sábado, junho 6, 2026
BandFM 99.3
  • MATO GROSSO
  • GERAL
  • POLICIA
  • DESTAQUES
  • TECNOLOGIA
  • MATO GROSSO
  • GERAL
  • POLICIA
  • DESTAQUES
  • TECNOLOGIA
No Result
View All Result
BandFM 99.3
No Result
View All Result

Professores veem avanço da violência e relatam medo em sala

MASTER by MASTER
18 de agosto, 2025
in Sem categoria
0
0
SHARES
1
VIEWS

Casos de violência em escolas de Mato Grosso têm ocupado grande espaço na imprensa nos últimos meses, com diversos tipos de agressões entre estudantes dentro ou fora das escolas. O episódio do ataque a uma adolescente por colegas que imitavam uma facção criminosa, no último dia 4 em Alto Araguaia, foi o que teve maior repercussão.

Outras situações, como a tentativa de atear fogo em uma adolescente de 13 anos por intolerância religiosa, em Várzea Grande, e o espancamento de outro, de 15, dentro do banheiro de uma escola de Cuiabá, por sete colegas, são exemplos do cenário em que a violência se propaga, de acordo com os professores.

A professora de Geografia Kely Carvalho dá aula desde 2012. Ela conta que já presenciou diversas situações de violência e risco a outros estudantes e até mesmo aos próprios professores, que também sofrem ameaças.

A professora já foi alertada pelos próprios alunos em relação a possíveis riscos que correu.

 

“Já me disseram: ‘Fulano já falou que não gosta da senhora e a gente sabe que fulano é namorado de ciclano, que é…’ Como que eu posso dizer? Não é aluno, não é trabalhador, não é uma pessoa honrada. E aí a gente para, reflete, ora e volta a trabalhar”, diz.

 

Apesar disso, a professora destaca que nunca chegou a passar pelas vias de fato da violência, mas presenciou colegas sofrendo ameaças e até agressões nas escolas em que já trabalhou. Ela fala sobre o caso de uma aluna que chegou a puxar o cabelo de uma professora, que ficou tão abalada que saiu da unidade.

 

Outra professora, que não quis se identificar, dá aula na área de linguagens a estudantes de escolas públicas desde 2018, e também já foi ameaçada e agredida verbalmente por uma aluna.

 

“Foi muito alarmante. Ela chegou a gritar, fazer gritaria, a utilizar xingamentos para mim, foi bem complicado”, relata.

 

Casos como este, de acordo com a profissional, têm avançado muito, não só dentro da escola. “Eles criam até grupos entre eles para definir formas agressivas de marcar as lutas em ruas, em bairros. Aquela questão toda da violência que às vezes é gerada dentro da própria escola e vai progredindo, vai avançando”, explica.

 

Kely percebe a reprodução de comportamentos vistos em pessoas com quem os estudantes convivem ou assistem na mídia.

 

“Estão reproduzindo muitas coisas que vêm lá fora. Por isso que nós, profissionais das redes pública e privada, quando essa violência chega ao nosso conhecimento, fazemos reuniões e tentamos refletir a melhor forma possível para que isso não chegue nas unidades onde nós estamos. É difícil porque isso é uma questão comportamental”, diz a professora que não quer se identificar.

A profissional também afirma que mesmo alunos que dizem pertencer a facções ou grupos criminosos muitas vezes não o são de fato.

“Às vezes eles usam o nome da facção porque ela está ali na redondeza onde ele mora. Às vezes nem é isso, eles estão envolvidos com aquela coisa que viraliza. Eles falam que têm um grupo, mas às vezes é modismo. Várias vezes esse estudante nem está envolvido com coisa de facção”, afirma.

 

Interferência na educação 

 

As professoras afirmam que este tipo de cenário influencia não apenas as pessoas que estão diretamente envolvidas nas agressões, mas todo o ambiente educacional. “Infelizmente, muitos colegas ficam mais apagando o fogo para conseguir dar aula, o que atrapalha ministrar a sua aula com qualidade”, afirma Kely.

 

“A gente tem que ter mais o jogo de cintura do que, praticamente, lidar com o conteúdo em sala de aula. Porque ao se deparar com alunos violentos já em sala de aula, você tem que evitar possíveis causas e consequências. E isso atrapalha muito, muito. A gente não consegue desenvolver, nem atrair o aluno para a prática de sala de aula”, diz a professora de linguagens.

 

O tripé 

 

Para evitar o aumento da violência nas escolas, Kely afirma que a educação precisa ser apoiada pelo tripé “aluno, instituição e família”. Ela destaca que o aluno deve querer aprender, mas a sua educação não depende apenas de seu esforço, mas também da colaboração de sua família e da instituição de ensino, que precisam apoiar e promover um ambiente seguro para os jovens.

 

Ambas as professoras destacam que a participação da família é fundamental, pois muitos comportamentos e problemas dos alunos vêm da própria casa.

 

Além disso, elas acreditam ser necessário mais acolhimento e acompanhamento psicossocial por parte das instituições públicas, tanto em relação aos alunos quanto aos professores, que também são afetados em muitos casos.

 

Elas ainda relatam sobre como a infraestrutura das escolas pode mudar o comportamento dos alunos, dando o exemplo das cívico-militares, que possuem mais funcionários de pátio e maior apoio aos professores para ministrar as aulas, o que reduz o índice de violência em sala de aula.

 

Além disso, os estudantes ainda são jovens e têm o direito de receber educação e apoio para que mudem comportamentos violentos, como ressaltam as professoras.

 

“Às vezes, é falta de um diálogo, de uma escuta, de um acompanhamento. São vários fatores. E o estudante é vulnerável, tem pessoas boas, tem alunos bons, mas no meio deles acaba tendo a violência”, finalizou a linguista.

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • Trending
  • Comments
  • Latest

Fiel influente no círculo de oração tira a própria vida no templo da Assembleia de Deus

Modelo foi expulsa de mercado por roupas ‘curtas demais’

Oitava Presbiteriana de BH organiza bloco de carnaval e sofre críticas

Conselho Político da COMADEMAT realiza evento de confraternização em Nova Mutum

Em iniciativa da primeira-dama de MT, Governo e Cuiabá Esporte Clube abrem espaço para autistas assistirem jogos na Arena Pantanal

Sine-MT disponibiliza mais de 2,4 mil vagas de emprego nesta semana

Municípios de MT já podem imunizar pessoas maiores de 18 anos com vacina da bivalente

Adolescente é detido e três pessoas são presas com 130 pinos de cocaína

Avião que fará rota mais longa do mundo faz primeiro voo de teste; veja como foi a viagem

Como serão as viagens no avião criado para fazer a rota mais longa do mundo

Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus narra ‘guerra espiritual’

Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus narra ‘guerra espiritual’

Mega-Sena, concurso 2.997: resultado | G1

Mega-Sena pode pagar R$ 32 milhões neste sábado; g1 transmite ao vivo

Inmet mantém alerta para o frio; Sul e Sudeste podem ter geada

Inmet mantém alerta para o frio; Sul e Sudeste podem ter geada

Popular Stories

  • Fiel influente no círculo de oração tira a própria vida no templo da Assembleia de Deus

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Modelo foi expulsa de mercado por roupas ‘curtas demais’

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Oitava Presbiteriana de BH organiza bloco de carnaval e sofre críticas

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Conselho Político da COMADEMAT realiza evento de confraternização em Nova Mutum

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
  • Tolerância Zero à Bandidos que Aterrorizaram Confreza-MT

    0 shares
    Share 0 Tweet 0
BandFM 99.3

We bring you the best Premium WordPress Themes that perfect for news, magazine, personal blog, etc. Check our landing page for details.

Follow Us

Browse by Category

  • DESTAQUES
  • GERAL
  • MATO GROSSO
  • POLICIA
  • TECNOLOGIA
  • Uncategorized

Recent News

Avião que fará rota mais longa do mundo faz primeiro voo de teste; veja como foi a viagem

Como serão as viagens no avião criado para fazer a rota mais longa do mundo

Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus narra ‘guerra espiritual’

Flávio Bolsonaro na Marcha para Jesus narra ‘guerra espiritual’

No Result
View All Result

© 2026 <

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In