Os scooters chegaram ao Brasil sem fazer alarde no início dos anos 1990. Eram modelos importados e bem simples em tecnologia, mas que ganharam espaço nas regiões litorâneas e nos condomínios. O porte compacto e a pilotagem amigável ajudaram a expandir as vendas. Com o trânsito pesado das grandes cidades, o segmento ganhou mais espaço nas ruas ao longo dos anos. Segundo a Fenabrave (federação que reúne os distribuidores de veículos), 666 mil scooters foram emplacados em 2024, um crescimento de 23,8% em relação a 2023. O segmento respondeu por 35,5% das motocicletas licenciadas no Brasil no ano passado. Hoje existem opções que vão de 50 a 550 cm³, com valores igualmente diversos. Embora a Fenabrave não faça distinção entre as motonetas (normalmente com rodas maiores, marchas e embreagem automatizada) e os scooters clássicos (com rodas pequenas e câmbio automático), o segmento como um todo só tem aumentado em vendas na última década. Esses modelos estão entre os preferidos do público feminino, que praticamente dobrou no Brasil nos últimos anos. O número de mulheres com habilitação para pilotar motocicletas passou de 4,5 milhões em 2012 para 8,9 milhões em 2022, segundo dados da Abraciclo (associação dos fabricantes de motos e bicicletas). "Nos scooters de baixa cilindrada, observamos um percentual significativo de iniciantes e de mulheres, maior do que em outros segmentos de motocicletas. Essa preferência se deve à praticidade, à facilidade de pilotagem e ao conjunto de tecnologias que oferecem, como câmbio automático e porta-objetos", diz Eduardo Ugaji, gerente de planejamento de produto da Yamaha Motor do Brasil. Econômicos na hora de abastecer (muitos modelos atingem médias próximas a de 40 km/l com gasolina), os scooters também agradam pela condução fácil em meio ao trânsito urbano. Conheça algumas das opções vendidas atualmente. noticia por : UOL