O evangelista Luca Martini, líder de movimentos missionários sediados na Inglaterra, discursou durante a Conferência Esperança Viva, organizada pela Igreja Missão Cristã Internacional em Lisboa. O evento ocorreu após sua recente viagem missionária ao Japão, onde documentou experiências que compartilhou com os participantes.
“O Japão possui atualmente 0,4% de cristãos, mas cremos que nos próximos anos experimentará crescimento de 400%, 500%, até um milhão por cento, porque Jesus está realizando sua obra globalmente”, declarou Martini, segundo registros do Guiame, veículo presente no local.
O evangelista relatou ter observado similaridade entre o despertamento espiritual no território japonês e os desenvolvimentos em Portugal. “O que testemunhamos aqui hoje já constitui um milagre do Reino celestial. Jesus está atuando nesta nação”, afirmou, acrescentando: “Deus realizará ainda mais através de nossa geração, pois está a sacudir a Terra com o Evangelho de Cristo”.
Em sua exposição, Martini definiu o Evangelho não como sistema doutrinário, mas como “revelação do próprio Deus que se ofereceu em sacrifício pela humanidade”. E prosseguiu:
“Nenhum ser humano poderia ter idealizado isto. Nenhuma religião concebeu algo semelhante. A mensagem evangélica afirma que o próprio Deus veio ao mundo, entregou-se por nós, pecadores, para que pudéssemos reviver”.
Citando passagens da Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo 9, versículos 19-23, o missionário enfatizou a adaptação como estratégia ministerial. “Paulo, embora livre, fez-se servo de todos. Tornou-se judeu para os judeus, gentio para os gentios, fraco para os fracos, com o propósito de salvar alguns”, explicou. “Esta entrega não significa perda identitária, mas liberdade para amar e servir”.
Martini ilustrou o conceito com exemplo contemporâneo: “Conheci um irmão no Japão que inaugurou uma cafeteria como iniciativa evangelística. Estuda para ser barista e todos os seus clientes são não-cristãos. Isto exemplifica fazer-se ‘tudo para com todos’”.
Sobre vocação missionária, o pregador afirmou: “Por longo período imaginamos que missões exigiam deslocamento internacional, mas Deus está levantando missionários em todos os setores: empresas, universidades, artes, desportos”. E complementou: “Ser missionário não é profissão, mas estilo de vida. Significa compreender que cada respiração possui um propósito: tornar Cristo conhecido”.
Martini alertou para o risco de permanência de “ídolos modernos” entre cristãos, comparando-o à experiência dos israelitas pós-êxodo: “Deus libertou o povo do Egito, mas precisou subsequentemente remover o Egito do povo. O Evangelho continua este processo, destronando ídolos contemporâneos que nos aprisionam: medo, dinheiro, fama, sucesso, opinião alheia”.
Encerrando sua preleção, o evangelista proferiu declarações sobre o futuro religioso da Europa: “Esta geração, esta nação, este continente que outrora se distanciou do Senhor – se Deus nos convocou aqui, é para reavivar este território”. E finalizou: “Podemos sonhar e crer que contemplaremos a glória divina. Porque somos livres – libertos pelo precioso sangue do Cordeiro que venceu o inferno, triunfou sobre o mal e conquistou nossa vitória”.
FONTE : Gospel Mais



