O Governo de Mato Grosso conta com seis aviões à disposição para reforçar as ações de combate aos incêndios florestais em 2023. Das aeronaves, quatro foram locadas pela Defesa Civil Estadual, enquanto o Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT) conta com dois aviões do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAVBM), comandado pelo Batalhão de Emergências Ambientais (BEA). “A disponibilidade desses aviões é resultado de um esforço da gestão atual do Governo do Estado para o combate aos incêndios florestais. Somente em 2021 e 2022 foram realizadas cerca de 740 horas de voo e lançados mais de 4 milhões de litros de água. Já neste ano, renovamos o contrato para 680 horas de voo, o que comprova o compromisso do Governo de Mato Grosso na preservação do meio ambiente”, afirma o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil, coronel BM Cesar Brum. <picture data-fileentryid="45156373"><source srcset="/o/adaptive-media/image/45156373/Thumbnail-128x128/52409772783_9fbef8af65_o.jpg?t=1689979068874" media="(max-width:128px)" /><source srcset="/o/adaptive-media/image/45156373/Thumbnail-1024x1024/52409772783_9fbef8af65_o.jpg?t=1689979068874" media="(max-width:1024px) and (min-width:128px)" /><img src="https://www.bombeiros.mt.gov.br/documents/18620746/18620862/52409772783_9fbef8af65_o.jpg/bb0fc945-42c7-92ef-5123-5e38b0e6ef37?t=1689979068874+&imageThumbnail=3" alt="" /></picture> O contrato viabilizado pela Defesa Civil neste ano tem o investimento de R$ 7,8 milhões e garante o acionamento simultâneo de quatro aviões em todo o território mato-grossense. Além da vegetação, a segurança dos militares e demais profissionais no local também é um fator determinante para o uso dos aviões. Ventos muito fortes e vegetação muito seca resultam em uma propagação de fogo muito rápida, o que pode colocar em risco a vida do profissional. <picture data-fileentryid="45156347"><source srcset="/o/adaptive-media/image/45156347/Thumbnail-128x128/50207956026_b6ca297170_o.jpg?t=1689978764340" media="(max-width:128px)" /><source srcset="/o/adaptive-media/image/45156347/Thumbnail-1024x1024/50207956026_b6ca297170_o.jpg?t=1689978764340" media="(max-width:1024px) and (min-width:128px)" /><img src="https://www.bombeiros.mt.gov.br/documents/18620746/18620862/50207956026_b6ca297170_o.jpg/2606db22-1fdd-14d8-f3fa-38de52039416?t=1689978764340+&imageThumbnail=3" alt="" /></picture> “O uso das aeronaves é primordial para a segurança dos bombeiros militares. Em alguns cenários, o fogo está totalmente descontrolado, se alastrando muito rapidamente em uma área de vegetação, em uma situação extremamente vulnerável, então enviamos a aeronave para diminuir a intensidade das chamas e possibilitar que as equipes terrestres consigam extinguir o fogo”, explica o comandante do BEA, tenente-coronel Marco Aires. Apesar de ser um importante instrumento para o combate ao fogo, há cenários que impedem o uso da aeronave. <picture data-fileentryid="45156358"><source srcset="/o/adaptive-media/image/45156358/Thumbnail-128x128/50380120368_2923fd913b_o.jpg?t=1689978966534" media="(max-width:128px)" /><source srcset="/o/adaptive-media/image/45156358/Thumbnail-1024x1024/50380120368_2923fd913b_o.jpg?t=1689978966534" media="(max-width:1024px) and (min-width:128px)" /><img src="https://www.bombeiros.mt.gov.br/documents/18620746/18620862/50380120368_2923fd913b_o.jpg/775737f6-48a7-7b0a-1a2d-8480991f7482?t=1689978966534+&imageThumbnail=3" alt="" /></picture> “Vegetações muito altas, por exemplo, impedem que a água chegue até o solo. Regiões mais montanhosas também são um impeditivo, tendo em vista a dificuldade para realizar manobras para chegar o mais próximo possível do solo”, afirma. “A presença de pistas de pouso próximas aos incêndios florestais também é primordial para que as aeronaves se desloquem para combater o fogo. Se a distância é muito longa, dificulta o emprego dos aviões e, consequentemente, o apoio aéreo no combate ao fogo em conjunto com as equipes terrestres”, acrescenta o comandante. <picture data-fileentryid="45156384"><source srcset="/o/adaptive-media/image/45156384/Thumbnail-128x128/50380995882_40eba00b47_o.jpg?t=1689979160846" media="(max-width:128px)" /><source srcset="/o/adaptive-media/image/45156384/Thumbnail-1024x1024/50380995882_40eba00b47_o.jpg?t=1689979160846" media="(max-width:1024px) and (min-width:128px)" /><img src="https://www.bombeiros.mt.gov.br/documents/18620746/18620862/50380995882_40eba00b47_o.jpg/45d17ec6-14e7-ddf0-51ef-7972bdea4f2e?t=1689979160846+&imageThumbnail=3" alt="" /></picture> Aires explica que Mato Grosso ainda não demanda o uso total da sua capacidade de combate aéreo. Ele ressalta que, no entanto, duas bases aéreas já foram instaladas: dois aviões foram deslocados para a região médio norte, em Sorriso e Sinop. “Em conjunto com a Defesa Civil, a diretora Operacional dos Bombeiros, coronel Vivian Corrêa, define onde as aeronaves ficarão à disposição. Os municípios são escolhidos de forma estratégica para garantir a maior cobertura de região possível”, explica o comandante. <strong>Período proibitivo</strong> <picture data-fileentryid="45156395"><source srcset="/o/adaptive-media/image/45156395/Thumbnail-128x128/52409707930_a92321ff80_o.jpg?t=1689979176259" media="(max-width:128px)" /><source srcset="/o/adaptive-media/image/45156395/Thumbnail-1024x1024/52409707930_a92321ff80_o.jpg?t=1689979176259" media="(max-width:1024px) and (min-width:128px)" /><img src="https://www.bombeiros.mt.gov.br/documents/18620746/18620862/52409707930_a92321ff80_o.jpg/2887e865-0e3e-12ab-3e86-25ea96019a75?t=1689979176259+&imageThumbnail=3" alt="" /></picture> Desde o dia 1º de julho está proibido o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais e urbanas em Mato Grosso, conforme o decreto nº 259/2023. O documento declara situação de emergência ambiental entre os meses de maio e novembro, o que possibilita a mobilização de esforços governamentais para a prevenção e combate aos incêndios e as contratações e aquisições necessárias ao período de alto risco de incêndios florestais. Para o combate de incêndios florestais e desmatamento ilegal neste ano, o Governo destina o investimento de R$ 77,4 milhões. O recurso teve um aumento de 29% em comparação com o investimento de R$ 60 milhões do ano passado e representa o aumento das ações do Governo de MT para conservar o meio ambiente.