O ato bolsonarista na manhã deste domingo (7) na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, teve pedidos de anistia aos envolvidos na trama golpista de 2022, defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), críticas ao presidente Lula (PT) e ataques gerais ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Os oito integrantes do núcleo crucial da trama golpista estão sendo julgados agora na Primeira Turma do Supremo. Por isso, os apoiadores de Bolsonaro criticam os ministros do Supremo, em especial o relator da ação penal, ministro Alexandre de Moraes.
Trata-se de mais uma manifestação organizada pelo pastor Silas Malafaia, aliado de Bolsonaro. Com o avanço das investigações, eventos dessa natureza passaram a ser organizados nas principais capitais do país. Em prisão domiciliar e com tornozeleira eletrônica, Bolsonaro não participou do protesto no Rio.
Ele é suspeito de ter agido, em parceria com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL), seu filho, para atrapalhar o andamento da ação penal. Eduardo, que está nos Estados Unidos, também não participará, mas o pastor vai discursar no alto do palanque que foi montado na avenida Paulista.
No mês passado, Malafaia foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal. Ele também é suspeito de tentar obstruir as investigações do plano golpista.
Na Paulista, nesta tarde, são aguardados os discursos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, presidente nacional do PL Mulher.
Outros dois governadores estão confirmados: Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina. Os deputados Nikolas Ferreira (MG) e Sóstenes Cavalcante (RJ), ambos do PL, devem estar presentes na avenida Paulista.
Neste 7 de Setembro, manifestações bolsonaristas também vão ocorrer em Curitiba, Belo Horizonte, Brasília e no Rio de Janeiro. A partir de terça-feira (9), o julgamento da trama golpista chega à fase final, com os votos dos ministros da Primeira Turma.
Em paralelo, cresce a pressão no Congresso pela anistia. Tarcísio tornou-se um dos principais articuladores do projeto e foi até Brasília negociar com Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado.
noticia por : UOL



