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Canetas emagrecedoras: pediatras alertam para risco de uso em crianças

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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta sobre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crianças e adolescentes.

Segundo o comunicado, o uso inadequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desenvolvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na vesícula.

“O uso com finalidade estética também pode servir de gatilho para transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem corporal”, alertou a entidade.

A SBP também contraindica a utilização de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adolescentes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesidade e diabetes tipo 2.

“Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado.

Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do adolescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família.

“A SBP recomenda, inclusive, substituir a expressão popular canetas emagrecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o objetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso.

“Expressões associadas exclusivamente ao emagrecimento podem contribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmacoterapia”, completou a SBP.

Eventos adversos

A entidade reforça que os eventos adversos mais comuns desse tipo de medicamento são gastrointestinais e tendem a ocorrer principalmente durante o escalonamento da dose. São eles:

– náuseas;

– vômitos;

– refluxo;

– azia;

– diarreia;

– constipação.

A perda de massa magra também é apontada pelos pediatras como risco – a nota recomenda acompanhamento médico para ajuste da conduta diante de intolerância. Entre os eventos classificados como potencialmente graves estão pancreatite, hipoglicemia e colelitíase.

“A evidência científica disponível demonstra eficácia e segurança desses medicamentos em adolescentes quando utilizados dentro dos critérios estudados e associados às intervenções sobre estilo de vida. O problema que temos observado atualmente, principalmente nas redes sociais, não está no medicamento em si, mas na banalização”, destacou o documento.

Contraindicações

A SBP alerta que as canetas emagrecedoras são contraindicadas para pessoas com hipersensibilidade ao princípio ativo ou a componentes da formulação; para gestantes e lactantes; e para pacientes com história pessoal ou familiar de carcinoma medular da tireoide ou síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2.

“O relato de pancreatite prévia é considerado uma contraindicação relativa e requer avaliação médica individualizada”, concluiu a entidade.



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Como pesquisas militares dos EUA viraram base para os cães-robôs da China

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Cães-robôs sobem escadas em demonstração na China, em 21 de março de 2025
REUTERS/Florence Lo
A chinesa Unitree Robotics, uma das maiores fabricantes de robôs humanoides e quadrúpedes do mundo, baseou o design de seus cães-robôs em tecnologias desenvolvidas com financiamento dos militares dos Estados Unidos, segundo um ex-integrante da área de tecnologia de defesa americana e três pesquisadores envolvidos no projeto. As informações são da agência de notícias Reuters.
O modelo Go2, lançado em 2023 e vendido por cerca de US$ 1.600 (R$ 8.322,24), ajudou a Unitree a conquistar rapidamente espaço no mercado global de robôs quadrúpedes. O interesse pela empresa também impulsionou sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em Xangai.
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Outro robô da Unitree apareceu em imagens exibidas pela televisão estatal chinesa transportando uma arma e acompanhando tropas do Exército de Libertação Popular (ELP) durante um exercício militar.
Segundo pesquisadores ouvidos pela Reuters, esses robôs utilizam avanços na locomoção de máquinas quadrúpedes financiados pelo Laboratório de Pesquisa do Exército dos EUA e por outros programas militares americanos.
Agora no g1
O projeto financiado pelo Exército acabou servindo de base para o primeiro robô da Unitree produzido em escala comercial relevante, afirmou Gavin Kenneally.
Ben Katz, que trabalhava no Laboratório de Robótica Biomimética do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), integrante de um consórcio de universidades financiado por programas militares dos EUA, afirmou que as dimensões da popular série Go da Unitree eram praticamente idênticas às de um robô que ele ajudou a desenvolver, chamado Mini Cheetah.
O caso evidencia dificuldades mais amplas dos Estados Unidos para competir com a capacidade industrial chinesa em setores estratégicos de alta tecnologia, incluindo áreas consideradas essenciais para a segurança nacional.
Apoiadas por subsídios estatais, polos industriais especializados e maior disposição para operar com margens reduzidas ou prejuízos prolongados, empresas chinesas ampliaram sua participação em mercados como os de painéis solares, drones, veículos elétricos e comunicações quânticas. Muitas dessas tecnologias tiveram suas origens em pesquisas apoiadas por governos ou forças armadas dos EUA.
Kenneally transformou parte desses avanços em produtos comerciais por meio da Ghost Robotics, empresa que fornece robôs para forças especiais dos Estados Unidos. Ainda assim, sua operação continua menor e mais cara do que a da Unitree.
Em junho, o Pentágono incluiu a Unitree em uma lista de empresas ligadas ao setor militar chinês, classificando-a como uma “contribuinte para a base industrial de defesa chinesa”. A medida não equivale a uma sanção, mas pode restringir o uso futuro da tecnologia da empresa pelas Forças Armadas dos EUA. A Unitree afirma que seus robôs são destinados a aplicações civis.
A Unitree, o Conselho de Estado da China e o Ministério da Defesa chinês não responderam aos pedidos de comentário feitos pela Reuters.
Segundo os pesquisadores ouvidos pela agência de notícias, a Unitree não agiu de forma inadequada ao utilizar pesquisas financiadas pelo Exército dos EUA. Os resultados do programa foram publicados abertamente para estimular avanços na área, uma prática comum no meio acadêmico.
A porta-voz do Laboratório de Pesquisa do Exército, Amanda Ligon, afirmou que a pesquisa fortaleceu o setor de robótica dos Estados Unidos como um todo e serviu de base para trabalhos posteriores nos setores público e privado.
O laboratório encaminhou as perguntas sobre a utilização comercial da tecnologia pela Unitree ao Pentágono, que se recusou a comentar.
Como a China ganhou escala na robótica
A Unitree vendeu mais de 5.500 robôs humanoides e 18 mil robôs quadrúpedes no ano passado, segundo documentos da empresa, e atualmente é avaliada em cerca de US$ 9 bilhões antes de sua estreia na bolsa de valores, prevista para quarta-feira.
Em contrapartida, nenhuma empresa dos Estados Unidos conseguiu produzir robôs desse tipo em larga escala, incluindo a Tesla, de Elon Musk, que há anos apresenta protótipos de seu robô humanoide Optimus.
A Boston Dynamics, fabricante do robô Spot, afirmou recentemente em audiência no Congresso que os preços praticados por empresas chinesas podem expulsar concorrentes americanos do mercado.
Nenhum dos pesquisadores entrevistados pela Reuters defendeu que pesquisas financiadas pelo governo fossem mantidas em segredo. Em vez disso, eles argumentaram que os formuladores de políticas públicas deveriam criar condições para que empresas americanas transformem rapidamente esses avanços em produtos competitivos.
O Laboratório de Pesquisa do Exército também afirmou que a divulgação dos resultados é importante para o avanço científico e tecnológico.
Os EUA continuam se destacando em inovação e desenvolvimento de software, mas precisam de capital, infraestrutura industrial, mão de obra qualificada e cadeias de suprimentos robustas para transformar essas inovações em produção em larga escala, afirmou Vijay Kumar, reitor da Faculdade de Engenharia da Universidade da Pensilvânia.
Por ora, as autoridades americanas têm recorrido principalmente a restrições comerciais para proteger empresas nacionais da concorrência chinesa. Em julho, a Comissão Federal de Comunicações (FCC) proibiu a importação de futuros modelos de robôs humanoides e quadrúpedes fabricados no exterior, incluindo os da Unitree. A China respondeu à medida com ameaças de retaliação.
A embaixada da China em Washington afirmou, em comunicado, que as empresas chinesas estão ajudando a tornar novas tecnologias mais acessíveis em todo o mundo. O governo chinês também acusou os Estados Unidos de abuso de poder administrativo e de promover “distorção de mercado e intimidação unilateral”.
A maioria dos especialistas ouvidos pela Reuters apoiou as restrições impostas pelos Estados Unidos, mas afirmou que essa política, sozinha, não é suficiente para construir uma indústria capaz de competir com a China.
“Esta não é apenas uma disputa entre empresas americanas e chinesas de robótica”, disse Kenneally, fundador da Ghost Robotics. “É uma disputa entre empresas privadas dos Estados Unidos e uma estratégia industrial coordenada pelo governo chinês.”
Em 2015, o presidente chinês Xi Jinping lançou um plano de dez anos para transformar a China em líder em setores como energia verde, veículos elétricos e robótica. Desde então, o país tem direcionado grandes volumes de capital para a manufatura avançada, muitas vezes aceitando margens de lucro reduzidas para ganhar escala.
A rapidez com que fabricantes chineses conseguem reproduzir e adaptar novas tecnologias está ligada ao domínio do país no refino de minerais críticos usados em ímãs para robótica, além da concentração de fornecedores de motores, engrenagens, atuadores — componentes que funcionam como os “músculos” dos robôs — e outras peças na região de Hangzhou, onde fica a sede da Unitree.
Reyk Knuhtsen, analista de robótica da SemiAnalysis, classificou a dificuldade dos Estados Unidos em transformar pesquisas nacionais em produtos comerciais como uma “oportunidade perdida”.
Segundo ele, parte do problema está na preferência de investidores americanos por startups de software com retorno mais rápido. Na sua avaliação, barreiras comerciais contra a China não serão suficientes para impulsionar a fabricação de robôs.
“Este é um desafio enorme para os Estados Unidos”, afirmou.
A Casa Branca não respondeu aos pedidos de comentário sobre a política industrial dos Estados Unidos. Um porta-voz da FCC afirmou que a agência busca proteger os americanos de ameaças estrangeiras e preparar o país “para cumprir a visão do presidente Trump de liderar o mundo na próxima geração de tecnologias”.
Jaret Riddick, ex-diretor do Laboratório de Pesquisa do Exército e responsável pelo projeto de robótica financiado pelos militares, afirmou que a iniciativa ajudou a impulsionar a indústria americana de robôs quadrúpedes. Mas, sem incentivos para ampliar a produção em larga escala, a Unitree “simplesmente monopolizou esse mercado”, disse.
Ensinando novos truques a cães-robôs
O Exército dos Estados Unidos financiou a Aliança de Tecnologia Colaborativa em Robótica (RCTA, na sigla em inglês) entre 2010 e 2020.
A iniciativa reuniu pesquisadores do governo, universidades e empresas, incluindo profissionais da Universidade da Pensilvânia, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), da Boston Dynamics, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e de outras instituições de pesquisa. O principal parceiro industrial foi a General Dynamics Land Systems, fabricante dos tanques Abrams M1.
Em 2016, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, entre eles Kenneally, substituíram pesados sistemas centrais de engrenagens por motores instalados diretamente nas pernas dos robôs.
A mudança aumentou a capacidade das máquinas de perceber e reagir ao terreno. O avanço se baseou em pesquisas anteriores do MIT financiadas pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA).
Em 2019, o laboratório do MIT apresentou o Mini Cheetah, que incorporava características desenvolvidas na Universidade da Pensilvânia e se destacava pela maior resistência e pela capacidade de executar cambalhotas para trás.
Katz afirmou que, poucos meses após publicar sua dissertação sobre os atuadores do Mini Cheetah, já encontrou cópias dos componentes sendo vendidas por fabricantes chineses.
A Unitree havia sido fundada três anos antes por Wang Xingxing, então com 26 anos. Em sua dissertação de mestrado de 2016, analisada pela Reuters, Wang citou pesquisas do MIT, incluindo versões anteriores do projeto Cheetah, e mencionou aplicações futuras em áreas como defesa, segurança, uso doméstico e educação.
Em seu site, a Unitree afirma ter desenvolvido internamente componentes como motores, sistemas de transmissão, controladores e até alguns sensores utilizados em seus robôs quadrúpedes.
João Ramos, que pesquisava no laboratório do MIT na mesma época que Katz, afirmou que a Unitree reproduziu elementos do formato, da estrutura e do projeto do Mini Cheetah. Ainda assim, reconheceu o mérito da empresa por ter realizado um trabalho sólido de engenharia para transformar a tecnologia em um produto fabricado em larga escala.
“A implementação prática e a transformação dessa tecnologia em um produto comercial foram mérito deles”, afirmou Ramos.
Cães-robôs no campo militar
Robôs bípedes ainda não são amplamente utilizados em operações militares, mas as Forças Armadas dos Estados Unidos e da China já testaram esse tipo de aplicação.
Em outubro, quadrúpedes da série Robot Wolf, desenvolvidos por outra empresa chinesa, apareceram em reportagens da mídia estatal sobre exercícios que simulavam desembarques militares em praias realizados pelo Exército de Libertação Popular.
A Unitree afirma publicamente que seus produtos têm finalidade civil. Em 2022, a empresa assinou uma carta aberta, ao lado de fabricantes de robôs de outros países, comprometendo-se a não transformar essas máquinas em armas, citando riscos de danos e preocupações éticas.
Apesar disso, a televisão estatal chinesa exibiu imagens de robôs Go2 da Unitree acompanhando tropas do país e de uma versão modificada do modelo B1 disparando um fuzil de assalto acoplado à estrutura da máquina.
Em setembro de 2023, o Exército dos Estados Unidos recebeu uma autorização especial para contornar exigências federais que priorizam a compra de produtos fabricados no país e adquirir dois robôs Unitree Go2.
Registros oficiais classificavam os equipamentos como ferramentas importantes diante da falta de alternativas americanas disponíveis em escala comercial e com qualidade considerada satisfatória. A Reuters não conseguiu confirmar se a compra foi concluída.
Ainda naquele mês, os fuzileiros navais dos Estados Unidos realizaram testes para acoplar um lançador de foguetes a um robô Go1 e permitir disparos remotos.
A Ghost Robotics, fundada por Kenneally, já entregou cerca de mil robôs Vision 60, principalmente para clientes militares e governamentais. Os equipamentos são usados em tarefas de vigilância e busca em ambientes considerados hostis.
O primeiro cliente da empresa foi o Comando de Guerra Especial da Marinha dos Estados Unidos, responsável pelas equipes SEAL.
Alguns componentes do Vision 60, vendido por mais de US$ 165 mil, ainda são fabricados na China, embora a empresa tenha buscado diversificar sua cadeia de fornecedores. Em comparação, a Unitree comercializa sua série B nos Estados Unidos por menos de US$ 100 mil.
Há dois anos, a Ghost Robotics transferiu o fornecimento de motores da China para a Coreia do Sul. Ainda assim, a empresa enfrenta dificuldades para substituir ímãs produzidos por fabricantes chineses e alguns componentes metálicos, segundo Kenneally.
Segundo Kenneally, a única forma de reduzir a dependência da cadeia de suprimentos chinesa é ampliar o fornecimento por países aliados que possuam capacidade produtiva inexistente hoje nos Estados Unidos.
Em 2024, a sul-coreana LIG Defense & Aerospace adquiriu 60% da Ghost Robotics por US$ 240 milhões. Segundo Kenneally, a empresa também avalia a possibilidade de produzir equipamentos em Taiwan.
“Precisamos trabalhar em estreita colaboração com nossos aliados”, afirmou. “Não existe um caminho viável sem eles.”



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Deputadas petistas pedem que Ministério Público investigue Feliciano

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As acusações contra o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) ainda não foram comprovadas, mas um grupo de quatro deputadas federais formalizou uma denúncia contra ele.

Erika Kokay (PT-DF), Ana Perugini (PT-SP), Luizianne Lins (PT-CE) e Margarida Salomão (PT-MG), todas adversárias políticas do líder evangélico, fizeram uma representação contra ele na Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, do Ministério Público.

O documento foi enviado na tarde da última sexta-feira, 05 de agosto, pedindo investigação sobre as denúncias feitas contra o pastor.

“Não queremos ferir qualquer presunção de inocência. Consideramos que denúncias, como essa, não podem ser banalizadas e têm que ser investigadas”, disse Kokay, representando as colegas de parlamento na entrega do documento, de acordo com informações de Leandro Mazzini, da coluna Esplanada, do Uol.

Mais um

Na última quarta-feira, 03 de agosto, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) já havia enviado ofício ao Ministério Público pedindo investigação do suposto abuso sexual que teria sido cometido contra a jornalista Patrícia Lélis.

Vanessa Grazziotin é uma das senadoras que se mantém fiéis à presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e lidera a Procuradoria Especial da Mulher no Senado Federal. De acordo com Mazzini, Grazziotin endereçou o ofício ao procurador-geral do MPDFT, Leonardo Bessa, afirmando que “a denúncia é mais um caso de assédio sexual, praticada por figura tida como zelador de direitos e garantias individuais”.

No requerimento, a senadora, tomando Feliciano como culpado, afirma que “o grave relato da estudante que foi pressionada a sair de Brasília evitando um escândalo, precisa ser investigado e a culpa atribuída ao autor do fato”.



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STF retoma em setembro julgamento da Lei da Ficha Limpa

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O STF, o Supremo Tribunal Federal, marcou para 11 de setembro o retorno do julgamento da Lei da Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos a cargos eletivos condenados judicialmente.

A Corte vai decidir se as alterações que flexibilizam a lei, feitas pelo Congresso em 2025, são válidas. Entre as mudanças está a diminuição do prazo de inelegibilidade para políticos cassados, que passou para oito anos a partir da condenação e não após o cumprimento da pena.

O julgamento vai avaliar a ação protocolada pela Rede Sustentabilidade que pede a derrubada da lei.

Até então, a votação está 2 a 0 contra as modificações. Os votos foram feitos pelos ministros Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Se o STF considerar válidas as alterações, podem ser liberadas as candidaturas de José Roberto Arruda ao governo do Distrito Federal, de Eduardo Cunha para o cargo de deputado federal por Minas Gerais e de Anthony Garotinho, candidato ao governo do Rio de Janeiro.

 




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Flávio amplia equipe econômica para plano de governo

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A campanha do senador Flávio Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, a ampliação de sua equipe econômica. Sete novos integrantes foram adicionados ao grupo responsável pela elaboração das propostas econômicas do candidato à Presidência da República.

Novos integrantes da equipe

Os novos membros da equipe econômica são Alexandre Ywata, Alexandre Messa, Andrei Spacov, Arilton Teixeira, Eduardo Cavendish Carvalho, Myrian Prado e Vladimir Kühl Teles. Eles se juntam à ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, e ao ex-ministro Adolfo Sachsida.

Objetivos da equipe

O grupo terá a responsabilidade de construir o “Plano de Governo Para o Brasil Vencer o Atraso”. Além disso, os especialistas participarão de reuniões com representantes do setor produtivo e coletarão sugestões de especialistas e acadêmicos.

Experiência dos novos membros

Os novos integrantes trazem consigo uma vasta experiência em economia. Por exemplo, Alexandre Ywata é doutor em estatística pela Northwestern University. A formação e a experiência dos membros visam fortalecer as propostas que serão apresentadas na campanha.



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Primeiro debate entre presidenciáveis acontece neste domingo

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Neste domingo (23)  acontece o primeiro debate, na televisão aberta, entre os candidatos à Presidência da República.  O encontro está marcado para as 20he e será transmitido pela Band e pelas emissoras que integram o pool de veículos.

Antes do debate, alguns candidatos têm compromissos de campanha agendados para o dia.

Augusto Cury, do Avante, participa de um culto religioso na zona Sul de São Paulo.

Já Hertz Dias, do PSTU, participa, à tarde, de ato em comemoração aos 13 anos da Ocupação Esperança, em Osasco (SP).

A candidata  Samara Martins, do Unidade Popular, concede entrevista à tarde na Casa da Mulher Preta Simoa e, depois, participa de ato no Parque Raquel de Queiroz, em Fortaleza (CE).

Wilson Grassi, do Democrata, tem reuniões de trabalho sobre propostas do plano de governo.

Enquanto Edmilson Costa, do PCB,  Renan Santos, do Missão, Romeu Zema, do Novo, e Ronaldo Caiado, do PSD, têm na agenda apenas a participação no debate da Band.

Já Clariana Barão, do Democracia Cristã,  Flávio Bolsonaro, do PL,  e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT,  não têm compromissos oficiais neste domingo.

Rui Costa Pimenta, do PCO, não divulgou agenda.

Por determinação do Tribunal Superior Eleitoral, o candidato Pablo Marçal, do PRTB, está proibido de fazer campanha e de comparecer a debates

 




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Lierte Soares lança livro sobre a “Missão Reversa”

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O pastor Lierte Soares lançou seu novo livro intitulado Missão Reversa, onde aborda a transformação do centro missionário do mundo. Ele explica que essa mudança ocorreu nas últimas décadas, deslocando-se da Europa e América do Norte para o hemisfério sul, especialmente para a África, América Latina e partes da Ásia.

O conceito de “Missão Reversa”

O conceito de “Missão Reversa” foi criado por Lierte Soares para descrever uma das maiores transições espirituais da história do cristianismo. Em uma entrevista anterior, o pastor destacou que o centro de gravidade da fé cristã se deslocou significativamente, refletindo uma nova dinâmica nas missões.

O impacto da mudança

Segundo Lierte, essa mudança representa uma oportunidade para que as igrejas do hemisfério sul se tornem protagonistas na evangelização mundial. O livro discute como essa nova realidade pode influenciar a forma como as missões são conduzidas e a importância de reconhecer o papel crescente das comunidades cristãs fora do Ocidente.

Sobre o autor

Lierte Soares atua como missionário e pastor sênior da New Life Community Church nos Estados Unidos. Seu trabalho missionário e a experiência acumulada ao longo dos anos fundamentam as reflexões apresentadas em seu livro.



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Patrícia Lélis acusa pastor Everaldo Pereira de tê-la ameaçado de morte

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O registro de um Boletim de Ocorrência (B.O.) pela jornalista Patrícia Lélis na tarde da última sexta-feira, 05 de agosto, desencadeou uma série de fatos e o surgimento de diversas versões sobre o caso. O chefe de gabinete do pastor Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, que havia sido detido foi solto pela Polícia, e agora, a suposta vítima de estupro disse que foi ameaçada de morte pela cúpula do PSC.

O delegado que fez as oitivas com Patrícia e Bauer, doutor Luiz Roberto Hellmeister, afirmou que pedirá a prisão preventiva do chefe de gabinete de Feliciano porque a jornalista alega que Bauer a ameaçou de morte.

Em uma entrevista concedida no 3º Distrito Policial, Hellmeister afirma que embora veja “estranheza” no “lapso temporal” entre o suposto estupro e a denúncia, não pode correr riscos e pedirá a prisão temporária de Bauer para salvaguardar a segurança da jornalista, mesmo com as negativas do chefe de gabinete sobre as acusações feitas contra ele.

Assista:

[youtube=www.youtube.com/watch?edit=vd&v=GMf5OrKpZ4I]

Lado B

O jornalista Leandro Mazzini publicou em sua coluna Esplanada, no portal Uol, que “Talma Bauer se diz inocente e que vai entregar evidências de provas à Polícia na segunda-feira”.

De acordo com a nota de Mazzini, Bauer “voltou a defender o parlamentar, mas não está mais reticente quanto ao áudio gravado pela mulher e revelado”.

A viagem

A jornalista afirmou ao delegado que veio a São Paulo à procura de emprego, mas um colega dela, o também jornalista Emerson Biazon, afirmou também em oitiva na delegacia que Patrícia havia aceitado viajar à capital paulista em troca de dinheiro, que seria entregue por Bauer para que ela continuasse desmentindo a história do estupro.

No entanto, Patrícia desmente a versão de Biazon, e Bauer também nega que tenha oferecido dinheiro à jornalista, de acordo com o delegado.

“Outro personagem que entrou ontem à noite na polêmica é Emerson Biazon, jornalista paulista. Ele e Patrícia trocam mútuas acusações. Ontem ele foi convocado à delegacia para se explicar – por que levou a jovem para SP e a orientou a não fazer B.O. em Brasília. Emerson estava acompanhando Patrícia no encontro com este repórter e o advogado da Coluna na semana passada – e depois misteriosamente apareceu num dos vídeos da jovem, no banco de trás do carro de Bauer – que dirigia”, publicou Leandro Mazzini. “Já Emerson, também por mensagem à Coluna, avisa que Patrícia teria topado receber dinheiro para viajar ao encontro de Bauer – o que ela desmente no boletim”, acrescentou.

Mais acusações

Em seu depoimento por ocasião do registro de Boletim de Ocorrência, Patrícia afirmou que as lideranças nacionais do PSC, como o deputado federal Gilberto Nascimento (SP) e o pastor Everaldo Pereira (ES) – ex-candidato à presidência da República – a teriam ameaçado de morte, além de supostamente prometerem perseguir sua família.

“Eu consegui ter essa reunião dentro do PSC, quando cheguei o pastor Everaldo já estava lá, tava o Gilberto Nascimento também, que é do partido… E quando eu cheguei com o assunto, eles já estavam sabendo do que se tratava. E nisso, o próprio pastor Everaldo me ofereceu dinheiro […] E nisso, o pastor Everaldo… quando ele me entregou o dinheiro, ele disse ‘olha, tá aqui o dinheiro, vou te entregar pra você calar, etc’, eu falei que não queria. Foi quando ele fez a primeira ameaça. Falou ‘olha, se você levar essa história para frente, a gente vai te matar, a gente conhece sua família, sabe onde você mora’, o que é uma verdade”, disse Patrícia.

Assista:

https://www.youtube.com/watch?v=PIo7sCU3ss8

O Estupro

Neste sábado, Patrícia afirmou a Mazzini, por telefone, que estava de volta a Brasília (DF) ao lado de sua mãe, Maria Aparecida de Souza.

Na conversa, ela afirma ter praticado sexo não-consensual com o pastor Marco Feliciano, sob ameaça: “Após agredi-la com um soco na boca e um chute numa das pernas – ela ainda tem a mancha e fez ontem exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal de SP – Feliciano se apossou de uma faca, segundo a mulher, e a levou à força para sua suíte. Teria a força a se despir, enquanto a beijava”, disse Mazzini. “Ela pulou da cama após descuido dele e começou a bater na porta e gritar. Foi neste momento que uma mulher tocou a campainha do apartamento e Feliciano a liberou”, acrescentou.



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PF tenta retirar ‘Pixuleco’ de protesto contra Lula em Natal

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A passagem de Lula da Silva por Natal, na quinta-feira, 20 de agosto de 2026, foi marcada por um protesto de opositores na BR-101, próximo ao viaduto de Ponta Negra. Os manifestantes inflaram o boneco conhecido como ‘Pixuleco’, que representa Lula vestido como presidiário.

O que aconteceu no protesto

Durante o ato, os manifestantes exibiram uma faixa com a frase “Ele voltou e roubou os velhinhos”, em alusão a denúncias sobre descontos associativos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. A manifestação ocorreu em um local estratégico, buscando chamar a atenção para as reivindicações dos opositores.

Intervenção da Polícia Federal

Agentes da Polícia Federal abordaram os manifestantes e solicitaram que o boneco fosse desinflado. O delegado responsável pela abordagem afirmou que a representação poderia configurar crime contra a honra do presidente. Essa ação gerou reações entre os participantes do protesto, que se mostraram contrários à intervenção.

Reações ao protesto

A manifestação e a intervenção da Polícia Federal levantaram discussões sobre a liberdade de expressão e os limites da crítica política no Brasil. Os opositores de Lula expressaram que o ato era uma forma legítima de protesto, enquanto outros questionaram a legalidade da abordagem policial.



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Renan Santos diz que Record o excluiu de debates e sabatinas

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O candidato Renan Santos afirmou que a RecordTV não o convidou para participar de debates eleitorais. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, em seu perfil na rede social X.

O que aconteceu

Renan Santos, do partido Missão, declarou que a direção da RecordTV não apresentou justificativas para a sua exclusão dos debates. Ele descreveu a decisão como uma atitude “ridícula” e afirmou: “A Rede Record, do bispo Macedo, acaba de avisar que não irá me chamar para nada”. Santos também mencionou que outras empresas de comunicação não impuseram essa mesma restrição.

Reações

A ausência de Renan Santos nos debates eleitorais gerou discussões nas redes sociais, onde ele expressou sua insatisfação com a decisão da emissora. A RecordTV, até o momento, não se manifestou publicamente sobre o assunto ou forneceu explicações sobre o veto.

O que esperar

Com a proximidade das eleições, a participação em debates é considerada crucial para os candidatos. A exclusão de Santos pode impactar sua visibilidade e estratégia de campanha. Aguardam-se possíveis reações de outros candidatos e da mídia sobre essa situação.



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