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Augusto Cury propõe mandato de 8 anos para ministros do STF

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O candidato Augusto Cury propôs a criação de mandatos de oito anos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e criticou o papel da Corte no sistema institucional brasileiro. A declaração foi feita durante o evento Encontro com os presidenciáveis da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs) na manhã desta terça-feira, 18 de agosto.

Proposta de mandatos

Cury afirmou que o STF tem exercido um poder que considera excessivo, referindo-se a ele como “quase um superpoder”. Ele destacou que a Corte tem avançado sobre atribuições que deveriam ser de outros Poderes. “Os Poderes devem ter igualdade, mas o STF tem tido um poder que já é quase um superpoder, não apenas como guardião da Constituição, mas legislando”, declarou.

Críticas ao cenário político

Durante sua fala, Cury também mencionou a situação política em Brasília, comparando-a a um “manicônio”. Essa afirmação reflete sua visão crítica sobre o estado atual das instituições e a dinâmica do poder no país.

Expectativas futuras

A proposta de Cury sobre os mandatos para os ministros do STF poderá ser um ponto de discussão nas próximas eleições e no debate sobre a reforma do sistema judiciário brasileiro. A proposta visa, segundo ele, equilibrar o poder entre os diferentes ramos do governo.



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Flávio Bolsonaro disputa a presidência com Alfredo Gaspar como vice

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Candidato do Partido Liberal à Presidência da República, Flávio Nantes Bolsonaro tem 45 anos e nasceu no município carioca de Resende. Advogado, empresário e parlamentar, cumpre mandato de senador desde 2018. É o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Tem como vice na chapa o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL).

Formado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, tem especialização nas áreas de políticas públicas e empreendedorismo. Ao longo da carreira, associou-se a pautas voltadas à segurança pública, à defesa de valores conservadores e a posições identificadas com a direita política brasileira.

A estreia nas urnas ocorreu em 2002, quando exerceu mandatos como deputado estadual no Rio de Janeiro, entre 2003 e 2007. Durante os anos em que atuou em nível estadual, participou de debates e DE iniciativas relacionados principalmente à segurança pública e à atividade legislativa.

Atualmente no Senado, teve ampliada sua projeção política e consolidou-se como uma das principais lideranças ligadas ao grupo político identificado com o bolsonarismo. Participou dos debates sobre temas econômicos e institucionais, sendo reconhecido pela influência política que teve durante o governo de seu pai.
 




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Fake news no Brasil: estudo revela fábrica de desinformação

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As notícias falsas que viralizam durante períodos eleitorais não surgem por acaso. Um estudo do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mostra como campanhas de desinformação são planejadas, testadas em grupos específicos e distribuídas de forma estratégica nas redes sociais



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Dr. Markus Müller sobre morte assistida: ‘amor inquebrantável pela vida quebrada’

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Dr. Markus Müller, defensor do cuidado de idosos na Suíça, enfatiza a importância de discutir a morte assistida à medida que o cantão de Zurique se aproxima de um referendo sobre o tema. Ele argumenta que a sociedade e as igrejas não devem esperar pelos resultados das votações para abordar a questão da morte.

Contexto do debate

Müller, fundador do grupo de defesa Initiative Pro Aging e autor de um livro recente sobre envelhecimento, escreveu um comentário para a Aliança Evangélica Suíça. Ele afirma que o debate sobre o suicídio assistido não deve ser reduzido a uma questão política. O que está em jogo, segundo ele, é se a cultura contemporânea ainda sabe como amar a vida quando ela é frágil, dolorosa e próxima do fim.

Reflexões sobre a cultura contemporânea

O defensor do cuidado de idosos, que trabalhou por 12 anos com pessoas idosas e em fase terminal no Centro Rämismühle, observa uma mudança de valores significativa nas sociedades ocidentais desde a década de 1950. Ele descreve uma transição de normas pós-guerra, onde coabitação, relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, aborto e reassignment de gênero eram social ou legalmente proibidos, para um presente onde o bem-estar subjetivo do indivíduo se tornou o padrão moral dominante.

Müller argumenta que essa mudança sempre ocorreu em uma direção: da obrigação para a autodeterminação. Ele observa que, para gerações criadas na Europa Central pós-guerra, praticamente todas as dimensões da vida melhoraram. A prosperidade, a medicina, a tecnologia e o conforto têm apresentado uma tendência de crescimento. A lição cultural absorvida, muitas vezes sem reflexão, é que o mundo pode e deve ser melhorado.

A morte como um desafio à melhoria contínua

Segundo Müller, o envelhecimento, a decadência e a morte são as únicas experiências que resistem a essa lógica de melhoria. Ele sugere que a morte assistida se apresenta como uma solução para a tensão entre a busca por melhorias e a inevitabilidade da morte. “O contraponto definitivo para ‘sempre melhor’ é, logicamente, a morte e o morrer”, afirma. Ele levanta a questão de se o desejo de escapar dessa tensão não poderia naturalmente levantar a questão de uma ‘porta dos fundos’.

“Amor inquebrantável pela vida quebrada” é a essência do argumento de Müller.

O que esperar

À medida que o referendo se aproxima, a discussão sobre a morte assistida e suas implicações éticas e sociais continua a ser um tema relevante na Suíça. Müller conclama a sociedade e as igrejas a não adiar a conversa sobre a morte, enfatizando a necessidade de um diálogo aberto e honesto sobre o tema.



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Candidatos à Presidência cumprem agenda nesta terça-feira

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Terça-feira de agenda de candidatos. Flávio Bolsonaro do PL continua em Belo Horizonte, participa de um adesivaço, conversa com apoiadores e depois vem para Brasília participar de um encontro com os presidenciáveis organizado pela UNECS, que é a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços. Participam também desse evento os candidatos Renan Santos do Missão, Ronaldo Caiado do PSD, para onde ele vai depois de se reunir em São Paulo, e Augusto Cury do Avante.

Romeu Zema do Novo está em São Paulo, se reúne com familiares vítimas de jogos de apostas.

Edmilson Costa do PCB tem na agenda uma entrevista para um canal no YouTube.

Já Clariana Barão do Democracia Cristã grava material de campanha.

Wilson Graça do Democratas se reúne com a equipe, Pablo Marçal do PRTB concede entrevista.

Os demais candidatos, Lula do PT, Samara Martins do Unidade Popular, Hertz Dias do PSTU e Rui Costa Pimenta do PCO, ainda não têm agenda confirmada para esta terça-feira.




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Mais de 795 mil vacinas contra o sarampo foram aplicadas em São Paulo

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Desde o início da Campanha de Multivacinação – De Olho na Carteirinha 2026, em 3 de agosto, até o último sábado (15), a capital paulista aplicou mais de 1 milhão de doses de vacinas em toda a cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram 795.418 contra o sarampo e 252.382 de outros imunizantes. 

“Os resultados alcançados nessas duas semanas reforçam a importância de manter a caderneta atualizada e aproveitar a oportunidade para colocar a vacinação em dia. A imunização é a principal estratégia de prevenção contra o sarampo e outras doenças imunopreveníveis”, diz a secretaria. 

A campanha visa reforçar as ações de vacinação contra o sarampo, além de atualizar a caderneta de crianças, adolescentes, adultos e idosos. De acordo com a Secretaria de Saúde, até o momento foram confirmados 20 casos de sarampo neste ano na capital. Outros 376 casos estão em investigação e 275 foram descartados. Não há registro de mortes pela doença. 

A dose zero contra o sarampo segue disponível para crianças de 6 a 11 meses de idade em todas as unidades básicas de Saúde (UBSs). Desde 29 de junho, foram aplicadas 43.281 doses nesse grupo.

“A SMS reitera que a dose zero não substitui as demais previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses”. 

Segundo o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, o objetivo é ampliar cada vez mais a proteção da população e, principalmente, garantir que crianças, adolescentes e adultos estejam com a caderneta atualizada.

“A vacinação é uma das formas mais importantes de prevenção e contamos com a participação de toda a população nessa estratégia”, afirma. 

Para facilitar o acesso à vacina, a prefeitura orienta a população a acessar a plataforma “De Olho na Fila”, para escolher o local de vacinação. A orientação é fazer a consulta diretamente pelo site, que apresenta as unidades com doses disponíveis e é atualizado durante o horário de funcionamento das UBSs, das 7h às 19h.  

As vacinas são oferecidas nas 483 UBSs da cidade, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e, aos sábados, nas assistências médicas ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.



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Como algoritmos mudaram a maneira que interagimos

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A nossa era tem sido rotulada de “sociedade algorítmica”
Getty Images via BBC
Os algoritmos de rede social, em sua forma comumente conhecida, já completaram 15 anos.
Eles nasceram com o surgimento de feeds de notícias personalizados e classificados no Facebook em 2009 e transformaram a forma que interagimos na internet.
Como acontece com muitos adolescentes, eles representam um desafio para os adultos que esperam conter seus excessos.
Não é por falta de tentativa. Só este ano, governos de todo o mundo tentaram limitar os impactos dos conteúdos nocivos e da desinformação nas redes sociais, efeitos que são amplificados por algoritmos.
No Brasil, o X, anteriormente conhecido como Twitter, foi banido por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, até que o site concordou em nomear um representante legal no país e bloquear uma lista de contas que as autoridades acusaram de questionar a legitimidade das últimas eleições.
Enquanto isso, a União Europeia introduziu novas regras que ameaçam multar as empresas de tecnologia em 6% do volume de negócios e suspendê-las se não conseguirem evitar que suas plataformas sejam utilizadas para interferência em processos eleitorais.
No Reino Unido uma nova lei de segurança online obriga os sites de redes sociais a reforçar a moderação de conteúdo.
E nos EUA uma proposta de lei pode proibir o TikTok se o aplicativo não for vendido por sua controladora chinesa.
Governos enfrentam acusações de que estão restringindo a liberdade de expressão e interferindo nos princípios da internet, tal como estabelecidos nos seus primórdios.
Num ensaio de 1996, republicado por 500 websites, o mais próximo que se podia chegar de se tornar viral naquela época, o poeta americano e criador de gado John Perry Barlow disse: “Governos do mundo industrial, gigantes cansados ​​de carne e aço, eu venho do ciberespaço, o novo lar da mente. Em nome do futuro, peço ao passado que nos deixe em paz. Você não é bem-vindo entre nós. Você não tem soberania onde nos reunimos.”
Adam Candeub, professor de Direito e ex-conselheiro do presidente Trump, que se descreve como um absolutista da liberdade de expressão, disse à BBC que as redes sociais estão “polarizando, são turbulentas, são rudes”, uma “maneira terrível de ter discurso público”.
“Mas a alternativa, que penso que muitos governos estão defendendo, é torná-la um instrumento de controle social e político, e acho isso horrível.”
O professor Candeub acredita que, a menos que haja “um perigo claro e presente” representado pelo conteúdo, “a melhor abordagem é um mercado de ideias e abertura para diferentes pontos de vista”.
Estudante do Ifal ganha competição nacional de algoritmo
Os limites da ‘praça digital’
Esta ideia de um “mercado de ideias” alimenta a visão de que as redes sociais oferecem condições de concorrência equitativas, permitindo que todas as vozes sejam ouvidas igualmente.
Quando assumiu o Twitter (agora rebatizado como X) em 2022, Elon Musk disse que, externamente, via a plataforma como uma “praça digital”.
Mas será que isso deixa de levar em conta o papel dos algoritmos?
De acordo com Asha Rangappa, advogada e professora de assuntos globais da Universidade de Yale (EUA), Musk “ignora algumas diferenças importantes entre a praça tradicional e a online: remover todas as restrições de conteúdo sem levar em conta essas diferenças prejudicaria o debate democrático, em vez de ajudá-lo. ”
Rangappa diz que o conceito de “mercado de ideias” é baseado na “premissa de que as ideias devem competir entre si sem interferência do governo”. No entanto, afirma ela, “o problema é que plataformas de redes sociais como o Twitter não se parecem em nada com uma verdadeira praça pública”.
Em vez disso, argumenta Rangappa, “as características das plataformas de redes sociais não permitem, para começar, uma competição livre e justa de ideias… o ‘valor’ de uma ideia nas redes sociais não é um reflexo de quão boa ela é, mas é antes o produto do algoritmo da plataforma.”
A evolução dos algoritmos
‘O valor de uma ideia nas redes sociais não é reflexo de quão boa ela é, mas é antes o produto do algoritmo da plataforma’, diz Rangappa
Getty Images via BBC
Os algoritmos podem observar o nosso comportamento e determinar o que milhões de nós vemos quando estamos logados. E, para alguns, foram os algoritmos que afetaram a livre troca de ideias possível na internet quando ela foi criada.
“Nos seus primeiros dias, as redes sociais funcionavam como uma espécie de esfera pública digital, com o discurso fluindo livremente”, disseram à BBC Kai Riemer e Sandra Peter, professores da University of Sydney Business School.
No entanto, “os algoritmos nas plataformas de redes sociais remodelaram fundamentalmente a natureza da liberdade de expressão, não necessariamente restringindo o que pode ser dito, mas determinando quem pode ver qual conteúdo”, dizem os professores Riemer e Peter, cuja pesquisa analisa o porquê precisamos repensar a liberdade de expressão nas redes sociais.
“Em vez de as ideias competirem livremente pelos seus méritos, os algoritmos amplificam ou suprimem o alcance das mensagens, introduzindo uma forma de interferência sem precedentes na livre troca de ideias que é muitas vezes ignorada.”
O Facebook é um dos pioneiros em algoritmos de recomendação nas redes sociais e, com cerca de três bilhões de usuários, seu feed é indiscutivelmente um dos maiores.
Quando a plataforma lançou um algoritmo de classificação baseado nos dados dos usuários, há 15 anos, em vez de ver as postagens em ordem cronológica, as pessoas passaram a ver o que o Facebook queria que elas vissem.
Determinado pelas interações em cada postagem, isso passou a priorizar postagens sobre temas polêmicos, pois eram aqueles que geravam maior engajamento.
Moldando nosso discurso
Ao determinar o público de cada conteúdo postado, as plataformas de rede social ‘cortam a relação direta entre os emissores do discurso e seus públicos’, dizem os professores Riemer e Peter
Getty Images via BBC
Como as publicações controversas têm maior probabilidade de serem recompensadas por algoritmos, existe a possibilidade de que as periferias da opinião política não sejam contempladas nas redes sociais.
Em vez de fóruns públicos gratuitos e abertos, os críticos argumentam que as redes sociais oferecem um espelho distorcido e sensacionalista do sentimento público, que exagera a discórdia e abafa as opiniões da maioria.
“Os mecanismos de recomendação não bloqueiam conteúdo. Em vez disso, são as diretrizes da comunidade que restringem a liberdade de expressão, de acordo com a preferência da plataforma”, disse Theo Bertram, ex-vice-presidente de políticas públicas do TikTok, à BBC.
“Os mecanismos de recomendação fazem grande diferença no que vemos? Sim, absolutamente. Mas ter sucesso ou fracassar no mercado de atenção não é a mesma coisa que ter liberdade de falar.”
No entanto, a “liberdade de expressão” tem a ver apenas com o direito de falar, ou também com o direito de ser ouvido?
Arvind Narayanan, professor de Ciência da Computação na Universidade de Princeton (EUA), disse: “Quando falamos na internet, quando compartilhamos um pensamento, escrevemos um ensaio, postamos uma foto ou vídeo, quem nos ouvirá? A resposta é determinada em grande parte por algoritmos.”
Ao determinar o público de cada conteúdo postado, as plataformas “cortam a relação direta entre os emissores do discurso e seus públicos”, argumentam os professores Riemer e Peter. “A fala não é mais organizada por orador e público, mas por algoritmos.”
Isso é algo que afirmam não ser reconhecido nos debates atuais sobre a liberdade de expressão, que se concentram no “lado falante do discurso”. E, argumentam, “interfere na liberdade de expressão de formas sem precedentes”.
A sociedade algorítmica
A nossa era tem sido rotulada de “sociedade algorítmica”, uma época em que, pode-se argumentar, as plataformas de redes sociais e os motores de busca governam o discurso da mesma forma que estados-nação fizeram no passado.
Isso significa que garantias diretas de liberdade de expressão na Constituição dos EUA só chegam até certo ponto, de acordo com Jack Balkin, da Universidade de Yale (EUA): “a Primeira Emenda [sobre liberdade de expressão], como normalmente é interpretada, é simplesmente inadequada para proteger a capacidade prática de falar”.
Os professores Riemer e Peter concordam que a legislação precisa de atualização. “As plataformas desempenham um papel muito mais ativo na formação do discurso do que a lei reconhece atualmente.”
Eles afirmam também que é necessário mudar a forma como as publicações prejudiciais são monitoradas.
“Precisamos expandir a forma como pensamos sobre a regulamentação da liberdade de expressão. Os debates atuais focados na moderação de conteúdo ignoram a questão mais profunda de como os modelos de negócios das plataformas as incentivam a moldar o discurso de forma algorítmica.”
Embora o professor Candeub seja um “absolutista da liberdade de expressão”, ele também desconfia do poder concentrado nas plataformas, que podem ser guardiãs da expressão através de código de computador. “Acho que faríamos bem em tornar esses algoritmos públicos, porque, caso contrário, estaremos apenas sendo manipulados.”
No entanto, os algoritmos não vão desaparecer. Como diz Bertram: “A diferença entre a praça da cidade e as redes sociais é que existem vários bilhões de pessoas nas redes sociais. Existe o direito à liberdade de expressão online, mas não o direito de todos serem ouvidos igualmente: levaria mais do que uma vida inteira para assistir a todos os vídeos do TikTok ou ler todos os tuítes.”
Qual é a solução, então? Será que pequenos ajustes nos algoritmos poderiam cultivar conversas mais inclusivas, que se assemelhassem mais às que temos pessoalmente?
Novas plataformas de microblog, como o Bluesky, estão tentando oferecer aos usuários controle sobre o algoritmo que exibe o conteúdo e assim reviver as antigas timelines cronológicas, acreditando que oferecem uma experiência menos mediada.
Em depoimento ao Senado em 2021, a denunciante do Facebook Frances Haugen disse: “Sou uma forte defensora da classificação cronológica, ordenação por tempo… não queremos que os computadores decidam no que vamos nos concentrar, deveríamos ter software em escala humana, ou os humanos que conversam entre si, e não os computadores facilitando quem podemos ouvir.”
No entanto, como disse o professor Narayanan, “os feeds cronológicos não são neutros: estão também sujeitos aos efeitos do tipo ‘rico fica cada vez mais rico’, a preconceitos demográficos e à imprevisibilidade do que se torna viral. Infelizmente, não existe uma forma neutra de projetar mídias sociais.”
As plataformas oferecem algumas alternativas aos algoritmos, com a opção no X de as pessoas escolherem um feed apenas daqueles que seguem. E, ao filtrar grandes quantidades de conteúdo, “os motores de recomendação proporcionam maior diversidade e descoberta do que apenas seguir pessoas que já conhecemos”, argumenta Bertram.
“Isso parece o oposto de uma restrição à liberdade de expressão, é um mecanismo de descoberta.”
Terceira via
De acordo com o cientista político norte-americano Francis Fukuyama, “nem a autorregulação das plataformas, nem as formas de regulação estatal que surgirem no futuro” podem resolver “a questão da liberdade de expressão online”.
Em vez disso, ele propôs uma terceira via.
Um middleware (um software intermediário) poderia oferecer aos usuários de redes sociais mais controle sobre o que veem, com serviços independentes fornecendo uma forma de curadoria separada daquela incorporada nas plataformas.
Em vez de receber conteúdo de acordo com os algoritmos internos das plataformas, “um ecossistema competitivo de fornecedores de middleware poderia filtrar o conteúdo da plataforma de acordo com as preferências individuais do usuário”, escreve Fukuyama.
“O middleware restauraria essa liberdade de escolha aos usuários individuais, e retornaria a internet ao tipo de sistema diversificado e multiplataforma que aspirava ser na década de 1990.”
Na ausência disso, poderia haver maneiras de melhorar atualmente nossa sensação de poder de interferência ao interagir com algoritmos.
“Os usuários regulares do TikTok costumam ser muito deliberados sobre o algoritmo, dando-lhe sinais para encorajar ou desencorajar o mecanismo de recomendação ao longo de caminhos de novas descobertas”, diz Bertram.
“Eles se consideram curadores do algoritmo. Acho que esta é uma maneira útil de pensar sobre o desafio. Não precisamos desligar os algoritmos, mas como podemos garantir que os usuários tenham agenciamento, controle e escolha para que os algoritmos funcionem para eles.”
Embora, é claro, sempre exista o perigo de que, mesmo quando fazemos a curadoria de nossos próprios algoritmos, ainda possamos cair nas câmaras de eco que assolam as mídias sociais.
E os algoritmos podem não fazer o que lhes pedimos. Por exemplo, uma investigação da BBC descobriu que, quando um jovem tentou usar ferramentas no Instagram e no TikTok para dizer que não estava interessado em conteúdo violento ou misógino, ele continuou a receber essas recomendações.
Apesar disso, há sinais de que, à medida que os algoritmos das redes sociais avancem, seu futuro não poderá estar nas mãos das grandes empresas de tecnologia, nem dos políticos, mas sim nas mãos das pessoas.
De acordo com uma pesquisa recente da empresa de pesquisa de mercado Gartner, apenas 28% dos americanos dizem que gostam de documentar sua vida publicamente na internet, uma redução em relação aos 40% registrados em 2020.
Em vez disso, as pessoas estão ficando mais confortáveis ​​em bate-papos em grupos fechados com amigos de confiança e parentes, espaços com mais responsabilização e menos recompensas por conteúdos chocantes e provocações.
A Meta diz que o número de fotos enviadas em mensagens diretas agora supera aquelas compartilhadas para que todos possam ver.
Da mesma forma que Barlow, em seu ensaio de 1996, disse aos governos que não eram bem-vindos no ciberespaço, alguns usuários das plataformas podem ter uma mensagem semelhante para transmitir aos algoritmos das redes sociais. Por enquanto, ainda existem visões conflitantes sobre o que fazer com o adolescente rebelde da internet.
‘Geração ansiosa’: transtornos mentais em crianças que vivem grudadas no celular aumentam no mundo todo
TikTok sabe que pode deixar usuários viciados e gerar ansiedade, revelam documentos internos
‘Conta de adolescente’: menores de 16 anos vão precisar de autorização dos pais para alterar configurações no Instagram a partir de 2025
Maior autoridade de saúde pública dos EUA quer que redes sociais alertem para danos mentais que podem causar a crianças e adolescentes



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Flávio promete multiplicar pena mínima para furto de celular

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O senador Flávio Bolsonaro prometeu aumentar em quatro vezes a pena mínima para ladrões e receptadores de telefones celulares, caso vença a disputa pela Presidência. A declaração foi feita durante um discurso em Belo Horizonte na noite de segunda-feira, 17, no lançamento da campanha de Flávio Roscoe ao governo de Minas Gerais.

Proposta de endurecimento das penas

Flávio Bolsonaro defendeu um enquadramento mais rígido para aqueles que revendem aparelhos roubados no mercado informal. Ele afirmou: “Nós vamos tirar de circulação esses marginais perigosos, como também aqueles outros marginais que tanto mal trazem à população brasileira como ladrões de celulares”.

Importância da segurança dos dados pessoais

O senador destacou que os telefones celulares contêm dados pessoais e financeiros importantes para os cidadãos. Ele enfatizou a necessidade de proteger essas informações, que são essenciais na vida cotidiana.

Contexto da campanha

A declaração de Flávio ocorre em um momento em que a segurança pública é um tema central nas campanhas eleitorais. O aumento da criminalidade e a preocupação com a proteção dos bens pessoais têm gerado debates sobre a eficácia das leis atuais e a necessidade de reformas.



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Edmilson Costa disputa a presidência pelo Partido Comunista Brasileiro

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Doutor em Economia e pós-doutor em Filosofia, Edmilson Costa vai concorrer à presidência da república pelo Partido Comunista Brasileiro, o PCB. Ele tem 76 anos e é natural de Pedreiras, no Maranhão.

Junto com ele, Cleusa Santos, professora aposentada e doutora em Serviço Social, disputa a eleição como vice na chapa.

Edmilson Costa é professor e secretário-geral do partido. É autor de livros sobre capitalismo contemporâneo e a crise econômica mundial. É militante socialista desde os tempos de juventude e foi dirigente estudantil. Chegou a ser perseguido durante a ditadura militar.

Costa disputou a eleição como candidato a vice-presidente em 2010 pelo PCB na chapa de Ivan Pinheiro. Também já concorreu à prefeitura de São Paulo e ao Senado.
 




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Mais de 1 milhão de doses de vacinas são aplicadas em São Paulo

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Desde o início da Campanha de Multivacinação – De Olho na Carteirinha 2026, em 3 de agosto, até o último sábado (15), a capital paulista aplicou mais de 1 milhão de doses de vacinas em toda a cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), foram 795.418 contra o sarampo e 252.382 de outros imunizantes. 

“Os resultados alcançados nessas duas semanas reforçam a importância de manter a caderneta atualizada e aproveitar a oportunidade para colocar a vacinação em dia. A imunização é a principal estratégia de prevenção contra o sarampo e outras doenças imunopreveníveis”, diz a secretaria. 

A campanha visa reforçar as ações de vacinação contra o sarampo, além de atualizar a caderneta de crianças, adolescentes, adultos e idosos. De acordo com a Secretaria de Saúde, até o momento foram confirmados 20 casos de sarampo neste ano na capital. Outros 376 casos estão em investigação e 275 foram descartados. Não há registro de mortes pela doença. 

A dose zero contra o sarampo segue disponível para crianças de 6 a 11 meses de idade em todas as unidades básicas de Saúde (UBSs). Desde 29 de junho, foram aplicadas 43.281 doses nesse grupo.

“A SMS reitera que a dose zero não substitui as demais previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses”. 

Segundo o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, o objetivo é ampliar cada vez mais a proteção da população e, principalmente, garantir que crianças, adolescentes e adultos estejam com a caderneta atualizada.

“A vacinação é uma das formas mais importantes de prevenção e contamos com a participação de toda a população nessa estratégia”, afirma. 

Para facilitar o acesso à vacina, a prefeitura orienta a população a acessar a plataforma “De Olho na Fila”, para escolher o local de vacinação. A orientação é fazer a consulta diretamente pelo site, que apresenta as unidades com doses disponíveis e é atualizado durante o horário de funcionamento das UBSs, das 7h às 19h.  

As vacinas são oferecidas nas 483 UBSs da cidade, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e, aos sábados, nas assistências médicas ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas, no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na plataforma Busca Saúde.



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