<img src="https://s2-g1.glbimg.com/2PrlNqy3P3QLMaev4p9LkFRoz_g=/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/Z/z/jJBxYdTv6RgAzsmRDc3Q/2025-02-22t025906z-688176776-rc2tdbavtmt1-rtrmadp-3-rumble-brazil.jpg" /><br /> Ao ser questionado em audiência na Câmara, Marco Rubio afirmou que o governo americano avalia impor sanções ao ministro do STF. Punição pode incluir bloqueio de bens e proibição de entrada nos EUA. Comitê da Câmara dos EUA aprova projeto que mira o ministro Alexandre de Moraes O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (21) que há uma "grande chance" de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes seja punido pelo governo americano com sanções. A declaração foi feita durante uma sessão na Câmara dos Representantes. ✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Rubio participou de uma audiência do Comitê de Relações Exteriores da Casa. Durante a sessão, o deputado republicano Cory Mills afirmou que o Brasil enfrenta um "alarmante retrocesso nos direitos humanos" e disse que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria prestes a se tornar um preso político. Em seguida, Mills perguntou a Rubio se os Estados Unidos estavam avaliando punir Moraes com base na Lei Global Magnitsky. "Isso está sendo analisado neste momento, e há uma grande, grande possibilidade de que aconteça", respondeu Rubio. Rubio não deu outros detalhes sobre a análise envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. O g1 entrou em contato com o STF, que afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto. A Lei Magnitsky está em vigor nos Estados Unidos desde 2012 e permite que o governo norte-americano puna cidadãos estrangeiros. Entre as medidas previstas estão o bloqueio de bens financeiros em solo americano e a proibição de entrada no país. A legislação foi criada em homenagem ao advogado anticorrupção russo Sergei Magnitsky, que morreu na prisão após denunciar desvios de dinheiro por membros do governo da Rússia. O objetivo da norma é sancionar estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos ou de corrupção em larga escala. Projeto na Câmara Alexandre de Moraes durante sessão em 27 de novembro de 2024 Reuters/Adriano Machado Atualmente, tramita na Câmara dos Estados Unidos um projeto de lei que prevê a proibição de entrada ou deportação de qualquer pessoa considerada um "agente estrangeiro" que tente censurar cidadãos americanos em território nacional. A proposta foi apresentada pelos deputados republicanos Maria Elvira Salazar e Darrell Issa e não menciona diretamente Alexandre de Moraes. No entanto, ao anunciar o projeto em setembro de 2024, Issa afirmou que se tratava de uma resposta às decisões do STF no Brasil. O texto, intitulado “Sem Censores em Nosso Território”, foi aprovado pelo Comitê Judiciário da Câmara em fevereiro deste ano — órgão equivalente à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados no Brasil. Dias após a aprovação do texto no comitê, Moraes reagiu à ofensiva norte-americana e afirmou que o Brasil deixou de ser uma colônia em 1822. "Pela soberania do Brasil, pela independência do Poder Judiciário e pela cidadania de todos os brasileiros e brasileiras. Pois deixamos de ser colônia em 7 de setembro de 1822 e, com coragem, estamos construindo uma República independente e cada vez melhor, independente e democrática. E construindo com coragem. Como sempre lembra a eminente ministra Cármen Lúcia, citando Guimarães Rosa: ‘O que a vida quer da gente é coragem’", disse. O projeto ainda não foi votado no plenário da Câmara e não está em vigor. Não há data prevista para a votação. VÍDEOS: mais assistidos do g1<br><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/05/21/secretario-de-estado-de-trump-diz-que-ha-grande-possibilidade-de-alexandre-de-moraes-ser-punido-por-lei-dos-eua.ghtml">source</a><br>Fonte: G1