Lula aceita exigências de Flávio e marca troca de sigilos no TSE

Desafio da quebra dos sigilos bancário e telefônico. Lula propôs, 25 ainda no domingo, durante o debate na Band. No dia seguinte, oficializou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nessa quarta-feira, o adversário, Flávio Bolsonaro, disse que topava, mas apresentou algumas exigências. Que Lula aceitou.

Pra abrir o sigilo dele, da esposa, da mãe e do pai – o ex-presidente – e dos irmãos, além das empresas, especialmente a Alcazar Holdings, em que ele consta como “usuário master”, segundo o pedido de Lula, Flávio Bolsonaro fez quase 20 exigências: quer a quebra do sigilo de Marcola, o ex-chefe de gabinete do Lula, do filho do presidente, o Fábio Luís, da esposa dele e de empresas. Tem pedidos também do caso Master: ele quer o registro de visitas a Daniel Vorcaro na Polícia Federal (PF); sobre o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os registros de visitas de Roberta Luchsinger no Planalto e no Alvorada; além de acesso aos gastos com cartão corporativo, registro de viagens da primeira-dama, e quer tudo assinado individualmente.
Em troca, Flavio autorizaria a abertura de seus sigilos e de empresas dos últimos 20 anos, inclusive de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro. Só a Alcazar Holdings, que ele deixaria de fora porque disse que não é sócio nem administrador da empresa, que é do advogado e amigo de Flávio, Willer Tomaz.
O coordenador de campanha de Lula, Camilo Santana, disse que que topa todas as condições, desde que Flávio Bolsonaro faça o mesmo: abra o sigilo e mostre os dados telefônicos e bancários dele e dos familiares dos últimos oito anos. E marcou lugar e hora para apresentação dos pedidos: nesta quinta-feira, às 11h, no TSE. A coordenação de campanha de Lula disse que estará lá e que espera que a campanha de Bolsonaro também esteja, para cada um cumprir a sua parte.
De agenda de campanha, Lula permanece em Brasília gravando material, e Flávio Bolsonaro, também em Brasília, faz live nesta quinta-feira, 22.