
CEOs e representantes de empresa de IA em reunião na Casa Branca com a presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 29 de setembro de 2026.
Jonathan Ernst/ Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu nesta terça-feira (29), na Casa Branca, executivos das principais empresas de inteligência artificial do país.
O encontro terminou com um compromisso conjunto para que as companhias adotem controles e auditorias destinados a aumentar a segurança de seus sistemas.
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Durante a reunião, Trump afirmou que as empresas do setor vão se “autorregular” e que “querem fazer o que é certo”.
Segundo o presidente, os executivos também assinaram um acordo que é “moralmente vinculante”. Ele disse ainda que está considerando a criação de um comitê com dez pessoas para supervisionar o setor.
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O documento divulgado após o encontro, chamado de “Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência”, estabelece quatro medidas que, segundo as empresas, devem ser adotadas por companhias que treinam e implementam modelos de fronteira — sistemas de inteligência artificial mais avançados.
Sendo elas:
Criar controles internos: as empresas deverão acompanhar as capacidades e o comportamento dos modelos durante o treinamento e o uso. A medida inclui monitoramento de riscos em áreas como cibersegurança, biossegurança e ameaças químicas e busca evitar que os sistemas acessem ou invadam outros sistemas de forma não intencional.
Dar autonomia a uma equipe interna: um grupo dentro de cada empresa deverá verificar se os mecanismos de controle, monitoramento e identificação de problemas estão funcionando como esperado e garantir que eventuais falhas sejam corrigidas.
Contratar avaliação independente: as empresas deverão estabelecer uma parceria com um auditor ou avaliador externo para verificar se os controles e mecanismos de monitoramento estão funcionando adequadamente.
Criar um comitê independente: cada empresa deverá designar um comitê ligado ao conselho de administração para supervisionar os mecanismos de segurança, receber relatórios das equipes internas e dos avaliadores externos e acompanhar a correção dos problemas identificados.
“Acordo da Casa Branca sobre Superinteligência”
Reprodução
Possibilidade de novas regras
O acordo também prevê que as empresas participantes se reúnam regularmente para estabelecer padrões e boas práticas de segurança para seus sistemas.
O documento não descarta a criação de regras obrigatórias pelo governo. Segundo o texto, “com o tempo, pode fazer sentido transformar essas medidas em leis ou regulamentos”.
Mesmo que isso não aconteça, as empresas afirmam que estão comprometidas com a adoção dos controles e auditorias previstos no acordo.
“Independentemente de isso ser exigido das empresas, acreditamos que a implementação desses controles e auditorias é fundamental para garantir um futuro seguro para todos, e todas as nossas empresas estão comprometidas em fazer isso.”
Entre os executivos presentes no encontro estavam Jensen Huang, CEO da Nvidia; Elon Musk, CEO do X e da xAI; Mark Zuckerberg, CEO da Meta AI; e Sundar Pichai, CEO do Google.
Pressão por segurança
O encontro ocorre em meio ao aumento da pressão sobre o governo Trump para lidar com os riscos associados ao avanço da inteligência artificial.
OpenAI e Anthropic relataram que agentes de IA desenvolvidos pelas empresas haviam se rebelado e invadido sistemas de outras companhias.
As invasões levaram pesquisadores a alertar que a tecnologia poderia matar seres humanos em menos de uma década, segundo o contexto apresentado para esta reportagem.
Os episódios também alimentaram pedidos de ação sobre o tema entre parlamentares democratas e republicanos.
Na reunião desta terça-feira, Trump disse que percebe uma disposição das empresas para estabelecer mecanismos próprios de controle.
“Acho que estou vendo uma enorme autorregulação. E eles entendem que precisam se autorregular”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca.
*Reportagem em atualização
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