O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manifestou-se publicamente nesta quarta-feira (26) sobre a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu prazo de 24 horas para explicações sobre a utilização de telefone celular durante visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O parlamentar afirmou que o aparelho “não foi usado para comunicação externa” durante o encontro. Em publicação em sua conta no X, Ferreira comparou a situação a casos de uso de celulares no sistema prisional:
“Criminosos usam celular na cadeia para comandar facções inteiras e ninguém da Suprema Corte dá 24h para explicar nada. Não é justiça, é teatro para intimidar”, escreveu o deputado, acompanhando a mensagem com notícia sobre o caso.
O ministro Alexandre de Moraes havia determinado na terça-feira (25) que a defesa de Bolsonaro apresentasse esclarecimentos sobre o uso do aparelho pelo parlamentar durante visita realizada na sexta-feira (21), descrito no documento como ocorrido “apesar da expressa proibição judicial”.
No ofício encaminhado aos advogados, o ministro registrou que “foi noticiado que, durante a visita autorizada, o réu e o visitante foram vistos conversando enquanto o deputado usava o celular”.
A visita ocorreu no contexto que precedeu a decretação de prisão preventiva contra Bolsonaro, medida tomada após convocação de vigília pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e relato de danos à tornozeleira eletrônica do ex-presidente.
Erika Hilton (PSOL-SP), parlamentar transexual, apresentou notícia-crime ao STF com base em reportagem televisiva que registrou as imagens do encontro, solicitando a apreensão do aparelho para investigar suposta incitação a plano de fuga que teria fundamentado a decisão de prisão. Com: Gazeta do Povo.
FONTE : Gospel Mais



