Oito membros da igreja Zion de Pequim estão enfrentando condições severas nos centros de detenção de Beihai, na região de Guangxi, China. Os detentos, conhecidos como “Zion 8”, foram presos em uma repressão às igrejas domésticas em outubro de 2025.
Condições precárias nos centros de detenção
De acordo com o ChinaAid, familiares dos detidos relataram superlotação, cuidados médicos inadequados e práticas disciplinares rigorosas nos centros de detenção. Em uma cela de aproximadamente 40 metros quadrados, 36 pessoas compartilham um espaço com uma pia de um lado e um banheiro aberto do outro. Durante o verão quente e úmido de Beihai, as janelas não possuem telas, e no inverno, não há vidros.
“No verão, as janelas não possuem telas, e no inverno, não há vidros.”
Acusações e processo legal
Os membros da igreja enfrentam acusações de “fraude” e “operações comerciais ilegais” relacionadas ao ministério da igreja e à venda de cursos religiosos online. O julgamento, inicialmente agendado para agosto de 2026, foi adiado após os advogados de defesa alegarem falta de tempo para revisar os arquivos do caso.
“Não é de admirar que o Pastor Jin e o Pastor Wang tenham perdido trinta jin (cerca de 15 kg) no Centro de Detenção de Beihai, e que a Irmã An Mei tenha emagrecido tanto a ponto de ficar só pele e osso”
— Shiming Lei, ativista de direitos humanos
Contexto da repressão
A repressão às igrejas domésticas na China tem sido uma preocupação crescente para organizações de direitos humanos. O fundador da igreja Zion, Pastor Ezra Jin, foi libertado após nove meses de detenção, graças a um envolvimento diplomático de alto nível entre Washington e Pequim.




