As tensões na região do Oriente Médio registraram uma nova escalada no domingo (23), com um ataque seletivo de Israel no Líbano, contra o grupo terrorista Hezbolla. Paralelamente, os Estados Unidos anunciaram uma significativa alteração em sua política externa.
Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram a execução de uma operação de precisão em Beirute, que resultou na morte de Haytham Tabatabai, Chefe do Estado-Maior do Hezbollah. Tabatabai era considerado o segundo comandante mais importante da rede militante apoiada pelo Irã.
O grupo Hezbollah subsequentemente identificou outros quatro militantes mortos no mesmo ataque. O Departamento de Estado dos EUA mantinha uma recompensa de US$ 5 milhões por informações sobre Tabatabai.
O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, emitiu uma declaração reafirmando a postura de seu governo. “As ações imediatas para frustrar ataques são realizadas pelas FDI automaticamente”, disse Netanyahu.
“Quanto às respostas, isso passa pelo Ministro da Defesa e finalmente por mim, e decidimos independentemente de qualquer fonte, e é assim que deve ser. Israel é responsável por sua própria segurança.”
Em resposta, o Hezbollah declarou que o ataque “cruza uma nova linha vermelha”. Autoridades de segurança israelenses relataram que elevou-se o estado de alerta dos sistemas de defesa antimísseis em todo o país, em preparação para uma possível retaliação.
Netanyahu direcionou a responsabilidade para o governo libanês. “Espero que o governo libanês cumpra seu compromisso de desarmar o Hezbollah, porque só assim cada cidadão no Líbano poderá ter um futuro melhor, e só assim pode existir uma boa e segura vizinhança entre Israel e Líbano”, afirmou.
Enquanto isso, na Faixa de Gaza, uma fonte do Hamas alertou o Enviado norte-americano, Steve Witkoff, que o grupo pode declarar o fim do cessar-fogo, alegando ações por parte de Israel. As FDI, por sua vez, contabilizam centenas de violações ao acordo de cessar-fogo pelo Hamas desde sua implementação em outubro. Um incidente no final de semana resultou na morte de cinco terroristas seniores do Hamas após soldados das FDI serem atacados.
A Porta-voz do Governo de Israel, Shosh Bedrosian, comentou: “Este é o Hamas, a organização terrorista que disse estar comprometida com este plano, mas continuou a provar o contrário. Isso ressalta a importância de o Hamas ser desarmado e Gaza desmilitarizada, conforme outlinedo no plano de 20 pontos.”
Em um desenvolvimento separado em Washington, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que sua administração prosseguirá com a designação da Irmandade Muçulmana como uma organização terrorista estrangeira. Trump afirmou que a medida será tomada “nos termos mais fortes e poderosos”.
A decisão federal ocorre em um contexto onde líderes estaduais republicanos já adotaram medidas similares. O Governador do Texas, Greg Abbott, designou anteriormente tanto a Irmandade Muçulmana quanto o Council on American-Islamic Relations (CAIR) como organizações terroristas estrangeiras – uma decisão que o CAIR está contestando judicialmente.
Abbott justificou sua ação citando que “um dos fundadores da filial do CAIR no Texas foi sentenciado a 65 anos de prisão por financiar o terrorismo”. Com informações: CBN News.
FONTE : Gospel Mais



