irã precisam de nossas orações e apoio. A situação no país é um chamado à ação para todos que acreditam na dignidade humana e na liberdade religiosa.



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Igreja de Greg Locke se mudará após queda de frequência

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A Global Vision Bible Church, localizada em Lebanon, Tennessee, e liderada pelo pregador Greg Locke, está se preparando para uma mudança de local. A decisão vem após um notável declínio na frequência dos membros da igreja nos últimos meses.

Contexto da mudança

A Global Vision Bible Church ganhou notoriedade nos últimos anos, especialmente por sua abordagem direta e polêmica em relação a temas sociais e políticos. Greg Locke, conhecido por suas declarações controversas, tem sido uma figura polarizadora dentro da comunidade cristã. A igreja se destacou por suas atividades de evangelização e por promover eventos que atraem uma grande audiência, mas a atual queda na frequência levanta questões sobre a sustentabilidade de suas operações.

O que aconteceu

Recentemente, a igreja anunciou que está se mudando para um novo local, embora os detalhes sobre a nova localização ainda não tenham sido divulgados. A mudança foi motivada pela significativa redução no número de frequentadores, o que pode indicar uma necessidade de reavaliar estratégias de evangelização e engajamento com a comunidade local.

Reações da comunidade

A notícia da mudança gerou diversas reações entre os membros da igreja e a comunidade em geral. Alguns fiéis expressaram preocupação com o futuro da congregação e a capacidade de Locke de atrair novos membros. Outros, no entanto, veem a mudança como uma oportunidade para revitalizar a missão da igreja e alcançar um público mais amplo.

“Estamos confiantes de que esta mudança nos permitirá impactar mais vidas e continuar nosso trabalho de evangelização”.

— Greg Locke

O que esperar

Com a mudança, espera-se que a Global Vision Bible Church busque novas formas de se conectar com a comunidade e expandir suas atividades missionárias. A liderança da igreja pode explorar novas iniciativas para atrair frequentadores e fortalecer a fé entre os membros existentes. A expectativa é que, ao se estabelecer em um novo local, a igreja possa revitalizar seu compromisso com o anúncio do Evangelho e a evangelização.



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TreVeyon Henderson: “Sem Jesus, sou tão fraco”

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Durante os treinamentos da NFL, o running back TreVeyon Henderson fez uma declaração poderosa sobre sua fé em Jesus. Ele afirmou que, sem Cristo, se sente “tão fraco” que não consegue fazer nada.

Contexto da declaração

TreVeyon Henderson, jogador do New England Patriots, tem se destacado não apenas por suas habilidades em campo, mas também por sua forte fé cristã. Em um momento de reflexão durante os camp de treinamento da NFL, ele compartilhou com os jornalistas a importância de sua relação com Jesus em sua vida pessoal e profissional.

O que aconteceu

Em uma entrevista recente, Henderson declarou: “Apart from Jesus, I can’t do anything”. Essa frase ressoou entre os presentes, evidenciando a profunda dependência que o atleta sente em relação à sua fé. Ele enfatizou que, sem a presença de Cristo em sua vida, se considera incapaz de enfrentar os desafios que surgem, tanto dentro quanto fora do campo.

“Sem Jesus, sou tão fraco. Ele é a minha força e a razão pela qual continuo lutando todos os dias.”

— TreVeyon Henderson

Reações à declaração

A declaração de Henderson gerou uma onda de reações positivas entre os fãs e a comunidade cristã. Muitos expressaram admiração por sua coragem em falar abertamente sobre sua fé em um ambiente muitas vezes considerado secular. As redes sociais foram inundadas com mensagens de apoio, destacando a importância de manter a fé em meio às adversidades.

Além disso, a declaração de Henderson serve como um lembrete para muitos cristãos sobre a necessidade de depender de Deus em todas as áreas da vida. Sua vulnerabilidade e sinceridade inspiram outros a também se posicionarem sobre sua fé, independentemente do contexto em que se encontram.

O que esperar do futuro

Com a temporada da NFL se aproximando, muitos estão ansiosos para ver como a fé de Henderson influenciará seu desempenho em campo. Ele se tornou um exemplo de que, mesmo em um esporte competitivo, é possível manter os princípios cristãos e ser uma luz para outros.

Além disso, a trajetória de Henderson pode abrir portas para discussões mais amplas sobre a integração da fé no esporte, incentivando outros atletas a compartilharem suas experiências e a importância de sua espiritualidade.



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Estudo sobre hepatites virais traça panorama da doença em onze anos

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Pesquisadores do Einstein Hospital Israelita analisaram 200 trabalhos científicos publicados entre 2013 e 2024, com dados de mais de 14,5 milhões de pessoas, e traçaram um panorama das hepatites virais no Brasil.

A pesquisa faz parte do projeto Caracterização de Hepatites Virais em Populações Vulnerabilizadas, desenvolvido pelo Einstein no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

O objetivo é gerar conhecimento para fortalecer estratégias de prevenção e cuidado que possam contribuir para que o Brasil alcance a meta de eliminar as hepatites virais até 2030. O estudo foi publicado na revista científica internacional PLOS ONE.

Foram analisados dados referentes a todas as hepatites virais: A, B, C, D e E.

“Em geral, as pessoas pensam mais nas hepatites B e C, porque são, de fato, bem frequentes e, além de hepatites agudas, elas são, com frequência, hepatites crônicas”, disse nesta segunda-feira (3) à Agência Brasil o coordenador do estudo, João Renato Rebello Pinho, médico do Departamento de Patologia Clínica do Einstein.

Hepatite A

A hepatite A, por exemplo, é uma hepatite aguda, mas que pode ter casos graves. Trata-se de uma hepatite que pode ser evitada pela vacinação. Pinho ressaltou, entretanto, que a hepatite A voltou ao Brasil, principalmente transmitida por homens.

“É uma nova forma de contato que foi reconhecida, que é o contato oral/anal, ou seja, na hora de fazer sexo, pessoas acabam se contaminando com material anal e com o vírus. Isso fez com que essa doença voltasse a se manifestar na população brasileira em geral”.

Segundo o especialista, a doença começou nos grupos de homens que fazem sexo com outros homens, mas logo se espalhou para todas as populações não vacinadas.

“Então, em relação à hepatite A, é importante ressaltar a importância da vacinação, porque tem mulheres que fazem também sexo oral/anal. Elas também estão sujeitas a esse tipo de hepatite”.

Por outro lado, ele descartou que a doença seja transmitida de pessoa a pessoa pela pele, por exemplo. O contágio de pessoa a pessoa é mais difícil, precisa ser um contato íntimo. 

“Na verdade, a forma mais comum de contaminação pelo vírus da hepatite A é por via alimentar, ou seja, por água contaminada ou alimentos contaminados”.

A nova forma que foi descrita nos últimos 10 anos quando esses vírus se espalharam pelo mundo ocorreu, principalmente, por conta desse comportamento sexual. Mas não passa de pessoa a pessoa, como o vírus da Covid-19, afirmou o médico. “Só passa se a pessoa for ao banheiro, sujar a mão e cumprimentar outra pessoa”.

No contato familiar intenso, contudo, Rebello Pinho admitiu que pode ocorrer contágio. Uma criança que pega hepatite A tem mais facilidade de passar para outras pessoas porque tem todos os cuidados higiênicos dos pais para elas. Não há, entretanto, risco de transmissão de hepatite por contato pessoal no ônibus, no trânsito, na rua. “Isso não vai acontecer. Precisa ser um contato muito íntimo mesmo”.

Por regiões, a hepatite A, de transmissão oral/fecal, ocorre muito na região amazônica e nas regiões Norte e Nordeste. “Ela ainda é frequente nessas regiões, exceto quando são homens maiores de 18 anos, que nós encontramos muitos casos de hepatite A na região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, devido a esse fenômeno de comportamento sexual e à falta de vacinação que ainda não é gratuita para quem tem mais de 18 anos”.

Hepatites B e C

Nas hepatites B e C, a principal forma de contato é sexual. Mas também o contato com sangue ou produtos sanguíneos, principalmente o uso de drogas endovenosas, pode transmitir as hepatites B e C.

Outra forma importante de transmissão é a de mãe para filho durante a gestação e o parto. Rebello Pinho salientou que o Brasil, inclusive, controla muito bem a hepatite B e já controlou a transmissão hepatite B e do HIV de mãe para filho. “É uma coisa muito rara de acontecer atualmente”.

Rebello Pinho Enfatizou a existência de vacina contra a hepatite B. Ao contrário da hepatite A, a hepatite B pode ser crônica. E tanto a B como a C se relacionam com cirrose e com câncer de fígado. “Daí a importância de tomar vacina para a hepatite B”.

Para a hepatite B, há tratamentos muito eficazes. Já para a hepatite C, embora as vias de transmissão sejam muito parecidas com as do tipo B, não existe vacina. Esse tipo de hepatite viral tem, por outro lado, tratamentos muito eficazes que curam mais de 95% dos pacientes.

“Ou seja, é uma doença que, antes, tinha tratamentos muito ruins, mas agora tem tratamento muito bom. O ideal, porém, é que a pessoa não pegue a hepatite C”.

Para isso, reforçou entre as medidas necessárias o sexo seguro e evitar contato com sangue, principalmente com o uso de drogas endovenosas proibidas.

O pesquisador lembrou que outra forma muito frequente de transmitir a hepatite C era uso de seringas compartilhadas de transfusão de sangue. Hoje, contudo, é muito raro conseguir transmitir a hepatite B e C por esses caminhos, indicou. Para prevenir a hepatite C, orientou que devem ser evitados esses comportamentos.

Hepatite D

De acordo com João Renato Rebello Pinho, a hepatite D, ou Delta, é negligenciada.“Porque ela acontece, em geral, com populações de um nível socioeconômico mais baixo, que acabam sendo negligenciadas pelos sistemas de saúde”.

No Brasil, ela é muito frequente na região amazônica, especialmente nas populações ribeirinhas, de difícil acesso, nas quais é difícil fazer o diagnóstico. O médico destacou que também a hepatite B é mais frequente no Brasil na região amazônica, embora ocorra em todo o Brasil.

“Apesar de ter uma vacina e tratamento eficazes, ela é uma doença muito espalhada na população brasileira, com várias fontes do vírus em diferentes lugares do Brasil e não só na região amazônica”.

Rebello Pinho explicou que as hepatites B e D são relacionadas. Na região amazônica, há populações que apresentam uma frequência importante de hepatite Delta. Ele esclarece, no entanto, que só pega a hepatite D, ou Delta, quem é portador do vírus de hepatite B.

“Ou a pessoa pega o vírus de hepatite B e Delta ao mesmo tempo, ou já tem o vírus de hepatite B e depois pega o vírus da hepatite D”.

Estudos genéticos dos vírus presentes no Brasil mostraram que a maior parte dos vírus é característica da região amazônica. Ou seja, têm um ciclo viral que está sendo mantido há muito tempo na região amazônica, “apesar de a gente saber que a vacina para hepatite B é eficaz para a prevenção também da hepatite Delta. Se a pessoa não pega hepatite B, ela não pega hepatite Delta”.

Nas populações ribeirinhas, distantes de grandes centros urbanos, muitas vezes vai haver pessoas que se infectam com a hepatite B e Delta ao mesmo tempo. Quando isso ocorre, a hepatite é mais grave, pode ser fulminante. “Pode ser hepatite aguda mais grave, uma hepatite crônica mais grave, relacionada com cirrose, com câncer de fígado. É um grande problema de saúde pública na região amazônica”.

Na avaliação do médico do Departamento de Patologia Clínica do Einstein, esse tipo de hepatite tem que ser vista dentro das chamadas doenças raras.

“As pessoas esquecem da hepatite Delta, porque ela só está presente em alguns grupos populacionais. Mas nesses grupos ela tem uma frequência grande e uma mortalidade também importante. Apesar de ser uma hepatite, é uma doença negligenciada, porque é mal diagnosticada”.

Os tratamentos são difíceis de serem realizados na região amazônica. “Ou seja, esse é um problema de saúde pública importante”, reiterou.

Hepatite E

A hepatite E não é muito conhecida. Foi descrita inicialmente na Índia, onde apresenta casos bem graves e epidemias muito extensas, devido a um genótipo que só é encontrado naquele país.

No Brasil, como na Europa, essa é uma hepatite causada por um genótipo diferente, encontrado em animais. Isso significa que essa hepatite é uma zoonose, quer dizer, é uma doença transmitida para o homem a partir de outros animais, especialmente o porco. Já existem trabalhos demonstrando a existência de alguns porcos infectados com hepatite E no Brasil.

Rebello Pinho assegurou que não só a hepatite E, mas todos os outros tipos de hepatites virais vão se beneficiar muito da noção de saúde única. Isso significa que é necessário melhorar a saúde não só dos seres humanos, como dos animais. “Para pensar em hepatite E, teria que se pensar também em porcos, porque alguns porcos do Brasil têm essa doença”.

O trabalho realizado pelos pesquisadores revelou que o Sul do Brasil pode ter um pouco mais de hepatite E, por concentrar maior criação de suínos.

Por outro lado, a hepatite E não é tão grave como as demais. É uma doença aguda mas que, muitas vezes, pode até passar despercebida. Trata-se de uma doença que ainda precisa ser melhor estudada no Brasil.

Prevalência

Nos 200 estudos incluídos, a hepatite B foi a mais estudada, seguida pela hepatite C. A soroprevalência da hepatite A na população geral variou entre 33,3% e 67,8%. Em populações vulneráveis, a maior soroprevalência foi entre as populações encarceradas (88,1%), seguidas por imigrantes (87,4%) e indivíduos transgêneros (75,6%).

A Hepatite B apresentou prevalência variando de 0% a 7,5% na população geral, com as maiores taxas em uma região endêmica amazônica. A soroprevalência de hepatite C variou de 0,04% a 2,2% na população geral, com taxas mais altas entre pessoas que usam drogas (36,9%).

A hepatite D foi predominantemente relatada na região amazônica, com prevalência variando de 0% a 23,9%. Para hepatite E, a prevalência na população geral variou de 0,9 a 59,4%, com o valor mais alto na Região Sul.

Planejamento

O material analisado pelo grupo liderado pelo Einstein Hospital Israelita poderá apoiar gestores, profissionais de saúde e pesquisadores no planejamento de iniciativas alinhadas aos esforços nacionais para eliminação dessas doenças até 2030.

Proadi-SUS

O Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) foi criado em 2009. O objetivo é apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, além de gestão e assistência especializadas, demandados pelo Ministério da Saúde.

Atualmente, o programa reúne sete hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médico-assistencial e gestão: A.C. Camargo Cancer Center, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hcor, Einstein Hospital Israelita, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.

Os recursos do Proadi-SUS advêm da imunidade fiscal dos hospitais participantes. 

 




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Elon Musk: fortuna cai R$ 1,8 trilhão, mas ele segue o mais rico

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Além de Musk, Bezos, Page e Brin, a lista reúne Mark Zuckerberg, da Meta; Jensen Huang, da Nvidia; Larry Ellison, da Oracle; e Michael Dell, da Dell Technologies. Os únicos nomes fora desse grupo são Bernard Arnault, dono do conglomerado de luxo LVMH, e Warren Buffett, um dos investidores mais conhecidos do mundo.



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John Piper critica o ‘scrolling’ infinito e convoca à reflexão

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O renomado pastor e teólogo John Piper fez um apelo aos cristãos para que repensem a forma como consomem notícias trágicas, sugerindo que cada manchete negativa deve ser vista como um chamado à reflexão e ao arrependimento, e não como combustível para o que ele chama de “doomscrolling”.

O que é ‘doomscrolling’?

O termo “doomscrolling” refere-se ao hábito de rolar incessantemente por notícias negativas nas redes sociais e na internet. Essa prática, que se intensificou especialmente durante a pandemia e crises globais, pode levar a um estado de ansiedade e desespero, afetando a saúde mental e espiritual dos indivíduos.

A mensagem de Piper

Em sua reflexão, Piper enfatiza que os cristãos devem encarar as tragédias reportadas na mídia como oportunidades para a oração e a intercessão, ao invés de meras fontes de entretenimento. “Cada tragédia deve nos levar a um lugar de arrependimento e oração”, afirmou. Ele destaca que, ao invés de nos deixarmos consumir pela tristeza e desespero, devemos buscar a vontade de Deus em meio ao sofrimento do mundo.

Reações da comunidade cristã

A mensagem de Piper ressoou entre muitos líderes e membros da comunidade cristã, que concordam que a forma como consumimos notícias pode impactar nossa fé e nossa visão de mundo. Muitos têm se perguntado como podem ser mais proativos em suas respostas às crises globais, ao invés de se tornarem meros espectadores das tragédias.

O que esperar no futuro?

À medida que a sociedade continua a enfrentar desafios, como guerras, desastres naturais e crises sociais, a mensagem de Piper pode servir como um lembrete vital para os cristãos: a importância de manter uma perspectiva de esperança e fé em meio ao caos. A prática da oração e do arrependimento pode não apenas ajudar os indivíduos a lidarem melhor com suas emoções, mas também a se unirem em solidariedade com aqueles que sofrem.

“Cada tragédia deve nos levar a um lugar de arrependimento e oração.” – John Piper

Essa passagem nos lembra que, em vez de nos entregarmos ao desespero, devemos levar nossas preocupações a Deus, confiando que Ele está no controle de todas as coisas.



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