Homem havia sido condenado por violência sexual —cometida contra a própria filha— uma semana antes de sequestrá-la. A adolescente tinha uma medida protetiva contra o pai, que foi condenado em novembro a 16 anos e quatro meses de prisão pelo crime de estupro contra Isabela, mas respondia em liberdade.
Segundo delegado do caso, o suspeito disse à polícia que foi até Santa Catarina atrás de Isabela e da ex-esposa para esclarecer a “injustiça” que sofreu ao ser acusado pelo crime. A identidade dele, que foi preso como suspeito da morte da filha em 18 de dezembro, não foi divulgada pelas autoridades.
O pai da garota não confessou assassinato, mas disse que sequestrou a filha no fim de novembro. Ele contou aos policiais que foi até a casa dela de madrugada e a raptou sob a ameaça de uma arma de choque. “Ele alega que teria capturado ela no momento em que ela teria descido um vão de escada que daria acesso a um pavimento debaixo da residência”, afirmou o delegado Roney Péricles.
Suspeito afirmou que Isabela viajou com ele até o Rio Grande do Sul sem relutar, mas fugiu ao chegar na casa dele e morreu após cair em uma área de mata. O homem falou aos policiais que encontrou a filha morta em um buraco e decidiu cobrir com uma lona seu corpo, que só foi localizado pela polícia no último dia 18.
Polícia acredita que adolescente foi morta antes de ser levada ao Rio Grande do Sul. A principal hipótese da polícia é de que o homem tenha assassinado a adolescente ainda em Itajaí (SC), levando o corpo dela para a mata em seguida.
Suspeito responde por feminicídio e ocultação de cadáver. Se a investigação apontar que Isabela foi levada para o Rio Grande do Sul com vida, ele também deve ser indiciado por sequestro.
noticia por : UOL



