4 de abril de 2025 - 6:43

Ele ficou preso no espaço, mas nem isso o impediu de ir à igreja; Entenda

O astronauta Barry “Butch” Wilmore, da NASA, afirmou nesta semana que a participação remota em cultos cristãos foi essencial para manter seu bem-estar espiritual durante os 286 dias que ficou preso no espaço a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS).

A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa realizada na segunda-feira (31) em Houston, Texas, ao lado da também astronauta Suni Williams.

Wilmore, cuja missão inicial estava prevista para durar apenas oito dias, permaneceu por mais de nove meses em órbita devido a atrasos e dificuldades técnicas relacionadas à missão.

Ao ser questionado sobre sua rotina espiritual enquanto esteve preso no espaço, ele destacou a importância da comunhão com sua igreja local.

“A Palavra de Deus me preenchendo continuamente, eu preciso dela”, declarou Wilmore. “Meus pastores são os melhores pastores no — ou fora dele, neste caso — planeta. E me conectar e adorar com minha família da igreja era vital. Quero dizer, é parte do que me faz ir”.

O astronauta contou que, mesmo em órbita, acompanhava regularmente os cultos transmitidos pela Providence Baptist Church, localizada em Pasadena, Texas, onde ele atua como ancião há 17 anos.

Wilmore também assistiu cultos online da Grace Baptist Church, em Mount Juliet, Tennessee, onde um amigo pessoal atua como pastor e ancião.

Em entrevista anterior à emissora CBN, Wilmore revelou que liderou devocionais a bordo da ISS e chegou a cantar o hino Amazing Grace com colegas astronautas. Ao refletir sobre a importância da fé no contexto da missão, afirmou:

“Para mim, é a fé em meu Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Ele é o fim de tudo, o ser tudo. Ele nos perdoa”.

“Ele nos ensina quando diz em Sua Palavra sobre estar contente em todas as situações porque Ele está executando Seu plano e Seus propósitos para Sua glória e nosso bem, e eu acredito nisso porque a Bíblia diz isso”.

Wilmore também falou sobre as dificuldades enfrentadas durante a longa permanência no espaço, enfatizando que o contentamento não significa ausência de dor ou tristeza, mas sim confiança na soberania de Deus.

“Quem viveu uma vida sem dor? Quero dizer, ninguém. Essa é a natureza da existência. Quem viveu uma vida sem tristeza? Quem viveu uma vida sem desafios? Ela nos faz crescer, aprendemos com ela, e esse é o foco que tento tirar dela: O que o Senhor está tentando me mostrar?”

Ao retornar à Terra, no dia 18 de março, a bordo da cápsula SpaceX Dragon, Wilmore foi recebido com entusiasmo pela comunidade da Providence Baptist Church. Segundo o pastor Tommy Dohn, a congregação ficou alegre ao revê-lo pessoalmente.

“Houve um pouco de excitação depois que ele veio, mas ele não quer ser o foco”, disse Dohn em entrevista à emissora local KPRC. “Embora todos nós estejamos meio que deslumbrados”.

A missão de retorno dos astronautas gerou repercussões políticas. De acordo com reportagem do The Christian Post, o CEO da SpaceX, Elon Musk, afirmou que o governo Biden recusou sua oferta de antecipar o resgate da tripulação para evitar conceder a ele — defensor declarado do ex-presidente Donald Trump — uma “vitória visual” durante o ano eleitoral.

Indagado sobre essa alegação, Wilmore confirmou que o comentário de Musk era “absolutamente factual”, mas esclareceu que não tinha acesso às discussões privadas sobre o caso.

Durante a coletiva de imprensa, ao ser perguntado se se sentiu “preso” ou “abandonado” durante a missão, respondeu com cautela:

“Qualquer um desses adjetivos tem uma definição muito ampla. Então, em certos aspectos, estávamos presos, em certos aspectos, talvez estivéssemos abandonados, mas com base na forma como eles estavam falando sobre isso, que fomos deixados e esquecidos em órbita, não estávamos nem perto de nada disso”.

Barry Wilmore tem 61 anos, é capitão aposentado da Marinha dos Estados Unidos e piloto veterano de testes. Esta foi sua terceira missão espacial. Ele continua vinculado à NASA como astronauta e também é reconhecido por seu envolvimento ativo como professor de EBD.

FONTE : Gospel Mais

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