Questões de segurança nacional envolvendo os EUA também levaram a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) a barrar a participação de grupos que operam no porto de Santos do leilão do Tecon 10, maior terminal de contêineres.
Embora os norte-americanos sejam um dos maiores parceiros comerciais do Brasil, há a preocupação de que potenciais vencedores do certame em Santos criem dificuldades para o transporte de cargas destinadas à China, com quem Donald Trump trava uma disputa geopolítica.
Trump já deixou publicamente claro seu interesse em controlar o canal do Panamá, por onde passam os navios que saem do Brasil rumo à China.
Atualmente, a gigante TIL, dona da MSC, e o fundo norte-americano BlackRock controlam dois dos maiores terminais de contêineres no canal do Panamá.
A TIL, que atua em Santos, ficou proibida de participar do leilão do Tecon 10. Pela proposta, somente companhias que não operam no porto santista poderão se habilitar.
Os grupos, no entanto, já recorreram à Justiça. Todos querem participar do certame que, até o momento, já conta com dez interessados.
Esse aspecto, no entanto, não apareceu na explicação de motivos da Antaq na defesa de seu modelo durante audiência no TCU (Tribunal de Contas da União) na semana passada.
Para a agência, haverá excessiva concentração de mercado caso os atuais operadores no porto participem do leilão do Tecon 10. Em alguns casos, ela vai superar 60%.
Com Stéfanie Rigamonti
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noticia por : UOL



