5 de abril de 2025 - 17:19

‘Anjos estão conosco na Terra’: Lee Strobel explica a presença invisível desses seres

Em debate recente sobre angelologia, estudiosos cristãos e autores revisitaram o papel dos anjos nas Escrituras, destacando sua função como “servos celestiais” e discutindo evidências bíblicas para a existência de anjos da guarda.

Lee Strobel, jornalista pesquisador e ex-ateu, enfatizou que, embora os anjos sejam “atores secundários” na narrativa divina, sua influência é relevante tanto no contexto bíblico quanto em relatos modernos.

Anjos na Bíblia

A Bíblia faz menção a anjo 16 vezes no Antigo Testamento e 17 no Novo Testamento, sempre vinculados a momentos cruciais. Graham Cole, ex-professor de teologia da Trinity Evangelical Divinity School, listou intervenções angelicais decisivas:

  • Êxodo do Egito (Êxodo 14:19): Um anjo protegeu os hebreus durante a fuga;
  • Entrega da Lei (Gálatas 3:19): Anjos mediram a entrega dos mandamentos;
  • Encarnação de Cristo (Lucas 1:26): O anjo Gabriel anunciou o nascimento de Jesus;
  • Ressurreição (João 20:12): Anjos testemunharam o túmulo vazio.

“Esses seres não são o centro da redenção, mas operam como agentes da vontade divina”, explicou Cole.

Anjos da guarda

Strobel citou teólogos como Peter R. Schemm Jr. e Ron Rhodes para defender a tese de que cada cristão tem um anjo protetor. Rhodes, em “A Vida Secreta dos Anjos”, escreveu: “Um vasto mundo de seres espirituais inteligentes e poderosos está ao nosso redor. Sua realidade merece estudo cuidadoso”.

Douglas Potter, colaborador do apologista Norman Geisler, reforçou a ideia com base em passagens como Mateus 18:10, onde Jesus afirma: “Seus anjos nos céus sempre veem a face de meu Pai”.

“O pronome ‘deles’ indica uma relação pessoal entre humanos e um anjo”, argumentou Potter. Ele também mencionou Atos 12:15, quando cristãos atribuíram a aparição de Pedro a seu “anjo”, sugerindo crença comum na guarda angelical.

Proteção e Conforto na Doutrina

Para Potter, a ideia de um anjo da guarda transcende o físico: “É uma expressão do amor de Deus. Enquanto nos protegemos no mundo material, no espiritual, essa proteção divina é vital”. Ele acrescentou: “Saber que há batalhas invisíveis e que não estamos sozinhos traz conforto incomparável”.

Strobel concordou: “O estudo dos anjos revela que a realidade visível é apenas parte de um todo. Há uma dimensão sobrenatural ativa, criada por Deus para nos ministrar”.

História

A crença em anjos da guarda remonta ao século V, com registros em escritos de Agostinho de Hipona. Na Reforma Protestante, teólogos como João Calvino reconheceram sua existência, mas alertaram contra devoções excessivas.

Hoje, a angelologia é tema de cursos em seminários e livros como “A Doutrina dos Anjos e Demônios” (Geisler e Potter, 2022).

O debate ganhou espaço em podcasts e fóruns cristãos, com opiniões divididas entre literalidade bíblica e interpretações simbólicas. Enquanto alguns enfatizam cautela para não “angelizar” a fé, outros veem na doutrina uma ferramenta de encorajamento pastoral. Com informações: The Christian Post.

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FONTE : Gospel Mais

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