Afirmações de que Trump é um “pacificador” são exageradas e escolhas políticas dele, que coloca “Estados Unidos primeiro”, podem ser desvantagem. “Além de tentar negociar a paz para Gaza, vimos políticas que, na verdade, vão contra as intenções e o que está escrito no testamento de (Alfred) Nobel, especialmente para promover a cooperação internacional, a fraternidade das nações e o desarmamento”, declarou Nina Graeger, diretora do Instituto de Pesquisa para a Paz de Oslo (PRIO, na sigla em inglês).
Trump tem uma longa lista de atitudes que não o alinham aos ideais do Nobel da Paz, como retirar os EUA de entidades internacionais e tratados multilaterais. Ele também lançou guerras comerciais contra aliados e rivais, ameaçou tomar a Groenlândia, mobilizou a Guarda Nacional em cidades de seu país, atacou a liberdade acadêmica das universidades, assim como a liberdade de expressão com suas ações judiciais contra meios de comunicação.
“Levamos em consideração todo o panorama”, explicou Jorgen Watne Frydnes, presidente do comitê de cinco membros que concede o prêmio. “Toda a organização ou personalidade completa da pessoa é importante, mas o primeiro e principal [aspecto] que observamos é o que estão fazendo pela paz”, disse.
Expectativa é de que escolha deste ano seja ‘clássica’
Últimas seleções do comitê apontaram vencedores “mais próximos das ideias clássicas de paz”, afirmou Halvard Leira, diretor do Instituto Norueguês de Assuntos Internacionais. Em 2024, o grupo Nihon Hidankyo, formado por sobreviventes ao ataque com bomba atômica no Japão, foi premiado por seus esforços contra as armas nucleares.
Favoritos são russos ou africanos. Entre os nomes de possíveis escolhidos estão Yulia Navalnaya, viúva do crítico do Kremlin Alexei Navalny, as Salas de Resposta a Emergências do Sudão e a Corte Internacional de Justiça. Também há entre os considerados grupos de voluntários que arriscam as próprias vidas para ajudar pessoas em situação de guerra e entidades que lutam por liberdade de imprensa.
noticia por : UOL



